O Programa Voto Com Orgulho, iniciativa da Aliança Nacional LGBTI+, divulgou seu primeiro boletim que revela um marcante crescimento de 400% em candidaturas LGBTQIA para as eleições de 2024. Dos 150 pré-candidatos, 132 são membros da comunidade e 18 são apoiadores engajados. Apenas três são pessoas candidatas à prefeitura.
Segundo a Aliança Nacional LGBTI+, o número de pré-candidaturas para as eleições de 2020 não alcançou 30 pessoas da comunidade ou aliadas.
São Paulo desponta como líder em número de pré-candidaturas, com 34 postulantes, seguido por Rio de Janeiro (22) e Paraná (14).

Apesar da predominância de postulantes da centro-esquerda, o boletim emitido esta semana reflete um panorama pluralista de representação política. Assim, 94 pré-candidatos se identificam de esquerda, 33 de centro-esquerda, 12 de centro, sete de extrema esquerda, dois de direita e dois de centro-direita.

Quanto à orientação sexual das pessoas pré-candidatas, 63 se declaram gays, 16 bissexuais, 17 lésbicas, seis pansexuais, duas assexuais, além de 46 pessoas heterossexuais, sendo 29 mulheres trans, 15 pessoas cis aliadas, um homem trans e uma pessoa não binária.
Já em relação à identidade de gênero, 44% são mulheres, compondo um total de 66 pré-candidatas, das quais são 28 mulheres cis e 38 mulheres trans e travestis. Por outro lado, os homens cis contabilizam 69 pré-candidatos, além de um homem trans pré-candidato e 14 pessoas não binárias. Três mulheres trans se declaram pessoas intersexo e, entre as pessoas não binárias, duas também se declararam intersexo.
Em maio de 2023, a necessidade de inclusão no cadastro eleitoral dos candidatos da opção de gênero e orientação sexual, para servir inclusive como mapeamento, foi discutida em reunião com o então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O objetivo seria incentivar candidaturas sexodiversas, promover uma disputa eleitoral mais inclusiva e representativa.
Neste sentido, a Resolução n° 23.729/24 alterou o artigo 24, estabelecendo que os candidatos poderão informar a sua orientação sexual, identidade de gênero, etnia indígena ou pertencimento à comunidade quilombola, se a pessoa tem necessidade especial ou deficiência.
Outra medida afirmativa foi a proposta de criar uma Secretaria de Inclusão e Diversidade para articular o recrutamento, coordenar capacitação e formação política, fiscalização e avaliação de tais candidaturas, para que tenham acesso aos fundos partidários e especial de financiamento de campanha (FEFC).
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