12 de junho de 2026

Com previsão de temporal, Inmet alerta “grande perigo” no sul do RS

Subiu para 90 o número de mortos pelas enchentes causadas pelas fortes chuvas no estado, segundo o último informe da Defesa Civil
Imagem captada durante sobrevoo em Canoas, no RS, no dia 5 de maio. | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em meio a tragédia que vive o Rio Grande do Sul, em decorrência dos temporais que atingiram o estado na semana passada, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo alerta de “Grande Perigo” para o extremo sudeste do estado, que deve ter chuva de granizo, além dos ventos que podem ultrapassar os 100km/h, a partir desta terça-feira (7).

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Nas áreas mais ao sul do estado gaúcho e toda a área de fronteira com o Uruguai, fortes áreas de instabilidade devem causar chuvas volumosas e temporais. No extremo sul do Rio Grande do Sul, os volumes de chuva devem exceder os 100 milímetros (mm) em 24horas podendo superar os 150 mm até o início da quarta-feira (8). Nas cercanias da região de Pelotas, Rio Grande, em direção à Campanha e oeste do estado, até a área de Alegrete e São Borja, também são previstos temporais, ventos com rajadas acima dos 70 km/h e queda de granizo”, diz informe do Instituto.

Já na quinta-feira (9) a instabilidade deve cessar, com previsão de tempo frio e seco na maior parte do estado gaúcho. Mas, no fim do dia, pode chover no norte. Na sexta-feira (10), a instabilidade retorna. No fim de semana, a formação de uma frente fria, com amplo ingresso de reforço de ar frio de origem polar provocam a chuva.

O Climatempo, que emitiu alerta para “perigo extremos de tempestades” no estado, explicou que apesar da frente fria responsável pelos temporais da semana passada se afastar para o oceano, as novas tempestades devem se formar a partir de uma área de umidade que vem da Amazônia e de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai.

Número de mortos sobe para 90

As enchentes e deslizamentos causados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul, que começaram em 27 de abril, já deixaram 90 mortos, 132 desaparecidos e 361 pessoas feridas, segundo o último boletim da Defesa Civil, emitido na manhã de hoje. Cerca de 1,3 milhões de pessoas foram atingidas, sendo que mais de 200 mil que tiveram que deixar suas casas. Desse total, 48 mil estão em abrigos e 155 mil estão desalojados.

Em meio ao aumento dos níveis dos rios da região, o governo estadual também informou, no domingo (5), que seis barragens do estado estão em situação de emergência com risco iminente de ruptura por causa do grande volume de chuvas.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. ed

    7 de maio de 2024 8:13 pm

    Curioso (ou preocupante?) que uma tragédia climática em um estado maior que o Reino Unido não receba uma simples notícia em sites como o NYTimes e o Guardian. Pelo menos eu não achei nenhuma!

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