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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Gão

    16 de maio de 2014 4:00 am

    Mais de 4% dos condenados à morte nos EUA são inocentes

    Mais de 4% dos condenados à morte nos EUA são inocentes

    Essa porcentagem é baseada em dados sobre réus que receberam a pena capital entre 1973 e 2004

    BBC BRASIL.com Foto da maca onde detentos condenados à morte recebem a injeção letal no Departamento de Correções da Virgínia, nos EUA, em 28 abrilFoto: Getty Images

    Um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences estima que pelo menos 4,1% dos condenados à morte nos EUA são inocentes – uma em cada 25 pessoas condenadas.

    Segundo o autor principal, Samuel R. Gross, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Michigan, os pesquisadores chegaram ao resultado usando a análise de sobrevivência, uma técnica de estatística que leva em conta variáveis de tempo até a ocorrência de determinados fatos de interesse, como a morte.

    A estimativa, definida pelos autores como “conservadora”, é baseada em dados sobre réus sentenciados à morte entre 1973 e 2004.

    O percentual é o dobro do de sentenciados à morte que tiveram sua condenação revertida e foram libertados por serem inocentes no mesmo período.

    De acordo com o estudo, em 31 de dezembro de 2004, final do período analisado, apenas 1,6% dos 7.482 condenados à morte haviam tido suas sentenças revertidas por serem inocentes.

    Casos
    Nas últimas décadas houve vários casos de condenados à morte nos EUA que acabaram inocentados e libertados, depois de comprovado que não haviam cometido os crimes dos quais eram acusados.

     

    Um dos casos mais recentes é o de Glenn Ford, libertado em março deste ano depois de passar quase 30 anos no corredor da morte por um crime que não cometeu.

    Ford, de 64 anos, havia sido condenado por um assassinato ocorrido em 1983 e desde 1985 estava preso no Estado da Louisiana. No mês passado, ele foi finalmente inocentado e libertado.

    No entanto, segundo Gross, apenas uma minoria consegue ter sua inocência provada e reconquista a liberdade. “A maioria dos inocentes sentenciados à morte nunca são identificados ou libertados”, diz o autor do estudo. 

    Execuções
    Os pesquisadores dizem não ter como estimar o número exato de inocentes executados.

     

    “Nossos dados e a experiência de especialistas na área indicam que o sistema de justiça criminal se esforça muito mais para evitar a execução de inocentes do que para evitar que permaneçam presos indefinidamente”, afirmam.

    Uma maneira de fazer isso é a conversão de penas de morte em prisão perpétua quando há dúvidas sobre a condenação do réu.

    “No entanto, nenhum processo de retirar réus potencialmente inocentes da fila de execuções é à prova de falhas. Com uma taxa de erros em julgamentos de mais de 4%, é quase certo que muitos dos 1.320 acusados executados desde 1977 eram inocentes”, diz o estudo.

    A conversão de penas de morte em prisão perpétua representa outro problema.

    Segundo os autores, depois de serem transferidos do corredor da morte para prisão perpétua, é pouco provável que esses prisioneiros sejam libertados, mesmo que sejam inocentes, e são grandes as chaces de que acabem morrendo na prisão.

    Sem o risco de execução, dizem os pesquisadores, a tendência é de que advogados, tribunais e o sistema judiciário como um todo dediquem menos tempo e recursos buscando casos de possíveis inocentes condenados injustamente.

    “Caso (os que têm a sentença convertida em prisão perpétua) realmente sejam inocentes, têm bem menos chances de serem libertados do que se permanecessem no corredor da morte”, diz o estudo.

    Temor
    Para o diretor-executivo do Death Penalty Information Center (Centro de Informações sobre a Pena de Morte), Richard Dieter, o estudo confirma o principal temor em relação à pena de morte: o de que inocentes estejam sendo punidos por crimes que não cometeram.

     

    “Essa é a principal preocupação, de que estamos deixando passar alguns desses casos (de inocentes condenados à morte). E o estudo confirma isso”, disse Dieter à BBC Brasil.

    Ele observa que o risco de que inocentes sejam mortos é o grande fator a influenciar a mudança de opinião em relação à pena de morte.

     

    Dieter cita casos como o de Illinois, um dos 18 Estados americanos que aboliram a pena capital.

    “O governador decidiu parar com todas as execuções depois de comprovado que mais prisioneiros estavam sendo libertados do corredor da morte (por serem inocentes) do que sendo executados”, lembra.

  2. Mário de Oliveira

    16 de maio de 2014 8:19 am

    A PETROBRAS que alguns não querem ver…

    Economia

     15/05 às 20p4 – Atualizada em 15/05 às 20p6

    Produção no pré-sal bate novo recorde e supera 470 mil barris por dia

    Jornal do Brasil  

    A Petrobras informa que a produção de petróleo nos campos operados pela companhia, na chamada Província Pré-Sal, nas Bacias de Santos e Campos, superou, no último dia 11 de maio, o patamar de 470 mil barris de petróleo por dia (bpd), o que representa um novo recorde de produção diário.Esse patamar foi atingido com a produção de 24 poços, sendo nove provenientes da Bacia de Santos. Com isso, a produtividade média por poço no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos alcançou 28 mil barris de petróleo por dia (bpd), um aumento de quase 30% em comparação com fevereiro de 2013, quando foi alcançado o recorde de produção diária de 300 mil bpd.

    Esse resultado se deve à entrada em operação, no último dia 9 de maio, do poço 7-LL-22D-RJS. Esse poço, com vazão atual de 31 mil bpd, está interligado ao FPSO (navio-plataforma) Cidade de Paraty, no campo de Lula, através de uma Boia de Sustentação de Riser (BSR).  Por meio dessa tecnologia pioneira, o trecho ascendente das tubulações de produção é sustentado por uma boia submersa. Trata-se do terceiro poço interligado utilizando a tecnologia BSR e o primeiro conectado ao FPSO Cidade de Paraty.

    A primeira boia, instalada no FPSO Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, já possui dois poços em produção. O primeiro poço interligado vem apresentando desempenho acima da média e mantém-se como o melhor poço produtor do país, com produção de aproximadamente 36 mil bpd. O segundo poço desta BSR foi interligado no início de abril e está produzindo 35 mil bpd. A instalação da terceira boia, também no FPSO Cidade de São Paulo, e da quarta boia, no FPSO Cidade de Paraty, foram concluídas em abril e maio, respectivamente.

    O FPSO Cidade de São Paulo produz atualmente cerca de 100 mil bpd, com três poços, e o FPSO Cidade de Paraty, cerca de 60 mil bpd, com dois poços.

    Ao longo dos próximos meses, novos poços serão interligados aos FPSOs Cidade de São Paulo e Cidade de Paraty por meio das BSRs, garantindo a continuidade do crescimento sustentável da produção do pré-sal, com o atingimento da capacidade máxima de produção dessas plataformas – que é de 120 mil bpd -, ainda no terceiro trimestre.

    O campo de Lula é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (25%) e a Petrogal Brasil S.A. (10%). O campo de Sapinhoá é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda. (30%) e a Repsol Sinopec Brasil S.A. (25%).

    http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/05/15/producao-no-pre-sal-bate-novo-recorde-e-supera-470-mil-barris-por-dia/

     

  3. Assis Ribeiro

    16 de maio de 2014 9:04 am

     Mídia e oposição querem

     Mídia e oposição querem sangrar a Petrobras, a bem dos EUA

    A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras não foi um negócio equivocado e atendeu a planejamento definido ainda no governo FHC.

    Para ser bondoso e não pensar em coisa pior, prefiro dizer que há nos meios de comunicações privados um imbróglio de informações sobre a compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Digo “bondoso” porque sei que toda empresa privada, mesmo as de mídia (rádios, TVs, jornais, revistas, etc.), tem interesses políticos, econômicos, financeiros, comerciais, etc.

    A compra de Pasadena se tornou pauta da grande imprensa com o objetivo de dar à oposição partidária, principalmente PSDB e PSB, um mínimo de argumento (tinham quase nada) nas próximas eleições, muito embora esse argumento contrarie os interesses nacionais e não se sustente em um exame mais profundo.

    E chamo de imbróglio porque vou aqui usar livremente o artigo de Marcelo Zero, que justamente assim designa todo esse assunto.

    Na realidade, a Petrobras sempre incomodou os conservadores do país. Pudera. Nascida da histórica campanha nacionalista “o Petróleo é nosso”, a Petrobras se converteu naquilo que os neoliberais consideram praticamente uma impossibilidade: uma empresa estatal bem sucedida e eficiente.

    Ela é um acabado contraexemplo das teses antiestatais e antidesenvolvimentistas que sustentavam o fracassado paradigma privatizante e liberalizante, cantado em prosa e verso pelo PSDB, DEM e PPS, que ruiu no início deste século. Ruiu no Brasil graças aos governos do PT, e na Europa e nos Estados Unidos, por ser um sistema que sobrevive do (U$S) oxigênio do Estado.

    A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras não foi um negócio equivocado; ela custou, ao todo, US$ 486 milhões e não US$ 1,18 bilhão; seu valor de aquisição, para a época, foi abaixo da média de uma refinaria nos mesmos padrões; o negócio atendia ao planejamento estratégico da companhia, definido ainda no governo Fernando Henrique Cardoso; e sua compra foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, que entre seus membros contava com a participação de Fábio Barbosa, presidente da Abril e ex-presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de Jorge Gerdau, presidente do Grupo Gerdau, e de Cláudio Haddad, presidente-acionista da Ambev.

    Numa reunião, semanas atrás, da bancada do PT, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, de modo bastante seguro e convincente, demonstrando a indignação dos injustiçados, especificou, passo a passo, o cálculo que desmente que a empresa belga Astra Oil tenha comprado a refinaria por US$ 42,5 milhões e vendido para a Petrobras por US$ 1,18 bilhão.

    Na verdade, a Astra, quando comprou, pagou US$ 326,5 milhões, e a companhia brasileira, quando adquiriu a refinaria, pagou US$ 486 milhões (190 milhões na primeira parcela e 296 milhões na segunda, sendo essa última parcela arbitrada pela justiça americana quando houve a separação da sociedade com a empresa belga Astra Oil).

    Veja bem, o preço real do negócio foi 40% do valor de US$ 1,18 bilhão alegado pela oposição e pela mídia. O preço pago revela um índice de custo da refinaria de 4.860 dólares por barril de capacidade de processamento/dia, quando a média, à época, era bem acima de 9.734 dólares por barril, o que comprova que ela foi comprada abaixo do valor de mercado.

    Na mesma reunião, Gabrielli disse ainda que a “cláusula Marlim” foi considerada inválida pela Justiça dos Estados Unidos, na disputa judicial entre a Petrobras e a Astra. E mais: que a cláusula do tipo “Put Option” também não prejudicou a estatal, uma vez que se trata de um acordo de divórcio. É uma cláusula normal quando se refere a grandes negócios.

    Esclareço: a “cláusula Marlin” estabelece que a refinaria de Pasadena teria que garantir 6,9% de rentabilidade mínima a um dos sócios (o grupo Astra), independentemente dos resultados.

    Já a cláusula “Put Option” define regras para um acionista adquirir a parte do outro. Trata-se de cláusula comum em processos de fusão e/ou incorporação com dois ou mais sócios fortes. Consiste no seguinte: (1) O sócio “A” oferece sua parte ao sócio “B” por determinado valor. (2) O sócio “B” não tem o direito de recusar. Mas tem a opção de comprar a parte do sócio “A” pelo mesmo valor que lhe foi oferecido.

    Portanto, quem tomou a iniciativa de entrar na Justiça em 2008 foi a Petrobras, que queria modernizar a refinaria. Em julho daquele ano, o grupo Astra entrou contra a Petrobras alegando que tinha que ser aplicada a “cláusula Marlin”. Assim, em 2012, a Justiça americana concluiu que a “cláusula Marlin” não é válida e que o cálculo seria feito a partir da “Put Option”, considerando os termos do contrato original, dentro das condições econômicas da época.

    O contexto que é desprezado pela oposição (PSDB, DEM, PSB e PPS) e pela mídia consiste no fato de que o negócio foi afetado pelas mudanças no mercado decorrentes da crise internacional de 2008 e do aproveitamento do gás de xisto pelo mercado norte-americano. A partir de 2007, tudo começou a mudar. No Brasil, houve as descobertas das enormes jazidas do pré-sal, a maioria constituída de óleo leve.

    O consumo de petróleo nos Estados Unidos caiu de um pico de 20,8 milhões de barris/dia, em 2005, para 18,6 milhões, em 2012. O preço do petróleo passou a aumentar mais do que o de derivados. No golfo do México, as margens de refino despencaram, de 4,3% em 2005 para 3,9% em 2006 e 4,1% em 2007, com taxas negativas entre 2008 e 2010.

    O que desejam a oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) e os entreguistas da mídia é sangrar a Petrobras, a bem dos EUA. Querem transformar a Petrobras em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os autoproclamados defensores da CPI. Até porque são eles os mesmos que, quando governaram o país, fizeram de tudo para privatizar a Petrobras.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Midia-e-oposicao-querem-sangrar-a-Petrobras-a-bem-dos-EUA/4/30932

    1. zegomes

      16 de maio de 2014 10:31 am

      Uma sugestão, Assis Ribeiro:

      Uma sugestão, Assis Ribeiro: Coloque o nome dos autores dos textos (sempre bons textos que você indica)  logo no começo do Post, assim o leitor não fica sem saber quem está lendo até o fim do artigo. No caso desse ótimo texto postado por você, que li em leitura rápida, pela falta de tempo, cheguei ao final sem reconhecer quem é o autor (não sei se me passou despercebido pela rapidez da leitura). Muitas vezes não se tem tempo de seguir o link no final para saber quem é o escrivinhador. 

      1. zegomes

        16 de maio de 2014 11:21 am

        É tão mais gostoso falar

        É tão mais gostoso falar escrivinhador que escrevinhador, mas foi um descuido mesmo (quer dizer um erro) do escrevinhador…

  4. Assis Ribeiro

    16 de maio de 2014 9:07 am

    Janot: metade do Congresso

    Janot: metade do Congresso tem pendências criminais 

    “Pouco menos de 300” parlamentares, de um total de 594, respondem a inquérito ou ação penal no Supremo, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista exclusiva à Revista Congresso em Foco

    Em 2004, o Congresso em Foco foi pioneiro no levantamento das acusações criminais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF). De lá para cá, este site se especializou no acompanhamento das pendências judiciais de deputados e senadores. O último levantamento, divulgado em setembro do ano passado, mostrava que 224 congressistas respondiam a 542 acusações na mais alta corte do país. Mas, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, este número hoje é ainda maior. “É um pouco menos de 300”, disse em trecho da entrevista exclusiva à Revista Congresso em Foco. Na conta do procurador-geral, entram casos novos, mas também aqueles cuja existência é mantida sob sigilo pelo STF. Ou seja, praticamente metade dos 594 parlamentares federais é alvo de inquérito ou ação penal no Supremo.

    Na entrevista, uma das raras exclusivas que concedeu desde que assumiu o cargo de chefe do Ministério Público brasileiro, Janot conta que adotou uma estratégia para tentar acelerar o julgamento das acusações criminais contra deputados e senadores: recomendar o encerramento dos processos pouco consistentes para que o Supremo se concentre nos casos de fato relevantes. “Tem problemas sérios, mas tem muita porcaria”, avalia. Para ele, é preciso desafogar o Judiciário para que os casos possam ser julgados com celeridade.

    A quantidade de políticos processados, porém, pode levar à impunidade. Janot faz o seguinte raciocínio: se 200 parlamentares tivessem pendências judiciais, o STF demoraria pelo menos 400 sessões plenárias para analisar o recebimento da denúncia e julgar a acusação. Em outras palavras, mais de meia década para a conclusão de todos os casos.

    “Sem contar toda a tramitação do processo, produção de provas etc etc”, afirma o procurador. “O Supremo faz sessão quinta-feira para tratar de processos penais. É só fazer a conta e ver quanto tempo vai demorar isso”, avalia Janot.

    Ou seja, desconsiderando-se os políticos com mais de um processo, os recessos do STF e a possibilidade de mais de um caso ser analisados numa mesma sessão, seriam necessários  mais de sete anos para os ministros julgarem tudo. “A falta de resultado do processo penal gera frustração, que deixa na população o sentimento de impunidade.” 

    Na conversa, o procurador afirmou que a quantidade exata não poderia ser divulgada no momento. “A gente já tem uns números iniciais aí e eu não quero divulgar para não fazer uma declaração falsa”, disse. Depois da entrevista, o site Congresso em Foco pediu à assessoria da Procuradoria-Geral da República o nome dos deputados e senadores “sendo observados através de inquérito ou de processo penal”, nas palavras do procurador. Semanas depois, a assessoria informou que não possuía o levantamento com os nomes dos políticos com pendências judiciais.

    Veja alguns dos principais trechos da entrevista

    Em um dos trechos da entrevista à revista, Janot ainda criticou a proibição das doações de empresas nas campanhas eleitorais. Para o procurador, ao contrário de combater a corrupção, a medida pode incentivar o caixa dois. “A gente pode caminhar para um sistema que não o exclua, um sistema misto que permite o financiamento público e privado, mas com controle mais eficaz.”

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/janot-metade-do-congresso-tem-pendencias-criminais/

  5. Assis Ribeiro

    16 de maio de 2014 9:09 am

    ‘O Estado precisa passar por

    ‘O Estado precisa passar por uma profunda reforma democrática’

    Em entrevista à Carta Maior, o Secretário Geral do governo gaúcho, Vinicius Wu, fala sobre a criação do Observatório de Participação e Governança em Rede.

    Até o final do ano, o Rio Grande do Sul deve sediar um encontro de ativistas e governos de diversas partes do mundo para trocas de experiências sobre iniciativas e ferramentes de democracia digital. O encontro vai consolidar a instalação do Observatório de Participação e Governança em Rede (OPGov.net), lançado no dia 2 de maio, em Porto Alegre.

    O documento que estabelece as bases para a criação do OPGov.net foi assinado pelo Governo do Rio Grande do Sul, Banco Mundial e Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Observatório pretende facilitar o acesso a experiências de sucesso na área da governança digital em diversas partes do mundo. “A ideia é não apenas apoiar a replicação de experiências, como também criar um ambiente de reflexão que produza sínteses capazes de fazer avançar essa agenda no âmbito governamental”, explica Vinícius Wu, secretário-geral de governo e coordenador do Gabinete Digital do Rio Grande do Sul.

    Em entrevista à Carta Maior, Wu explica avalia a experiência do Gabinete Digital e analisa as perspectivas das novas formas de participação popular frente ao desencantamento com os processos tradicionais de representação política. “Essa descrença nas instituições, nos partidos, na representação tradicional, precisa ser enfrentada com algum grau de criatividade, em busca de novas possibilidades de exercício da cidadania”, afirma o secretário.

    Como vai funcionar o Observatório?

    A ideia do Observatório surge a partir de um trabalho que temos desenvolvido com o Banco Mundial, que acompanha a implementação do Gabinete Digital desde 2011. A partir disso, surge a ideia de criarmos um espaço de convergência de iniciativas, de diagnósticos e de análises sobre experiências de participação digital e governança em rede, desenvolvidos em vários lugares do mundo atualmente.
     
    Quando implementamos o Gabinete Digital, pudemos contar com um suporte do Governo do Estado para a prospecção de uma série de iniciativas. Mas nem todos os governos e administrações municipais podem contar com investimentos específicos neste trabalho de prospecção. Daí surgiu a ideia de criarmos um repositório, um espaço de convergência, um ambiente comum no qual várias experiências possam se tornar acessíveis. Vai ser um repositório de códigos, softwares, relatórios, e também de reflexões sobre desafios para a democracia na sua necessidade de se adaptar à nova realidade da sociedade em rede. A ideia é não apenas apoiar a replicação de experiências, como também criar um ambiente de reflexão que produza sínteses capazes de fazer avançar essa agenda no âmbito governamental.

    Esse espaço virtual poderá evoluir para debates e encontros presenciais?

    A ideia é produzir diagnósticos, relatórios, publicações e também termos encontros periódicos dos membros desta rede. Estamos trabalhando com a ideia de um observatório em rede, ou seja, muito baseada na cultura da colaboração, do compartilhamento e do uso de tecnologias livres e códigos abertos. A concepção do Observatório é que ele seja baseado não em parâmetros tradicionais. A ideia é que seja completamente aberto, horizontal e sujeito a interferências dos membros desta rede.

    Qual é o cronograma para a implementação do Observatório?

    Estamos na etapa de montagem de um cronograma, firmando alguns conceitos e preparando o calendário. A nossa ideia é terminar o ano com um grande encontro de governança digital, reunindo algumas dezenas ou centenas de experiências que estão sendo desenvolvidas em diversas partes do mundo, para fazermos um momento de consolidação dessa experiência do Observatório. A nossa ideia é envolver o máximo de ativistas e personalidades que possam contribuir com a reflexão a respeito dessas novas possibilidades. Contaremos com um conselho curador, já convidamos pessoas como Manuel Castells, Boaventura de Sousa Santos, que vão colaborar com os debates.

    O Governo do Rio Grande do Sul conta com um Sistema Estadual de Participação, que envolve outras iniciativas, como consultas à população sobre o orçamento. Qual é o peso que a participação digital tem nesse processo?

    Pensamos desde o início numa visão sistêmica, ou seja, queríamos conferir à nossa estrutura de abertura uma abrangência de acordo com as exigências da sociedade. Sabíamos que era necessário recuperar alguns canais e instrumentos já consagrados na participação aqui no Rio Grande do Sul, principalmente a partir da experiência de Porto Alegre, onde o Orçamento Participativo cumpre um papel muito importante na renovação da agenda democrática no início dos anos 90. Ao assumirmos, buscamos recuperar o processo de consulta ao orçamento, dando maior capacidade de mobilização aquilo que já vinha ocorrendo.
     
    Nos três primeiros anos de governo, conseguimos mobilizar cerca de 1,3 milhão de pessoas em cada uma das edições da consulta ao orçamento. Mas sabíamos que não bastava apenas recuperar instrumentos já consagrados e implementar algumas estruturas como o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que já tinham correspondência em outras experiências. Tínhamos consciência de que era necessário recuperar e potencializar alguns instrumentos já conhecidos, mas agregar novas possibilidades de interferência da cidadania na gestão pública, com apoio forte das novas tecnologias e buscando se referências nas práticas de colaboração e participação em rede. Buscamos introduzir canais inovadores, como o Gabinete Digital, um instrumento pioneiro no Brasil, que já conta com um certo reconhecimento nacional e internacional. E, claro, sabemos que é um processo que deve ser pensado ainda como algo a ser melhor desenvolvido e aprofundado. Mas, sem dúvida alguma, a experiência inicial já é muito válida. Foi a partir dessa experiência que desenvolvemos aqui que tornamos possível ao Governo do Rio Grande do Sul enfrentar os debates que aconteceram no Brasil, a partir das mobilizações, de uma maneira que poucos governos tiveram capacidade.

    Foram espaços de diálogo com os manifestantes?

    Fizemos algumas assembleias públicas digitais, como o Governo Escuta, um momento no qual o governo pôde se colocar em contato direto com os manifestantes, interagindo com a pauta que emergia da ruas. E foi a partir daí que pudemos apresentar algumas respostas concretas, como foi o caso da aprovação do Passe Livre Estudantil, que foi uma proposição que surgiu das mobilizações e agora se tornou um programa de governo a partir da aprovação de uma lei pela Assembleia Legislativa.
     
    O Gabinete Digital é uma experiência pioneira, com limitações, obviamente. Sabemos que é necessária uma mudança cultural por parte da estrutura administrativa que se coloca efetivamente aberta a explorar o uso dessas novas possibilidades de interferência da cidadania nas estruturas. Mas iniciamos e esse é o grande diferencial. Demos um passo muito grande naquilo que, para mim, tende a ser cada vez mais comum a ser praticado pelos governos, que é abrir-se a essas novas possibilidades de participação, uma vez que temos uma ampliação permanente do acesso a essas tecnologias.

    Entre as limitações que existem na participação digital, podemos mencionar que participam os mesmos atores que já participam de outras instâncias tradicionais, a própria qualidade do debate, na medida em que a internet é mais o espaço da queixa do que da proposição, e o fato de o poder público não responder concretamente às demandas levantadas. Como avaliar o trabalho do Gabinete Digital frente a essas limitações?

    Nenhuma estrutura de participação se sustenta se não houver capacidade real de resposta. Neste sentido, acho que o Gabinete Digital conseguiu resultados muito expressivos. Talvez tenhamos aqui uma experiência singular de diálogo com a sociedade que tenha resultado em ações concretas por parte do poder público. Eu diria que o Passe Livre é talvez o principal exemplo, mas não só. Uma das primeiras questões que surgiu no Gabinete Digital, através do Governador Responde, foi um debate muito controverso sobre a desvinculação do Corpo de Bombeiros da estrutura da Brigada Militar. E nós acabamos de enviar um projeto de lei à Assembleia, após um longo processo de debates iniciado no Gabinete Digital.
     
    Tivemos outras ações importantes. Eu poderia me referir a um conjunto de ações na área da saúde, que foram prospectadas a partir da consulta feita e que estão sendo implementadas. Um outro exemplo são as políticas de combate à violência no trânsito, numa ação que, até então, em termos de números absolutos, foi a maior consulta feita por um governo no Brasil através da internet. Mais do que isso, temos demonstrado que é possível o poder público se colocar aberto à sociedade de uma maneira inovadora, utilizando novas linguagens e novas possibilidades de interação. O Gabinete Digital proporciona exatamente um contato e um diálogo com setores da sociedade que talvez hoje não se sintam à vontade de participar de instâncias tradicionais. Um outro item importante diz respeito a essa questão da abertura de dados. Temos disponível uma ferramenta que possibilita um acesso a dados e informações sobre um conjunto de obras do Governo do Estado, e um compartilhamento do monitoramento dessas obras de uma maneira inteligível e acessível.
     
    Quanto à qualidade da participação, temos que problematizar esse tipo de abordagem, porque qualquer participação da cidadania é qualificada. O interesse que possa ser despertado através da internet ou de espaços presenciais de participação já representa um ganho substancial para o processo democrático. Mas eu penso que é importante dissolver alguns mitos sobre a questão da participação digital. Aqui conseguimos superar bem essa dicotomia entre o que é participação presencial e participação por meio digital. Quando falamos de redes, falamos de redes de pessoas. Por trás das novas tecnologias obviamente há indivíduos, grupos organizados ou não, pessoas e pautas que estão sendo debatidas pela sociedade. As novas tecnologias podem apenas ser o facilitador para essa aproximação dessas agendas com relação ao Estado. E a qualidade da participação vai depender muito da forma como o governo processa e organiza suas estruturas de acolhimento. É importante desenvolver metodologias e tecnologias de acolhimento dessa contribuição, de modo a qualificar o debate.
     
    Em relação à participação dos mesmos atores, no caso do Gabinete Digital temos muita segurança de dizer que não. Há um tipo de participação, via Gabinete Digital, que indica que temos dialogado com um público que, pelo contrário, não tem participado de outros canais de participação, como a consulta ao orçamento. São públicos distintos. O grande desafio que o Estado tem hoje é compreender que essa nova dinâmica, as mudanças que promovemos no tecido social brasileiro nos últimos anos, as mudanças decorrentes das alterações profundas no campo da circulação de ideias e informações, criam um ambiente completamente distinto para o estabelecimento de canais de diálogo e de relações de novo tipo entre Estado e sociedade.
     
    É importante percebermos que temos uma sociedade cada vez mais multifacetada e dinâmica, na qual alguns indivíduos podem se interessar por determinados temas específicos mas não se mobilizarem sobre uma série de outras questões. Hoje temos sujeitos sociais muito ativos no tema da mobilidade urbana, do uso da bicicleta, que não são os sujeitos tradicionais e que não estão organizados em torno de pautas tradicionais e já conhecidas pelo poder público. É essa questão que se coloca para o Estado. Como podemos nos abrir para estes novos sujeitos e para estas novas agendas.

    Instâncias como o Gabinete Digital acabam absorvendo demandas que as instâncias tradicionais dos governos não conseguem absorver?

    Nossas instituições democráticas estão organizadas para funcionar numa sociedade que já não existe mais. O processo de redemocratização originou uma série de instituições representativas, um modelo de democracia que em grande medida não é compatível com a sociedade brasileira realmente existente hoje. Até em função das mudanças que foram processadas no Brasil, a inclusão de 40 milhões de pessoas na sociedade de consumo, as mudanças no sistema educacional, o processo de inclusão no ensino superior. Isso provoca mudanças importantes e as instituições formais da democracia brasileira estão ainda carentes de uma certa atualização e de uma adequação à essa nova realidade. E nisso entra o uso das novas tecnologias, que é fundamental para que possamos reoxigenar nossas instituições democráticas, recompondo inclusive o pacto político da nossa estrutura de representação. Acreditamos que hoje, praticamente em todo mundo ocidental, nos encontramos em uma forte crise da representação política. Essa descrença nas instituições, nos partidos, na representação tradicional, precisa ser enfrentada com algum grau de criatividade, em busca de novas possibilidades de exercício da cidadania.

    Por outro lado, o Estado tem estruturas legais, limitações orçamentárias, influência do poder econômico, que muitas vezes colidem com a urgência dessas novas demandas.

    Hoje temos um déficit que está relacionado à grande expectativa da sociedade em relação à atuação do poder público e à dificuldade em que se encontra o Estado para a execução de uma série de políticas públicas que pudessem dar resposta a esses anseios. Temos uma sociedade mais informada, cada vez mais utilizando-se dessas novas possibilidades de disseminação da informação e do conhecimento, para também processar a sua interpretação sobre o funcionamento do Estado.
     
    Temos também um déficit histórico em relação à prestação de serviço público no Brasil. O processo de mudança na estrutura de classes no Brasil também é gerador de novas dinâmicas e necessidades, que emergem a partir da intervenção na cena pública de novos sujeitos sociais. E o Estado, não apenas no Brasil, encontra-se diante de um impasse. Da resolução desse impasse, em grande medida, serão definidos os rumos da democracia no mundo no século 21. A capacidade de resposta do Estado precisa obviamente se ampliar e o Estado precisa passar por uma profunda reforma democrática, de modo a buscar um atendimento o mais pleno possível dessas expectativas da sociedade em relação ao poder público. E também é fundamental que o Estado busque se repensar do ponto de vista da capacidade de comunicação e de promoção da transparência. Para que a gente possa ascender a um outro patamar na relação entre Estado e sociedade, é fundamental também que a população possa, primeiro, ter maiores possibilidades de estabelecer o controle sobre o Estado, sobre as informações públicas.
     
    É fundamental que haja maior capacidade de interferência direta da cidadania nas decisões públicas. Para isso, o Estado precisa ser reformado profundamente. Há um desencantamento com as instituições públicas, com o Parlamento, com o poder público, que pode resultar em soluções negativas num futuro. O Estado precisa ser reestruturado, reformado democraticamente, ampliar sua capacidade de abertura, aumentar a transparência, aumentar o controle da cidadania sobre o Estado, e a partir daí ampliar sua capacidade de resposta. Esse é o grande desafio que temos para os próximos anos. No ano passado, as mobilizações de junho deixaram um legado importante do ponto de vista da reflexão sobre o nosso atual modelo de democracia. Esse tema da reforma das instituições democráticas deve estar no horizonte do processo de renovação e mudanças que conhecemos no Brasil desde 2003.

    A influência do poder econômico sobre os governos não limita essa transformação?

    Naquilo que o neoliberalismo conseguiu avançar foi na sua capacidade de capturar um conjunto de decisões fundamentais para a regulação da vida em sociedade, transferindo do debate público para o âmbito das decisões restritas  às representações do capital financeiro. Ou seja, é aquela sensação em várias partes do mundo de que não adianta qual partido esteja no poder, ele vai obedecer à mesma agenda econômica que é decidida nos grandes centros financeiros. Esse é um elemento fundamental para compreendermos o esvaziamento da democracia no mundo de hoje. E está no centro do desencantamento com as representações políticas e com as instituições democráticas que se expressam em vários episódios como temos assistido no mundo nos últimos anos. É fundamental devolver à cidadania sua capacidade de escolha. Temos um processo de deslegitimação das nossas instituições democráticas que está relacionado à incapacidade de respostas, e a incapacidade de respostas também está diretamente relacionada a essa captura que tem sido realizada por parte do capital financeiro.
     
    O neoliberalismo efetivamente conseguiu estabelecer uma tutela sobre as democracias e sobre os partidos que está na raiz dessa crise de representação. Superar essa tutela é um dos principais desafios da democracia no século 21, para efetivamente recuperarmos a capacidade de resposta do Estado, para que tenhamos um Estado mais transparente, mais democrático e para que a cidadania possa estabelecer um controle sobre as decisões públicas.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/-O-Estado-precisa-passar-por-uma-profunda-reforma-democratica-/4/30914

  6. Assis Ribeiro

    16 de maio de 2014 9:12 am

    Haddad: “SP deu a professores

    Haddad: “SP deu a professores reajuste maior que os Estados”
     

    Na última sexta-feira (09) o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou o maior reajuste de salários de professoras da última década no município, sem escalonamento.

    Com o aumento, o valor do piso inicial do magistério na capital paulista passou de R$2.600,00 para R$3.000,00 – o maior do País. 

    O reajuste vale também para as carreiras pedagógicas das escolas municipais. No caso dos supervisores, o piso passa de R$ 4.460,00 para R$ 5.146,00, enquanto o dos diretores aumentou de R$ 4.188,00 para 4.832,00.

    Já para os coordenadores pedagógicos, o piso vai de R$ 3.692,00 para R$ 4.260,00 mensais.

    Os valores correspondem a cerca de 15,38% de acréscimo para os professores e de 13,43% para as demais carreiras da Educação. Para começa a valer a partir deste mês de maio e ser usufruído pelos funcionários da Educação em forma de abono retroativo, o projeto de Haddad precisa ser aprovado pelos vereadores da cidade.

    Mas num País onde as palavras “Brasil + Educação” têm mais de 63 milhões de citações no Google, o aumento dado pela Prefeitura de São Paulo aos docentes recebeu quase nenhum destaque na chamada “grande mídia”.

    Sobre esse reajuste nos planos educacionais da maior capital do País e a greve dos professores que continua, o Terra Magazine teve uma rápida conversa com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

    Pela importância que a Educação diz ter na pauta nacional, o senhor acha que faltou repercussão do aumento dado aos professores em São Paulo?

    Até a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) elogiou o novo piso de São Paulo. A CNTE acompanha o que acontece em todos os estados e municípios do país. A entidade reconhece o esforço que a prefeitura está fazendo, no sentido correto de valorizar o magistério. Dentre outras coisas, porque nós estamos pagando o dobro do piso nacional, que está em torno de R$1.600,00 mensais. Nós estamos pagando R$3.000,00. Entendo que isso é um sinal do nosso esforço nesse caminho da valorização dos docentes, no momento que se discute o Plano Nacional de Educação (PNE), que está para ser votado na Câmara dos Deputados em caráter terminativo. O plano tem uma meta específica sobre valorização do magistério e São Paulo se antecipa a uma diretriz de um plano que sequer foi aprovado.

    A pauta eleitoral influencia negativamente as discussões públicas que realmente merecem importância?

    Acredito que uma decisão como essa poderia ter maior visibilidade, até para que outros municípios possam seguir o exemplo de São Paulo. Seria bom menos para o governo e mais para a Educação que essa divulgação fosse feita. Mas evidentemente que não posso opinar sobre a pauta dos meios de comunicação. O que entendo é que, se Educação tem a centralidade que as pessoas atribuem a ela, um anúncio como esse deveria ser mais divulgado e debatido sim.

    O que esse aumento significa na reestruturação que o senhor diz que precisa fazer na Educação de São Paulo?

    Como nós acabamos com a aprovação automática, esse aumento é fundamental para o engajamento das famílias e dos professores no apoio ao esforço que a Educação precisa receber a partir de agora. Nós entendemos que esse gesto vai significar uma maior compreensão da centralidade da Educação para modernizar as estruturas, inclusive, da política brasileira, que tem que ter o conhecimento como centro das atenções.

    Houve muito aperto no orçamento da Prefeitura para realizar esse aumento de salário na Educação? Há dinheiro realmente para o aumento?

    Com certeza. Na verdade apertamos o cinto do resto da administração para a Educação ter esse aumento. A Educação e a Saúde foram as áreas que no segundo ano do meu governo ganharam mais importância. O primeiro orçamento eu herdei. O segundo foi fruto de remanejamentos e planejamentos que fizemos, onde essas duas áreas foram as mais beneficiadas.

    Apesar do aumento, os professores ainda estão mobilizados fazendo greve. Há margem para mais alguma negociação com a categoria?

    Nós anunciamos um dos maiores pisos salariais do País. Pode comparar com qualquer capital, ou com o Estado. O salário inicial passa agora para R$3.000,00 e no final de carreira, após 25 anos de trabalho e dedicação, beira R$9.000,00. Me parece que é um gesto de valorização dos professores, que há tempos mereciam esse aumento. Mas acho que esse gesto deveria fazer com que as lideranças repensem o seu posicionamento [sobre a greve].

    http://terramagazine.terra.com.br/blogterramagazine/blog/2014/05/14/haddad-%E2%80%9Csp-deu-a-professores-reajuste-maior-que-muitos-estados%E2%80%9D/

  7. Mário de Oliveira

    16 de maio de 2014 10:50 am

    Eleições no RJ

    15/05/2014 16:14:00

    Brizola Neto se recusa a apoiar Pezão e diz que seu partido é a educação
    Vereador diz que sua tendência é permanecer neutro e não apoiar nenhum candidato ao governo do Estado

    Caio Barbosa

    Rio – O vereador Leonel Brizola Neto continua descontente com os rumos do seu partido, o PDT, que tende a apoiar a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão, formando a chapa, encabeçada pelo PMDB, com a indicação do deputado estadual Felipe Peixoto para vice-governador.

    “É praticamente impossível eu apoiar o Pezão. Sou contra tudo isso que está representado pelo PMDB. Eles querem construir presídios e eu quero construir escolas. Eu acredito num projeto de país diferente do deles”, disse o vereador.

    Pretendido também por Lindbergh Farias, candidato do PT ao governo do Estado, Brizola Neto disse que sua tendência, neste momento, é pela neutralidade.

    “Eu acho engraçada essa disputa para ver quem fica com a máscara mortuária do Brizola. Compromisso com educação é compromisso orçamentário. É destinar 30% dos recursos para a educação pública, para mais escolas e melhores salários. O resto é trololó e disso estamos cansados. Se alguém assumir este compromisso, terá o meu apoio”, avisou.

    Para o vereador, o PDT deveria se preocupar com propostas, não com cargos. Atualmente, o partido, comandado por Carlos Lupi, comanda o Ministério do Trabalho, no governo federal, e as secretarias de Defesa do Consumidor, e de Trabalho e Renda, no governo do Estado. Além disso, a filha de Lupi, Clarissa Rocha, foi nomeada no início do ano para um cargo comissionado na Agetransp, agência reguladora dos transportes no Rio.

    “Acho que o PDT não tem que ter cargo em governo algum, mas sim assumir o seu papel e defender republicanamante seus ideais, que são os de Brizola e Darcy Ribeiro, em defesa de uma educação que mude a cara deste país”, completou.

    http://riodejaneiro.ig.com.br/?url_layer=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-05-15/brizola-neto-se-recusa-a-apoiar-pezao-e-diz-que-seu-partido-e-a-educacao.html

     

  8. Alyson Freire

    16 de maio de 2014 1:00 pm

    O PT e o discurso do medo: uma estratégia autoritária

    O discurso do medo está sempre presente, de modo explícito, nas campanhas eleitorais brasileiras para a Presidência da República. A novidade reside no protagonista que resolveu lançar mão dessa estratégia nas eleições que se avizinham. Afinal, o PT, mais particularmente o ex-presidente de Lula, foi o alvo e a vítima por excelência do discurso do medo na história política recente do Brasil.

    Das maneiras mais escancaradas, vis e sutis, o discurso do medo constituiu uma das principais estratégias políticas de desqualificação da candidatura de Lula e do Partido dos Trabalhadores, desde as eleições diretas de 1989 até as eleições de 2002. Collor bradava que Lula iria confiscar a Poupança dos brasileiros. Nas eleições de 1998, FHC alardeava aos quatros cantos a respeito da enorme ameaça que a possível eleição do ex-operário representava para a recém-estabilidade econômica do país, conquistada graças ao Plano Real, assim como o risco do efeito Lula para as avaliações e investimentos dos mercados e instituições internacionais. Em 2002, as expressões “Risco Brasil”, “queda nas Bolsas de Valores”, “subida do dólar” eram rotineiramente atiradas contra Lula e o PT. Por último, ainda nas eleições de 2002, como esquecer o depoimento da atriz Regina Duarte, em discurso pró-Serra, “eu estou com medo…”.

    Eis que, numa reviravolta lamentável, assistimos nos últimos dias a vítima de antes valer-se da mesma estratégia autoritária do ptalgoz. Sob a batuta do marqueteiro João Santana, o PT escolheu o medo como tema das propagandas políticas em sua pré-campanha para as eleições de 2014. O vídeo retrata pessoas bem sucedidas, empregadas e felizes nas mais diversas situações sendo confrontadas com seus duros passados de necessidade, desemprego e exclusão. Como fantasmas, a pobreza, o desemprego e o sofrimento social se insinuam num horizonte não muito distante que ameaça se abater novamente sobre suas vidas presentes. A narrativa avança com um tom austero de ameaça e intimidação: “Quando a gente dá um passo à frente na vida, precisa saber preservar o que conquistou…”. Sob um fundo musical melancólico e numa paisagem cinzenta e chuvosa, a propaganda finaliza com a advertência sentenciadora: “não podemos voltar atrás”.

    A propaganda causa um profundo mal-estar, uma sensação angustiante de desconforto e, a meu ver, é profundamente desrespeitoso, tanto para com aqueles que, com esforço e também graças aos avanços e oportunidades criados pelos acertos dos governos do PT, conseguiram melhorar de vida, quanto para com os milhares que se encontram exatamente nas situações de miséria e exclusão interpretadas pelos atores. Desrespeitoso porque insinua e remexe, de maneira ofensiva, possíveis lembranças e situações dolorosas e humilhantes para muitas pessoas.

    A instrumentalização do medo é sempre um recurso para assegurar controle e dominação. Na história, as instituições mais autoritárias e violentas encontraram no medo, ou melhor, na produção social do sentimento do medo uma fonte de legitimação e manutenção de sua dominação. A pedagogia do medo e seu proselitismo constituiu uma estratégia de poder indispensável de tiranos sanguinários, generais desapiedados e sacerdotes intransigentes; um instrumento de poder a se exercer sobre súditos, inimigos e fiéis para obter deles a obediência e o temor esperado e pretendido.

    images (3)Na política, isto é, entendida apenas como luta pela obtenção e exercício do poder, os candidatos utilizam o discurso do medo com o objetivo de produzir uma relação de empatia com o eleitor através da transmissão da ideia e imagem de conselheiro amigo e bem intencionado que se aproxima para alertá-lo de um perigo o qual, talvez, ele não ainda tenha percebido. Assim, o candidato alcança a sua real finalidade, qual seja: afastar o eleitor do adversário, fazê-lo, na pior das hipóteses, recear o oponente. O discurso do medo consiste, com efeito, num artifício discursivo de tática política para, por um lado, controlar a vontade e a consciência dos eleitores por meio da sugestão de emoções conformistas e, por outro, lançar sobre os adversários da oposição uma sombra negra de incerteza e desconfiança que os desqualifiquem sumariamente. Ora, sob esse pano de fundo e atmosfera, não há condições de debate político, não há discussão nem esclarecimento de projetos, apenas a luta por poder e a guerra por posições e eliminação por si só.

    Sabemos que toda propaganda política não se preocupa, em última análise, com dados, ideias e conhecimentos consistentes que estimulem o debate e a reflexão. A finalidade principal é provocar emoção. Contudo, quando as emoções dominam por completo e apelativamente o discurso político o que temos é um efeito deseducador e rebaixador da política, pois o que se almeja são que as emoções e sentimentos, e não a razão, as ideias e os projetos, dominem as discussões públicas e presidam as decisões dos eleitores.

    Desse modo, a conclusão é inevitável, o PT, assim como os demais que se valeram da difusão do medo, deseduca politicamente o povo porque o medo, já nos ensinara os pensadores iluministas, só instila o desejo de tutela e a heteronomia, jamais a autonomia. Mais ainda, o medo, no discurso político, é odioso porque concebe as pessoas como objetos que precisam ser manobrados e manipulados em suas emoções. Por isso, o discurso do medo é uma forma de controle, portanto, refratário à emancipação. Por qualquer ângulo que se olhe, é lamentável vê o PT lançar mão de dita estratégia. Mostra o quanto o partido tornou-se refém de marqueteiros cuja lógica não é outra senão o retorno a qualquer preço, no caso, a vitória nas eleições à revelia de compromissos civilizatórios e éticos mais fundamentais.

    Na presente conjuntura política, o discurso do medo como estratégia de persuasão e convencimento, abraçado pelo PT, é um enorme erro, mesmo do ponto de vista eleitoral. Em primeiro lugar, porque reforça a ideia equivocada mas consolidada no senso comum de que todos os partidos são iguais. Além do mais, inevitavelmente, o discurso do medo produz, nas circunstâncias atuais de insatisfação social, de desgaste e queda de popularidade de Dilma, a impressão de desespero e de reconhecimento da fraqueza. Nas mãos do PT atual, o discurso do medo é lido como atestado da incapacidade de melhorar o país e resolver os problemas existentes. É uma confissão que revela mais sobre o autor do que sobre o alvo mirado.

    Como dizia Michel de Montaigne: “O que teme sofre, sofre já do seu próprio medo”.

    _______________________________________________________

    Link para o video da propaganda de pré-campanha do PT: https://www.youtube.com/watch?v=6oOV88yAOw4

    Texto publicado em: http://www.cartapotiguar.com.br/2014/05/16/o-pt-e-o-discurso-do-medo-uma-estrategia-autoritaria-e-equivocada/

  9. jns

    16 de maio de 2014 3:12 pm

    CÚMULO

    DO ABSURDO

    Helicópteros da ONU são usados em operações militares na Ucrânia

    Eles foram usados ​​durante a operação em Donetsk, que está desafiando a autoridade de Kiev e proclamou a independência.

    DA HIPOCRISIA

    ONU alerta para a deterioração dos direitos humanos na Ucrânia

    QHA – 16/05/14

    ONU alerta para deterioração dos direitos humanos na Ucrânia   Ivan Shimonovich – ONU

    A ONU alertou para uma ‘deterioração alarmante’ dos direitos humanos no leste da Ucrânia, onde separatistas lutam contara as forças de segurança e existem ‘problemas graves’ de assédio e perseguição aos tártaros da Criméia, relata A BBC.

    O relatório disse que os monitores da ONU estavam tentando verificar as denúncias de abusos por parte das forças do governo ucraniano e concluiu que os relatos ce pessoas detidas e  os desaparecimentos forçados são redíveis.

    Enquanto isso, Ivan Shimonovich, Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Direitos Humanos, observou que a ONU está preocupada com a lista feita pela Rússia, que proíbe a entrada de uma série de pessoas na Criméia.

    1. jns

      16 de maio de 2014 11:08 pm

      A ONU ATACA

      [video:http://youtu.be/C_g5TKSb8AI%5D

      [video:http://youtu.be/DOmLlvRxWM0%5D

  10. Gão

    16 de maio de 2014 5:14 pm

    Isso é PSDB
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=546969225414483&set=a.498318476946225.1073741828.449217891856284&type=1&theater ———-    

    Bomba! Presidente do Tucanafro é loira!

    Enviado por on 15/05/2014 – 10:37 am Comentários: 102 WordPress | 74 Facebook

    Acho que será preciso instituir cotas para negros dentro do… tucanafro. A presidente da entidade, que é o núcleo negro do PSDB, é loira!

    BnrfdwZCUAEONxG

    Via @stanleyburburin

    Sei que a jovem é presidente do Tucanafro Roraima, não do movimento nacional, mas a piada é boa demais para perder o título.

    Aliás, alguém poderia me enviar a foto de um parlamentar, prefeito ou governador tucano negro? Nunca vi. Aqui no Rio, tinha o Zito, prefeito de Caixas, mas durou pouco. Ele migrou para o PP.

    Outra foto da moça:

    BnpUv2HIcAAJgYM

     

    http://www.ocafezinho.com/2014/05/15/bomba-presidente-do-tucanafro-e-loira/

    Bomba! Presidente do Tucanafro é loira!

    Enviado por on 15/05/2014 – 10:37 am Comentários: 102 WordPress | 74 Facebook

    Acho que será preciso instituir cotas para negros dentro do… tucanafro. A presidente da entidade, que é o núcleo negro do PSDB, é loira!

    BnrfdwZCUAEONxG

    Via @stanleyburburin

    Sei que a jovem é presidente do Tucanafro Roraima, não do movimento nacional, mas a piada é boa demais para perder o título.

    Aliás, alguém poderia me enviar a foto de um parlamentar, prefeito ou governador tucano negro? Nunca vi. Aqui no Rio, tinha o Zito, prefeito de Caixas, mas durou pouco. Ele migrou para o PP.

    Outra foto da moça:

    BnpUv2HIcAAJgYM

    – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/05/15/bomba-presidente-do-tucanafro-e-loira/#sthash.LbLXQ05R.dpuf

     

  11. Gão

    16 de maio de 2014 5:15 pm

    Alerta no site soben
    COMUNICADO IMPORTANTE PARA AS CLINICAS DE DIALISE DE SÃO PAULO

    Prezados(as) Senhores(as),

    O reservatório da Cantareira no Estado de São Paulo está com o volume de água mais baixo da história e para não decretar um sério racionamento de água, devido à escassez de chuva há bastante tempo, o Governador de São Paulo resolveu buscar água do chamado “volume morto”, aquela bacia de água que fica abaixo do nível mínimo de captação. Essa água possui oxigenação baixa e não se renova. É onde se acumulam os sedimentos.

    Mais produtos químicos terão que ser usados nas ETA e o padrão da água vai mudar. Isso pode comprometer o sistema de tratamento de água para hemodiálise. É importante que as Unidades de Hemodiálise que estão sendo abastecidas pelo sistema Cantareira sejam alertadas e redobrem sua vigilância. A análise duas vezes ao dia das características organolépticas da água, a dosagem de cloro pela manhã e à tarde na água potável seria o mínimo que eu recomendaria. Ante qualquer alteração na turbidez da água, é fortemente recomendado aumentar imediatamente a frequência de retrolavagem da areia para duas vezes ao dia. Também é importante que se monitore a qualidade microbiológica da água potável duas vezes por mês. A segurança do paciente dependerá (como já depende) ainda mais da qualidade e integridade das membranas de osmose reversa. Portanto, é altamente recomendado que se verifique a porcentagem de rejeição de cada uma delas individualmente e se alguma se encontrar abaixo de 95% (90% em situações normais de “água estável”) que ela seja trocada. Isso é simples de monitorar.Finalmente, e tendo como base o Decreto 5440 de 4 de maio de 2005  (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5440.htm) é fortemente recomendado que cada Unidade de Hemodialise formalmente comunique a SABESP (no caso de SP) que há uma Unidade de Hemodialise e que a qualidade da terapia e segurança dos pacientes dependem também da qualidade e da estabilidade físico química da água fornecida por aquela Agencia.

    *Mais informações e esclarecimentos:

    Carmine Maglio NetoMobile +55 11 993799940skype carmine.maglio http://www.soben.org.br/noticias/1/comunicado-importante-para-as-clinicas-de-dialise-de-sao-paulo/006f52e9102a8d3be2fe5614f42ba989

  12. Gão

    16 de maio de 2014 5:24 pm

    Verbas de Saúde, Educação e Mobilidade equivalem a 55 Copas

    Verbas de Saúde, Educação e Mobilidade equivalem a 55 Copas no Brasil

    Muito se fala sobre os recursos gastos pelo Brasil com a Copa do Mundo de 2014.  Desinformados de todas as espécies bradam contra a realização do Mundial no país, solicitando recursos para saúde e educação. Pois bem, o http://www.mudamais.com fez o levantamento de alguns gastos do governo e descobriu: com o dinheiro que o governo federal está investindo em saúde, educação e mobilidade urbana poderiam ser realizadas 55 Copas do Mundo no país!

    Foram 17,6 bilhões na Copa, contra 968 bilhões em educação, saúde e mobilidade urbana desde 2010. Só no Pronatec, são 14 bilhões, mais 16,5 bi na construção e reforma de Unidades Básicas de Saúde e nos programas Rede Cegonha e Brasil Sorridente, além de 143 bilhões em mobilidade urbana. Quer saber mais? Dá uma olhada no nosso videozinho!

    Além disso, para alguns é difícil entender o porquê de uma Copa do Mundo espalhada por todo o país. Por que não escolher apenas uma cidade, quem sabe uma região desse enorme país, para ser sede da competição? Por que insistir em fazer da Copa um evento para todos os brasileiros?

    O secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke acerta quando diz que o Brasil não é Alemanha. Não se comparam as dimensões dos dois países e sim, não se corta o território brasileiro de carro em poucas horas. Lá, são 357 mil km, enquanto o Brasil espalha-se em mais de 8,5 milhões de km.

    Além disso, somos mais que o dobro em número de habitantes da Alemanha. Assim, a melhor maneira de garantir que a população assista no estádio um jogo das maiores seleções do mundo é ter um país inteiro para o futebol. É preciso entender que o governo que apostou em mais emprego e estimulou o consumo interno e assim enfrentou a crise econômica mundial, também quer ver o torcedor brasileiro alegrando os estádios.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=JAQOvRMVwfc%5D

    http://edinhosilva.com.br/2014/05/verbas-de-saude-educacao-e-mobilidade-equivalem-a-55-copas-no-brasil/

     

  13. Gão

    16 de maio de 2014 5:26 pm

    A Farsa Total: Biden JUNIOR ganha cargo na Ucrânia

    A Farsa Total: Biden JUNIOR ganha cargo na principal empresa de gás da Ucrânia!

     13/5/2014, [*] Tyler Durden (enviado sem comentários), ZeroHedge −“The Farce Is Complete: Joe Biden’s Son Joins Board Of Largest Ukraine Gas Producer”Excerto traduzido pelo pessoal da Vila Vudu Hunter Biden e Joe Biden em 24/9/2009 A empresa é Burisma Holdings – a maior produtora privada de gás da Ucrânia; o novo funcionário é Hunter Biden (“Biden Jr.”), filho do vice-presidente Joe Biden dos EUA. Biden Jr dirigirá o setor de advogados e dará apoio logístico à empresa em organizações internacionais. O novo diretor comentou sobre o novo emprego: O portfólio da Burisma é vasto no campo da inovação e na liderança da indústria no campo do gás natural – por isso temos certeza de que será ator poderoso para reforçar a economia ucraniana. Como novo membro do Board, tenho certeza de que muito poderei acrescentar no campo da consultoria, em questões sensíveis de transparência, governança e responsabilidade corporativa, expansão no mercado internacional e outras prioridades, para contribuir para a economia e em benefício do povo da Ucrânia.  Alan ApterO presidente da Burisma Holdings, Mr. Alan Apter, observou que: A estratégia da empresa visa a reunir a maior concentração possível de profissionais qualificados, para introduzirmos as melhores práticas corporativas. Estamos felicíssimos que Mr. Biden Jr. Tenha aceito nosso convite, para colaborar conosco para que alcancemos essas metas de nossa empresa.  

    O currículo do homem é impressionante: vai de advogado do escritório Boies, Schiller & Flexner LLP, que mantém escritórios em New York, USA, e que trabalhou em casos como “Bush vs. Gore” e “EUA vs. Microsoft”, até professor adjunto do Programa Masters da Georgetown University, na Escola de Serviço Exterior, passando por presidências de ONGs que distribuem comida a criancinhas e pela coordenação de campanhas eleitorais na eleição de 2008, em que concorreram Obama e Biden Sênior.

    http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/05/a-farsa-total-biden-junior-ganha-cargo.html

  14. Gão

    16 de maio de 2014 5:47 pm

    Pela primeira vez, um milhão de alunos nas federais

    Pela primeira vez, um milhão de alunos nas universidades federais

    Instituições públicas federais ultrapassam marca histórica, graças ao número crescente de alunos a partir de 2003

     

    universidade

    Apenas em 2013, salto de 23% sobre o total
    de matriculas do ano anterior

    Apesar da abordagem negativa dada pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira (5), acerca das obras que ainda se encontram inacabadas em algumas universidades federais brasileiras, o volume crescente de matrículas registradas a partir do ano de 2003, mostra o sucesso da política adotada pelo governo federal na última década, com a priorização da expansão da oferta de vagas no ensino superior.

    As universidades federais ultrapassaram neste ano, pela primeira vez, a marca de um milhão de matrículas. Dados preliminares do Censo da Educação Superior de 2012 mostram salto de 23% nas matrículas em comparação a 2012.

    As matrículas de 2013 somam vagas presenciais e também na modalidade a distância, responsável por 11% do total. “Ter um milhão de matrículas é uma meta que vínhamos perseguindo”, afirmou o ministro da Educação, Henrique Paim.

    O total de alunos do ensino superior, segundo o censo anterior, de 2012, era de sete milhões – 73% em universidades particulares. De acordo com o Ministério da Educação, o número de vagas nas federais chegou a 337.356 em 2013. O ano de 2013 foi o primeiro também em que a marca de 100 mil concluintes na rede federal foi ultrapassada, chegando a 103 mil formandos.

    A expansão da rede federal teve forte avanço a partir de 2007, quando o governo federal criou o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Quase 20 universidades foram criadas, chegando a 63 neste ano, e mais de 170 novos campus foram abertos – muitos em cidades do interior.

    http://ptnosenado.org.br/textos/122-curtas/29556-pela-primeira-vez-um-milhao-de-alunos-nas-universidades-federais

  15. Mauro Segundo 2

    16 de maio de 2014 6:49 pm

    Referendo na Suiça.

    Nassif, a Suiça está fazendo uma consulta popular sobre o valor do novo salário mínimo (notícia abaixo).

    Sem nem entrar no mérito da economia, e sem fazer nenhuma comparação sob essa ótica, o que me chamou atenção foi a consulta em si.

    Muitas das manifestações do ano passado, será que não foram devido a não participação popular em decisões de governo? Será que decisões como sediar a copa, cobrar ou não pedágios, etc, etc, não poderiam passar por algum tipo de consulta? Será que a população, o eleitor, enfim, a democracia, não amadureceria com esse tipo de consulta nos bairros, nas escolas, nas cidades..?

     

    http://economia.terra.com.br/suica-vota-proposta-de-salario-minimo-de-r-10-mil,fd13339de2306410VgnCLD200000b0bf46d0RCRD.html
     

    Suíça vota proposta de salário mínimo de R$ 10 mil

    Valor equivale a 4 mil francos suíços, ou 22 francos suíços (US$ 24,70) por hora de trabalho

    BBC BRASIL.com   

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    comentáriosSe aprovado, salário mínimo de 4 mil francos suíços ou R$ 9.970 mil, será o maior do mundoFoto: Reuters

    Um salário mínimo mensal de R$ 9.970. Essa é a proposta que a Suíça vota nas urnas neste fim de semana, liderada por sindicatos e partidos de esquerda.

    O valor equivale a 4 mil francos suíços, ou 22 francos suíços (US$ 24,70) por hora de trabalho. Se aprovado, o primeiro salário mínimo do país também será o mais alto do mundo.

    Atualmente, o ranking mundial é liderado por Luxemburgo (US$ 10,65), seguido por França (US$ 10,63) e Austrália (US$ 10,21). No Brasil, o mínimo mensal de R$ 724 reais corresponde a R$ 3,29 por hora (US$ 1,48). Os dados são da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para 2013.

    “A grande questão na Suíça é o custo de vida, que é muito alto. Estima-se que o mínimo rendimento para uma vida decente no país seja de 3,8 mil francos suíços”, explicou à BBC Brasil o economista brasileiro Guilherme Suedekum, que cursa mestrado em Estudos de Desenvolvimento Econômico no Graduate Institute, em Genebra.

    Dados do governo da Suíça indicam que apenas 9% da população economicamente ativa, ou seja, 330 mil suíços, recebem salário mensal inferior a 4 mil francos.

    O país também figura entre os mais ricos da Europa e resistiu incólume à crise econômica que abala o continente desde 2010. Grande parte do feito deve-se ao setor bancário, o mais lucrativo da Suíça.

    “Do ponto de vista econômico, a proposta da adoção de um salário mínimo é mais prejudicial do que benéfica, mas do ponto de vista social, pode ser uma opção de desenvolvimento com menos pujança”, afirmou Suedekum.

     

    Segundo a União Sindical Suíça (USS), que propôs o referendo, a iniciativa promoveria um salário digno, distribuiria a renda no país e também ajudaria a diminuir a diferença de salários pagos a homens e mulheres (que representam a maioria entre os que recebem menos).

    “Quero que meu filho possa sair da faculdade com a garantia de um salário mínimo que ao menos pague as contas dele”, afirmou a vendedora suíça Barbara Martin, 43.

    Grande parte dos imigrantes também vê com bons olhos a ideia do mínimo. “Dá uma sensação de mais segurança e é um valor alto, ao contrário do mínimo no Brasil, que não dá para nada”, disse Larissa Ribeiro, manicure em um salão de Genebra.

    Oposição
    Por outro lado, os opositores sugerem que a proposta possa provocar uma disparada da inflação e do desemprego. “Como o mínimo é um indexador e serve de base para toda a economia, a tendência é de que ele puxe para cima os outros salários e os preços também”, acrescentou Suedekum.

    Em comunicado divulgado nesta semana, a Associação Suíça dos Empresários declarou que a aprovação de um mínimo seria uma medida “socialmente e economicamente fatal”.

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    Segundo a organização, pequenos e médios empresários teriam dificuldade de arcar com os salários, principalmente em regiões menos abastadas do país, fora do eixo Genebra-Zurique.

    “A Suíça tem uma economia estável, mas o salário mínimo fixo cria rigidez para as empresas. Não é possível, por exemplo, reduzir pagamentos no caso de uma crise. Como acontece no Brasil, a única solução acaba sendo demitir pessoal”, explica Suedekum.

    Pesquisa de opinião, realizada pelo instituto SSR e divulgada no último dia 7, indicava que 64% dos entrevistados eram contra a proposta do mínimo e 30% a favor.

    Atualmente, dos 28 países da União Europeia, apenas sete não possuem um salário mínimo fixado nacionalmente: Dinamarca, Itália, Áustria, Finlândia, Chipre, Suécia e Alemanha.

    A partir de janeiro de 2015, porém, Berlim também adotará um mínimo de 8,50 euros por hora (US$ 11,65).

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    comentários

     

  16. Rui Daher

    16 de maio de 2014 6:49 pm

    CARTACAPITAL – Manifestações, guanandi e commodities

    http://www.cartacapital.com.br/economia/o-preco-das-commodities-nao-vai-explodir-6716.html

  17. Mário de Oliveira

    16 de maio de 2014 7:48 pm

    Qual o papel do campo progressista diante do poder da mídia?

    O volume morto e o dinheiro vivo

    Como não intuir o peso da riqueza de US$ 22,8 bilhões da família Marinho na esférica oposição da Globo a uma reforma fiscal que taxe as grandes fortunas?

    por: Saul Leblon

    A família mais rica do Brasil – os Marinho e seu oceânico pecúlio de US$ 22,8 bilhões, conforme noticia a revista Forbes – é também a proprietária do maior conglomerado midiático do país.

    A supremacia das Organizações Globo é conhecida.

     Mas o fato de que essa casamata  dispare diuturnamente  contra qualquer variável que afronte  a lógica argentária,  da qual seus donos são os maiores expoentes e beneficiários, presta-se a algumas considerações.

    Olhada  dessa ótica, a fortuna  dos Marinhos  figura como uma questão política, talvez uma das mais sensíveis da política brasileira.

    Ou será que  quando  interesses marmorizados em uma riqueza da ordem de R$ 50 bilhões –seis vezes o custo dos estádios da Copa–  se entrelaçam ao poder de fogo de um dos maiores impérios midiáticos do mundo,  seu poder de vigiar e punir  em causa própria  não  assume proporções de uma ameaça  à democracia?

    O conjunto remete à metáfora de uma sociedade panóptica.

    Nela a presença de um poder  ubíquo exerce  sobre os cidadãos uma vigilância equivalente à do sentinela da torre no controle diuturno dos encarcerados.

     A onipresença asfixiante do vigia que tudo enxerga e avalia deu ao francês Michel Foucault (1926-1984), autor de “Vigiar e Punir”, a inspiradora metáfora  para abordar  a exasperação do controle social no século XX.

    A torre do panóptico não assegura apenas a disciplina do sistema.

    Sua perversidade consiste em aprisionar a subjetividade social tornando-a  carcereira de suas próprias vontades.

    Parece devaneio?

    Quantas agendas o sistema político brasileiro  não rebaixou ou protelou e protela (caso da regulação da mídia), para não se indispor  com o poder de fogo da oceânica fortuna armada de irrespondível dispositivo emissor?

    Essa invasiva capacidade  de inocular agendas e interditar debates lubrificou,  entre outras coisas,  a imposição da cosmologia neoliberal no imaginário  brasileiro nos anos 80/90.

    Como não intuir o peso dos US$ 22,8 bilhões, por exemplo, na esférica oposição das Organizações Globo a uma reforma fiscal que  taxe adicionalmente  as grandes fortunas?

    Ou  na peroração incansável dos seus  editoriais, a desafiar o Estado brasileiro ‘a fazer mais com menos’ – evocação  à austeridade emitida do alto de uma montanha de dólares equivalente a 10% do PIB de Portugal?

    Ou duas vezes  o orçamento total do Bolsa Família que beneficia 50 milhões de brasileiros pobres.

    Ainda: como elidir o interesse argentário  da maratona vitoriosa dos seus veículos e disciplinados colunistas contra o imposto do cheque, em 2007?

    A CPMF, recorde-se, de baixíssima alíquota, funcionava  como um incômodo sensor  de movimentações financeiras graúdas, nem sempre alinhadas à legalidade.

    Foi decepada do orçamento brasileiro em 2007.

    Um comparativo da OMS mostra o quanto há de perversidade na fotografia que imortalizou aquele  ato, cometido na madrugada de 13 de dezembro, depois de  encorajadora campanha sistemática das Organizações Globo & assemelhados.

    A imagem estampada no jornal dos Marinhos  no dia seguinte ao sacrifício, mostra a nata do retrocesso político, em festa obscena pela subtração de R$ 40 bilhões por ano à saúde pública.

     A indecência,  se  panfletada nas filas do SUS,  ainda guarda um teor de nitroglicerina para sublevar o país.

    Mais com menos?

    Segundo a OMS, o gasto público mundial per capita com a saúde  chegou a US$ 571 por ano em 2010. Inclua-se  nessa média os US$ 6 mil da Noruega e os US$ 4 per capita do Congo.

    O valor brasileiro é de US$ 466/ano ( US$ 107 per capita ao final do governo FHC).

    O deserto real é  ainda mais árido:  apenas 42% daquilo que o país gasta com saúde tem origem e destino público. Sai do governo e chega na fila do SUS, que atende mais de 75% da população.

     Outros 58% só circulam entre os 25% que tem plano de saúde.

    Os mesmos que gargalhavam na madrugada de 13 de dezembro de 2007 fuzilariam o ‘Mais Médicos’ seis anos depois, com igual despudor e patrocínio da mesma  emissora & veículos da família mais rica do país.

    É só uma ilustração do ardil  que encurrala a sociedade em um labirinto de impasses e protelações  angustiantes  (veja o  ensaio fotográfico de Roberto Brilhante sobre a ocupação  ‘Copa do Povo’,  em Itaquera, SP; nesta pág).

    Cinicamente, o desespero é  acolhidos pelo dispositivo dos Marinhos & assemelhados como uma evidência do malogro progressista na condução do desenvolvimento brasileiro. 

    Seria apenas um escárnio.

    Não fosse, sobretudo,  a moldura de uma campanha sucessória.

    Através dela pretende-se incensar candidatos e agendas que preconizam adicionar  ao desespero  uma renúncia  disfarçada de audácia.

    Em nome de desobstruir canais que impedem o crescimento, preconiza-se recuar ainda mais o papel coordenador do Estado  sobre a economia.

    Um exemplo da ardilosa cicuta oferecida em favos de mel.

    É sabido que o portfólio de investimentos dos Marinhos  inclui uma bilionária carteira de ações da Petrobrás.

    A república dos acionistas  tem nos donos  da Globo  o porta-voz incansável de um sonho reprimido.

    Qual?

     ‘Realizar’  depressa o valor potencial das maiores reservas de petróleo descobertas no planeta nos últimos 30 anos: o pré-sal, que Lula regulamentou e fundiu ao destino da sociedade pelo regime da partilha.

    O nome do atalho cobiçado é petroleiras internacionais.

    O método: remeter in bruto o óleo, sem refino.

    E gerar caixa.

     Uma dinheirama como nunca o mercado viu, nem verá.

    A república dos dividendos  saliva.

    Ganharia duplamente se  a Petrobrás deixasse de gastar como investidora universal da exploração, com pelo menos 30% em cada poço, como manda a lei.

    A economia numa ponta engordaria as carteiras dos acionistas na outra.

    A pilha de US$ 22,8 bilhões dos Marinhos subiria mais depressa.

    Incharia, ademais,  se o petróleo fosse bombeado direto para fora do país.

    Sem alimentar impulsos industrializantes, sem investir em quatro refinarias ao mesmo tempo; sem expandir polos tecnológicos; sem engatar cadeias de equipamentos com elevados índices de nacionalização e prazos mais largos de exploração.

    Tudo isso, afinal, que  só gera corrupção e desperdício…

    Nove em cada dez  referências das Organizações Globo à Petrobrás são desse teor, muito embora a etatal tenha dado um lucro de R$ 23 bilhões em 2013.

    Eles querem mais .

    A república dos acionistas gostaria de ficar com o equivalente projetado para o fundo soberano, formado de royalties do pré-sal, que permitirá elevar a 10% do PIB o orçamento da educação pública, ademais de suprir  lacunas da saúde brasileira.

    Transitamos, como se vê, no campo da injeção de interesses direto na veia do noticiário.

    A Sabesp, em São Paulo, conforme mostra reportagens do Viomundo e de Carta Maior,  fez exatamente o que os Marinhos  preconizam para a Petrobrás e para o Brasil.

    Afastou o interesse público do comando estratégico da gestão.

    Em vez de investir, tucanos distribuíram nos últimos anos cerca de R$ 500 milhões, em média, aos acionistas da empresa.

    Sobrou para a sociedade o volume morto da Cantareira.

    A partir deste domingo, as torneiras de milhões de residências estarão gotejando   neoliberalismo líquido.

    A sociedade que emergiu das conquistas sociais e econômicas acumuladas a partir de 2002 não cabe nos limites estreitos que essa lógica oferece.

    Dito de outra forma.

    A coexistência de um Brasil urgente, disposto a comandar seu próprio destino, é imiscível  com a estrutura  de riqueza e comunicação simbolicamente condensada no caricato papel que a família Marinho e seus negócios protagonizam no país.

     Seu poder desmedido  para manipular conflitos , desqualificar projetos  e usufruir privilégios distorce e constrange  as vozes que precisam ser ouvidas nesse Rubicão da nossa história.

    A travessia  só se completará  de forma emancipadora se o campo progressista souber erguer linhas de passagem feitas de reformas, prazos e metas críveis aos olhos da população.

    Trata-se de estender o horizonte da sociedade para além do volume morto, ao qual os campeões da Forbes gostariam de  circunscrevê-la.

    E começar por dizê-lo, claramente, nesta campanha eleitoral.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/O-volume-morto-e-o-dinheiro-vivo/30942

     

     

  18. Alexandre Weber - Santos -SP

    17 de maio de 2014 2:21 am

    Des-Dolarização : Russia na bica de abandonar os petrodolares

    De-Dollarization: Russia Is On The Verge Of Dealing A Massive Blow To The Petrodollar

     

    By Michael Snyder, on May 13th, 2013

     

    The U.S. Dollar - Photo by Pen WaggenerIs the petrodollar monopoly about to be shattered?  When U.S. politicians started slapping economic sanctions on Russia, they probably never even imagined that there might be serious consequences for the United States.  But now the Russian media is reporting that the Russian Ministry of Finance is getting ready to pull the trigger on a “de-dollarization” plan.  For decades, virtually all oil and natural gas around the world has been bought and sold for U.S. dollars.  As I will explain below, this has been a massive advantage for the U.S. economy.  In recent years, there have been rumblings by nations such as Russia and China about the need to change to a new system, but nobody has really had a big reason to upset the status quo.  However, that has now changed.  The struggle over Ukraine has caused Russia to completely reevaluate the financial relationship that it has with the United States.  If it starts trading a lot of oil and natural gas for currencies other than the U.S. dollar, that will be a massive blow for the petrodollar, and it could end up dramatically changing the global economic landscape.

    The fact that the Russian government has held a meeting to discuss “getting rid of the US dollar in Russian export operations” should be front page news on every mainstream news website in the United States.  That is how big this is.  But instead, we have heard nothing from the big mainstream news networks about this so far.  Instead, we have only heard about this from Russian news sources such as the Voice of Russia

    Russian press reports that the country’s Ministry of Finance is ready to greenlight a plan to radically increase the role of the Russian ruble in export operations while reducing the share of dollar-denominated transactions. Governmental sources believe that the Russian banking sector is “ready to handle the increased number of ruble-denominated transactions”.

    According to the Prime news agency, on April 24th the government organized a special meeting dedicated to finding a solution for getting rid of the US dollar in Russian export operations. Top level experts from the energy sector, banks and governmental agencies were summoned and a number of measures were proposed as a response for American sanctions against Russia.

    The “de-dollarization meeting” was chaired by First Deputy Prime Minister of the Russian Federation Igor Shuvalov, proving that Moscow is very serious in its intention to stop using the dollar.

    So will Russia go through with this?

    After all, this wouldn’t just be a slap in the face.  This would essentially be like slamming an economic fist into our nose.

    You see, Russia is not just a small player when it comes to trading oil and natural gas.  The truth is that Russia is the largest exporter of natural gas and the second largest exporter of oil in the world.

    If Russia starts asking for payment in currencies other than the U.S. dollar, that will essentially end the monopoly of the petrodollar.

    In order to do this, Russia will need trading partners willing to go along.  In the article quoted above, the Voice of Russia listed Iran and China as two nations that would potentially be willing to make the switch…

    Of course, the success of Moscow’s campaign to switch its trading to rubles or other regional currencies will depend on the willingness of its trading partners to get rid of the dollar. Sources cited by Politonline.ru mentioned two countries who would be willing to support Russia: Iran and China. Given that Vladimir Putin will visit Beijing on May 20, it can be speculated that the gas and oil contracts that are going to be signed between Russia and China will be denominated in rubles and yuan, not dollars.

    And the reality of the matter is that China has seemed ready to move away from the U.S. dollar for quite some time.  In a previous article, I included a quote from a French news source that discussed how China’s official news agency has even called for a “new international reserve currency… to replace the dominant US dollar”…

    For decades the US has benefited to the tune of trillions of dollars-worth of free credit from the greenback’s role as the default global reserve unit.

    But as the global economy trembled before the prospect of a US default last month, only averted when Washington reached a deal to raise its debt ceiling, China’s official Xinhua news agency called for a “de-Americanised” world.

    It also urged the creation of a “new international reserve currency… to replace the dominant US dollar”.

    For much more on what China is thinking, please see my previous article entitled “9 Signs That China Is Making A Move Against The U.S. Dollar“.

    So why is the petrodollar so important?

    Well, it creates a tremendous amount of demand for the U.S. dollar all over the globe.  Since everyone has needed it to trade with one another, that has created an endless global appetite for the currency.  That has kept the value of the dollar artificially high, and it has enabled us to import trillions of dollars of super cheap products from other countries.  If other nations stopped using the dollar to trade with one another, the value of the dollar would plummet dramatically and we would have to pay much, much more for the trinkets that we buy at the dollar store and Wal-Mart.

    In addition, since the U.S. dollar is essentially the de facto global currency, this has also increased demand for our debt.  Major exporting nations such as China and Saudi Arabia end up with giant piles of our dollars.  Instead of just letting them sit there and do nothing, those nations often reinvest their dollars into securities that can rapidly be changed back into dollars if needed.  One of the most popular ways to do this has been to invest those dollars in U.S. Treasuries.  This has driven down interest rates on U.S. debt over the years and has enabled the U.S. government to borrow trillions upon trillions of dollars for next to nothing.

    But if the rest of the world starts moving away from the U.S. dollar, all of this could change.

    In order for our current standard of living to continue, it is absolutely imperative that everyone else around the globe continues to use our currency.

    So if Russia really does pull the trigger on a “de-dollarization” strategy, that would be huge – especially if the rest of the planet started following their lead.

    The U.S. economy is already teetering on the brink of another major downturn, and there are a whole host of indications that big trouble is on the horizon.  For much more on this, please see the article that I posted on Monday entitled “If Economic Cycle Theorists Are Correct, 2015 To 2020 Will Be Pure Hell For The United States“.

    Just about the last thing that we need right now is for our petrodollar monopoly to be threatened.

    It would be nice if things would calm down in Ukraine and the relationship between the United States and Russia could go back to normal.

    Sadly, that does not appear likely any time soon.

    In fact, the Ukrainian government has already admitted that “we are essentially at war“, and on Tuesday six Ukrainian soldiers were killed and eight were wounded in a convoy attack in eastern Ukraine.

    The regions in eastern Ukraine that have just declared independence have given the government in Kiev until Wednesday to pull their forces out of eastern Ukraine or else face war.

    If a full blown civil war does erupt in Ukraine, it is going to take this crisis to a completely new level.

    Unfortunately, most Americans are incredibly apathetic at this point and know very little about what is going on.

    But in the end, this could have dramatic implications for all of us.

     

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