10 de junho de 2026

Eleições 2024: A chapa Boulos e Marta Suplicy e o jogo de seis pontos

Ao voltar para o PT e se aliar a Boulos, Marta deixaria concorrentes em desvantagem na disputa pela Prefeitura de São Paulo, na visão do PSOL
Marta e Boulos posam para foto após almoço para discutir possível aliança política. Crédito: Reprodução/ Redes sociais

Diante de uma eleição difícil, não basta apenas ganhar três pontos no campeonato. É preciso também tirar três pontos do adversário. Para Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL e convidado do programa TVGGN 20H, o dito popular no futebol é a melhor descrição para a provável adesão de Marta Suplicy à chapa de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela prefeitura de São Paulo em outubro. 

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A notícia de que Marta se filiará novamente ao PT para compor a chapa de Boulos veio à tona na última semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou a ex-prefeita para voltar ao partido e ser vice do psolista. 

Mesmo com a popularidade de Marta entre os paulistanos, a provável parceria rendeu diversas críticas, uma vez que a ex-prefeita tem um histórico de ataques ao PT e apoiou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Marta, inclusive, foi secretária de Relações Internacionais de Ricardo Nunes (MDB) até a última terça-feira (9). 

No entanto, Medeiros vê com bons olhos a parceria, que significa a ampliação da frente democrática para vencer Ricardo Nunes, candidato que receberá o apoio da extrema-direita e de Jair Bolsonaro (PL).  

“Ricardo Nunes vai ser o candidato do Bolsonaro. Muita gente ainda não caiu a ficha, está esperando que o candidato do Bolsonaro seja o Ricardo Salles (PL), seja o astronauta maluco. O candidato do Bolsonaro vai ser o Ricardo Nunes. Há um acordo encaminhado com o Valdemar Costa Neto (PL), com o Bolsonaro. Será indicado um bolsonarista raiz para ser vice do Ricardo Nunes, então não é brincadeira essa eleição”, ressalta o entrevistado. 

Legado 

Marta Suplicy foi prefeita da capital paulista entre 2001 e 2005. Em 2013, uma pesquisa mostrou que 25% dos paulistanos a consideravam a melhor prefeita dos últimos 30 anos. Apesar do legado, ela não conseguiu se eleger no pleito de 2016, quando filiada ao PMDB. 

Para a parceria com o PSOL, ainda não foram feitas novas pesquisas de popularidade para identificar o potencial eleitoral de Marta. “Ainda não há nenhuma pesquisa para medir a influência da Marta em termos quantitativos, mas as pesquisas recentes dão a Marta como a ex-prefeita mais bem avaliada entre os ex-prefeitos. Ela tem a melhor avaliação diante dos demais. Isso deve possivelmente se reverter também em apoio eleitoral”, aposta Juliano Medeiros.

Apesar da simpatia pela ex-prefeita, o ex-presidente do PSOL ressalta que a indicação do candidato a vice de Boulos ainda não foi definida pelo PT, mas o nome que o partido aliado indicar será aceito pelos psolistas. E Marta será bem-vinda, mesmo se não for a escolhida para a disputa eleitoral, pois neste caso, ela ainda terá um importante papel na campanha. 

Confira a entrevista na íntegra:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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