4 de junho de 2026

Justiça holandesa condena Braskem a indenizar nove vítimas do afundamento em Maceió

Decisão não determina o valor que será repassado às vítimas, mas pode servir de precedente para novas condenações
Imagem: Divulgação

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O Tribunal da Holanda determinou que a Braskem terá de indenizar nove vítimas do afundamento provocado pela exploração de sal-gema em Maceió, Alagoas. 

A decisão, porém, não determina o valor da indenização, apenas que as partes entrem em um acordo. 

A Braskem pode recorrer da decisão, até porque, por ser uma decisão individual, ajuizada por nove vítimas, poderá servir de base para novas condenações. 

“Essa decisão da Corte holandesa é uma grande conquista para as vítimas, sem precedentes. Afinal, uma Corte internacional reconheceu que a Braskem é sim responsável pelos danos sofridos pelas vítimas. É um lembrete para que todas as empresas multinacionais que atuam em território brasileiro venham atuar de acordo com a legislação sem causar qualquer prejuízo às vítimas”, afirmou o advogado Silvio Almena, em entrevista à Rádio Nacional.

Para embasar o processo, a defesa alegou que a Braskem e as subsidiárias nos Países Baixos lucraram com a atividade de mineração no Brasil, em detrimento de 60 mil pessoas que tiveram de deixar suas casas devido à exploração de sal-gema. 

CPI

No Brasil, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem aprovou nesta terça-feira (21), o relatório final do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que pede o indiciamento de empresas e pessoas por crimes ambientais que resultaram no afundamento do solo em bairros de Maceió.

O relatório pede ainda o aprofundamento das investigações pelas falhas de fiscalização de agentes públicos, incluindo os que atuam na Agência Nacional de Mineração (ANM), e a necessidade de um novo modelo de governança para o sistema de mineração no Brasil.

O relatório aprovado pelos parlamentares contempla ainda um projeto de lei para reforçar o poder estatal na regulação da atividade de mineração. 

Desta forma, apenas a União terá a competência de emitir licenças ambientais para atividades minerárias de alto risco. 

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados