Jornal GGN – Depois de operar em alta ao longo do dia, a bolsa de valores brasileira acabou perdendo o ritmo e encerrou em queda pelo terceiro pregão consecutivo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou o pregão de quarta-feira em queda de 0,31%, aos 52.203 pontos e com um volume negociado de R$ 6,344 bilhões. Agora, o índice passa a acumular ganho mensal de 1,12%, e de 1,35% no ano.
“O Ibovespa logo depois de sua abertura subiu e manteve-se a maior parte do dia operando acima dos 52.500 pts (+0,26%)”, diz o BB Investimentos, em relatório.
Todavia, no final do pregão, surgiram rumores que a decisão no julgamento (STJ) sobre o início da incidência de juros para os poupadores, no caso do acerto dos planos econômicos antigos, seria desfavorável aos bancos, e terminaram por derrubar o mercado acionário doméstico. “O fato acabou sendo confirmado pouco depois do fechamento, mas notícias informaram que ainda deverá será ser submetido ao STF (Supremo Tribunal Federal)”, dizem os analistas.
Externamente, a ata do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) agradou os investidores, ao sinalizar que não existe ainda um prazo para quaisquer movimentos ascendentes da taxa de juros.
Na noite desta quarta-feira (21), será divulgada uma prévia do indicador de nível de atividade PMI na China, que poderá mexer com os mercados emergentes no pregão de amanhã.
No Brasil, o IPCA-15 (inflação ao consumidor), mensurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e considerado como uma prévia do IPCA fechado no mês, desacelerou para 0,58% em maio, versus 0,78% em abril. O indicador passou a acumular alta de 3,51% no ano e de 6,31% nos últimos em 12 meses.
A criação de empregos formais (Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foi de 105.384 postos de trabalho em abril, com admissões de demissões de 1,757 milhão, ante geração de 13.117 março, vindo menor do que o consenso de mercado, em 160 mil. A criação de vagas alcançou 458.145 em 2014, versus 461.709 nos quatro primeiros meses do ano passado, bem como atingiu 884.976 em 12 meses. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foi o mais fraco resultado para meses de abril desde 1999.
No câmbio, a cotação do dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,41%, a R$ 2,2090. Segundo informações da Agência Estado, a ata do Federal Reserve trouxe pouca novidade, e a ausência de alterações no quadro externo levou à manutenção de perspectiva de atração de recursos para o Brasil, afetando a cotação no mercado nacional.
Na agenda macroeconômica de quinta-feira, o único indicador de relevância a ser divulgado no Brasil é a taxa de desemprego referente ao mês de abril. Os dados serão mais movimentados no exterior: nos Estados Unidos, os agentes aguardam o índice de atividade do Federal Reserve, os pedidos de seguro-desemprego e as vendas de casas já existentes; na Europa, destaque para o PMI composto e dos setores de manufatura e de serviços na zona do euro, na Alemanha e na França, além do PIB (Produto Interno Bruto) da Inglaterra
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