As eleições gerais convocadas por Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido, mostram um Partido Conservador com dificuldades para encontrar candidatos e uma possibilidade cada vez mais concreta de os Trabalhistas voltarem ao poder após 14 anos.
Segundo o jornal britânico The Independent, os conservadores têm passado por dificuldades para encontrar candidatos para quase um terço das cadeiras na Câmara dos Comuns após a decisão do premiê de manter muitos dos principais políticos do partido “no escuro” sobre as eleições antecipadas.
O último político a abandonar a disputa foi o ministro do Gabinete, Michael Gove, que se uniu a outros 76 conservadores que decidiram renunciar à disputa programada para o dia 04 de julho, deixando o partido “numa corrida para encontrar candidatos substitutos em alguns circuitos eleitorais”.
Enquanto Sunak espera que o ex-primeiro-ministro Boris Johnson se una à campanha conservadora, pesquisa realizada pelo The Independent mostra que, se o resultado da eleição for decidido pela personalidade do candidato, o trabalhista Sir Keir Starmer seria o próximo primeiro-ministro do país com certa facilidade.
Em seu discurso de abertura para a campanha eleitoral, Starmer abordou sua história pessoal e a luta familiar contra a pobreza, ao mesmo tempo em que tentava esclarecer a postura que adotaria se eleito primeiro-ministro.
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