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Lembram de quando Alckimin justificou a morte de pessoas em confronto com a polícia com a pérola “quem não reagiu está vivo”? Em Mato Grosso, Secretário de Segurança segue o mesmo raciocínio e diz “quem é inocente está vivo” para explicar ocorrência de chacinas e aumento de homícidios
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| SOCIEDADE DESPROTEGIDA ‘Quem é inocente está vivo’, diz secretário ao rebater violência Alexandre Bustamante afirma que segurança pública está sob controle, principalmente em Cuiabá e Várzea Grane
MAX AGUIAR O secretário Alexandre Bustamante disse que a questão de segurança pública no Estado segue “tudo na normalidade”, que a taxa de homicídios “está dentro do normal” e o as forças de seguranças estão prontas para atuar na Copa. “Não está morrendo gente do bem, quem é inocente está vivo. Esse índice é normal e nós estamos prontos para atuar durante o mundial de futebol. O que está acontecendo é normal”, garantiu Bustamante , que é responsável pela pasta de Segurança. Em apenas 14 dias de maio ocorreram 22 assassinatos em Cuiabá e Várzea Grande, sendo 50% para cada cidade. Nos últimos seis meses, já foram registradas três chacinas nas duas maiores cidades de Mato Grosso.
Questionado sobre esse alto índice em período pré-Copa o secretário disse que a convocação dos 250 homens da Força Nacional de Segurança não é uma estratégia do governador pensando em um verdadeiro “boom” da violência na sociedade. Bustamente garante que mesmo sem a presença da Força, o Estado está preparado. “Nossas forças estaduais estão preparadas. Não são números de homicídios que fazem nosso trabalho parar”, confirmou. Em menos de seis meses três chacinas foram registradas na Grande Cuiabá. Duas na Capital e uma em Várzea Grande. Para esses crimes, o secretário Bustamante disse que os órgãos de segurança não os tratam como chacina e sim como múltiplos homicídios. “São devedores do crime que acabam pagando com a vida. No Industriário três morreram em novembro, em Várzea Grande cinco foram executados e ontem mais três. Com o nome das vítimas percebemos que todos tinham passagens e ainda pertenciam ao mundo do crime. Comprova que quem está morrendo são pessoas que não são do bem”, concluiu Bustamante. O secretário não lembrou os casos de latrocínios, onde na maioria das vezes são pessoas de bem que acabam morrendo. O último caso a ser citado é o do engenheiro químico Moisés Câmara, que ao reagir ao assalto em sua casa acabou morrendo baleado em sua sala. |
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