Sugerido por Thiago Venco
Da Carta Capital

Na tarde de sábado 17, na região do Brooklin, em São Paulo, o jornalista César Hernandes registrou uma cena que circulou bastante nas redes sociais durante o final da semana. Na imagem, um jovem segura a propaganda de um empreendimento imobiliário. A cena chamou a atenção pela aparência jovem do garoto: um menino negro de expressão acuada segura o cartaz de um jovem branco e de olhos claros.
“Me chamou atenção a situação degradante dessas pessoas, excluídas de cidadania. Ali ele estava exposto ao sol, a chuva e até mesmo ao trânsito”, afirma o autor da foto. O clique foi feito na esquina das avenidas Engenheiro Luiz Carlos Berrini e Padre Antonio José dos Santos. O imóvel divulgado na propaganda fica na Rua Pensilvânia, também no Brooklin. Na descrição divulgada pela construtora “o apartamento que reúne serviços, lazer e praticidade em alto padrão”.
Segundo o jornalista, que trabalha na Câmara Municipal de São Paulo junto ao vereador Ricardo Yung (PPS-SP), chamava a atenção a idade e a condição do garoto. “Diferentemente das outras placas, essa o escondia atrás da propaganda. Além disso, eu acredito que ele não tenha nem 18 anos”, afirma.
NNN
20 de maio de 2014 12:46 pmHipocrisia pouca é bobagem
Discute-se a idade e a etnia do menino, a “marvadez” da incorporadora, etc.
Já a existência da função “homem-placa” (o próprio termo é deprimente)…
Fabio !
20 de maio de 2014 2:34 pmLiteral e metaforicamente ,
Literal e metaforicamente , a foto arregaça com o apartheid social brasileiro.
O garoto negro pobre se sustenta servindo de sustentação para uma placa , e a placa , ao lhe dar sustento , lhe esconde ao mesmo tempo , enquanto tenta atrair compradores para um imóvel de classe média alta , esta mesma que gostaria muito que essa miséria toda fosse escondida de suas vistas , que é exatamente o que faz a placa cujo objetivo é lhes vender o imóvel .
Tá aí , genial . Merece ir para a Bienal de SP . Coisa do Gerald Thomas .
Renato F. Lima
20 de maio de 2014 3:23 pmDepois reclamam da Chaui…
Pois é , e quando a Marilena Chaui fala cobras e lagartos da classe média, os conservadores de plantão reclamam….
DeBarros
20 de maio de 2014 3:35 pmApartheid Paulistano.
Apartheid Paulistano.
Thiago Venco
20 de maio de 2014 4:05 pmNão, Não, Não…
NNN a imagem é o colapso da existência dos “homem-placa”… vá ter má vontade assim lá Noninonândia… Discuta em vez de querer que os outros discutam por você.
Athos
20 de maio de 2014 4:13 pmEssa preocupação é puro
Essa preocupação é puro preconceito.
O trabalho é fácil e para adolescentes mesmo.
Não se lembram que a lei que obriga as lojas a anunciarem com pessoas segurando os cartazes foi criada para isso mesmo, dar empregos.
E aquele pretinho ali está trabalhando. Alguém aqui tem vergonha de trabalho?
Deixa o moleque trabalhar.
Thiago Venco
20 de maio de 2014 7:46 pmTrabalho degradante e ilegal
DEPOIMENTO DE UM AMIGO: aqui na favela sempre aparece um oferecendo esse tipo de “trabalho”, com o discurso “vamos lá, vou te ensinar a pescar”, mesmo com as característica dos trabalho escravo e racista eles se sente orgulhoso por ajudar… e nada que eu diga é capaz de alertar os visinhos, eles chegam com enormes cartazer, milhares de ipressão e de terno e gravata. esse tipo de trabalho análogo a escravidão é bem recorrente na periferia… quando vejo esse tipo de ofensa me sinto impotente, mas lendo a sua idgnação me sinto encorajado a lutar.
R$15 por dia para ficar em pé? Jovens? VA NA RUA VER OS VELHOS TRABALHANDO!!! Isso não dá um salário mínimo, e é sem CLT! Nem R$2 a hora!!!
Athos
20 de maio de 2014 10:13 pmCara, manda o ministério do
Cara, manda o ministério do trabalho .
Existe salário mínimo no Brasil.
Do que estávamos falando mesmo?
Thiago Venco
20 de maio de 2014 11:10 pmEstá a caminho…
…mindinho.