10 de junho de 2026

Estado da Palestina, por Ricardo Mezavila

Se tem uma coisa que percebi nos últimos anos, é que não se deve contestar o Presidente Lula sem antes contextualizar com profundidade o seu comentário
Dia de Ação Global em defesa da Palestina pede o cessar-fogo imediato das agressões israelenses. | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Estado da Palestina

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por Ricardo Mezavila*

A polêmica em torno do que disse Lula, na África, sobre o massacre de Israel a Gaza, caiu como uma cortina de fumaça para quem quer fugir dos holofotes do crime e criar narrativas ideológicas. O próprio Netanyahu procura faturar em cima das palavras de Lula, enquanto bombas cruzam o céu Palestino.

Se tem uma coisa que percebi nos últimos anos, é que não se deve contestar o Presidente Lula sem antes contextualizar com profundidade o seu comentário.

Até a ficção contém ironia, como no filme ostentação  ‘Polícia Federal: a lei é para todos’, lançado em 2017, com a intenção de se perpetuar como documentário sobre o enterro político de Lula e a ascensão vitoriosa do super-herói justiceiro Sérgio Moro.

No filme, o ator Ary Fontoura, lava jatista, interpreta Lula e profetiza quando sai do interrogatório após a coercitiva: “vou guardar cada rostinho de vocês, para quando eu voltar a ser presidente”.

A mídia vem pautando seus noticiários em cima da fala de Lula sem relevância argumentativa, que desmonte o paralelo traçado entre o genocídio em Gaza e o holocausto.  

Várias nações já se levantam contra Netanyahu, a própria população de Israel tem se manifestado nas ruas pelo fim do ataque causado pelo governo de Israel de maneira desproporcional, configurando crime de guerra.

A história contará se Hitler e Netanyahu tinham algo em comum. Contará também se o Estado da Palestina contou com a contribuição de um brasileiro para sua independência com autoridade legal e reconhecimento global; assim como o Estado de Israel, criado em 1947, que teve o apoio fundamental de Oswaldo Aranha, presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

*Ricardo Mezavila é cientista político

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    23 de fevereiro de 2024 12:58 pm

    Lula é aquela criança que, do alto de sua inocência e pureza, denunciou a nudez do Rei $ionista, o qual tá com a bunda exposta na vitrine do genocídio

  2. Anônimo

    1 de junho de 2025 6:13 pm

    Existe uma relação de interdependência pai – filho na família do genocida bolsonaro. Pai vive para seus filhos que por sua vez vivem para seu pai. É claramente uma relação patológica. Cartucho dormia com o pai nos momentos de crise como quando ele perdeu a eleição! O pai deu ao bananinha a embaixada americana como presente de aniversário. Eu quero saber o que acontecerá com o genocida se o Eduardo for preso primeiro. Jair bolsonaro entrará em surto psicólogo? O que acontecerá aos 3 marmanjos quando bolsona finalmente for preso?

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