20 de maio de 2026

Dados do IBGE reafirmam abismo racial no mercado de trabalho

Rendimento-hora dos trabalhadores brancos em 2022 era 61,4% maior que o dos pretos ou pardos no mesmo período
Foto de Jess Bailey na Unsplash

O abismo existente no pagamento de trabalhadores pretos e brancos ficou evidente nos dados sociais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), independentemente da formação acadêmica do trabalhador.

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Em 2022, o rendimento-hora da população ocupada branca (R$ 20,0) era 61,4% maior que o da população preta ou parda (R$12,4). Por nível de instrução, a maior diferença (37,6%) estava no nível superior completo: R$ 35,30 para brancos e R$ 25,70 para pretos ou pardos.

Mesmo com os pretos e pardos ganhando menos, eles representavam a maior parte da população ocupada do país, com 54,2% do total contra 44,7% dentre os brancos.

Segundo o IBGE, as atividades com menor rendimento médio tinham maior proporção de trabalhadores pretos ou pardos, como a Agropecuária (62,0%), a Construção (65,1%) e os Serviços domésticos (66,4%).

Por outro lado, grupamentos de atividade com rendimentos médios mais elevados, como Informação, financeira e outras atividades profissionais, bem como Administração pública, educação, saúde e serviços sociais, têm proporcionalmente, maior presença de pessoas ocupadas de cor ou raça branca (55,9% e 49,6% respectivamente).

Informalidade maior entre pretos e pardos

Cerca de 6,1 milhões de trabalhadores do país estavam subocupados por insuficiência de horas no ano passado, o equivalente a 6,3% da população ocupada.

Entre os trabalhadores homens brancos, 3,8% (ou 912 mil) estavam subocupados. Já entre as trabalhadoras pretas ou pardas, 9,4% (ou 2,0 milhões) estavam subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.

A informalidade também atingiu a maior parte dos trabalhadores pretos ou pardos: em 2022, 40,9% dos trabalhadores do país estavam em ocupações informais, sendo que a proporção de informais entre mulheres pretas ou pardas (46,8%) e homens pretos ou pardos (46,6%) superava a média, enquanto mulheres brancas (34,5%) e homens brancos (33,3%) tinham taxas abaixo da média.

Em 2022, cerca de 6,1 milhões de trabalhadores do país estavam subocupados por insuficiência de horas, o equivalente a 6,3% da população ocupada. Entre os trabalhadores homens brancos, 3,8% (ou 912 mil) estavam subocupados. Já entre as trabalhadoras pretas ou pardas, 9,4% (ou 2,0 milhões) estavam subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.

“A proporção de trabalhadores em ocupações informais reflete desigualdades historicamente constituídas, como a maior proporção de pessoa de cor ou raça preta ou parda em posições na ocupação de empregados e trabalhadores domésticos, ambos, sem carteira de trabalho assinada, além de trabalhadores por conta própria e empregadores que não contribuem para a previdência social”, diz o IBGE.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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