4 de junho de 2026

ONU quer investigar denúncias de tortura contra palestinos em Gaza

O escritório da ONU documentou “alegações de detenções arbitrárias, tortura e assassinatos ilegais” por parte das Forças de Defesa de Israel
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk. | Foto: ONU

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, solicitou nesta terça-feira (19) uma investigação sobre “alegações de violações das leis da guerra”.

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Ele explicou que o escritório da ONU documentou “alegações de detenções arbitrárias, tortura e assassinatos ilegais” por parte das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

Através de um comunicado, a seção de Direitos Humanos da ONU solicitou que as denúncias apresentadas sejam investigadas “imediata e exaustivamente” e que os responsáveis ​​sejam responsabilizados perante a justiça internacional.

Turk disse que seu gabinete “documentou alegações de detenções arbitrárias, tortura e assassinatos ilegais, inclusive em escolas e hospitais no norte de Gaza e na Cidade de Gaza, em operações realizadas pelas forças israelenses”.

Quase 20 mil mortos 

Turk observou que mais de 19.400 palestinos, a maioria mulheres e crianças, morreram desde 7 de outubro, e que se acredita que vários milhares estejam enterrados sob os escombros.

O comissário acrescentou que um cessar-fogo é essencial. 

“Agora os palestinos são empurrados para áreas cada vez menores, movendo-se em massa em direção à fronteira Gaza-Egito, à medida que as operações militares continuam a se aproximar. Em Gaza eles simplesmente não têm para onde ir”, disse ele.

“A comunidade internacional expressou claramente a sua opinião: os combates devem parar. Os restantes reféns também devem ser libertados, assim como aqueles detidos arbitrariamente pelas forças israelitas”, disse o Alto Comissário da ONU.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos Lima

    19 de dezembro de 2023 11:50 pm

    Grande Nassif, a notícia tem que ser dada, pois bem qual o efeito prático disso? Nenhum, infelizmente, está tudo transmitido quase em tempo real. O governo do nosso grande LULA, alardeou hoje que pagou divida bilionária para a ONU, sem juízo de valor, não o que isso traz de retorno, mas o que a ONU hoje representa para o mundo, senão aos interesses dos EUA e UE. Acho que o Brasil não deveria mais gastar dinheiro com a ONU.

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