Em viagem oficial à Colômbia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou durante o Fórum Empresarial Colômbia-Brasil (17), destacando o potencial dos vizinhos sul-americanos e a importância de criarem uma “política para tentar reorganizar a Unasul”.
Criada em 2008, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tinha como objetivo “fomentar a integração entre os países sul-americanos, em um modelo que busca integrar as duas uniões aduaneiras do continente, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a CAN (Comunidade Andina), mas indo além da esfera econômica, para atingir outras áreas de interesse, como social, cultural, científico-tecnológica e política”.
Lula recordou o período entre 2002 e 2015 como “o melhor momento da América do Sul”, pois apesar das divergências, os mandatários conseguiam articular iniciativas como a Secretaria Sul-americana de Defesa, que realizava o controle da maior floresta tropical do mundo.
No entanto, a região teria sido atingida por “algo novo chamado extremismo, que vive na base de fake news, de desinformação, negando a política, as instituições, os movimentos sindicais, as formas de organização dos trabalhadores e o que estamos vivendo é que estamos retrocedendo ao contrário de avançar.”
O Brasil se retirou da Unasul em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro.
Haiti e Venezuela
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou o desejo de ambos países buscarem soluções diplomáticas para uma saída pacífica para a atual situação no Haiti, mencionando que a Colômbia “através de suas economia ilícitas, atacou a República do Haiti de diversas maneiras”, tornando-se também responsável pela atual desestabilização.
A crise no país caribenho se aprofundou após o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 2021,oque fez com que grupos armados assumissem o controle de grande parte do país.
Quanto à Venezuela, o presidente colombiano expôs a proposta oferecida ao seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, e a Lula, de estabelecer garantia de segurança e não violação de direitos para os participantes das eleições deste ano. Tanto Lula quanto Pedro concordaram sobre manter o diálogo entre o governo e os demais setores políticos como sugere o Acordo de Barbados.
O presidente brasileiro concluiu a declaração conjunta. “No que depender de Colômbia e Brasil, este continente continuará sendo uma zona de paz, porque apenas a paz traz o progresso, a guerra traz morte e destruição e isso não nos interessa”.
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