4 de junho de 2026

Kamala Harris fala de aborto e união homoafetiva, exalta sindicatos e ataca agenda econômica de Trump

"Trump e seus aliados querem levar nossa nação para a política econômica de gotejamento, que fracassou", disparou

Nesta quinta (25), durante discurso numa convenção promovida pela federação nacional professores, no Texas, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, reafirmou-se como a candidata democrata na corrida presidencial de novembro, onde terá como principal adversário o ex-presidente Donald Trump, do Partido Republicano.

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Em sua terceira aparição como a substituta do presidente Joe Biden, que abriu mão da tentativa de reeleição no último domingo, Kamala Harris fez um discurso direcionado à defesa de valores e pautas progressistas, e atacou duramente o projeto de governo de Trump.

“Cada um de nós está diante de uma questão: em que tipo de país queremos viver? Um país de liberdades, compaixão e Estado de Direito, ou um país de caos, medo e ódio?”, questionou.

Kamala Harris conclamou seus apoiadores, incluindo sindicatos e trabalhadores, a lutarem pelas “liberdades que estão ameaçadas” com a possibilidade de retorno de Trump, chamando seu grupo de “extremistas”.

“Nesse momento, em nossa Nação, nós testemunhamos um ataque às liberdades. Enquanto vocês ensinam democracia aos alunos, os extremistas atacam a liberdade sagrada do voto. Enquanto vocês tentam buscar lugares seguros para que crianças possam aprender, os extremistas atacam nossa liberdade de viver livres de armas. E enquanto vocês ensinam nossas crianças sobre o passado de nossa Nação, esses extremistas atacam a liberdade do aprendizado. Em pleno 2024, falam em banir livros!”

Marcando diferenças em relação ao seu adversário, Kamala disse que sua candidatura representa o “projeto de futuro”, enquanto Trump é o “retorno ao passado”. Ela criticou o “projeto 2025”, dos republicanos, dizendo que é um “plano para fazer a América voltar a um passado sombrio.”

“Donald Trump e seus aliados querem levar nossa nação para a política econômica de gotejamento, que fracassou”, disparou.

Kamala Harris acrescentou que Trump pretende dar novas concessões e mais alívio tributário aos multimilionários, caçar sindicatos trabalhistas, destruir políticas públicas de saúde e educação, entre outras ações rumo ao retrocesso que receberam muitas vaias do público presente na convenção.

Em paralelo, Kamala Harris fez questão de colocar suas ideias na mesa. Ela citou projetos de continuidade em relação ao governo Biden, como o de repactuação de dívidas estudantis e de melhorias para a classe trabalhadora, incluindo o fortalecimento dos sindicatos. “Os sindicatos ajudaram a construir a classe média na América. E quando os sindicatos são fortes, a América é forte”, disse ela.

Mas Kamala também se destacou por pontuar sua opinião sobre temas mais “polêmicos”, como defender a união homoafetiva e o reestabelecimento do direito das mulheres em decidir ou não pelo aborto, citando Roe vs. Wade.

Ela arrancou um coro de “bring it on” dos apoiadores ao afirmar que está na empreitada eleitoral para defender “liberdades e direitos garantidos” de cabeça erguida.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. +almeida

    28 de julho de 2024 3:58 pm

    Kamala Harris parece que conquistou a indicação, mas terá que escolher com muita sabedoria a quem for convidar para ser titular da para exercer a vice- presidência, em sua chapa democrata. Insisto que para atrair votos com mais segurança e qualidade, Gretchen Esther Whitmer pode ser um reforço substancial para conquistar a maioria dos votos decisivos para definir quem será o(a) candidato(a) eleito(a) pelo povo.
    Entendo que em eleições não adianta agradar aos caciques dominantes e abonados, que costumam ditar as regras do mercado. Eu tenho a certeza que em eleições, nem o poder financeiro e as ameaças alarmistas poderão tirar a vitória de uma chapa eleita como a favorita da população votante.
    Avalio que a quantidade de eleitores que Gretchen Esther Whitmer agregará para a chapa democrata será maior que qualquer outro candidato, até o momento.
    Não é impossível de surgir nomes identicamente capazes, mas a questão maior é a contabilidade do que trazem de votos, para impedir um novo desastre americano e mundial com uma possível vitória do intragável e perigoso candidato opositor pelos republicanos.

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