5 de junho de 2026

Setor de serviços fecha outubro em queda

Transportes e serviços prestados às famílias puxaram recuo de 0,6% em outubro, segundo IBGE; perda trimestral soma 2,3%
Foto de Erik Mclean na Unsplash

O volume de serviços prestados no país recuou 0,6% no mês de outubro em relação ao visto em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Em relação a outubro de 2022, o setor de serviços recuou 0,4% na comparação com igual mês deste ano, registrando o segundo revés seguido.

O resultado foi influenciado pelo desempenho de duas das cinco categorias: transportes (-2,0%), setor com maior impacto sobre o resultado geral do índice, e serviços prestados às famílias (-2,1%).

Dessa forma, o setor de serviços se encontra 10,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 3,2% abaixo de dezembro de 2022 (ponto mais alto da série histórica).

Segundo o IBGE, o desempenho do setor de transportes foi diretamente afetado pela retração de 4,3% no volume do transporte de cargas – tal retração está atrelada com a queda nos bens de consumo e bens de capital, além da menor expectativa para a próxima safra no agronegócio.

No caso dos serviços prestados às famílias, a retração de 2,1% acabou por eliminar o ganho de 2,5% em setembro – porém, vale lembrar que os dados do mês anterior foram diretamente afetados pela realização de um festival musical em São Paulo, e a não continuidade dos ganhos explica a retração no período.

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos, complementares apresentaram avanço de 1,0%, o que mostra um comportamento ainda sem tendência definida do setor, com quedas e aumentos em torno do mesmo patamar.

Completaram os resultados das atividades em outubro os serviços de informação e comunicação (0,3%), apontando um ligeiro acréscimo após três resultados negativos seguidos, quando acumulou perda de 1,6%, e outros serviços (0,0%), com resultado de estabilidade após recuar 2,0% no período agosto-setembro.

Já o segmento de atividades turísticas apontou retração de 1,1% frente ao mês imediatamente anterior, após ter mostrado expansão de 1,5% em setembro. Com isso, o segmento de turismo se encontra 5,0% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 2,4% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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