Efeitos da redução da Taxa Selic aprovada pelo Copom na última reunião
por José Dutra Vieira Sobrinho
A dívida publica brasileira em janeiro deste ano atingiu R$ 6,25 trilhões. Admitindo-se que a taxa Selic permaneça no patamar de 10,5% durante um ano, o total de juros pagos pelo Tesouro Nacional seria da ordem de R$ 656,25 bilhões; caso a Selic fosse de 10,25% o total de juros pagos se reduziria para R$ 640,63 bi, ou seja, uma economia de C$ 15,63 bilhões em um ano.
Apenas para você comparar e refletir:
– Previsão do déficit das contas públicas para este ano: R$ 9,3 bilhões.
– Previsão de gastos para recuperação do Estado do R.G. do Sul: R$ 19 bilhões.
– PAÍSES COM AS MAIORES TAXAS REAIS DE JUROS NO MUNDO (taxas nominais excluída a inflação) – Fonte: G1
| PAÍS | TAXA REAL (ao ano) |
| Rússia | 7,79% |
| Brasil | 6,64% |
| México | 5.88% |
| África do Sul | 5.09% |
| Colômbia | 4,04% |
| Indonésia | 3,81% |
| Índia | 2,23% |
| Estados Unidos | 2,08% |
| Canadá | 2,04% |
| Chile | 1,93% |
Entre os 40 países relacionados pelo G1, 28 estão com taxas reais abaixo de 2,00%; e entre estes, 9 apresentam taxas reais negativas.
Caso a taxa Selic estivesse em 8,5%, a nossa taxa real de juros seria de 4,56% ao ano, ou seja: mesmo que houvesse uma queda de 2 pontos percentuais na Selic, o Brasil ainda assim ocuparia a quinta posição no mundo entre aqueles que apresentam as maiores taxas reais. Detalhe importante: com Selic de 8,5% a TR seria zero e nenhum mutuário do SFH que tivesse optado por esse indexador teria reajustes em suas prestações.
José Dutra Vieira Sobrinho
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