Visão das novas prisões israelenses para palestinos /Chat GPT
Resumo da notícia
Ministro israelense Ben-Gvir propõe uso de crocodilos como guardas em prisão para palestinos, legalizado pelo governo. Medida aprovada altera status dos crocodilos para “animais selvagens sob cuidados”, visando segurança em prisão Ketziot. Plano prevê transmissão ao vivo da morte de presos por crocodilos, numa ação que busca satisfazer impulsos violentos.
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Resumo gerado por Inteligência artificial
Palestinos, crocodilos os aguardam nas prisões israelenses
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Ben-Gvir quer ver sangue palestino. Sangue fresco, barato, correndo como água e sendo absorvido pelas entranhas de um crocodilo. E quer que todos nós também vejamos!
O Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, está levando Israel para a próxima etapa de seu desenvolvimento: a barbárie como política de Estado, legal e explícita. Ao mesmo tempo, Ben-Gvir também está tirando o sadismo do armário. O sadismo não é mais exclusividade de transgressores; agora se tornou politicamente correto.
Após anos em que a barbárie e o sadismo contra os palestinos eram ocultados como algo vergonhoso e reprimido — e, sobretudo, como a exceção à regra —, Ben-Gvir os normaliza, sob fortes aplausos de parte da multidão e o silêncio do restante da população.
Como um ministro zeloso em todas as questões de um governo que “reverencia” a lei, Ben-Gvir conseguiu que sua mais recente ideia absurda passasse por todos os trâmites legais exigidos: a de empregar crocodilos no quadro do Serviço Penitenciário de Israel. Em regimes nos quais figuras como ele integram o gabinete, qualquer coisa absurda pode ser tornada totalmente legal.
A consultora jurídica do Ministério da Proteção Ambiental se opôs à medida, mas a ministra da pasta, Idit Silman, conseguiu alterar o status do crocodilo para “animal selvagem mantido sob cuidados para fins de segurança”. Trata-se de um mudança que favoreceu os planos seu colega de gabinete, Ben-Gvir, que deseja inaugurar Ketziot, a primeira prisão vigiada por crocodilos em Israel.
Não adianta falar para essas pessoas sobre os maus-tratos horríveis aos animais previstos neste plano, ou sobre a insensatez de transformar crocodilos — que passam metade do ano dormindo — em guardas prisionais. Este esquema nada tem a ver com segurança nacional, e ninguém alega que tenha. Trata-se apenas de mais uma demonstração de maldade pela maldade, uma encenação orquestrada por Ben-Gvir para satisfazer os impulsos mais sombrios das massas.
Depois da introdução da pena de morte para palestinos — que levará forcas às praças das cidades e resultará em execuções públicas, talvez até com corpos deixados a balançar durante uma semana de celebrações, à espera de que apodreçam — chegamos agora a uma prisão com crocodilos, onde a execução será ainda mais emocionante e prolongada.
Crocodilo no criadouro de Hamat Gader \Crédit: Nir Kaminsky
Os novos guardas prisionais em Israel
Imagine a cena [se tiver estômago para isso]: um palestino preso ou sequestrado tentando escapar do campo de tortura para onde foi jogado, a prisão especial em que mais de 100 de seus companheiros já foram mortos. Crocodilos estarão esperando pelo fugitivo! Câmeras de vigilância registrarão o evento, com transmissão ao vivo pelo Canal 14. Ben-Gvir e a cúpula do serviço penitenciário irão torcer para que a morte do fugitivo demore o máximo possível, com o maior número possível de crocodilos participando da diversão.
Foi pensando em garantir uma enorme audiência, que será promovida uma visita preparatória à fazenda de crocodilos em Hamat Gader para estudar o comportamento dos animais. Mordida após mordida, mastigada após mastigada, o prisioneiro será engolido pela temível bocarra do crocodilo, triturado até virar polpa pelas mandíbulas mais fortes do mundo. Israel assistirá e vibrará — ou, pelo menos, parte do país o fará. Os poucos que ainda têm alguma consciência buscarão aliviar suas inquietações, na justicativa de que o morto era um terrorista.
Essa ideia insana não tem outro motivo senão a sede de sangue. Se estivesse, de alguma forma, ligada à lógica, à eficiência ou à segurança, ela seria implementada em todas as prisões, e não apenas naquelas lotadas de palestinos. Mas Ben-Gvir quer ver sangue palestino, e quer que todos nós também vejamos; sangue fresco, barato, correndo como água e sendo absorvido pelas entranhas de um crocodilo.
Ben-Gvir não está sozinho. A ministra que detém um título que zomba de suas próprias ações — proteção ambiental — está com ele. Por trás de Ben-Gvir está também o serviço penitenciário, onde ninguém ousou sequer dar um pio de oposição à ideia patológica do ministro. Quando ele ordenar ao serviço penitenciário que realize desfiles de mortos, eles o farão. E depois, quando ele ordenar que amputem membros, eles o farão. Na verdade, já estão quase lá.
Pode-se, é claro, descartar isso como uma questão incômoda, mas não é o caso. Juntamente com as execuções, os crocodilos nos definirão — a todos nós — como sociedade e como país. Bem-vindo à terra dos crocodilos de Ben-Gvir.
Ruben Rosenthal é professor aposentado da UENF, responsável pelo blogue Chacoalhando e pelo programa deentrevistas Agenda Mundo, veiculado no canal da TV GGNO texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.
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