Em agenda na Colômbia, Lula sugere a retomada da Unasul

Dolores Guerra
Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.
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Integração sul-americaana poderia gerar avanço além da esfera econômica; Brasil deixou a Unasul em 2019, na gestão Bolsonaro

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Em viagem oficial à Colômbia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou durante o Fórum Empresarial Colômbia-Brasil (17), destacando o potencial dos vizinhos sul-americanos e a importância de criarem uma “política para tentar reorganizar a Unasul”.

Criada em 2008, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tinha como objetivo “fomentar a integração entre os países sul-americanos, em um modelo que busca integrar as duas uniões aduaneiras do continente, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a CAN (Comunidade Andina), mas indo além da esfera econômica, para atingir outras áreas de interesse, como social, cultural, científico-tecnológica e política”. 

Lula recordou o período entre 2002 e 2015 como “o melhor momento da América do Sul”, pois apesar das divergências, os mandatários conseguiam articular iniciativas como a Secretaria Sul-americana de Defesa, que realizava o controle da maior floresta tropical do mundo. 

No entanto, a região teria sido atingida por “algo novo chamado extremismo, que vive na base de fake news, de desinformação, negando a política, as instituições, os movimentos sindicais, as formas de organização dos trabalhadores e o que estamos vivendo é que estamos retrocedendo ao contrário de avançar.”

O Brasil se retirou da Unasul em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro. 

Haiti e Venezuela 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou o desejo de ambos países buscarem soluções diplomáticas para uma saída pacífica para a atual situação no Haiti, mencionando que a Colômbia “através de suas economia ilícitas, atacou a República do Haiti de diversas maneiras”, tornando-se também responsável pela atual desestabilização. 

A crise no país caribenho se aprofundou após o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 2021,oque fez com que grupos armados assumissem o controle de grande parte do país. 

Quanto à Venezuela, o presidente colombiano expôs a proposta oferecida ao seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, e a Lula, de estabelecer garantia de segurança e não violação de direitos para os participantes das eleições deste ano. Tanto Lula quanto Pedro concordaram sobre manter o diálogo entre o governo e os demais setores políticos como sugere o Acordo de Barbados. 

O presidente brasileiro concluiu a declaração conjunta. “No que depender de Colômbia e Brasil, este continente continuará sendo uma zona de paz, porque apenas a paz traz o progresso, a guerra traz morte e destruição e isso não nos interessa”. 

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Dolores Guerra

Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.

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