O documentário “O riso dos outros” vencedor do 1º concurso de documentários promovido pela Câmara dos Deputados.
“Existem limites para o humor? O que é o humor politicamente incorreto? Uma piada tem o poder de ofender?
São essas questões que o O Riso dos Outros discute a partir de entrevistas com personalidades como os humoristas Danilo Gentili e Rafinha Bastos, o cartunista Laerte e o deputado federal Jean Wyllys, entre outros.
O documentário mergulha no mundo do Stand Up Comedy para discutir esse limite tênue entre a comédia e a ofensa, entre o legal e aquilo que gera intermináveis discussões judiciais.
O filme foi dirigido por Pedro Arantes, diretor de séries de humor como “As Olívias”, do canal Multishow, e “Vida de Estagiário”, da TV Brasil.”
O filme foi financiado por um edital da TV Câmara para três filmes. E um dos eixos temáticos que eles propuseram foi ética, que em contexto com o humor sempre foi uma discussão constante aqui na produtora [Massa Real Filmes]. Já estávamos há tempos discutindo sobre esse tipo de humor e o politicamente correto, se existem ou não limites para o humor, essas coisas. Então inscrevemos o projeto com esse tema e felizmente fomos contemplados.
Pedro Arantes
Confira:
https://www.youtube.com/watch?v=uVyKY_qgd54 width:700 height:395
Anarquista Lúcida
7 de junho de 2014 3:29 pmCom esses entrevistados, e p/ 1 autor desse tipo de programas…
Duvido que a discussao preste. Posso estar enganada, claro, mas acho que há grande possibilidade da “conclusao” já ter sido estabelecida a priori.
anarquista sério
7 de junho de 2014 3:42 pm”POSSO estar enganada”.
”POSSO estar enganada”.
E se estiver , nunca reconhecerá.
Petista não reconhece ”enganos’
Jamais e em tempo algum.
Gardenal
7 de junho de 2014 6:42 pmComo os demotucanos não
Como os demotucanos não reconhecem a paternidade do Mensalão Mineiro, pruduto com o selo de qualidade, PADRÃO PÃO DE QUEIJO, do maior e mais sofisticado LABORATÓRIO DE REFINO DE CORRUPÇÃO nunca antes montado nesse país. Não é mesmo, anarquista serio?
Anarquista Lúcida
8 de junho de 2014 1:25 amVc é 1 provocador barato
Já reconheci a hipótese desde o início… Passa fora, palhaço.
Orlando
7 de junho de 2014 3:31 pmHumor/piadas tem limites
O humorista/comediante, que para fazer rir, ofende a minorias, ou maiorias e outros, é péssimo no seu ofício. Aquele mesmo, humorista que achincalha com todo mundo em seu show, não gostaria que sua mulhor ou filha/filho fossem tratados da mesma forma que ele trata gordos, feios, negros, LGBTs e pobres em suas piadas.
Jacques Tati, o gênio frances do humor, fazia rir sem palavras…
ricardo_almeida
7 de junho de 2014 3:31 pmHumor judeu
Essa se passou em Porto Alegre num bairro onde há ou havia uma concentração enorme de judeus.
Numa roda, cadeiras na calçada (quando se usava cadeiras na calçada), Jácó falou pra Jeremias , pra Sara :
– Fatmen morreu…
O espanto foi grande.
Então perguntaram o que é que ela tinha.
Jacó entao respondeu: – Tinha umas lojas de móveis aqui no Bonfim, 3 cassas, um condomínio inteiro, um sítio, e, parece, umas aplicações no banco.
(Os judeus fazem piadas contra si mesmo, no caso sobre a fama de saberem economizar, ou pão-durismo deles).
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Entrei no Post porque falava de humor. Acho que o humor não tem limites porque o próprio humorista sente que sua platéia não gostou, só por isso. Como qq cidadão ou cidadã, há, também, o direito de entrar na justiça contra alguma piada ofensiva, preconceituosa. Acho até que humoristas, ou piadas preconceituosas, ou brincando com os preconceitos de que são atingidos (vide a piada de judeus sobre judeus acima) existem sempre, nem que sejam em público.
Orlando
7 de junho de 2014 3:40 pmPiada tem limite
ricardo_almeida
Você gostaria que, qualquer um, fizesse piada sobre sua mãe ou mulher/namorada?
ricardo_almeida
7 de junho de 2014 4:17 pmpergunta previsíve
Ô, Orlando, pergunta previsível com resposta quase óbvia. Releia meu comentário, e ponto final.
Artaud
7 de junho de 2014 6:31 pmHumor particularmente incorreto ri… do outro.
Palavrão e preconceito pra classe média enfezada rir o seu riso raivoso. Rir do outro, nunca de si mesma. Até porque rir de si mesmo exige boa dose auto crítica. Impecável senso e humor.
Exige extrema capacidade de enxergar e expor suas limitações. Clows fazem desse mote a sua arte. Humor escancara o rancor, avacalha o preconceito, esculacha a soberba, ridiculariza o autoritarismo. Humor não chuta quem já está caído.
Esses shows de estandápes, os que conheço, os daqui, da capital paulista (como creio que seja em outras capitais) são direcionados não ao raciocínio, não ao espirito crítico, não às mazelas e fragilidades da alma. São dirigidos ao fígado. À catarse neurastênica de uma plateia, que em sua maioria quer rir, quer ver exposto o ridículo… do outro. Jamais o seu, que esse é particular e intransferível.
Humorista e plateia desses estandápes são, em princípio e necessariamente, senhores do sublime. O grotesco são os outros, os feios das periferias, as minorias, os excluídos, os que caíram, os que não comungam seus princípios culturais, políticos, existenciais, religiosos, estéticos, éticos…
É o que se pode presumir assistindo o vídeo do post.
E pelo que se pode constatar, sempre haverá a tangente de emergência quando o show vai mal das pernas: o palavrão. Um “vai tomar no cu”, um “putaquipariu, vai se foder!” é o caco suficiente pra gargalhada da plateia.
Mas se ouvir frase semelhante partindo do porteiro do condomínio, ou resmungado pela empregada é demissão na certa. O vitupério, a infâmia, o escracho é exclusividade de bocas com todos os dentes.
Quando algum desses humoristas saca em sua defesa o argumento do direito de ser “politicamente incorreto” está assumindo implicitamente a defesa do “politicamente correto”. O direito de se mostrar politicamente incorreto está perfeitamente enquadrado nas normas do que está definido como politicamente correto.
Esse paradoxo óbvio poderia ser o mote para um show de estandápe. Mas não acredito que algum desses humoristas em pé já o tenha utilizado. Aí seria outro show, outra perspectiva, outro espírito, outro pensar, outro riso. Mas a ídéia, no caso, é atender a expectativa da plateia, que não está aqui pagando pra isso.
Anarquista Lúcida
8 de junho de 2014 1:28 amClap, clap, clap
.
Zanchetta
7 de junho de 2014 7:01 pm(Sem título)
[video:http://www.youtube.com/watch?v=1mvK6ECTdwQ%5D
Dulce (Madame X)
7 de junho de 2014 8:04 pmEu achei o filme
Eu achei o filme interessante.`Principalmente as colocações do Jean Willys.
Uma piada é uma piada desde que NÃO venham a ferir pessoas e grupos. Quem CONTA A PIADA ESTÁ GANHANDO DINHEIRO, escrachando os outros. Ao escrachado cabe apenas a VERGONHA OU DOR. Não vejo dignidade em um trabalho, cuja “contrapartida” para o “OBJETO DA PIADA” é rigorosamente NADA. NEM RISO!
É preciso TER INTELIGÊNCIA PARA FAZER HUMOR.
Não cabe na minha cabeça que um comediante, ou qualquer homem, não saiba do PÂNICO QUE QUALQUER MULHER SENTE AO OUVIR FALAR EM VIOLÊNCIA SEXUAL. ALGUÉM “achar que vai fazer piada” sobre o assunto é de um PRIMITIVISMO INTELECTUAL AVASSALADOR. E não quer ser processado? Criam tanta dor, em vez de riso, que deveriam ser processados POR ASSÉDIO MORAL. ;((
Anarquista Lúcida
8 de junho de 2014 1:29 amBeleza de comentário, Dulce
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Dulce (Madame X)
8 de junho de 2014 1:54 pmObrigada AnaLú
Jamais
Obrigada AnaLú
Jamais entenderei como alguém pode “fazer piada” com A VIOLÊNCIA que fere, machuca, sangra, e mata as mulheres. Não cabe na minha cabeça.
Abs.
Mauricio Salles
8 de junho de 2014 3:11 amSai fora!
Não dá pra fazer documentario de humor, mesmo sobre o tema do “poiliticamente incorreto”, sem ouvir os grandes mestres da matéria. Gentili, Ranfinha e quejando não são cômicos, são apenas sujeitos com cara-de-pau. Quando se fala em humor deve se lembrar de que se trata de ARTE, e não esses caça níqueis que são flagrantemente preconceituosos. Me recuso a aceitar que esses caras sejam artistas do riso.