10 de junho de 2026

TVGGN: ‘Fala Fads’ discute a verdade dos alimentos ultraprocessados

Fome oculta persiste no país do agronegócio enquanto ultraprocessados avançam; desafio nutricional e debate tributário em foco.

No país do agronegócio, que diz com orgulho ser o “celeiro do mundo”, a fome é das nossas maiores mazelas sociais. Pode parecer estranho, mas a desnutrição se conjuga com a obesidade, muitas vezes nas mesmas casas e até nos mesmos corpos – a chamada fome oculta. Somado às mudanças climáticas, o avanço das duas forma o que vem sendo chamado de sindemia global, uma combinação de epidemias.
Um debate que necessariamente passa pelos ultraprocessados, produtos alimentícios repletos de aditivos e com excesso de gordura, sódio e açúcar, como miojo, salsicha, biscoitos recheados e salgadinhos de pacote. Peça central de sistemas alimentares baseados na monocultura e na desregulamentação de forma geral, eles têm na ciência brasileira uma das líderes na comprovação de seus impactos na saúde pública.
O governo do presidente Lula tirou esses produtos da nova cesta básica – um instrumento importantíssimo de combate à fome –, mas os poupou na proposta da reforma tributária, aplicando o imposto seletivo só sobre as bebidas açucaradas, como os refrigerantes.
Como o consumo de ultraprocessados tem avançado em regiões e segmentos da população em que pouco ocorria? O que e como fazer para que o combate à fome tenha como pilar a garantia de alimentos adequados dos pontos de vista nutricional, cultural e ambiental? Quais são as chances de ganharmos a queda de braço com o lobby do agro e da indústria alimentícia?

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📌Ficha dos convidados:

Indianara Ramires Machado, enfermeira kaiowá e mestre em Ciências Biológicas e da Saúde, é doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da USP. Integra a Ação dos Jovens Indígenas de Dourados (AJI) e reside na Reserva Indígena de Dourados (MS);
Paula Johns é socióloga e mestre em estudos do desenvolvimento internacional. Co-fundadora e diretora executiva da ACT Promoção da Saúde;
Susana Prizendt é arquiteta urbanista de formação, ativista que integra o Movimento Urbano de Agroecologia – MUDA, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, o Coletivo Banquetaço, a Articulação Paulista de Agroecologia e faz parte do GT de Meio Ambiente e Questões Agrárias do CONDEPE – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de SP;
Vitória Régia da Silva, jornalista, já colaborou com diversos veículos no Brasil e no exterior e é diretora de conteúdo da Gênero e Número. Coordenou o especial “Caminhos da alimentação”, que acompanha a semana de quatro mulheres negras nordestinas.
O âncora do programa será Pedro Biondi, que é jornalista e coordenou ou participou de diversas reportagens e publicações de temática socioambiental. Trabalha na FIAN Brasil – Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas e integra a FADS.

Acompanhe a live:

Dolores Guerra

Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. +almeida

    27 de maio de 2024 6:13 pm

    Será?
    “No país do agronegócio, que diz com orgulho ser o “celeiro do mundo”, a fome é das nossas maiores mazelas sociais”.
    ”Um debate que necessariamente passa pelos ultraprocessados, produtos alimentícios repletos de aditivos e com excesso de gordura, sódio e açúcar, como miojo, salsicha, biscoitos recheados e salgadinhos de pacote”.

    O mundo também precisa estar atualizado sobre outras notícias, que dizem respeito à qualidade os produtos fabricados. Precisa saber o que o governo faz, ou não, para enriquecer e para melhorar a alimentação da população.

    “Pode parecer estranho, mas a desnutrição se conjuga com a obesidade, muitas vezes nas mesmas casas e até nos mesmos corpos – a chamada fome oculta”.
    “O que e como fazer para que o combate à fome tenha como pilar a garantia de alimentos adequados dos pontos de vista nutricional, cultural e ambiental?”

    Será que os produtores e seus familiares também comem dos mesmos alimentos que eles produzem e que são consumidos pela população?
    Será que pensam mais nos lucros do que na saúde dos consumidores?
    Será?

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