5 de junho de 2026

Human Rights Watch acusa Israel de usar a fome como arma de guerra contra palestinos 

“Os líderes mundiais deveriam se manifestar contra este crime de guerra abominável”, afirmou o diretor da ONG Omar Shakir
Ataques a campo de refugiados de Jabalia foi justificado por Tel Aviv com a morte de uma alta liderança do movimento Hamas. Foto: OCHA /ONU

A organização Human Rights Watch (HRW) acusou o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de utilizar a fome da população civil da Faixa de Gaza, na Palestina, como arma de guerra. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Durante mais de dois meses, Israel tem privado o povo de Gaza de alimentos e água, uma política encorajada e apoiada por altos funcionários e que reflete a intenção de matar civis de fome como método de guerra”, declarou Omar Shakir, diretor da ONG para Israel e Palestina.

Para a entidade internacional de direitos humanos, Israel bloqueia “deliberadamente” o fornecimento de água, alimentos e combustível e impedindo a assistência humanitária no enclave palestino. 

As tropas “aparentemente devastam áreas agrícolas”, conforme a Human Rights Watch privando os civis de “objetos essenciais à sua sobrevivência”.

“Os líderes mundiais deveriam se manifestar contra este crime de guerra abominável, que tem efeitos devastadores sobre o povo de Gaza”, afirmou Shakir.

Direito internacional proíbe

O Direito Internacional Humanitário proíbe a fome de civis como método de guerra. 

O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional afirma que deixar intencionalmente civis à fome, “privando-os de bens indispensáveis ​​à sua sobrevivência, incluindo impedindo deliberadamente a entrega de ajuda humanitária”, constitui um crime de guerra.

“Além disso, o bloqueio contínuo de Israel a Gaza, bem como o seu cerco durante mais de 16 anos, equivale a uma punição coletiva da população civil, um crime de guerra”, declarou Shakir. 

“Como potência ocupante em Gaza ao abrigo da Quarta Convenção de Genebra, Israel tem o dever de garantir que a população civil receba alimentos e suprimentos médicos”, observou a HRW.

LEIA MAIS:

Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Jicxjo

    24 de dezembro de 2023 7:28 am

    Israel comete um genocídio à luz do dia e o Ocidente hipócrita continua a fazer cara de paisagem. Se Deus “existe”, então em nome dele tudo é permitido, não é mesmo? Cadê o mandado de prisão do TPI contra Bibi, p*?!!!

Recomendados para você

Recomendados