A cobertura da mídia corporativa tende a ser ainda mais negativa para o governo federal quando está em questão o agendamento de temas em que existe uma forte polarização política, como Petrobras, pautas econômicas ou mesmo geopolíticas, como no caso da guerra entre Israel e o Hamas.
A opinião é de João Feres, cientista político e criador do Manchetômetro, em entrevista ao TVGGN 20 Horas [assista abaixo].
Embora estude o assunto há 15 anos, Feres fez questão de frisar o óbvio, já que muitos ainda sofrem com o impacto da realidade paralela criada pelo bolsonarismo.
“Eles não arredam o pé, tudo que parece com gasto público é ruim, tudo que parece com privatização é bom, impressionante. Eles redefinem o campo ideológico, eles tratam bem um, depois tratam mal. Agora, uma coisa que eles são sistematicamente contrários ou favoráveis, é a agenda fiscalista, neoliberal, ortodoxa. E é claro que o PT, a esquerda, por serem contrários a essa agenda, também recebem um tratamento mais consistentemente negativo”.
A avaliação negativa só caminha para uma direção oposta quando os temas estão um pouco mais alinhados ao diálogo com o Congresso e ao presidente da Câmara, Arthur Lira – ainda assim, “o equilíbrio é sempre muito negativo”.
Mídia de massa
A persistência da mídia tradicional em sua cobertura enviesada, que muitas vezes favorece a privatização e a redução do gasto público, conta ainda com problemas adicionais vistos nas redes sociais, como a disseminação de fake news e comportamentos criminosos.
Como exemplo, Feres cita as informações falsas criadas em meio ao estado de calamidade que assola o Rio Grande do Sul há mais de uma semana. O Política da Veia discutiu o assunto nesta terça, confira.
Em meio às buscas de uma comunicação mais eficaz e equilibrada, Feres ressalta que uma das estratégias para mitigar os danos causados pelo corporativismo midiático seria uma mídia de massa mais imparcial e informativa.
“Sem um meio de comunicação que seja minimamente equilibrado, que dê voz para o governo colocar a política pública que está fazendo, informar a população basicamente, formar a opinião da maneira mais sadia possível, não tem como. A política pública comunica, mas a política pública comunica de uma maneira muito simples”.
Bolsonarismo moderado?
A discussão sobre o “fenômeno” que agravou a cobertura da mídia ganhou força na última semana após reportagem do jornal Folha de São Paulo citar como necessidade um “bolsonarismo moderado”, sobretudo em um cenário de eleições municipais próximas.
Para Feres, caso o ex-presidente estivesse dando declarações atualmente, a mídia estaria cobrindo normalmente, em um velado alinhamento com o bolsonarismo, mas isso não acontece por conta do estado de saúde em que Bolsonaro se encontra.
“É impressionante como a mídia noticia o Bolsonaro. Mas ele parece estar na encolha devido ao medo de ser preso, já que os processos contra ele estão andando de alguma maneira”.
“Alguns analistas por aí pensam no Bolsonaro como se fosse um gênio da estratégia política, o cara acredita pulando as mentes e corações assim assim, eu acho que não é nada disso, acho que é uma besta quadrada mesmo”.
Assista a entrevista completa por aqui:
Weberson Santana
9 de maio de 2024 7:09 amPovo ignorante acredita naquilo que lhes convém. Bolsonaro é uma piada, aquilo não tem competência nem pra amarrar o cadarço do sapato. No fundo todos sabem disso. Mas povo burro é assim mesmo. É melhor deixar morrer atolado na sua própria ignorância.
Francisco Eduardo Almada Prado
12 de junho de 2024 1:22 amEu evito tocar o nome do Bolsonaro ou do Lula , pois o efeito é tiro no pé. Prefiro abordar os problemas e as soluções para quem ler , concluir por si , e não achar que está sendo guiado ou influenciado .
Na Economia , ataco a teoria econômica do “liberalismo”, que acredita na “mão invisível do Mercado autorregulador” e defendo Teoria econômica Keynesiana , que adota a lógica da importância do Estado construção de uma economia desenvolvimentista , como Keynes provou no reerguimento dos países no pós-guerra.
Também associo o “Liberalismo Econômico” diretamente às gravíssimas crises econômicas provocadas na Ásia por George Soros, da Open Society Foundation, e da crise do Subprime de 2008 em que no final , Allan Greenspan, então presidente do Fed por duas décadas, admitiu que estava errado em acreditar na “mão invisível do Mercado”.
Assim como a desestatização e privatizações do governo Tatcher se mostraram um fiasco e as empresas têm sido reestatizadas .
Por outro lado vemos além do sucesso da aplicação do keynesianismo nas economias do pós-guerra , também o progresso da economia chinesa , e a aplicação nos próprios EUA com o governo lançando pacotes enormes de créditos e subsídios nos seus projetos de desenvolvimento.
Conclusão: façam o que eu ,FMI , digo , não façam o que eu faço .