5 de junho de 2026

Lula anuncia nova política de transição energética, que deve atrair R$ 2 trilhões em investimento

Presidente também rechaçou a ideia de mercado de que o ideal é o Estado mínimo e de que o setor privado tem melhor desempenho que o público
Crédito: Ricardo Stuckert/ PR

O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira (26), a Política Nacional de Transição Energética (PNTE), aprovada em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) mais cedo.

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Entre as propostas da nova política estão o aumento da oferta de gás natural da União para o mercado doméstico e para setores estratégicos, a exemplo das indústrias de fertilizantes e produtos petroquímicos.

O Brasil também deve reforçar o compromisso de reduzir as emissões de metano até 2030, assumido na COP 28, em Dubai.

A partir da nova política, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que espera atrair cerca de R$ 2 trilhões em investimentos verdes para o País.

“Vamos protagonizar, no mundo, a nova economia – a economia verde. São R$ 2 trilhões em investimentos, 3 milhões de empregos para brasileiros e brasileiras. É energia eólica, solar, hídrica, biomassa, biodiesel, etanol, diesel verde, captura e estocagem de carbono, combustível sustentável de aviação, hidrogênio verde”, explicou.

Oportunidades

Ao longo do discurso, o presidente Lula ressaltou a importância do Estado e das estatais. “Sonhei que a Eletrobras fosse tão importante quanto a Petrobrás para esse país. E é com muita tristeza que eu volto à Presidência da República e encontro a Petrobrás privatizada. Na verdade não a privatizaram, cometeram um crime de lesa-pátria contra o povo brasileiro, entregando uma empresa dessa magnitude”, comentou o chefe de Estado.

Lula lembrou que se não fosse pela Eletrobrás, obras importantes como a Belo Monte não existiriam. 

“Então, esse negócio de destruir tudo o que o Estado pode fazer, achando que o setor privado é melhor é mentira. O setor privado tem de ser bom e o Estado tem de ser bom. Eu não quero nem Estado máximo, nem Estado mínimo. Quero um Estado que cumpra com a sua função de Estado e a função de gestão é fazer com que todos possam participar das coisas que esse país consegue produzir”, continuou o presidente.

Para o chefe do Executivo, o país perdeu muitas oportunidades de desenvolvimento, entre elas a realização da reforma agrária e o investimento em educação pública de qualidade na década de 1950, além de evitar o êxodo rural. 

“Nós não vamos jogar fora o significado dessa coisa chamada transição energética. Esse país já jogou fora muitas oportunidades. A gente não pode jogar oportunidades fora. Precisamos ter em conta que nós temos tudo. Temos tudo o que a natureza nos ofereceu. Temos mão de obra qualificada — ainda precisa de mais. Nós temos gente capacitada tecnicamente. No setor energético, a gente tem centenas de excelências nesse país. A gente pode fazer o que quiser”, concluiu.  

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Luiz Mattos

    27 de agosto de 2024 1:37 pm

    ​​EM TEMPO:- O”estadista” Não opina na eleição da Cãmara mas opina e conspira na eleição Venezuelana,nem bozo faria pior

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