4 de junho de 2026

Eduardo Campos diz que PMDB será oposição em seu governo

Enviado por Cláudio José

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Do iG

 
Por Clarissa Oliveira 
 
Ao programa Opinião, da TViG, presidenciável sobe tom contra Dilma, defende energia nuclear, transgênicos e transposição do São Francisco, mas minimiza divergências com Marina Silva
 
Depois de dizer que seu governo não abrigará “velhas raposas” da política como o senador José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos estendeu a afirmação a toda a parcela do PMDB que hoje apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff. A conta, diz o pré-candidato do PSB à Presidência, considera a ala do partido hoje comandada por nomes como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
 
“Esse lado do PMDB (de Renan, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha) estará na oposição no meu governo. Pode estar certo disso”, disse Campos, em entrevista ao programa Opinião, da TViG. “Esse PMDB está no governo de Dilma. Não é possível que, depois de 30 anos de redemocratização, a democracia brasileira fique de joelhos diante de uma velha política que constrange todo dia o cidadão que paga impostos. O PMDB que está conosco é o de Pedro Simon, de Jarbas Vasconcelos”, emendou.

Eduardo Campos foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial doiG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luís Nassif, parceiro do iG e integrante da blogosfera iGlr, com o Jornal GGN.

Na entrevista, Campos subiu o tom das críticas a Dilma. Colocou-se claramente como um apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reforçou que o mesmo não se aplica a sua sucessora. “Ao cabo do segundo mandato do Lula, eu apoiei a sucessora que ele indicou. Ela não deu certo. Ela frustrou o país e 75% do país quer mudança. Eu tive a coragem de dizer que aqueles com quem eu sempre caminhei – coragem que outros não têm – estão errados. E que não podemos entregar o país a mais quatro anos desse erro”, afirmou o pré-candidato do PSB.

“Nossa posição é muito clara: de divergência da condução do país sob a liderança da presidente Dilma. A presidente que nós ajudamos a eleger, que tinha o compromisso de liderar o Brasil, que é exatamente a única presidente no ciclo democrático que vai entregar o país pior do que recebeu.”

Campos descreveu-se como um “socialista” e disse que, atualmente, falta ao Brasil experimentar “o que é socialismo”. “É lutar por educação integral de qualidade. Qual é a grande causa do socialismo hoje no Brasil? É acabar com a escola do rico e a escola do pobre. No dia em que você tiver uma escola pública de qualidade – e pode ter a privada de qualidade também – você estará dando um grande passo em direção ao socialismo.”

Divergências com Marina

Na entrevista, Campos empenhou-se em minimizar as divergências com sua vice, a ex-senadora Marina Silva. Disse não ver problemas na existência de uma “diversidade de pensamento” dentro de sua base de apoio e ressaltou que as discordâncias também existiram em governos anteriores, como os de Lula e Fernando Henrique Cardoso. “Nós formamos uma aliança em torno de um projeto para o país. Se temos divergências, pode ser em relação a alguns pontos. Mas temos uma grande unidade. E o Brasil precisa da nossa unidade para se renovar”, afirmou.

Campos admitiu que tem posição diferente da de Marina, por exemplo, no que se refere aos transgênicos e à participação da energia nuclear na matriz energética do país. Mas afirmou que o Brasil, neste momento, deve priorizar outras fontes de energia renováveis para assegurar o abastecimento. “Eu acho que temos alternativas renováveis suficientes, antes da energia nuclear, para ficarmos com a expressão que temos hoje”, afirmou, prometendo apresentar já em 2015, se eleito, uma proposta de matriz energética que contemple ainda energia hídrica, solar e eólica.

Questionado sobre as discordâncias em relação à projetos como a transposição do Rio São Francisco, Campos investiu na tese de que o fato de Marina ter autorizado o licenciamento ambiental da obra quando era ministra do Meio Ambiente do governo Lula demonstra que ela considera a obra importante, desde que preservados os cuidados com a preservação do rio. “Foi exatamente Marina quem licenciou a transposição, como ministra”, disse.

Política econômica

Campos prometeu preservar o tripé da política econômica, baseado no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Ainda assim, destacou a necessidade de uma política capaz de elevar a produtividade. “Nós precisamos do tripé, para ter as regras claras para os agentes econômicos, mas precisamos de mais do que isso. Precisamos de uma política articulada que leve a produtividade do Brasil à frente, isso passa por infraestrutura, educação, inovação.”

Campos também defendeu a autonomia do Banco Central. Por outro lado, cobrou um “comportamento fiscal” mais austero por parte do governo. “A gente não pode ficar achando que só e unicamente o Banco Central vai dar conta da inflação. Se o governo não tem um comportamento fiscal que ajude a política monetária, se o governo não tem regras claras em setores estratégicos para alavancar o investimento, se não faz seu dever de casa em todas as outras áreas, ficar só o Banco Central como último zagueiro, fica como está hoje, em que os juros do Brasil são os juros mais caros do mundo.”

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22 Comentários
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  1. Pedro Penido dos Anjos

    20 de junho de 2014 3:27 pm

    Dud Dê Ô DÓ e suas realidades

    Dud Dê Ô DÓ e suas realidades paralelas.

  2. Carlos FM

    20 de junho de 2014 3:29 pm

    Conta outra que essa foi boa!

    Já ganhei meu dia com essa piada do Campos! Primeiro que ele não vencerá a eleição nem em Pernambuco; segundo, que, do jeito que está estruturado o Congresso brasileiro, ninguém se livra do PMDB.

  3. Assis Ribeiro

    20 de junho de 2014 3:33 pm

    Sim, Campos.
    Você não fará

    Sim, Campos.

    Você não fará colalizões com esses:

    “Depois de dizer que seu governo não abrigará “velhas raposas” da política como o senador José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), o ex-governador de Pernambuco”

    Mas, os filiará em seu partido como fez com Bornhausen e outros?

    Haja coerência

    1. mokiti

      20 de junho de 2014 3:56 pm

      Eu acredito no Papai

      Eu acredito no Papai Noel,Coelho da Páscoa,mas não acredito muito nesse Senhor,todos nós sabemos que sem maioria no Congresso não se Governa.Por isso essa declaração ou é de um sonhador ou de uma pessoa que são sabe o que fala.

    2. Pedro Penido dos Anjos

      20 de junho de 2014 4:42 pm

      Assis,
      Quer um exemplo da

      Assis,

      Quer um exemplo da realidade virtual do Dudu Dê Ô Dó?

      Veja este verbete e procure a palavra “Bornhausen”.

      Não encontrou?

      Tente, então, inserí-la no campo e data apropriados.

      Pronto!

      Te garanto que tua inserção não dura três minutos:

       

      Eduardo Campos

      Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Disambig grey.svg Nota: Se procura o escritor, historiador, radialista e jornalista, veja Manuel Eduardo Pinheiro Campos.Eduardo Campos55.° Governador de Pernambuco Bandeira de Pernambuco.svgMandato1 de janeiro de 2007
      até 4 de abril de 2014Antecessor(a)Mendonça FilhoSucessor(a)João Lyra NetoMinistro de Ciência e Tecnologia do  BrasilMandato23 de janeiro de 2004
      até 18 de julho de 2005PresidenteLuiz Inácio Lula da SilvaAntecessor(a)Roberto AmaralSucessor(a)Sérgio Machado RezendeDeputado federal por  PernambucoMandato1º-1 de janeiro de 1995
      até 1 de janeiro de 1999
      2º-1 de janeiro de 1999
      até 1 de janeiro de 2003
      3º-1 de janeiro de 2003
      até 1 de janeiro de 2007Deputado estadual por  PernambucoMandato1 de janeiro de 1991
      até 1 de janeiro de 1995VidaNascimento10 de agosto de 1965 (48 anos)
      Recife, PEDados pessoaisPartidoPSBProfissãoEconomista

      Eduardo Henrique Accioly Campos (Recife, 10 de agosto de 1965) é um economista e político brasileiro, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pré-candidato à Presidência da República.

      
Nascido no Recife, capital pernambucana, Campos é graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aprovado no vestibular desta instituição com 16 anos, concluiu a faculdade aos 20, como aluno laureado e orador da turma. Neto do também político pernambucano Miguel Arraes, que em 1979 retornou ao Brasil após 15 anos no exílio. Eduardo desde cedo conviveu com nomes emblemáticos da política local e nacional.

      Índice

      1 Família e formação2 Política2.1 Assembleia Legislativa2.2 Congresso Nacional2.3 Ministério da Ciência e Tecnologia2.4 Presidência do Partido Socialista Brasileiro3 Governador de Pernambuco3.1 Campanha 20063.2 Reeleição3.3 A gestão de Eduardo Campos4 Eleição presidencial em 20144.1 Aliança Programática PSB – Rede Sustentabilidade5 Premiações6 Trajetória política7 Ver também8 Referências9 Ligações externas

      Família e formação

      Eduardo Campos e Miguel Arraes ao fundo.

      É filho do poeta e cronista Maximiano Campos (19411998) com a ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes (1947). É sobrinho de Guel Arraes, cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão 1 . É neto de Miguel Arraes (19162005), ex-governador de Pernambuco, sendo considerado seu principal herdeiro político.

      Eduardo Campos formou-se em Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É casado com a também economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos, com quem tem cinco filhos, o último nascido no dia 28 de janeiro de 20142 . Seu filho mais novo, Miguel, foi diagnosticado com Síndrome de Down.

      Política

      Eduardo Campos começou na política ainda na universidade quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Em 1986, Campos trocou a oportunidade de fazer um mestrado nos Estados Unidos pela participação na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco.3 Com a eleição de Arraes, em 1987, passou a atuar como chefe de gabinete do governador. Neste período foi o responsável pela criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do Nordeste e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE).4

      Assembleia Legislativa

      Campos se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1990. No mesmo ano foi eleito deputado estadual e conquistou o Prêmio Leão do Norte concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco aos parlamentares mais atuantes.

      Congresso Nacional

      Em 1994, Campos foi eleito deputado federal com 133 mil votos. Pediu licença do cargo para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998. Neste último ano voltou a disputar um novo mandato de Deputado Federal e atingiu o número recorde de 173.657 mil votos, a maior votação no estado.

      Em 2002, pela terceira vez no Congresso Nacional, Eduardo Campos ganhou destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária. Por três anos consecutivos esteve na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso.

      No decorrer de sua vida pública no Congresso Nacional, Eduardo Campos participou de várias CPI, como a de Roubo de Cargas e a do Futebol Brasileiro (Nike/CBF).5 Nesta última, atuou como sub-relator, onde denunciou o tráfico de menores brasileiros para o exterior fato que, inclusive, teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional.

      Como deputado federal, Eduardo foi ainda presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, criada por sua iniciativa em 13 de junho de 2000. A Frente tem natureza suprapartidária e representa, em toda a história do Brasil, a primeira intervenção do Parlamento Nacional no setor.

      Eduardo é também autor de vários projetos de lei. Entre eles, o que prevê um diferencial no FPM para as cidades brasileiras que possuem acervo tombado pelo IPHAN; o do uso dos recursos do FGTS para pagamento de curso superior do trabalhador e seus dependentes; o que tipifica o sequestro relâmpago como crime no código penal; e o da Responsabilidade Social, que exige do Governo a publicação do mapa de exclusão social, afirmando seu compromisso com os mais carentes.

      Ministério da Ciência e Tecnologia

      Em 2004, Eduardo Campos assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia, o mais jovem integrante entre os nomeados neste primeiro mandato.6 Em sua gestão, o MCT reelaborou o planejamento estratégico, revisou o programa espacial brasileiro e o programa nuclear, atualizando a atuação do órgão de modo a assegurar os interesses do país no contexto global.

      Como ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos também tomou iniciativas que repercutiram internacionalmente, como a articulação e aprovação do programa de biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e de transgênicos.7 Também conseguiu unanimidade no Congresso para aprovar a Lei de Inovação Tecnológica8 , resultando no marco regulatório entre empresas, universidades e instituições de pesquisa.9 Outra ação importante à frente da pasta, foi a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – considerada a maior olimpíada de Matemática do Mundo em número de participantes.

      Presidência do Partido Socialista Brasileiro

      Eduardo Campos assumiu a presidência nacional do PSB no ano de 2005. A solenidade de posse no cargo foi uma expressiva demonstração de que ele é hoje uma das principais referências da política brasileira. Após seu discurso, Eduardo foi aplaudido de pé pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, José Alencar; seis ministros, os presidentes nacionais de vários partidos e outras lideranças.

      No início de 2006, se licenciou da presidência nacional do PSB para concorrer ao governo de Pernambuco, pela Frente Popular. Em 2011, foi reeleito presidente do partido, com mandato até 2014. Foi reconduzido ao cargo, por aclamação, e sem concorrentes. 10 11

      Governador de Pernambuco

      Campanha 2006

      Em 2006 se lançou candidato ao governo do estado de Pernambuco, tendo como coordenadores o ex-deputado estadual José Marcos de Lima, também ex-prefeito de São José do Egito. Mas também contou com apoio de importantes lideranças do interior do estado, como o deputado federal Inocêncio Oliveira e o então prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho. Campos contou com o apoio do presidente Lula, que se dividiu entre o palanque do socialista e do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo, Humberto Costa. Os candidatos de esquerda marcaram posição frente ao nome da situação, o então governador e candidato a reeleição, Mendonça Filho (PFL), apoiado pelo ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).

      Eduardo Campos junto com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 6 de março de 2007.

      O primeiro turno apresentou um fato curioso: o presidente Lula manifestou apoio para dois candidatos à sucessão estadual: Eduardo Campos, do PSB, e Humberto Costa, do PT. Tal posicionamento foi encarado pelos críticos políticos como uma estratégia dos partidos de esquerda do estado para quebrar a hegemonia do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que apoiava a reeleição do candidato pelo PFL Mendonça Filho, governador que assumiu o poder após a renúncia de Jarbas em abril de 2006, que saiu do governo para disputar uma vaga de senador, visando a levar as eleições estaduais para o segundo turno.

      Lula e Hugo Chávez visitam o canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, acompanhados do governador Eduardo Campos.

      Eduardo Campos iniciou a campanha eleitoral, de acordo com as pesquisas eleitorais, na terceira colocação. Mas a coligação que apoiava Mendonça Filho, utilizou extensivamente denúncias de corrupção que pesavam sob o candidato Humberto Costa quando ocupou o cargo de Ministro da Saúde, no governo Lula. Os aliados de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos acreditavam que os votos dos potenciais eleitores de Humberto poderiam migrar naturalmente para Mendonça. Afirmavam que, mesmo as eleições sendo levadas para um segundo turno, o candidato Eduardo Campos seria um alvo mais fácil para ser atacado na campanha por causa do seu envolvimento, como secretário da Fazenda , nas operações dos precatórios no último governo de Miguel Arraes; o que eles não contavam é que ainda no período eleitoral ele e o governo do avô foram inocentados na justiça, em última instância, sobre o caso.

      Humberto Costa, que saiu da campanha do primeiro turno na terceira colocação, manifestou logo de imediato apoio a Eduardo Campos. O candidato do PSB conseguiu aglutinar em seu palanque quase todas as forças sociais e partidos opositores de Mendonça Filho e Jarbas Vasconcelos. O governador candidato a reeleição, Mendonça Filho, não conseguiu se eleger e Eduardo Campos foi eleito com mais de 60% dos votos válidos para governador no segundo turno.12 13

      Reeleição

      Com o governo bem avaliado e a popularidade em alta, Eduardo Campos concorreu à reeleição em 2010. Assim como em 2007, contou com o apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Campos foi reeleito, desta vez como o governador mais bem votado do Brasil: mais de 80% dos votos válidos no primeiro turno, derrotando o senador Jarbas Vasconcelos.14 .

      A gestão de Eduardo Campos

      Eduardo Campos ocupou o Governo de Pernambuco durante sete anos (20072014). Na primeira gestão se destacam projetos e obras estruturadoras como a ferrovia Transnordestina, a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima, a fábrica de hemoderivados Hemobrás e a recuperação da BR-101.

      O socialista colocou as contas públicas na internet com o Portal da Transparência do Estado – considerado pela ONG Transparência Brasil o segundo melhor do país, entre os vinte e sete estados da federação. O estado de Pernambuco cresceu acima da média nacional (3,5% em 2009) e os investimentos foram de mais de R$ 2,4 bilhões em 2009 – contra média histórica de R$ 600 milhões/ano. A administração foi premiada pelo Movimento Brasil Competitivo.

      Eduardo durante o lançamento do FormaSUS.

      Na segurança pública houve redução dos índices de violência com a implantação do programa Pacto pela Vida. O número de homicídios no estado sofreu uma queda 39,10% desde o início do programa. Além disso, 88 municípios pernambucanos chegaram a uma taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) menor que a média nacional que é de 27,1 por 100 mil habitantes. A redução também ocorreu com crimes como roubos e furtos. Entre 2007 e 2013 houve uma dimunição de 30,3% neste tipo de delito no estado.15

      Cquote1.svgEsse prêmio é um reconhecimento muito especial, porque é o maior prêmio de gestão pública do mundo. Vamos recebe-lo com muita alegria em nome de tantos, que no anonimato, diariamente nos ajudam no Pacto Pela Vida. Estamos no caminho certo para transformar Pernambuco no lugar mais seguro do PaísCquote2.svg
      — Sobre o prêmio conquistado pelo Pacto pela Vida16Saúde

      Foram construídos três novos hospitais na Região Metropolitana do Recife (RMR) e 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), além da expansão do número de leitos de UTI e UCI. Entre 2006 e 2013, Pernambuco se firmou como o estado nordestino com o maior ganho de anos na expectativa de vida (3,72 anos), superando a média da região. Houve também redução de 9,6% na taxa de mortalidade por causas evitáveis. Em 2011, Pernambuco alcança a média nacional em relação à mortalidade infantil, reduzindo em 47,5% o seu coeficiente.

      Eduardo discursa na inauguração do bloco anexo do Hospital do Câncer de Pernambuco.Educação

      Entre 2007 e 2011, Pernambuco registrou um crescimento de 14,8% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. O número é mais de duas vezes superior à média nacional de 6,2%. Os alunos das Escolas Técnicas Pernambucanas apresentaram um desempenho médio 47% superior em relação aos estudantes de outras partes do Brasil, como São Paulo e Santa Catarina, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

      Pernambuco tem hoje a maior rede de Escolas de Referência do Brasil, com, 260 unidades. De acordo com pesquisa do Inep, somente em 2012 mais de 85 mil alunos foram matriculados – o que corresponde a 10 vezes mais que a média nacional de 8.509. Em 2013, foram 163 mil alunos matriculados. A Educação Profissional foi ampliada e atualmente 26 Escolas Técnicas estão em funcionamento no estado. O Programa Ganhe o Mundo levou 2.270 alunos para intercâmbios em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Chile, Argentina e Espanha.

      Emprego

      Entre 2007 e 2013 foram gerados 560 mil empregos formais, sendo 150 mil apenas no interior do estado – o que representa uma expansão de 48% no mercado formal de Pernambuco. O governo também atraiu mais de R$ 78 bilhões de investimentos privados. Empresas como Sadia (Vitória de Santo Antão), Perdigão (Bom Conselho), Novartis (Goiana), Kraft Foods (Vitória de Santo Antão) e Fiat Chrysler (Goiana) se instalaram no estado.

      Eleição presidencial em 2014

      Ver artigo principal: Eleição presidencial no Brasil em 2014

      Oficialmente confirmada como pré-candidata à reeleição, Dilma Rousseff tem entre seus principais adversários o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o senador do PSDB por Minas Gerais, Aécio Neves.17

      Eduardo Campos firmou uma aliança programática com Marina Silva, ex-senadora pelo Acre e ex-ministra do Meio Ambiente da primeira gestão do governo Lula e atual líder da Rede Sustentabilidade. A dupla confirmou a pré-candidatura da chapa que terá Campos como candidato a presidente e Marina na vice, durante evento realizado em Brasília, em 14 de abril de 2014.18

      Aécio Neves também confirmou a sua pré-candidatura pelo PSDB. O senador e ex governador de Minas Gerais só anunciará o nome do vice dia 30 de junho, durante a reunião da executiva nacional do partido, às 10h.

      Aliança Programática PSB – Rede Sustentabilidade

      Campos e Marina Silva, em 2013.

      Em outubro de 2013 o então governador Eduardo Campos anunciou a aliança programática com a Rede Sustentabilidade, da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cujo pedido de registro do novo partido foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A aliança foi formalizada em 4 de fevereiro de 2014, no evento que lançou as bases para elaboração do programa de governo do PSB-Rede. Na mesma data, o Partido Popular Socialista (PPS), através do deputado federal Roberto Freire, formalizou a entrada do partido na aliança.

      As diretrizes para elaboração do programa de governo são: Estado e democracia de alta densidade; Economia para o desenvolvimento sustentável; Educação, cultura e inovação; Políticas sociais e qualidade de vida e Novo urbanismo e o pacto pela vida.

      Eduardo Campos anunciou em abril de 2014, em um evento realizado em Brasília, a pré candidatura a presidência do Brasil, tendo como vice a líder da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

      Premiações

      2009 – considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.19

      2010 – primeiro colocado no Ranking de governadores estabelecido pelo Instituto Datafolha de Pesquisas, sendo uma dessas com 80% de aprovação entre os pernambucanos.20

      2011 – apontado pela pesquisa Ibope/Band como o melhor governador do Brasil e novamente, pela Revista Época, um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.21 22

      2013 – Pacto pela Vida recebe o prêmio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na categoria “Governo Seguro – Boas práticas em prevenção do crime e da violência”.

      Trajetória política

      Ver também

      Lista de governadores de Pernambuco

      Referências

      Blog da Folha de São Francisco. Junho de 2011Folha de S. Paulo, Daniel Carvalho (12 de junho de 2013). Mulher de Eduardo Campos está grávida do quinto filho. Página visitada em 30 de setembro de 2013.Miguel Arraes governou Pernambuco três vezesEduardo Henrique Accioly Campos – Governo de PernambucoEntrevista/Eduardo Campos(Terra) Eduardo Campos deixa o ministério amanhãEduardo Campos defende aprovação da Lei de BiossegurançaPromulgação da Lei de Inovação é bem recebida(Câmara dos Deputados) Campos assume ministério e Casagrande será líder(Jornal Nacional) Eduardo Campos é reeleito presidente nacional do PSB(R7) Eduardo Campos é reeleito presidente nacional do PSB(Terra) Eduardo Campos é eleito governador de PE(Estadão) Eduardo Campos se elege novo governador de Pernambuco(Folha.com) Eduardo Campos é eleito governador em Pernambuco com 82% dos votosEduardo Campos recebe prêmio do BID por programas de sua gestãoPacto Pela Vida recebe prêmio da ONUEleições 2014 – A Quarta Agenda da Democracia Brasileira (Ou: o que 2013 Trouxe) – Interessenacional, abril-junho 2014, por Renato Janine RibeiroEleições 2014: as maiores probabilidades(Revista Época) Os 100 brasileiros mais influentes de 2009(G1) Governador de PE tem melhor avaliação, aponta Datafolha(PSB) Pesquisa aponta Eduardo Campos como o melhor governador do País.(Brasil 247) Eduardo Campos é o governador mais bem avaliado do Brasil

      Ligações externas

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      20042005Sucedido por
      Sérgio Machado RezendePrecedido por
      Mendonça FilhoGovernador de Pernambuco
      20072014Sucedido por
      João Lyra Neto[Expandir]v • eGabinete do presidente Lula (2003–2010)[Expandir]v • eMinistros da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (1985 — 2014)[Expandir]v • eGovernadores de Pernambuco (1889 — 2014)

      [Expandir

  4. Giusepe Rangel

    20 de junho de 2014 3:39 pm

    O cara já começou mal!
    ” Pai,

    O cara já começou mal!

    ” Pai, perdoai, eles não sabem o que dizem”

  5. zé lima

    20 de junho de 2014 3:52 pm

    Eles não participarão…

    Eles não participarão do “seu” governo por uma simples razão:

    Esse “seu” governo não existirá!

    Entretanto, se, para má-sorte do Brasil, houvesse a mínima plausibilidade da existência de um “seu” governo, no plano federal, não seria crível que essas figuras, por si referidas, não estivessem, também, ao seu lado.

    E sabe o por quê?

    Porque essas figuras não são melhores nem piores do que um Inocêncio de Oliveira, nem do que um Severino Cavalcante, que no (esse sim), “seu” governo em Pernambuco, estiveram ao seu lado, apoiando-o, e governando junto consigo.

  6. Carlos Dias

    20 de junho de 2014 3:55 pm

    tiro no pé!!

    não costumo fazer críticas assim, mas edu merce.. é muito burro!!!

  7. marta

    20 de junho de 2014 4:02 pm

    Deixa eu rir um pouquinho! Ou

    Deixa eu rir um pouquinho! Ou será que vou chorar no cantinho! O candidato Dudu, aquele que nunca será, diz  isto com a cara mais deslavada deste mundo. Depois de abrigar no PSB toda a banda mais podre do DEM? E , ainda promete baixar os juros? Tendo como Ministro da Fazenda o dono do Itaú? Por favor! O Eduardo está concorrendo com o Aécio para ver quem faz a pior campanha.

  8. Roque

    20 de junho de 2014 4:12 pm

    Disse tudo, Dudu: terá a ala

    Disse tudo, Dudu: terá a ala do Pedro Cachimbo Simon  do seu lado. Será que teremos um Brasil em cim do muro também? esse tipo de político não anda pra frente nem pra trás… Por piedade!

  9. Ruy P F Neto

    20 de junho de 2014 4:24 pm

    Tem razão

    Nisso é dou razão ao galego veneziano. Ele não precisa desse apoio mesmo. Se não vai ser eleito pode se dar ao luxo de rejeitar qualquer apoio. Agora, ele tem apoio do Jarbas, aquele que casou com um garota 50 anos mais jovem e tomou um bocado de chifre. Governava Pernambuco à base de Viagra. Tem apoio de severinos também, mas que não são os severinos das marias de outras pobres sesmarias. Tem apoio da Casa Grande como apipoucos. Precisamos registrar também: Seu avô, incorporado num centro espírita la num bordeu do Recife, disse que não o apoia nem com um banho de fôia.

  10. lenita

    20 de junho de 2014 4:26 pm

    “Eu quero, eu quero, eu quero

    “Eu quero, eu quero, eu quero ver! ” Isto vem a demonstrar que ele próprio não acredita em sua eleição, pois a realidade é outra mt diferente. “Aqui nóis é quem manda” ouviu Duduzinho ! Sinto dizer, embora concorde c/ o Ulisses Guimarães, que a política é como nuvem no céu, mas vc está é queimando o seu filme p/ outras eleições, a cada dia que passa, em minha opinião

  11. Ronaldo Souza

    20 de junho de 2014 4:43 pm

    Eduardo Campos volta para Pernambuco

    Eduardo Campos já faz planos para voltar ao governo de Pernambuco em 2018 e deixa bem claro que o PMDB não estará no seu governo… pelo menos por enquanto.

    Até lá as coisas mudarão muito.

    Por exemplo, ele pode sair candidato a governador de Pernambuco pelo PSDB.

    Simples.

  12. JB Costa

    20 de junho de 2014 4:54 pm

    O PMDB oposição? Só

    O PMDB oposição? Só quando:

    1) O Cristo Redentor fechar os braços.2) Olavo de Carvalho não incluir palavrões nas sua perorações “filosóficas. 3) O Serra deixar de conspirar. 4) A maioria dos paulistas votarem contra os tucanos. 5) Os processados no mensalão tucano, “o primeiro e único”,  serem condenados pelo STF e/ou instâncias inferiores. 6) O Merval Pereira escrever um livro que não seja uma reprodução dos seus artigos no O Globo. 7) A VEJA for confiável. 8) A Miriam Leitão deixar de gaguejar e acertar um só dos seus prognósticos econômicos. 9) A Globo pagar o que deve ao fisco. 10) Ronaldo, o “fenômeno”, souber a distinção entre uma mulher e um travesti. 

    Dudu Campos. meu filho, certas coisas  jamais políticos  deveriam proclamar. Uma delas é vaticínios futuristas acerca de apoios políticos. Ainda mais envolvendo o PMDB, um partido cujo lema é “Não somos contra, nem a favor; muito pelo contrário”, ou alternativamente, ” Nós somos coerentes! Que culpa temos se o governo muda de quatro em quatro anos”. 

    Dado isso, , vamos complementar fazendo uso da lógica:

    Dudu Campos afirma, ou prediz, que o PMDB será oposição a seu governo. 

    O PMDB, dada a sua “carga genética” e práxis política, nunca, jamais,  nem pensar, vixe!, que é isso?, de maneira alguma, será oposição a nenhum governo.

    Conclui-se, então, que Dudu Campos está querendo apenas enganar os bestas. Ou então, o que parece mais provável, sabe que não será eleito. 

  13. Maria Rita

    20 de junho de 2014 5:08 pm

    Ma que piada é esta, ahn?

    Ma que piada é esta, ahn? Dudu, que catso de eleiçon qui você fala,ahn? In doi militrinta?

  14. Lucinei

    20 de junho de 2014 5:20 pm

    Ohh,então essa é a “nova

    Ohh,

    então essa é a “nova política”? Vai ressuscitar o DEM pela mão de Bornhausen e Caiado mais aquela banda do PMDB, PP, PR, PSD que cai em cima de qualquer osso e vem com essa conversa de enganar trouxa…

    “Nova política”…

    O PMDB não vai governar com ele porque ele não vai ser eleito. O PMDB não vai com ele porque não irá desde o começo da campanha.

    “Nova política”…

  15. C. Acácio

    20 de junho de 2014 5:24 pm

    “O PMDB que está conosco é o

    “O PMDB que está conosco é o de Pedro Simon e Jarbas Vasconcellos” , diz o candidato , sem admitir que ficou com as sobras do partido da base governista. De qualquer forma , a coerência foi mantida , pois sua vice , Marina , ele próprio e os dois citados , todos tem em suas histórias as moléculas do DNA da traição …

  16. janes salete

    20 de junho de 2014 6:40 pm

    E a marina? Vai, não só ter

    E a marina? Vai, não só ter que  governar com o todo o pmdb e, ainda,  oferecer cargos aos coronéis que ela está ressuscitando.. Na boa, o cinísmo dos deseperados pelo poder, é de dar dó.Vou avisando, o pedro parlapatão simon, só tem um papel desde que se tornou político: defender grandes corruptos no seu estado e se beneficiar de sua amiga mídia gaúcha.. No mais, é uma nulidade. Está se aposentando, porque sabe que não seria reeleito. Nas últimas eleições para senador, quase caiu fora do carguinho de senador, pois a maioria do eleitor gaúcho, não o quer, então, para não passar vergonha, disse que está se aposentando com o saláriã,o pago por nós, que ele sempre desfrutou, mesmo não tendo feito nada de relevante em toda a sua vida política. Mas, para a mídia, obviamente, é um “exemplo” de político. Não passa de um puxa saco…

  17. Arthemísia

    20 de junho de 2014 7:37 pm

    Qual governo?

    Qual governo?

  18. Quintela

    20 de junho de 2014 7:53 pm

    Mais uma atitude hipócrita de

    Mais uma atitude hipócrita de Eduardo Campos.

    Eduardo Campos age como o pior do políticos.

    Eduardo Campos demonstra que ainda não está em sintonia com as mudanças que os novos tempos exige!

    Eduardo Campos é fruto da oligarquia pernambucana e nisso a representa com maestria.

    Eduardo Campos é politico de fazer politicagem, de nagar 8 anos de aliança com Lula, e elogiar Dilma num dia e nega-la no outro dia.

    Ao negar aliança com o PMDB Eduardo Campos mente, tenta enganar o eleitor desavisado, o eleitor inocente util que acha possível governar sem fazer alianças, o eleitor inocente e incauto que não conhece politica a la brasil (com B minusculo!).

     

  19. Severino Fernandes

    20 de junho de 2014 8:11 pm

    Igual ou pior que alguns

    Igual ou pior que alguns desses peemedibistas apoiaram Eduardo e seu governo em Pernambuco. Este é o caso de Severino Cavalcanti e Inocêncio Oliveira por exemplo. Em que esses políticos “à antiga” se diferenciam das velhas e oligarcas raposas peemedebistas?

  20. Sérgio Galvão

    20 de junho de 2014 10:39 pm

    Marina deveria escrever um

    Marina deveria escrever um livro: Maquiavel ao contrário

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