13 de agosto de 2026

O que preciso saber do conflito Palestina-Israel para não parecer um bolsonarista, por Saulo Barbosa

Este texto aborda um tema de extrema complexidade, que tem sido objeto de discussão e análise ao longo de décadas
Banksy

O que preciso saber do conflito Palestina-Israel para não parecer um bolsonarista

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

por Saulo Barbosa Santiago dos Santos[1]

INTRODUÇÃO

Em outubro de 2023 o grupo palestino Hamas invadiu o Estado de Israel, adentrou em casas e eventos festivos, matou, feriu e sequestrou dezenas de pessoas, em sua maioria civis inocentes. Embora criminoso e bárbaro, foi um ataque bem planejado e organizado, mostrou ao mundo que Israel tem fraquezas e não é imbatível. Redes de televisão e as mídias sociais reproduziram vídeos do ataque incessantemente, o mundo ficou assustado e houve uma grande comoção às vítimas, entretanto, iniciou-se questionamentos e debates sobre o que motivou um grupo de palestinos agir desta forma tão brutal. Tivemos acesso a uma parte da realidade complexa do Oriente Médio, ouvimos termos que estamos pouco familiarizados, países que só conhecemos nos livros escolares e filmes hollywoodianos (os orientais sempre como os vilões, deixar claro), o que nos mostrou o quanto desconhecemos a história da região, principalmente quando se trata da Palestina e de Israel e seus conflitos.

Este texto aborda um tema de extrema complexidade, que tem sido objeto de discussão e análise ao longo de décadas, e que encontra-se documentado em inúmeras obras literárias. É importante reconhecer desde o início que, apesar dos esforços em condensar esse vasto assunto em um espaço limitado, muitos aspectos não serão completamente abordados. O objetivo deste artigo é esclarecer alguns termos, mostrar brevemente a complexidade e contradições que ocorrem na região da Palestina e Israel, bem como, fornecer, à luz da razão, explicações sobre o conflito histórico destes dois povos.

SEMITAS, ÁRABES, JUDEUS E SIONISMO

Quando se trata de assuntos sobre o Oriente Médio ouvimos palavras pouco populares como “semitas”, “árabes”, “judeus” e “sionistas”, claro, o Brasil é majoritariamente católico e dá para entender o desconhecimento já que tais questões não fazem parte do nosso cotidiano. Mas com os conflitos entre Israel e Palestina, mais e mais vezes ouvimos, ainda assim, é raro termos explicações, o que nos deixa descontextualizados.

O termo “semita” refere-se a um grupo de povos que compartilham uma conexão histórica e linguística por meio de línguas semíticas. As línguas semíticas são uma família linguística que inclui vários idiomas, como o hebraico, o árabe, o aramaico e o acadiano, entre outras. Elas têm uma origem comum e compartilham algumas semelhanças além da linguagem, contudo, a identidade semita também está associada a grupos étnicos ou culturais que historicamente falavam ou falam tais línguas. Os povos semitas incluem judeus, árabes, assírios, fenícios, entre outros.

Os árabes são um grupo étnico da Península Arábica, nesta região inclui-se a Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein, entre outros. No entanto, ao longo da história, os árabes se espalharam por uma vasta área que inclui o Oriente Médio, o Norte da África e partes da Ásia. Os árabes têm diversas origens étnicas e culturais, e não formam um grupo homogêneo em termos de etnia ou religião.

Judeu é um termo que se refere a uma pessoa que segue o judaísmo, uma religião monoteísta que tem suas raízes na história e na tradição do povo judeu. Além disso, o termo “judeu” pode se referir a uma pessoa de ascendência judaica, mesmo que não seja praticante da religião.

O sionismo é um movimento político e ideológico que surgiu no final do século XIX com o objetivo de estabelecer um estado judeu na terra historicamente conhecida como Israel, que estava sob o domínio do Império Otomano naquela época. Segundo Roberto Romano, no Corão, há muitas referências precisas sobre o lugar habitado pelos judeus antes da Diáspora imposta pelos romanos. Na Bíblia, por eles reconhecidas como fonte anterior da Palavra divina, encontram histórias, determinações geográficas, costumes, guerras, dissensões civis etc. Nos escritos cristãos, a mesma realidade é patente. Nos textos revelados é clara a presença dos judeus no lugar onde hoje eles se encontram. Os filhos de Israel não inventaram um direito, nem foram a ele conduzidos por mentiras. Como nenhum crente (judeu, islamita, cristão) segue até o final a tese de exegetas contemporâneos, os quais negam historicidade aos escritos sagrados, existe base para a reivindicação dos judeus à sua terra (ROMANO, 2009, p. 94)

O sionismo teve suas origens no final do século XIX, em meio a preocupações às condições dos judeus em comunidades ao redor do mundo e a crescente perseguição, principalmente na América do Norte e Europa, que foram os locais que houve maior dispersão. Theodor Herzl (1860 – 1904), frequentemente considerado o fundador do sionismo moderno, desempenhou um papel central na promoção da ideia de um estado judeu como uma solução às incertezas na vida dos judeus.

É válido pensar que nem todos os judeus são sionistas, assim como nem todos os sionistas são judeus porque o sionismo, como movimento, não está limitado aos judeus, por exemplo, no Brasil, existem cristãos que defendem a causa sionista. Há judeus que não concordam com o sionismo, por exemplo, as comunidades hassídicos, grupos judaicos reformistas e liberais, e os judeus antissionistas seculares. Para todos, o sionismo não corresponde, seja em partes ou no todo, aos ensinamentos do judaísmo. Entretanto, há um estudo onde afirma que somente 5% dos judeus não são sionista, a questão: como os pesquisadores deste estudo entrevistou judeus em escala mundial? Qual a metodologia usada? Quem fez as entrevistas? São muitas questões levantadas sobre este estudo que não se sabe respostas.

ANTISSEMITISMO, DIÁSPORA E O SURGIMENTO ESTADO DE ISRAEL

Historicamente, os judeus têm sido vítimas de perseguições ao longo dos tempos, devido principalmente ao fanatismo religioso, resultando em racismo e ódio contra eles basta recordar o Édito de Expulsão, de 1492, dos judeus para longe da Espanha; basta olhar a Sententia Estatuto de Toledo, de 1449, basta ler o texto de Lutero, Sobre os Judeus e Suas mentiras; isto, isto para falar apenas em alguns marcos da cruzada contra os judeus e as minorias em países cristãos (ROMANO, 2009, p. 87).

Os pogroms, que foram uma série de violentos ataques, perseguições e massacres perpetrados principalmente contra judeus em várias partes da Europa Oriental e Rússia Imperial durante os séculos XIX e início do século XX, são vistos como um prelúdio para o Holocausto. A União Soviética também teve sua parcela de racismo contra os judeus, discriminando o povo judeu através do poder estatal, como no caso do “Doctor Plot”, quando Stalin inventou acusações contra médicos judeus, acusando-os de conspirar contra o Kremlin, por isso,

Impulsionado por uma crescente paranoia, Stalin estava convencido que os médicos judeus que tratavam membros do governo estavam envolvidos na trama antissoviética, parte da qual era sabotar o tratamento médico de funcionários do governo. Entre outras acusações, os médicos foram forçados a confessar que tratavam de maneira intencional os altos funcionários do governo, como Shcherbakov, Kalinin, Zhdanov e outros[2].

A primeira grande diáspora judaica aconteceu no século VI a.C., quando o Reino de Judá foi conquistado pela Babilônia, e muitos judeus foram exilados para a Babilônia e outras regiões, incluindo o Egito e Roma. Além desta diáspora, ocorreram outras, como a diáspora Romana (ano 70 d.C), Medieval (séc. V-VI d.C), da Europa Oriental (séc. XVIII – XIX) e a Moderna (séc. XIX – XX). Os judeus ficaram espalhados por todo mundo jogados à própria sorte e isso foi um problema porque nem todos os nativos das regiões onde os judeus se assentavam concordavam com o pensamento e a forma de vida judaica, afinal, eram estrangeiros.

Por serem estrangeiros em terras alheias, sofriam todo o tipo de preconceito, discriminação e racismo, levavam a culpa por qualquer mal, a teses mentirosas contra eles são sempre as mesmas: deicidas, gananciosos, parasitas financeiros e usurpadores de empregos. Os protocolos dos Sábios de Sião foi outra falsa acusação antissemita forjada pela polícia política do Czar russo Alexandre III (1845 – 1894), onde afirmava a existência de um plano secreto para os judeus dominarem o mundo e, embora a revista americana Time tenha noticiado os protocolos em maio de 1921, somente três meses depois publicaram três textos afirmando que os protocolos não passavam de um “truque grosseiro executado por um plagiário negligente e cínico” que parafraseara um volume publicado em Bruxelas, em 1865, sob o título “Diálogos no inferno entre Maquiavel e Montesquieu”. O autor de tal livro era o advogado francês Maurício Joly (BARROSO, 1991, p. 27)

O ápice de todo mal que os judeus sofreram veio nas mãos dos Nazistas com o holocausto. O Holocausto (1941 – 1945) é considerado como um dos eventos mais sombrios e trágicos da história do século XX. Foi o genocídio sistemático e deliberado de mais de 6 milhões de judeus europeus e de outros grupos minoritários durante a Segunda Guerra Mundial, sob o regime nazista liderado por Adolf Hitler (1889 – 1945).

Após séculos de perseguição e genocídio ao povo judeu, começou-se o movimento para criar um lugar seguro, onde qualquer judeu poderia ir: Estado de Israel. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Declaração Balfour de 1917, emitida pelo governo britânico, expressou apoio à criação de um “lar nacional para o povo judeu” na Palestina. Isso foi um passo importante para o estabelecimento de um estado judeu. Em 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução 181, que recomendava a partição da Palestina em dois estados, um judeu e outro árabe, com Jerusalém sob controle internacional. Isso levou à declaração de independência do Estado de Israel em 1948.

O Estado de Israel foi formalmente estabelecido em 14 de maio de 1948, marcando o cumprimento das aspirações sionistas de um estado judeu. David Ben-Gurion foi o primeiro primeiro-ministro de Israel. O sionismo desempenhou um papel central na construção da identidade nacional de Israel, que é definida como o Estado-nação do povo judeu e está incorporado na Declaração de Independência de Israel como um dos princípios fundamentais do país.

PALESTINA: UMA HISTÓRIA DE TERRITÓRIO E SUA IDENTIDADE

A Palestina, localizada no Oriente Médio, é dividida em três partes: a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. A Faixa de Gaza faz fronteira com o Egito, a Cisjordânia faz fronteira com Israel e a Jordânia. Somando todas as partes, a Palestina abrange um território um pouco maior que 6.000 km², o que é aproximadamente do tamanho de Brasília. Sua população é de cerca de 7 milhões, quase equivalente à população do estado de Goiás, que tem um território 50 vezes maior.

Embora haja diversas fontes que narram a história de uma terra e de um povo palestino, há um acirrado debate sobre a existência real da Palestina como nação. Alguns argumentam que o local que é chamado de Palestina é uma região onde diversos povos, incluindo árabes, judeus e muçulmanos, coexistiram devido à sua riqueza em recursos naturais, mas que não constitui um país independente. Isso pode ser observado nas declarações da ex-primeira-ministra de Israel, Golda Meir, em 1969, quando afirmou que tomariam o país porque não existia um povo palestinho e muito menos alguém que se considerasse como tal. (SACCO, 2004)

No entanto, ao analisar o passado da Palestina, podemos identificar uma identidade distintiva com diversos grupos étnicos, culturas e tradições. Havia um povo pastoril, pacífico e agrário, com línguas e dialetos próprios, além de crenças religiosas e estruturas políticas. Isso se referia ao período antigo da Palestina, especialmente antes das conquistas e mudanças que ocorreram ao longo da história, incluindo a dominação romana e otomana. Portanto, negar a existência dos palestinos como povo seria um erro.

O nome “Palestina” foi dado pelo Império Romano (27 a.C – 475 d.C) quando a região era uma província, de fato, chamar esta região de “Palestina”, por si só já é um vontade política, pois, de outra forma, poderia chamá-la de qualquer outro nome, inclusive “Israel”. Embora as referências à Palestina remontem a partir do século VIII, foi descoberto que ela já era predominantemente àrabe e islâmica já no final do século VII. A partir do século VIII vários impérios conquistaram a Palestina, em 1516, ela se tornou uma província do Império Otomano,

quando os otomanos chegaram, encontraram uma sociedade em sua maioria rural e composta por muçulmanos sunitas, mas com elites urbanas de idioma árabe. Menos de 5 por cento da população era judaica, e provavelmente de 10 a 15 por cento eram cristão (PAPPE, 2017, p. 384)

Os palestinos podiam ser o que fosse, pastoril, agrícolas, pacíficos, pouco instruídos educacionalmente, mas as terras eram deles e ninguém tem o direito de tomá-las, não à toa que as principais cidades foram construídas por árabes palestinos, mas as coisas mudaram a partir da declaração de Balfour.

A Declaração de Balfour foi uma carta do então Ministro das Relações Exteriores britânico, Arthur Balfour, ao líder do movimento sionista britânico, Lord Rothschild. Esta declaração política foi emitida pelo governo britânico em 1917 durante a Primeira Guerra Mundial e deixou claro que o Reino Unido “vê com favor o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu”, com isso, desconfiguraria a Palestina e seu povo para dar lugar um novo Estado de Israel.

Antes de matar um povo ou uma pessoa, antes, precisa desumanizá-la, fazer parecer que são monstros ou piores que animais raivosos que precisam ser extirpados do planeta e é justamente isso que os sionistas veem fazendo com o povo palestino,

desde o início do planejamento concreto dos sionistas para a Palestina (isto é, durante e depois da Primeira Guerra Mundial), pode-se notar um predomínio crescente da noção de que Israel deveria se erguer sobre as ruínas dessa Palestina árabe. No princípio, a ideia era expressa com uma boa dose de cautela, e de modo a se adaptar à concepção de um colonialismo de reconstrução tão crucial para o alto imperialismo europeu (SAID, 2011, pos. 1083)

Na criação do Estado de Israel, a separação territorial foi feita pela ONU, os países árabes sequer foram consultados, não há qualquer fato onde interpretamos concordância dos palestinos sobre o colonialismo sionista, após 1947, a história da Palestina é sobre a resistência aos colonos estrangeiros.

PROBLEMA ÁRABE NA CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL EM 1947

Os sionistas dizem que as terras palestinas foram deles há centenas de anos, pois a bíblia que eles escreveram, neste caso o Antigo Testamento, diz isso, desta forma, estão apenas reconquistando para reconstruir o seu lar. Uma longa documentação histórica demonstra o contrário, pois ali havia um povo e uma cultura, que por mais diferentes que fosse, era a terra deles. Surge um problema insolúvel: a criação do Estado da Palestina e de Israel.

A Palestina era colônia do Reino Unido, depois da declaração de Balfour, a imigração judaica para a Palestina aumentou, provocando tensões com a população árabe local. Três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, os Judeus precisavam de um local seguro com a promessa de nunca sofrer outro holocausto, desta forma, em 1947, as Nações Unidas propuseram um plano de partilha da Palestina, que previa a criação de um Estado judeu e um Estado palestino e sua devidas limitações, com Jerusalém sob administração internacional.

O plano, previsto na Resolução 181, foi aprovado pela Assembleia Geral da ONU, mas houve um grave problema. Os palestinos não foram consultados e não concordaram com a partilha. Os judeus receberam 55% do território, incluindo áreas ricas, férteis e estrategicamente posicionadas, enquanto os árabes palestinos, que eram três vezes mais numerosos, receberam uma parcela menor num terreno desfavorável.

Os sionistas começaram o processo de expansão territorial, assentamento e colonização da Palestina, tomando palmo a palmo as terras. Ao contrário de como muitos pensam, os sionistas não encontraram um território deserto e atrasado, pelo contrário, havia um sistema urbanizado e organizado, com residências e ruas, cerca de 780 mil árabes-palestinos foram expropriados e desalojados em 1948 para facilitar “a reconstituição e a reconstrução” da Palestina. Trata-se de refugiados palestinos que somam atualmente bem mais de 2 milhões. E, por fim, devemos acrescentar que o número de árabes mantidos desde 1967 nos territórios ocupados (que Menachem Begin alega ter “libertado”) chega a 1,7 milhão; destes, meio milhão fazia parte de Israel antes de 1967 (SAID, 2011, pos. 1125).

Tanto a Liga Árabe quanto os árabe palestinos foram contrários ao Estado Israel porque a partilha é fruto de uma contradição haja vista a própria Carta da ONU adotada em 26 de junho de 1945 afirma, tanto no preâmbulo quanto no 1º artigo  que os povos têm o direito de decidir seu destino[3], isso não aconteceu com os palestinos, pior, foram obrigados a aceitar “goela abaixo” a decisão dos europeus, sobre uma região não europeia, sem ouvir os nativos e, pior, com a ideia de retirar todos que ali viviam para inserir outras pessoas alheias à história da região. Neste contexto, seria óbvio que criaria animosidade na região e um conflito era questão de tempo.

GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DE ISRAEL

No dia 14 de maio de 1948 Israel se torna independente e a partir daí se forma o Estado de Israel. No outro dia os Estados do Egito, Síria, Iraque, Jordânia, Líbano, Arábia Saudita e a Palestina se juntaram contra o Estado de Israel numa guerra que ficou conhecida como Guerra de Independência, na ótica israelense, ou Tragédia, na ótica dos palestinos. A guerra acaba depois de um ano com Israel vitorioso e tomando controle de novas áreas que não estavam designadas na Resolução 181, entre eles: parte de Jerusalém Ocidental, áreas da Galileia e Negev.

Os conflitos entre Palestina e Israel desde 1948 são uma parte significativa e complexa da história do Oriente Médio. Tais conflitos têm raízes em tensões étnicas, religiosas e políticas bem diferentes do Ocidente, portanto, estranha para nós brasileiros. Após a partilha da Palestina em 1948, a criação de Israel e, posteriormente a guerra árabe-israelense, houve um deslocamento de centenas de milhares de palestinos. As guerras de 1956, 1967 e 1973 agravaram as hostilidades. O Acordo de Oslo em 1993 foi um marco, levando à criação da Autoridade Palestina, contudo, nem mesmo este acordo foi suficiente para que as negociações de paz ganhassem algum êxito.

A ocupação israelense na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza foi uma questão central, levando a tensões e violência constantes. A Segunda Intifada (2000-2005) foi um período particularmente sangrento, apesar de Israel ter se retirado da Faixa de Gaza, ele manteve um bloqueio rígido sobre a região.

A divisão política entre o Hamas em Gaza e a Autoridade Palestina na Cisjordânia também complicou os esforços de paz. A expansão de assentamentos israelenses nas áreas palestinas e as disputas sobre Jerusalém continuaram a ser obstáculos significativos, pois, o modo como está sendo feito pelos sionistas tem todas características de colonialismo e apartheid.

CONCLUSÃO

A compreensão das palavras “semitas”, “judeus” e “sionistas” é crucial para apreciar o pano de fundo dos conflitos que envolvem Israel e Palestina, e para entender a história, a cultura e as motivações por trás de cada termo. A luta do povo judeu ao longo dos séculos, marcada por perseguições, diáspora, e, finalmente, a criação do Estado de Israel, é uma narrativa complexa e repleta de significado. Ao abordar essas questões de maneira esclarecedora, podemos contribuir para uma discussão mais informada e respeitosa sobre um tema tão sensível e importante.

REFERÊNCIAS

BARROSO, G. Os protocolos dos Sábios de Sião. Rio de Janeiro: Ed. São Paulo, 1991;

CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS. 1945. Disponível em: https://www.oas.org/dil/port/1945%20Carta%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas.pdf. Acessada em 23 de Outubro de 2023;

GLUECK, N. An archeologist Looks at Palestina. National Geographic Magazine, v. XCII, n. 6, p. 739-752, dezembro de 1947;

PAPPE,I. DEZ MITOS SOBRE ISRAEL. Ed. Tabla, 2017;

TOMASHEVSKY, P. Russian Jewry: The History of Survival, 7 Buff. Hum. Rts. L. Rev. 165. pag 173.  (2001);

ROMANO, R. Os nomes do ódio. São Paulo: Perspectiva, 2009;

SACCO, Joe. Palestina, en la Franja de Gaza. Espanha: Editora Planeta de Agostini, 2004;

SAID. E. A questão da Palestina. tradução Sonia Midori. São Paulo: Ed. Unesp, 2012; (livro digital)


[1]Filósofo, Guarda Civil e Autista

[2]Polina Tomashevsky, Russian Jewry: The History of Survival, 7 Buff. Hum. Rts. L. Rev. 165. pag 173.  (2001)

[3]CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS. 1945. Disponível em: https://www.oas.org/dil/port/1945%20Carta%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas.pdf. Acessada em 23 de Outubro de 2023

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. tuane

    22 de fevereiro de 2024 9:00 am

    achei ruim

Recomendados para você

Recomendados