5 de junho de 2026

Proibição de Kiev contra a Igreja Ortodoxa Ucraniana viola liberdade religiosa, diz ONU 

O parlamento ucraniano aprovou em primeira leitura um projeto de lei sobre a proibição de organizações religiosas ligadas à Rússia
Igreja Ortodoxa Ucraniana é considerada pró-Rússia e restrições envolveriam quebra da liberdade religiosa, conforme a ONU. Foto: Vatican News

A pressão de Kiev para proibir a Igreja Ortodoxa Ucraniana violaria a liberdade religiosa, declarou nesta terça-feira (19) o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk.

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Em meados de outubro, o Verkhovna Rada (parlamento ucraniano) aprovou em primeira leitura um projeto de lei sobre a proibição de organizações religiosas ligadas à Rússia. 

Desta forma, a Igreja Ortodoxa Ucraniana Canônica (UPT), dependente do Patriarcado de Moscou, poderia ser banida do território ucraniano.

“Também noto a minha preocupação com a liberdade de religião e crença na Ucrânia, dadas as ações contínuas das autoridades contra a Igreja Ortodoxa Ucraniana. Um projeto de lei estabeleceria um procedimento para dissolver qualquer organização religiosa ligada à Federação Russa”, disse Turk.

Segundo o alto comissário, “estas restrições propostas ao direito à liberdade religiosa não parecem estar em conformidade com o direito internacional dos direitos humanos”.

Perseguição à Igreja Ortodoxa

Desde a eclosão do conflito na Ucrânia, o governo do presidente Volodymyr Zelensky intensificou a perseguição contra a Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica, incluindo ataques, apreensões de templos e conventos, bem como acusações de alegada atividade pró-Rússia.

Entretanto, Zelensky promove a Igreja Ortodoxa da Ucrânia (PTsU), que recebeu a autocefalia em janeiro de 2019 do patriarca Bartolomeu de Constantinopla, durante o mandato do bilionário e ex-presidente Pyotr Poroshenko.

Nas igrejas cristãs ortodoxas, autocefalia é o estado segundo o qual o bispo cabeça de uma Igreja não se reporta a nenhum outro bispo superior que tenha autoridade sobre outras Igrejas.

Com informações da Agência RT

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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