4 de junho de 2026

Nasceu e cresce uma grande cantora, Rachel Cossermelli!, por Aquiles Rique Reis

E Rachel lançou luz sobre uma das maiores compositoras brasileiras do nosso tempo, a pioneira Dolores Duran, da qual escolheu seis músicas

Nasceu e cresce uma grande cantora, Rachel Cossermelli!

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por Aquiles Rique Reis

Tempos atrás, lembro bem, revelei o que voltarei a dizer agora. Refiro-me à satisfação de perceber que o primeiro disco de uma novata ou de um novato me comoveu, me deixou feliz por tê-la ou tê-lo ouvido e, segundo meus critérios, ter percebido que ali estava um nome a ser conhecido e curtido pelo grande público, aquele que ama a música brasileira.

Hoje eu tenho o contentamento de lhes trazer o primeiro álbum de Rachel Cossermelli, Fractal Feminino Vol.1: Dolores Duran (independente). É com prazer que lhes apresento a jovem Rachel: bacharela em canto popular pela Faculdade Santa Marcelina, ela participa ativamente do circuito musical independente paulista. Após três anos na graduação de arquitetura e urbanismo, optou por seguir na música. Neste ofício, descobriu sua paixão por desvendar o papel feminino na música do século XX, que desembocou no projeto Fractal Feminino, que procura atender mulheres que se aventuram na indústria musical.

E Rachel lançou luz sobre uma das maiores compositoras brasileiras do nosso tempo, a pioneira Dolores Duran (07.06.30 / 24.10.59), da qual escolheu seis músicas. Há uma faixa bônus, onde Rachel revela a ficha técnica, fala sobre o disco e faz agradecimentos* (recomendo, vale a pena ouvir) – o que, sem dúvida, é uma boa ideia.

Segundo Rachel, ela dispôs as seis faixas no disco seguindo um critério (que sacada!): dar a sua visão sobre os relacionamentos a partir da obra de Dolores.

Vamos às músicas: “Falsos Amigos” (DD, lançada em 1960 pela cantora Cláudia Regina), “Por Causa de Você̂** (1957 – Tom Jobim e DD), “Olha o Tempo Passando*** (DD e Edson Borges, lançada pela cantora Maricenne Costa em 1960), “Se É Por Falta de Adeus” (1955 – Tom Jobim e DD), “Fim de Caso” (DD) e “Estrada do Sol**** (1958 – Tom Jobim e DD). Informações adicionais obtidas no blog Pop & Arte do jornalista Mauro Ferreira.

Rachel, interessada não só pelas composições, mas também pela história de vida de mulheres como Dolores (aguardemos o volume 2 do projeto Fractal Feminino), repito, é uma grande cantora! Sua voz reverbera verdades, cantadas com afinação, dicção e dignidade exatas. A emoção pontua cada sílaba de cada nota da melodia. Antenada com seu tempo ao gravar uma mulher sintonizada com o seu universo musical e filosófico, o álbum de Rachel traz a prerrogativa de ser coletivo. A voz, as músicas, os arranjos, os instrumentos, as participações especiais e as ideias exalam música brasileira. Ao partir do ponto de vista de mulheres que fazem da música a própria vida, Rachel Cossermelli encontrou o nexo atual com a genialidade contemporânea em Dolores Duran.

Aquiles Rique Reis

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* https://youtu.be/PExiQj3rIrU?si=-V0r5_mThnxqk1ky (agradecimentos)

** https://youtu.be/Q9y81-InDuM?si=1dK4QVkGW7D (“Por Causa de Você”)

*** https://youtu.be/UlAY_DOoZ70?si=VYx1aLcyK3fap (“Olha o Tempo Passando”)

****https://youtu.be/8xKfCGECRyM?si=mv_NAvDad1p (“Estrada do Sol”)

Aquiles Rique Reis

Músico, integrante do grupo MPB4, dublador e crítico de música.

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  1. Luiz Alberto M C Silva

    15 de maio de 2024 10:00 am

    Gosto da voz dela, mas é preciso encontrar uma boa equipe de áudio, pois as gravações são de péssima qualidade técnica. Meus ouvidos dizem que ela não está sequer usando uma densidade de 192 bps, que éo míinimo aceitável. O ideal para gravação matriz é de 384 bps para cima.

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