O Ministério da Saúde afirmou nesta quinta-feira que 307 crianças diagnosticadas com desnutrição grave ou moderada foram recuperadas pelas ações da pasta, ao longo de 2023. A informação foi dada após veículos de imprensa terem circulado na quarta-feira (11) imagens de crianças indígenas com desnutrição.
Em nota, o Ministério esclarece que as fotografias veiculadas pela mídia nesta quarta referem-se a um resgate de três crianças em estado de desnutrição em uma comunidade situada na fronteira com a Venezuela, e que por se tratar de uma operação de alto risco devido à presença de garimpeiros e segurança precária, resultou em uma ação mais rápida. “Esse é um dos locais onde o garimpo não permite a segurança necessária para a entrada de profissionais de saúde”.
“O Ministério da Saúde segue trabalhando em conjunto com outros ministérios e órgãos de segurança pública para prestar os atendimentos necessários e salvar vidas. A presença permanente das Forças de Segurança e da Polícia Federal, anunciada pelo Governo Federal, será fundamental para o avanço das ações de saúde”, acrescenta.
O Ministério também destacou as ações realizadas no território Yanomami:
– Ampliação do número de profissionais em atuação no território (+40%, passando de 690 profissionais para 960 entre 2022 e 2023);
– Realização de testes em massa e busca ativa para detecção de malária (140.042 exames);
– Criação dos primeiros Centros de Recuperação Nutricional na Casai e no Polo Base Surucucu;
– Contratação de 22 nutricionistas e uso de 5 toneladas de fórmulas nutricionais com apoio da Unicef;
– Aumento de 9 para 28 profissionais do Mais Médicos em atuação no território ao longo do ano;
– Investimento de mais de R$ 220 milhões para reestruturar o acesso à saúde dos indígenas da região – um valor 122% maior que o ano anterior, ou seja, a gestão atual mais que dobrou os recursos direcionados aos Yanomamis;
O Ministério da Saúde também disse que as crianças resgatadas com diagnóstico de malária e desnutrição grave recuperadas estão na CASAI de Boa Vista (RR), acompanhadas por profissionais do Ministério da Saúde.
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