URGENTE! Macron recebe pedido de Impeachment que pode levar a uma Revolução Francesa em 2024?
por J. Perim
Conforme artigo publicado pelo Última Hora no domingo, Macron se manifestou formalmente como se esperava, declarando indiretamente o não reconhecimento das eleições de 7 de julho ao qual a oposição fora vencedora, aumentando a crise que já era sem precedentes, e colocando em risco até a democracia francesa.
Franceses já falam abertamente em ser no mínimo uma tentativa de golpe de Macron e seu grupo.
Em comunicado recém-divulgado, Macron expressamente rejeitou um governo liderado pela Nova Frente Popular (FNP). Ele explica isso pelo fato de que sua “responsabilidade é garantir que o país não seja bloqueado nem enfraquecido”, argumentando que se nomeasse um governo do FNP, logo seria censurado pelo parlamento e destituído.
Pode ser o caso, mas ainda assim esse fato terrivelmente inconveniente permanece: o partido de Macron obteve muito menos votos e parlamentares do que o FNP, mas é o partido de Macron que ainda está comandando o governo francês, e é o próprio Macron fazendo escolhas sobre quem pode ou não assumir o poder com base no que ele acha que “enfraqueceria a França” ou não. É uma loucura quando você pensa sobre isso.
Em resposta, o “França Insubmissa” – principal força política da coalizão do FNP. Emitiu também um comunicado declarando que estaria promovendo um processo de Impeachment contra Macron em razão de não ter honrado os resultados eleitorais. Eles também convocam um movimento de protesto por toda a França.
Esta é uma tradução do “contra-comunicado” da França Insubmissa:
“O Presidente da República acaba de tomar uma decisão de excepcional gravidade. Ele não reconhece o resultado do sufrágio universal que colocou a Nova Frente Popular no topo das votações. Ele se recusa a nomear Lucie Castets como Primeira-Ministra.
Ele invoca ‘estabilidade institucional’. Não cabe a ele fazer isso, mas ao parlamento alcançá-lo. Mais um abuso de poder! E o que ele quer dizer? Ele encontrou outra maioria parlamentar disponível? Do que, ou de quem, ele está falando?
Nessas condições, a moção de impeachment será apresentada pelos deputados Insoumis à mesa da Assembleia Nacional, de acordo com o artigo 68 da Constituição.
E qualquer proposta para uma primeira-ministra que não seja Lucie Castets estará sujeita a uma moção de censura. A gravidade do momento exige uma resposta firme da sociedade francesa contra o incrível abuso de poder autocrático do qual é vítima.
O movimento Insoumis propõe que sejam realizadas marchas pelo respeito à democracia. Expressa o desejo de que todas as organizações ligadas à democracia se unam para enfrentar e obrigar o presidente a reconhecer o resultado das eleições.”
Como nota final, esteja ciente de que um procedimento de impeachment tem extrema probabilidade de ser bem-sucedido, pois eles precisariam de 2/3 de todos os parlamentares votando a favor. Então, o registro da moção de impeachment já é amplamente simbólico.
Fora isso, o mundo tem se escandalizado com a prisão do CEO e fundador do Telegram em solo francês, indicando que Macron está atrás das informações circuladas pelo aplicativo, visto que além de estar sendo muito utilizado na guerra da Ucrânia por Russos, pelos palestinos para divulgar fatos e imagens do conflito, hackers também conseguiram informações sensíveis de Israel e EEUU.
Antes de pousar seu avião na França, Pavel Durov esteve em encontro com Putin no leste europeu para negociar seu retorno a Rússia.
França vai pegar fogo? Veremos de acordo com o andamento da situação, até agora impossível de prever, dependendo das forças que estão em jogo.
NA IMPRENSA DOMESTICADA
O presidente francês Emmanuel Macron descartou nomear um governo de esquerda para acabar com o impasse político do país, dizendo que isso seria uma ameaça à “estabilidade institucional”.
Macron vem buscando, em rodadas sucessivas de negociações, um novo primeiro-ministro desde que as eleições de julho deram à aliança de esquerda a maioria dos assentos no parlamento, mas não o suficiente para governar.
Leia ainda:França em ruínas: Macron quer usar escalada de guerra para se manter no poder derrubando a democracia? – Ultima Hora Online https://www.ultimahoraonline.com.br/noticia/franca-em-ruinas-macron-quer-usar-escalada-de-guerra-para-se-manter-no-poder-derrubando-a-democracia
Artigo enviado ao GGN pela autora J. Perim
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Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de agosto de 2024 6:34 pmIntensa mobilização está sendo feita pela Internet para uma manifestação de rua em 7 de setembro. Macron se colocou numa situação insustentável. Se bloquear as redes sociais e usar a polícia para reprimir os manifestantes a França pegará fogo. Se não fizer nada ou recuar ele mesmo será incinerado e jogado na lata do lixo da história. Mas uma coisa precisa ser dita aqui também: sempre que a situação internacional fica muito tensa (o perigo de guerra nuclear aumentou em virtude da possibilidade da Ucrânia usar misseis de longo alcance contra São Petersburgo e Moscou, algo que levou o Kremlin a dizer que não descarta o uso de armas nucleares contra Kiev, OTAN e EUA) o presidente francês inventa uma crise política interna para desviar a atenção da população e não tratar publicamente de conflitos internacionais.
Paulo Dantas
27 de agosto de 2024 9:37 pmSe não tem maioria para ter um PM não vai maioria para “impixar” o cidadão.
Ele vai é acabar no colo da extrema-direita e nem vai reclamar …
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
28 de agosto de 2024 8:13 amNa minha modesta opinião, já está na hora de aposentar o termo democracia, pois de fato, não passa de uma palavra vazia, se não vejamos: Teoricamente, democracia deveria designar um sistema onde quem manda é o povo. Ora, por total falta de condições, o pôvo não tem a mínima condição de mandar em nada, nem na sua casa.Ao povo cabe tão somente o seguinte: Em relação aos mandatários: Votar, tolerar ou apoiar, ou derrubá-lo. Sugiro o nome de DELEGADOCRACIA para os sistemas (a partir da civilização) que existiram e continuam existindo. Podemos afirmar que até a bem pouco tempo, era crença geral que os reis eram escolhidos pelos deuses. Se existiu algum período da existência humana existiu alguma democracia, foi na pre-história, quando os humanos viviam da caça, pesca e coleta de alimentos, pois não havia nada para administrar.