Por Motta Araujo
ISTITUTO PER LA RICOSTRUZIONE INDUSTRIALI, O AVÔ DO BNDES – Em 1930 a Itália, ainda mal recuperada da Primeira Guerra, entra na Depressão de 1929 com um quadro de grave instabilidade econômica. O governo fascista de Benito Mussolini resolve não deixar as empresas italianas irem à quebra, criando uma entidade estatal para salvá-las através de compra de participações e empréstimos. Nasceu o IRI-Instituto para a Reconstrução Industrial, que seria uma organização central na vida politica e econômica da Itália, existindo até hoje com grande presença. O IRI tornou-se tão importante e incorporado à vida italiana que sobreviveu ao fim do Fascismo e à Segunda Guerra.
Em 1980 tinha 1.000 empresas controladas, com 500.000 empregados, era a 7ª companhia industrial do mundo, dominava a siderurgia, a construção naval, as telecomunicações, a eletricidade, parte da química e alimentação, a navegação, as estradas pedagiadas, a aviação. Sua rival em poder era a ENI, igualmente uma autarquia, que se dedicava ao petroleo e gás. O IRI também controlava os maiores bancos comerciais da Italia.
Em 1960 o IRI respondia diretamente por 16,7% do PIB italiano. O IRI era um feudo do Partido Democrata Cristão em coalizão com o Partido da República, o primeiro ficava com a presidência e o segundo com a vice-presidência.
O IRI era tão grande que tinha subholdings, como a Finmeccanica para o setor de bens de capital, industria bélica, a Finsider, para a siderurgia e metais, a Fincantiere para os estaleiros. Teve Presidentes poderosos como Oscar Sinigaglia, de 1950 a 1969 e Giuseppe Petrilli, de 1960 a 1979.
Seu grande opositor no pós guerra foi o segundo Presidente da Itália, Luigi Einaudi, um economista famoso e que era totalmente contra o Estado na economia. Não teve força para desmantelar o IRI. Curiosamente o neto de Einaudi, com o mesmo nome do avô, foi um importante Subsecretário de Estado dos Estados Unidos.
Em 1992, o IRI foi transformado em sociedade anônima e grande parte de suas empresas foi privatizada, mas ainda mantém um portfolio respeitável de participações, trata-se hoje de uma instituição indestrutível da cena política italiana.
O IRI é de certa forma o pioneiro das entidades de fomento do Estado para amparar as empresas privadas, não havia antes estrutura semelhante na Europa ou nos EUA, pode-se dizer que é o avô do BNDES e do BNDESpar, inspirado nos mesmos objetivos.

Ugo
15 de maio de 2014 2:20 pmIsto é informar
MA como sempre nestes assuntos: conciso e preciso.
Flavio Martinho
15 de maio de 2014 3:31 pm“Curiosamente o neto de
“Curiosamente o neto de Einaudi…” É curioso mas nada estranho ou espetacular. É resultado apenas de bons serviços prestados. Talvez seja o mesmo caso daquele brasileiro indicado pelo amigo para o FED. Trata-se somente de bons serviços prestados. É certo que deve ter sido considerado ainda pouco. Mas se continuar nessa trilha, um neto poderá chegar lá.
Clever Mendes de Oliveira
15 de maio de 2014 4:55 pmGrande aula
Motta Araujo,
Outro bom post seu. É o tipo de texto que, com correção de qualquer falha que ele possa ter, serve para compor livros de Geografia e História para alunos do ensino médio. Não é desmerecimento levar isto para o ensino médio. Primeiro foi no ensino médio que eu lembro ter aprendido as primeiras lições sobre o IRI na Itália. E segundo, são lições assim que precisam ser conhecidas por parcela expressiva da população. Como destacou o Ugo, no comentário que ele enviou hoje, quinta-feira, 15/05/2014 às 11:20, você foi bastante informativo neste seu texto aqui no blog de Luis Nassif transformado no post “A história do Istituto per la Ricostruzione Industriale” de quinta-feira, 15/05/2014 às 09:57.
Bem, aproveito para trazer aqui uma discussão em que você e eu temos divergência, mas reconheço que você tem mais condições de fundamentar sua concepção. Trata-se da análise da política de campeões nacionais. Lembro a este respeito, comentário seu enviado domingo, 23/03/2014 às 16:32, junto ao post “Luciano Coutinho, os campeões nacionais e a LCA” de domingo, 23/03/2014 às 11:57, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição de artigo de João Villaverde , saído no jornal “O Estado de S. Paulo” de domingo, 23/05/2014, com o título “Coutinho perde espaço no governo” e o subtítulo “Presidente do BNDES passa por momento de distanciamento do Palácio do Planalto”.
Aliás título e subtítulo em tudo coincidente com um parágrafo que Luis Nassif inseriu no post “A economia, vista da área econômica do governo” de quarta-feira, 29/01/2014 às 05:00 de autoria dele para dizer que Luciano Coutinho estava sendo deixado para escanteio pela presidenta Dilma Rousseff. Na época eu considerei um despropósito a inserção.
A divergência que temos em relação à política dos campeões nacionais diz respeito à seguinte frase sua, logo no início do seu comentário. Diz você:
“A tese de CAMPEÕES NACIONAIS é absurdamente equivocada”.
Antes de comentar a minha divergência com você deixo o link para os dois posts mencionados aqui. Primeiro para o post “Luciano Coutinho, os campeões nacionais e a LCA” que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/luciano-coutinho-os-campeoes-nacionais-e-a-lca
E o endereço do post “A economia, vista da área econômica do governo” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/a-economia-vista-da-area-economica-do-governo
Deixei o link para os dois posts porque junto aos posts há comentários meus em que eu faço a defesa d a política de campeões nacionais. E faço a defesa de leigo, pois sou leigo em economia, e contra argumento de autoridade e sem desmerecer você, à autoridade, eu me refiro a Paul Krugman. Aqui eu remeto para outro post intitulado “Paul Krugman e o clima de guerra entre economistas” de sexta-feira, 22/03/2013 às 08:30, aqui no blog de Luis Nassif consistindo da transcrição feita pelo comentarista Marco Antônio Nogueira de entrevista de Paul Krugman à revista Exame. O endereço do post “Paul Krugman e o clima de guerra entre economistas” é:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/paul-krugman-e-o-clima-de-guerra-entre-economistas
Na entrevista de Paul Krugman, diante da seguinte pergunta da revista Exame:
“EXAME – O governo brasileiro parece empenhado na criação de campeões nacionais — a formação de empresas com tamanho suficiente para brigar pelos primeiros lugares no ranking internacional dos setores em que atuam. O que o senhor acha dessa estratégia?”
Paul Krugman responde o seguinte:
“Paul Krugman – Essa estratégia não funcionou bem em nenhum lugar do mundo. Quem defende essa tese costuma citar a experiência francesa, mas a verdade é que as evidências não são convincentes. O fato é: não há empresas com importância e sucesso global que sejam produto dessa estratégia”.
E há ainda para completar outra resposta de Paul Krugman criticando a política de campeões nacionais diante de segunda pergunta da revista Exame a respeito desta política. Disse lá a revista Exame:
“EXAME – Há quem argumente que as empresas da Coreia do Sul e do Japão são exemplos bem-sucedidos dessa política?”
Pergunta que de modo convicto recebeu a seguinte resposta de Paul Krugman:
“Paul Krugman – No caso da Coreia do Sul, o sucesso não foi baseado nas empresas que o governo decidiu promover. No caso do Japão, essa afirmação é mais absurda ainda. O clássico argumento de que foi a promoção de empresas pelo governo japonês que resultou no sucesso do país não é válido. Falo isso porque trabalhei muito nesse tema quando o Japão era considerado um grande sucesso global e nunca encontrei comprovação nenhuma de que esse tenha sido o caso”.
Eu devo ter mencionado em algum lugar mais recentemente que muito provavelmente a resposta de Paul Krugman contra a política de campeões nacionais teria sido fruto de alguma tradução equivocada. Algo como transformar campeões nacionais em campeões estatais. Relendo, entretanto, a entrevista, eu não vejo espaço para uma tradução equivocada. O que me admirou na resposta de Paul Krugman foi ele ter mencionado a França e não a Itália ou mesmo a Alemanha, onde o Estado, pelo menos até o período em que houve necessidade de capital para fazer a união da Alemanha Ocidental com a Alemanha Oriental, era sócio em grandes empresas alemãs, como a Volkswagen.
Admirou-me também ele ter refutado a ocorrência desta política de campeões nacionais no Japão e na Coreia do Sul. E eu gosto de lembrar a política de licitação das forças armadas americanas e das licitações públicas em geral nos Estados Unidos onde era e deve ainda ser obrigatória a presença de três empresas para que a licitação pudesse se desenvolver. Para mim é impossível desvencilhar as políticas que foram adotadas nos países mencionados de uma política que de certo modo significaria a formação de grandes campeões nacionais. O seu texto sobre o IRI, corrobora bastante para este entendimento.
Bem neste sentido, e tendo em vista o conhecimento maior que você tem sobre estes aspectos econômicos, aqui demonstrado em relação à Itália, eu gostaria de saber por que você combate a política de campeão nacional? Além disso, também com base no seu conhecimento, eu pergunto a você, o que, no seu entendimento, levou Paul Krugman a mencionar a França como exemplo de país que adotou a política de campeões nacionais se havia outros países onde esta política parecia muito mais evidente. Eu fiz referência a possível erro de tradução porque na França havia muitas indústrias estatais.
E lembro ainda que em todos os países relatados aqui a política de industrialização foi executada antes da década de 70. Paul Krugman acompanhou a economia japonesa mais a partir da década de 90. Então ele não me pareceu tanta autoridade assim como ele se avoca ao falar sobre o Japão. De todo modo, há também como exemplo mais moderno a China que mantém muitas empresas de capital estatal e vai associando primeiro com capital externo e depois com o capital nacional (setor privado) e depois, à medida que a empresa fica maior e mais forte, passa a maior parte da empresa para o setor privado, o que configuraria também uma espécie de política de campeões nacionais.
Pode-se ter cometido erros na política de campeões nacionais, mas a estratégia em si não me parece equivocada como você na boa companhia de Paul Krugman dão a entender. E deve-se ater um pouco ao significado das palavras. A política é de campeões nacionais e Paul Krugman fala em sucesso global.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 15/05/2014
Motta Araujo
16 de maio de 2014 1:06 amMeu caro Clever, em cada Pais
Meu caro Clever, em cada Pais os contextos são diferentes. Os chamados paises de industrialização tardia como Italia, Coreia do Sul e Japão não operaram modelos de concorrencia pura no padrão anglo-americano. A França é um caso especial, na França o Estado se confunde com o grande capital desde Colbert, o espirito é o “”mercantilismo””, o Estado e
o capital trabalham de mãos dados não pelo credito e sim pela ação conjunta. Por exemplo, o Comité Colbert, que é do Seculo XVII, coordena e ampara as industrias do luxo, a Delegação Ministerial para o Armamento subordinada ao Ministerio da Defesa coordenada as exportações de material bélico, o Estado se mescla com as empresas, quando a industria de aviões Dassault foi estatizada, Marcel Dassault disse que sentia orgulhoso dessa estatização, mostrava que sua industria era valiosa para o Pais. Depois foi repravitizada. As ligações politicas são fundamentais na França e as grandes empresas
privadas estão umbelicalmente ligadas ao Estado.
Na Italia o IRI reforçou empresas em um Pais economicamente fraco, que não suportaria sem esse apoio competir com a Alemanha e França. Abaixo dessa faixa de grandes empresas a Italia, diferentemente da França e Alemanha, tinha um universo de pequenas empresas que são uma caracteristica italiana, inovadoras e criativas. O IRI faz parte da organização corporativa da economia fascista, que nós copiamos. Lá existia uma entidade agregadora da industria, outra do comercio, ouytra do transporte, uma só entidade para cada setor, no esporte a mesma coisa. Aqui copiamos.
Tem uma Federação de Industria para cada Estado, obrigatoria e semi-oficial. É copia do fascismo e não tem em outros paises. Nos demais paises Federação de Industrias é voluntaria, é sócio quem quer, aqui toda empresa precisa pagar o imposto sindical patronal para a FIESP, FIERJ, etc.
Na Coreia e Japão funciona o sistema zaibtsu, um grande banco ou holding no centro de um colar de empresas, mas totalmente privado, existe amparo politico dos Governos mas não capital. O DNA desse sistema é patriarcal e vem do feudalismo e não do estatismo. A Samsung faz TVs, navios, sondas de petroleo, trens, a Hyundai faz automoveis, navios, geradores, turbinas. No Japão o centro pode ser uma trading, em torno delas tem a Mitsui, a Mitsubishi, tambem há empresas independentes, novas, como Toyota e Sony.
Enfim, cada Pais tem um capitalismo proprio, fruto de suas raizes e Historia.
Cameões nacionais é um projeto arriscado, muito ligado a conexõs politicas, o que assusta é o volume de dinheiro estatal injetado, multiplos de 20 vezes o capital proprio, como no caso dos frigorificos, já entra no campo da aventura e não do capitalismo, alem de outros fatores, serem clientes de uma certa consultoria, etc. O caso Eike é emblematico, dinheiro publico em grande escala para um aventureiro sem nenhuma base na realidade e sim apenas na celebridade de CARAS, campões nacionais não é um projeto sério como o IRI, é mais uma jogada politica ligada a contribuições de campanha, obas obas, os personagens são de Tomlá, Da Cá, não são empresarios de grande estatura.
Na Alemanha o capitalismo tardio foi baseado em grandes familias, os Krupp, os Thyssen, os Quandt (BMW), os Siemens, o caso Volkswagen é atipico, é uma empresa do Estado de Baden e não da Alemanha como Pais, criado por Hitler em cima de um projeto de Ferdinand Porsche.
Clever Mendes de Oliveira
16 de maio de 2014 4:50 pmValeu por mais uma brilhante exposição
Motta Araujo (quinta-feira, 15/05/2014 às 22:06),
Em meu comentário enviado quinta-feira, 15/05/2014 às 13:55, ao fazer a indagação para você sobre a política dos campeões nacionais, eu, por pilhéria, ia dizer para você não vir com a sua clássica resposta “nada a ver”. Por sorte eu não fiz esta pilhéria ou esta lambança no meu comentário e ganhei em troca a sua bela resposta. Aliás, tão bela que nem merecia que eu fizesse aqui esta rememoração.
De todo modo, a sua crítica aos campeões nacionais não foi muito além do que você disse lá no post “Luciano Coutinho, os campeões nacionais e a LCA”. Pode-se até dizer que você lá fora mais crítico. Lá, antes da frase que eu havia transcrito e que volto a transcrever a seguir, você já fora crítico em relação ao fato de Luciano Coutinho ser dono da consultoria LCA. A frase sua que eu transcrevi foi:
“A tese de CAMPEÕES NACIONAIS é absurdamente equivocada”.
E antes você dissera:
“Consultoria empresarial + presidencia do BNDES = nitroglicerina pura”.
Na sua resposta para mim vê é bastante condescendente. A bem da verdade lá também você fizera a defesa da política de campeões nacionais, como por exemplo quando você diz: “O campeão nacional valido é aquele que é por sua propria capacidade, não com dinheiro publico”. E então você acrescenta: “O Estado pode apoiar uma empresa competitiva, por exemplo, uma empresa que tem historia, capacidade e capital proprio de um bilhão de Reais, vem o BNDES e empresta 300 milhões para ela crescer”.
Aqui na sua resposta você foi até detalhista na sua crítica ao campeões nacionais, mas a crítica não ficou muito forte. Diz você, com enumeração que eu acrescento apenas para precisar e detalhar a sua crítica:
1) “Campeões nacionais é um projeto arriscado”,
2) “muito ligado a conexões politicas”,
3) “o que assusta é o volume de dinheiro estatal injetado, múltiplos de 20 vezes o capital próprio”,
4) “. . . já entra no campo da aventura e não do capitalismo”,
5), “além de outros fatores, serem clientes de uma certa consultoria”,
Enfim, o que ficou de crítica é que a política de campeões nacionais pode ser mal feita tanto por incompetência como por corrupção. Isto é verdade, só que os dois problemas devem ser enfrentados e não simplesmente descartar a política de campeões nacionais. O BNDES deve ser cada vez mais capacitado no seu corpo técnico a fazer as análises de investimento e cada vez ter maior ingerência na canalização dos recursos em uma empresa e os órgãos de controle tanto interno como externo devem ter maior capacidade de acompanhar e controlar a atuação do BNDES.
Eu sempre considerei tacanha a crítica que se faz a atuação do setor público sob o aspecto de incompetência e sob o aspecto de corrupção. No caso como o Brasil (E na maioria dos países em desenvolvimento), pela grande disparidade espacial e social no país, é bem certo que o setor público seja na média mais competente do que o setor privado.
Não sou economista, mas a defesa que os economistas liberais fazem para a não intromissão do setor público na economia tem origem no fato do setor público não quebrar enquanto o setor privado pode quebrar. Na análise feita por um banco privado, tem-se o que se chama de precificação do mercado. Se a análise for mal feita, o Banco pode quebrar e teoricamente a quebra levaria ao equilíbrio perfeito. No caso da análise e o empréstimo sendo feito pelo setor público, uma análise mal feita não levaria à quebra do banco público e, assim, não se teria o equilíbrio. Em países ricos, com distribuição de renda e de conhecimento muito melhor, a possibilidade de se ter mercados bem competitivos é quase real. Em países atrasados, eu imagino que tudo isto seja uma quimera.
Eu considero importantíssimo para um país grande como o Brasil que se tenham condições de se alcançar em toda a base territorial do país uma maior igualdade espacial. Para isto é preciso ter grandes empresas com atuação nacional de tal modo que uma região não se atrase em relação as demais.
Agora mesmo houve uma manifestação do CADE sobre a união da Kroton e da Anhanguera que vai contra o ideal de igualdade espacial no Brasil. Deixo como link para este assunto o tratamento dado no IG para a decisão do CADE com o seguinte título: “Kroton e Anhanguera recebem sinal verde para criar grupo de R$ 22 bilhões”. O link para esta matéria publicada quarta-feira, 14/05/2014 às 18:50 é o que se segue:
http://economia.ig.com.br/empresas/2014-05-14/kroton-e-anhanguera-recebem-sinal-verde-para-criar-grupo-de-r-22-bilhoes.html
Na matéria do IG não há a referência explícita, mas o CADE permitiu a união com condicionantes como aumento da qualidade de ensino, o que é muito bom, mas obrigando a empresa a abrir mão de algumas empresas. Só que as empresas que terão que ser vendidas estão localizadas, por exemplo, em Rondônia. Então melhora a qualidade de ensino em São Paulo onde o ensino já é bom comparado com o restante do Brasil e piora a qualidade de ensino em Rondônia. O correto seria desfazer algumas empresas em São Paulo e manter a de Rondônia e ao mesmo tempo exigir a melhora na qualidade de ensino.
E para finalizar fica aqui o meu agradecimento pela gentileza da resposta que além do mais foi muito instrutiva.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/05/2014
junior50
15 de maio de 2014 10:03 pmFSI, CDP, Arabes.
Como sempre “Il Maestro” foi suscinto e bastante informativo sobre esta holding estatal italiana.
É comum para a maioria dos brasileiros, americanos tambem, conhecer de Italia, apenas o cardapio, as paisagens, o cinema, e outros “produtos” e lembranças culturais, raramente empresas italianas – excluindo-se as automobilisticas – são motivos de comentários, dos bancos então, somente quando ocorre algum escandalo.
Só que , sem o folclórico estardalhaço peninsular , as holdings italianas, desde os anos 90, se espalharam por toda a Europa, através de aquisições pontuais, trocas de ações, conversões de debentures, associações estratégicas, forte apoio estatal ( independente do partido que estava naquele mês no poder), elas praticamente dominam boa parte de alguns mercados – basta como exemplo o de helicopteros, em vendas ultrapassa a França ( Airbus Helicopters – na qula inclusive tem participação). As empresas italianas foram as primeiras européias ocidentais a se associarem a empresas russas ( época soviética ainda – em 1966, com a AutoVaz (LADA), em Togliattigrad)
Atualmente o “apetite” externo italiano, com crise e tudo ( sempre existem kuwaitianos e qatarianos para sócios, em bons negócios), criaram em 2010 (?), duas entidades muito interessantes, uma voltada para investimentos externos produtivos, e outra visando o fortalecimento das empresas médias e/ou pequenas italianas, consulte em: http://www.fondostrategico.it/ e http://www.cassaddpp.it/