O açude de Gargalheiras, em Açari, no Rio Grande do Norte, transbordou na noite de quarta-feira (3) pela primeira vez desde 2011. O fato foi bastante celebrado pela população, que comemorou com orações, fogos, churrasco e forró.
Ainda que seja uma sangria tímida, centenas de pessoas fizeram uma vigília às margens do açude para não perder a evento inédito nos últimos 13 anos e pelo qual diversos moradores da região faziam preces.
“Muita gente acha que a sangria de uma barragem ou açude é como o rompimento de Brumadinho. Mas não é. Quando um reservatório sangra, é porque chegou na sua capacidade máxima e a água segue seu curso, virando um rio ou riacho e enchendo outros reservatórios menores. É alegria para todo lado”, celebrou o professor e cientista social Francisco Augusto no X.
A seca do açude era tão extrema que fez com que a região servisse de cenário para o premiado filme Bacurau (2019). O diretor da obra, Kleber Mendonça FIlho, chegou até a compartilhar uma foto do antes e depois do local nas redes sociais.
As chuvas que atingiram a região fizeram com que o volume de água no açude passasse de 1,63% para 36%, segundo informações do Instituto de Gestão de Águas do RN (Igarn).
Gargalheiras foi impactada ainda pela sangria do Açude Dourado, em Currais Novos, da qual recebeu parte do volume de água que causou a sangria.
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