5 de junho de 2026

Fernando Holiday, do MBL, foi eleito usando caixa 2, revela portal

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Jornal GGN – O verador Fernando Holiday, alçado à fama por ser membro do MBL (Movimento Brasil Livre), foi eleito fazendo uso de caixa 2, segundo reportagem reveladora do portal BuzzFeed. De acordo com a publicação, o agora parlamentar do DEM usou quase 5 mil reais em dinheiro pagar cabos eleitorais que trabalharam com panfletagem na reta final da disputa.

O montante corresponde a aproximadamente 10% do valor total que Holiday declarou ter usado na campanha à Justiça Eleitoral. O vereador nega as acusações, mas o Buzzfeed apresentou a planilha de pagamentos e colheu relatos dos trabalhadores admitindo os fatos.

Por Tatiana Farah e Severino Motta

Do BuzzFeed Brasil

Cabos eleitorais de Fernando Holiday, líder do MBL, foram pagos com caixa 2

A campanha do vereador Fernando Holiday (DEM) pagou em dinheiro vivo e não declarou gastos com um grupo de cabos eleitorais na reta final da eleição do ano passado. Holiday é um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre).

O BuzzFeed Brasil obteve planilhas de pagamento com os nomes e números de documentos das 26 pessoas recrutadas para realizar panfletagem para o então candidato na região da avenida Paulista e da avenida Faria Lima (zona oeste de São Paulo). Ao lado dos nomes, estavam as assinaturas dos cabos eleitorais.

Procurado, Fernando Holiday negou irregularidades e disse que todas as despesas de sua campanha à Câmara dos Vereadores de São Paulo foram declaradas à Justiça Eleitoral.

A reportagem checou a veracidade das planilhas com quatro pessoas cujos nomes e assinaturas estavam nos papéis. Eles confirmaram terem prestado serviço para o candidato e relataram que o pagamento era feito, após cada dia de trabalho, em dinheiro, na praça de alimentação de um shopping na Paulista.

Os cabos eleitorais recebiam R$ 60 dentro de um envelope com seus nomes ao final de cada dia de trabalho. Depois, assinavam a lista de presença no papel. Os panfleteiros são jovens que, à época, estavam desempregados.

Todos os ouvidos pelo BuzzFeed Brasil relataram a mesma história e disseram ter sido coordenados por uma mulher chamada Tatiane.

Ela é Tatiane Carvalho, estudante que aparece em fotos ao lado de Holiday e de outro líder do MBL, Kim Kataguiri. Tatiane era uma das administradoras da página de Holiday no Facebook.

A reportagem teve acesso a dois áudios de WhatsApp em que Tatiane relata como está sendo feito o trabalho de panfletagem de sua equipe à coordenação de campanha.

Em um dos áudios, a jovem ativista ligada ao MBL relata que sobrou dinheiro porque dois cabos eleitorais não apareceram para trabalhar e que vai pagar um extra aos demais para estenderem o trabalho por uma hora.

Em outro, Tatiane afirma que o trabalho de sua equipe é mais sofisticado do que o fornecido pela empresa Classe A – a empresa que aparece na prestação de contas do candidato à Justiça Eleitoral como a responsável pela distribuição de panfletos.

Na prestação de contas de campanha de Holiday constam três notas fiscais emitidas pela empresa Classe A que somam R$ 4.755 pelo serviço de panfletagem. Uma das notas fiscais, de R$ 2000, coincide com o período em que os cabos eleitorais trabalharam: de 27 a 30 de setembro.

Mas esta nota não corresponde ao pagamento dos cabos eleitorais arregimentados por Tatiane Carvalho.

Procurada, a empresa Classe A explicou ao BuzzFeed Brasil que não paga os trabalhadores em dinheiro e não convoca pessoas que não sejam de seu quadro de funcionários.

A Classe A afirmou que não paga os empregados por dia de trabalho prestado, mas sempre por mês. O pagamento é feito por cheque ou depósito bancário.

Os cabos eleitorais ouvidos pela reportagem nunca ouviram falar da Classe A e dizem ter sido recrutados pela campanha do então candidato. Dizem que Holiday aparecia de passagem durante a panfletagem.

Os cabos eleitorais cujo pagamento não foi declarado trabalharam com camisetas da campanha, enquanto os funcionários da Classe A usavam o uniforme da empresa.

Outra diferença é que a empresa informou nunca ter arregimentado trabalhadores pelo Facebook, enquanto os cabos eleitorais ouvidos pelo BuzzFeed Brasil encontraram a oferta de trabalho pela rede social.

Os irmãos Bruno e Bruna Feitosa de Santana são dois dos cabos eleitorais que estão na planilha a que a reportagem teve acesso. Bruna contou que encontrou a oferta de trabalho em um post do Facebook. Ela convidou o irmão e outra colega para participar do trabalho.

Além dos dois irmãos, outras duas mulheres que confirmaram ter trabalhado na campanha, Bruna Thaisa Ribeiro Branco e Jaqueline Aparecida de Paula, contaram histórias idênticas sobre como foram arregimentadas e receberam em dinheiro vivo

https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=9KGCAT_Qt-s

Veja a reportagem completa aqui.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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28 Comentários
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  1. Eugenio Nonato

    13 de março de 2017 8:15 pm

    Até esse Holiday participou

    Até esse Holiday participou da roubalheira da Petrobrás?????

    1. Almeida

      14 de março de 2017 2:31 am

      Não.

      Ele protestava, porque não tomava parte dela.

  2. Ivan de Union

    13 de março de 2017 8:17 pm

    Me lembrou de um ator

    Me lembrou de um ator African-American da televisao americana!  Toda santa vez que eu olhava pra ele eu dizia comigo mesmo “Coitado!  Tao bonito, tao sem talento!”

    Mais de 20 anos mais tarde -na semana passada- minha filha tava assistindo um programa com ele e eu olhei e…  pensei a mesma coisa!

  3. JSFMarcelo

    13 de março de 2017 8:19 pm

    Caixa 2 só é crime de

    Caixa 2 só é crime de corrupção quando convém, no país hipocrisia o Holiday foi eleito pelo seus méritos.

  4. João Alexandre

    13 de março de 2017 8:19 pm

    Reportagem

    É assim que se faz uma reportagem com conteúdo e consistência. A única resposta do Holaday é apelar para a pós-verdade, nada mais. Foi totalmente desmoralizado!

  5. Lucinei

    13 de março de 2017 8:28 pm

    Hahahahaha! A fascistada e a

    Hahahahaha! A fascistada e a trouxinhada têm mais é que bater com a panela na cabeça mesmo, não é?!

    De preferência com uma Le Creuset, hahahahaha!

  6. MarFig

    13 de março de 2017 8:37 pm

    Propineiro de segundo

    Propineiro de segundo escalão. Caixa 2 é a velha.

  7. Edivaldo Dias Oliveira

    13 de março de 2017 8:44 pm

    Pego na boca do caixa 2

    Olha aí um dos paladinos da moralidade pego com a boca na botija da corrupção, ou melhor, pego na boca do caixa2.

     

  8. Alan Souza

    13 de março de 2017 8:53 pm

    Coxinhada idiota…

    Esse pessoal que acreditou no Pato da FIESP, que foi na onda de “primeiro a Dilma, depois o resto”, que achou que estava “mudando o país”, não passa de uma cambada de idiotas. Massa de manobra de interesses escusos.

    Só falta agora descerem do seu pedestal de arrogância e orgulho e reconhecer que fizeram merda…

  9. CB

    13 de março de 2017 8:58 pm

    A crasse mérdia paneleira não

    A crasse mérdia paneleira não se importa. A crasse média paneleira tem corruptos e bandidos de estimação. Além do que, a crasse mérdia obedece as ordens da globo feito aqueles zumbis dos filmes de terror; se a globo não mandar, ninguém sem se indgna, sequer. Isso aí, este moleque sem vergonha, representa muito bem aquela parcela “esclarecida” do eleitorado à qual se referiu o fhc.

  10. GEORGE Vidipo

    13 de março de 2017 8:58 pm

    ética

    Vale um estudo sobre o que representa a ética para o brasileiro. Holliday defensor da liberalismo e da ética faz o que criticava. 

    Os membros do MBL seguem o Gilmar Mendes caixa 2 do PT é corrupção, mas dos outros não!

  11. Inforo

    13 de março de 2017 9:40 pm

    Só mostrar

  12. Alan Souza

    13 de março de 2017 9:50 pm

    Agora falta o seguinte

    Alguém ir atrás de como se sustenta esse Kim Kataguiri. Como vive, como paga suas contas, e principalmente se o nome dele é esse mesmo…

  13. Lucio Vieira

    13 de março de 2017 10:03 pm

    “Os panfleteiros são jovens que, à época, estavam desempregados.

    E com o tipo de político, mesmo que jovem, que domina a política nacional, vão continuar desempregados e constatar dia a dia um aumento no número dos sem emprego.

  14. Fr@ncisco

    13 de março de 2017 10:13 pm

    Uma Enxadada e Alfaces e Rabanates, Saltam da Horta 2 de Holiday

    É tudo muito divertido, embora triste. Bastou uma enxadada investigativa e já saltaram alfaces e rabanetes da horta dois do jovem vereador em primeiro mandato, Holiday “On Ice” .

    O ex-presidente Lula, após governar por dois mandatos o Brasil e trinta e cinco anos de investigações ininterruptas, três dos quais intensivamente pela Vaza Jato, nem com a NSA, satélites, supercomputadores, nuvem, algoritmos de pesquisas exponenciados a enésima, ajudando, a PF, o moro, a farsa tarefa, o IR, o Serasa, a Fiesp, o BC, o Itamarati, as delações premiadas do Delcídio, as forças armadas, mãe Dinah, olavo de carvalho e prisão perpetua para Dirceu, Vaccari, Delúbio e Palocci, surge umazinha de uma provinha qualquer que seja, uma cenourinha ou nabo, mesmo que do tempo em que morava em Garanhuns.

    Cinco processos, nada de provas e o pior, a ONU de olho e Sarkozy (França), hollande (França) e KjellStefan Lofven (Suécia), como testemunhas, junto com Dilma e FHHC, no hilário processo da Zelotes.

    Só rindo!    

  15. Jofran Oliva

    14 de março de 2017 12:05 am

    Como disse Bertolt Bretch

    Como disse Bertolt Bretch: ” . . . uma vez no poder, a primeira coisa que esses fascistas fazem é praticar a corrupção, que eles tanto criticaram nos outros”.

    1. Frederico Firmo

      14 de março de 2017 2:03 am

      Desculpe Jofran

      Desculpe Jofran, mas discordo pois antes mesmo de chegar ao pode já praticaram a corrupção que tanto criticaram.

  16. Justiniano

    14 de março de 2017 1:32 am

    político é político

    Nada a ver, mas aproveitando a deixa, uma palhaçada adjacente: https://www.youtube.com/watch?v=MqPqCq0m5cI

     

  17. CEduardo

    14 de março de 2017 2:27 am

    http://www.bbc.com/portuguese

    http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37392055

    Das ruas para as urnas: os líderes de protestos que migraram para a política neste ano
    Felipe Souza
    Da BBC Brasil em São Paulo

    Do alto de trios elétricos ou à frente de faixas, alguns rostos ficaram conhecidos após tomar a dianteira de protestos populares que reuniram milhões de pessoas nos últimos anos. Agora, algumas dessas pessoas aproveitam a exposição da imagem para tentar fazer sucesso nas urnas eletrônicas.
    Membros e participantes assíduos de protestos promovidos pelos movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre (MBL) e Passe Livre (MPL) se candidataram a vereador e até prefeito nas eleições deste ano.

    A maior parte dos movimentos evita promover a candidatura de seus membros ou de pessoas que já militaram por suas bandeiras. O MBL – um dos grupos a pedirem o impeachment de Dilma Rousseff em atos de rua -, porém, que possui candidatos em 12 Estados (oito capitais), faz uma forte propaganda eleitoral em suas páginas nas redes sociais.
    A foto de capa no Facebook do Brasil Livre faz um apelo explícito: “Vote nos candidatos do MBL”.
    Mas parte de seus seguidores demonstra sinais de irritação com as publicações. “MBL, vocês estão mandando muito mal com essas propagandas eleitorais (…) Querem perder seguidores…”, comentou um deles no Facebook.

    À frente dos maiores protestos do MBL, Fernando Holiday (DEM) é o candidato mais beneficiado pelas propagandas eleitorais do movimento. O jovem começou a militar à frente do grupo após fazer vídeo dizendo ser contra as cotas raciais, mesmo sendo negro.
    Holiday se tornou uma das principais lideranças do MBL, ao lado de Kim Kataguiri, nas manifestações pró-impeachment. Em agosto deste ano, o jovem foi detido após destruir um banner durante uma homenagem ao líder cubano Fidel Castro na Câmara Municipal de São Paulo. Ele é candidato a vereador em São Paulo.
    Procurado, o MBL não comentou o apoio aos candidatos até a publicação desta reportagem.

    Isenção

    O Movimento Vem Pra Rua, que também ficou conhecido por participar dos maiores protestos contra o governo da ex-presidente Dilma Rousseff em São Paulo, tem membros concorrendo em oito capitais brasileiras nas eleições deste ano.
    Mas o líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer, afirmou à BBC Brasil que o movimento não fará nenhuma propaganda para esses candidatos.

    “Em primeiro lugar, elas precisam se desligar do movimento para se candidatar a um cargo público. O nosso objetivo é que não exista a tentação de usar um movimento suprapartidário para fazer campanha política. Queremos nos manter isentos para exercer pressão política em todos os partidos sem limitações”, afirmou Chequer.
    Por outro lado, ele vê as candidaturas com bom olhos porque são “pessoas que nós conhecemos e que estavam alinhadas com os princípios do movimento”.
    Ele afirmou que não se candidatou porque a carreira política não faz parte de seu plano pessoal. “Eu ainda tenho inúmeros desafios na frente do movimento. Ainda temos muitas bandeiras pelas quais lutar”, afirmou.

    A advogada e candidata a vereadora em São Paulo Janaina Lima (NOVO) deixou a liderança do Vem Pra Rua antes de se candidatar. “Precisamos preservar o caráter do movimento. Mas se eu perder, vou voltar e continuar engajada nas nossas causas políticas”, disse Lima.
    Para ela, as manifestações não esfriaram após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas apenas migraram para as redes sociais, seguindo um novo “novo momento mais digital”.
    Lima afirma que sua prioridade serão projetos para a periferia paulistana e que se inspira no senador José Reguffe, do Distrito Federal.

    Reguffe ficou conhecido após contrariar indicação do PDT e votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Hoje, ele está sem partido.
    No outro lado do espectro politico, o Movimento Passe Livre (MPL), que ficou conhecido após conseguir reverter o aumento da passagem do transporte público em diversas cidades em 2013, não apoia nenhum candidato, mas permite que seus membros sejam ligados a partidos políticos.
    “Somos apartidários, mas não antipartidários”, disse a militante do MPL Luize Tavares. “Dentro do MPL, essas pessoas não representam nenhum partido e hoje não apoiamos nenhuma candidatura. Mas sabemos que membros que sempre estiveram com a gente em protestos são candidatos e não tem problema”, afirmou.
    Uma delas é Sâmia Bomfim, que busca ser a primeira vereadora do PSOL em São Paulo. Ela participou de uma série de protestos desde 2008, quando era estudante da USP e figurinha carimbada nos atos do Passe Livre, depois passou até mesmo a organizar algumas manifestações.
    “Eu lutava por cotas e eleições para reitor, mas a gente também ia para as ruas nos atos contra o aumento da tarifa, Marcha das Vadias e em apoio a movimentos de moradia. Me envolvi cada vez mais e recentemente fui uma das organizadoras dos atos contra Eduardo Cunha  e contra a cultura do estupro, na Primavera das Mulheres”, afirmou à BBC Brasil.

    _____________________

    Bandoleiros !

  18. Almeida

    14 de março de 2017 2:40 am

    Pesquisem sobre o MBL.

    Vocês vão descobrir que no início, eles se reuniam numa agência de publicidade… ou seja, foram recrutados por uma.

    O Fernando “Holliday” é uma criatura publicitária, tal qual o MBL.

  19. Almeida

    14 de março de 2017 3:16 am

    Minha descoberta sobre notícias falsas – por Gilberto Dimenstein

    Um dos temas mais importantes – talvez o mais importante – das mídias hoje é a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais. Algumas das melhores cabeças do mundo estão buscando soluções. O que se tem de concreto é o seguinte: o jornalismo está em alta justamente por ter como missão (muitas vezes não consegue) buscar um mínimo de precisão.

    Quero compartilhar aqui minha investigação – e certamente vai ajudar os mecanismos de combate à falsidade. Dirigentes do MBL (talvez por serem muito jovens e não saberem que eu, como repórter, ganhei os principais prêmios dentro e fora do Brasil por minhas reportagens investigativas) começaram a disseminar contra mim notícias obviamente mentirosas. Deixei correr para descobrir as pistas, sabendo que, por inexperiência, rastros seriam deixados.

    Vi, então, que um dos disseminadores das mentiras é o líder do MBL, Fernando Holiday. Numa conversa telefônica (gravada), ele me revelou que o texto não era dele. Mas “concordava”. Perguntei-lhe, então, já que ele tinha tanta certeza, qual era sua fonte de informação. Revelou: Jornalivre.

    Bastava ele dizer para mim: “peço desculpas, fui induzido a erro”. Tudo teria acabado aí. Não: com mais ferocidade, ele gravou um vídeo reafirmando todas as acusações. Achei estranho. Como estudante de Direito, ele deveria desconfiar de sua fragilidade numa ação de indenização por danos morais. Essa ferocidade aguçou minhas desconfianças.

    Pode-se acusar Holiday de qualquer coisa. Menos de burro. Ele tem, no seu universo, uma trajetória de sucesso: venceu as barreiras criadas por ser pobre, negro e gay. Nesse ponto, admito, eu até o admiro. E, sinceramente, apesar de ele ter ideias muito diferente das minhas, também aprecio quem se dispõe a lançar debates contra a corrente – acho que esse tipo de provocação ajuda uma reflexão coletiva.

    Por que ele insistiria em manter falsidades que daria para desmontar em 30 segundos? Ele escreveu, por exemplo, que eu tenho um “boteco” na Vila Madalena. Fiz um desafio nas redes sociais que chamou a atenção de centenas de milhares de pessoas: quem provar que eu tenho esse tal “boteco” pode ficar com o imóvel. Gerou então uma caça à comprovação.

    Sabia que, ao fazer o desafio, rastros seriam deixados pelos responsáveis dessa engrenagem de fake news para provar que seria mesmo um “boteco”. Perfis falsos começaram a surgir usando o mesmo estilo de escrita de pessoas que eu já conhecia.

    Comecei a investigar o Jornalivre que, recentemente, saiu numa lista de sites falsos. O site não é registrado no Brasil. Até aí, ok. Não tem expediente. Nem contato. Fui mais longe e colhi fortes indícios de que a fonte original é um publicitário de uma grande agência de publicidade brasileira, banido desta página por ser um hater. Descobri comunicação, via redes sociais, entre esse publicitário e dirigentes do MBL. Quando tiver as provas materiais, darei o nome. Vocês vão ficar surpresos em saber que alguém assim ocupa um cargo tão importante numa agência tão importante.

    Como um site que não tem expediente – ou seja, um responsável – pode ser fonte confiável? Ainda mais para um homem público? Assim se vê a trilha. Monta-se um site falso, impossível de responsabilizar alguém – e uma rede dissemina.

    Aviso: essa canalhice digital ocorre à esquerda e à direita.

    ***** ***** ***** ***** *****

    Gilberto Dimenstein. Jornalista, escritor e empreendedor. Ao longo de sua carreira, foi contemplado com diversas premiações nacionais e internacionais, incluindo troféus no Prêmio Comunique-se. Na imprensa, colaborou com a Folha de S. Paulo por 28 anos, integrou o time de colunistas da CBN e idealizou o site Catraca Livre.  

    1. CEduardo

      14 de março de 2017 3:38 am

      O autor é Gilberto

      O autor é Gilberto Dimenstein?

      Por que a esquerda não consegue digerir Fernando Holiday
      Militantes menos sofisticados da esquerda costumam achar que só eles defendem os pobres, os negros e os gays. Por isso não conseguem entender o mais jovem vereador de São Paulo

      Por Leandro Narloch access_time 7 out 2016, 15p5 – Atualizado em 8 fev 2017, 09h04 chat_bubble_outline more_horiz
      holiday
      holiday
      “Como pode um homem gay, negro e pobre ser de direita?”

      A esquerda voltou a se debater com essa pergunta desde a vitória de Fernando Holiday na eleição em São Paulo. Aos 20 anos, o rapaz foi o 13º candidato mais votado a vereador.

      Há respostas das mais variadas. “Ele encarnou um capitão do mato, é um negro contra os negros”, diz a explicação mais comum. Um daqueles sites patrocinados pelo governo Dilma solucionou a questão com uma sacada criativa: concluiu que o rapaz, na verdade, não é negro, pois “ser negro não é uma condição dada, a priori. É um vir a ser”. Pronto, um problema a menos, Fernando Holiday é branco!

      A esquerda não consegue entender a existência de Holiday porque acredita ter o monopólio da defesa dos negros, pobres e “oprimidos” em geral. Se um negro luta contra a esquerda, então há algo de errado com ele. Ou não seria realmente negro ou teria algum problema psicológico, uma anomalia que o faria agir contra a própria identidade.  Oras, se a esquerda está do lado do povo, por que o povo estaria contra a esquerda?

      Militantes mais embrutecidos acreditam também que para beneficiar os pobres é preciso prejudicar os ricos (com impostos sobre fortunas, por exemplo). Por isso um negro e pobre jamais se alinharia a partidos dos ricos. Mas Fernando Holiday, um liberal, é contra a ideia do conflito irreconciliável entre as classes. Acredita que a prosperidade beneficia tanto pobres quanto ricos, e que ideias econômicas de esquerda prejudicam todos, incluindo gays e negros.

      Há ainda um terceiro motivo. Assim como a direita mais tacanha, a esquerda menos sofisticada gosta de achar que seus adversários se resumem a estereótipos ridículos ou políticos radicais. A direita seria apenas a senhora racista da praia do Rio de Janeiro, o empresário engomado que se incomoda com pobres no aeroporto, o deputado-pastor contrário ao casamento gay.

      É mais confortável, para militantes da esquerda, ignorar a existência de adversários com mais nuances. O rosto de Fernando Holiday, um gay, negro, defensor de privatizações e antipetista radical, não poderia ser mais indigesto.

      @lnarloch

       

      http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/

      1. Almeida

        14 de março de 2017 12:39 pm

        E o Dimenstein é de esquerda?

        Botei o texto dele, para mostrar que o vereador bostinha e o MBL só enganam trouxinhas, como é o seu caso, leitor da Veja e do Narloch. Não é somente a esquerda que denuncia os oportunistas do MBL, há gente na direita que não engole esses picaretas.

        Abaixo mostro o antídoto para o Dimenstein, texto d’O Cafezinho. 

    2. Almeida

      14 de março de 2017 3:38 am

      Jornalista da Folha descobre que MBL dissemina mentiras

      O premiado jornalista Gilberto Dimenstein descobriu que umas das fontes mais prolixas de notícias falsas, na internet brasileira, é o MBL, o “movimento social” patrocinado pelo PSDB. Bom saber. Faltou talvez Dimenstein admitir que o exemplo foi dado pela grande imprensa, como Folha, onde ele mesmo trabalha, que publicou certa feita uma ficha falsa de Dilma Rousseff. Pega na mentira, a Folha saiu-se com um clássico da pós-verdade (e acho que, na época, ainda nem se usava muito esse termo): “a autenticidade [do documento] não pode ser assegurada, bem como não pode ser descartada”. Estou dando apenas um exemplo: a tradição de pós-verdade da mídia corporativa, hoje, é uma rotina diária. Naturalmente, a mídia é muito mais competente, em produção de mentiras, do que o MBL e sites como o “Jornalivre”. Outra coisa interessante: Dimenstein também parece ter esquecido que a Folha, onde ele trabalha, passou todo o período de construção do golpe tratando o MBL como um movimento social muito importante. O jornalista não quis ligar os pontos: que o mesmo MBL, tão importante para dar ao impeachment um colorido de “movimento de rua”, sempre abusou da mentira para confundir o debate público. O Fernando Holiday, que Dimenstein descobriu agora ser um mentiroso contumaz, inaugurou diversas ações genuinamente fascistas na Câmara de Vereadores de São Paulo, como invadir reuniões alheias, apenas para provocar, tentando obter alguns segundos de vídeo que lhe permitisse produzir um simulacro de realidade. (simulacro de realidade é também conhecido popularmente como “mentira”). Ao final do texto, o jornalista ainda comete uma pequena – quase inocente – sabujice, mas que também é típica de nossos tempos de intolerância política: diz que essa “canalhice” acontece à esquerda e à direita. A observação me fez imaginar um jornalista, após descobrir que o monstro da Noruega que assassinou dezenas de jovens era próximo de organizações de extrema-direita, terminasse sua reportagem ressaltando que essa “canalhice acontece à direita e à esquerda”. *** No Comunique-se Minha descoberta sobre notícias falsas – por Gilberto Dimenstein Um dos temas mais importantes – talvez o mais importante – das mídias hoje é a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais. Algumas das melhores cabeças do mundo estão buscando soluções. O que se tem de concreto é o seguinte: o jornalismo está em alta justamente por ter como missão (muitas vezes não consegue) buscar um mínimo de precisão. Quero compartilhar aqui minha investigação – e certamente vai ajudar os mecanismos de combate à falsidade. Dirigentes do MBL (talvez por serem muito jovens e não saberem que eu, como repórter, ganhei os principais prêmios dentro e fora do Brasil por minhas reportagens investigativas) começaram a disseminar contra mim notícias obviamente mentirosas. Deixei correr para descobrir as pistas, sabendo que, por inexperiência, rastros seriam deixados. Vi, então, que um dos disseminadores das mentiras é o líder do MBL, Fernando Holiday. Numa conversa telefônica (gravada), ele me revelou que o texto não era dele. Mas “concordava”. Perguntei-lhe, então, já que ele tinha tanta certeza, qual era sua fonte de informação. Revelou: Jornalivre. Bastava ele dizer para mim: “peço desculpas, fui induzido a erro”. Tudo teria acabado aí. Não: com mais ferocidade, ele gravou um vídeo reafirmando todas as acusações. Achei estranho. Como estudante de Direito, ele deveria desconfiar de sua fragilidade numa ação de indenização por danos morais. Essa ferocidade aguçou minhas desconfianças. Pode-se acusar Holiday de qualquer coisa. Menos de burro. Ele tem, no seu universo, uma trajetória de sucesso: venceu as barreiras criadas por ser pobre, negro e gay. Nesse ponto, admito, eu até o admiro. E, sinceramente, apesar de ele ter ideias muito diferente das minhas, também aprecio quem se dispõe a lançar debates contra a corrente – acho que esse tipo de provocação ajuda uma reflexão coletiva. Por que ele insistiria em manter falsidades que daria para desmontar em 30 segundos? Ele escreveu, por exemplo, que eu tenho um “boteco” na Vila Madalena. Fiz um desafio nas redes sociais que chamou a atenção de centenas de milhares de pessoas: quem provar que eu tenho esse tal “boteco” pode ficar com o imóvel. Gerou então uma caça à comprovação. Sabia que, ao fazer o desafio, rastros seriam deixados pelos responsáveis dessa engrenagem de fake news para provar que seria mesmo um “boteco”. Perfis falsos começaram a surgir usando o mesmo estilo de escrita de pessoas que eu já conhecia. Comecei a investigar o Jornalivre que, recentemente, saiu numa lista de sites falsos. O site não é registrado no Brasil. Até aí, ok. Não tem expediente. Nem contato. Fui mais longe e colhi fortes indícios de que a fonte original é um publicitário de uma grande agência de publicidade brasileira, banido desta página por ser um hater. Descobri comunicação, via redes sociais, entre esse publicitário e dirigentes do MBL. Quando tiver as provas materiais, darei o nome. Vocês vão ficar surpresos em saber que alguém assim ocupa um cargo tão importante numa agência tão importante. Como um site que não tem expediente – ou seja, um responsável – pode ser fonte confiável? Ainda mais para um homem público? Assim se vê a trilha. Monta-se um site falso, impossível de responsabilizar alguém – e uma rede dissemina. Aviso: essa canalhice digital ocorre à esquerda e à direita. ***** ***** ***** ***** ***** Gilberto Dimenstein. Jornalista, escritor e empreendedor. Ao longo de sua carreira, foi contemplado com diversas premiações nacionais e internacionais, incluindo troféus no Prêmio Comunique-se. Na imprensa, colaborou com a Folha de S. Paulo por 28 anos, integrou o time de colunistas da CBN e idealizou o site Catraca Livre.

  20. Fábio de Oliveira Ribeiro

    14 de março de 2017 11:40 am

    A carreira política deste

    A carreira política deste merdinha do MBL já começou numa privada cheia de merda.

    Uma coisa é certa, Fernando Holiday respeita o princípio aristotélico da não contradição.

    Mas isto não é um elogio. 

  21. Paulo F.

    14 de março de 2017 12:48 pm

    E ai?

    Quem vai pedir a cassação do fulano?

  22. Alan hunt

    14 de março de 2017 5:39 pm

     
    “A alegação dos dois sites

     

    “A alegação dos dois sites é a seguinte: a de que a campanha de Fernando Holiday teria tido uso de caixa 2 para pagar algumas atividades de campanha.

    Porém,  a lei 9504/97 (no artigo 27) diz algo totalmente diferente da alegação feita pelos dois sites de extrema-esquerda: “Art. 27. Qualquer eleitor poderá realizar gastos, em apoio a candidato de sua preferência, até a quantia equivalente a um mil UFIR, não sujeitos a contabilização, desde que não reembolsados.”

    Uma vez que as doações em questão se encaixam na legislação acima e que as contas de Holiday foram aprovadas, os textos do Buzzfeed e do Catraca Livre se configuram como calúnia e difamação.”

    1. Adrei

      16 de março de 2017 9:58 pm

      realizar gastos, em apoio a

      realizar gastos, em apoio a candidato (…) desde que não reembolsados é diferente de doar dinheiro. Doação tem que ser contabilizada, conforme dita o Art. 28.

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