1 de julho de 2026

No Roda Viva, Marçal escapa de acusações e admite estratégia campanha nas redes

O objetivo é obter cortes e frases de impacto e "lacrar" na internet, admite o próprio candidato à Prefeitura de São Paulo
Foto: Reprodução TV Cultura

No centro de diversas acusações, de esquema de fraudes bancárias em Goiás à relações com PCC, Pablo Marçal (PRTB) esteve no palco dos questionamentos dos jornalistas, no Roda Viva desta segunda-feira (02), onde adotou o seu já conhecido tom de ataques e tentativa de desqualificar os seus entrevistadores.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O objetivo, conforme o marketing político do candidato à Prefeitura de São Paulo já fez confirmar, era obter cortes e frases de impacto e “lacrar” na internet. E sobre as acusações que podem minar a sua disputa política, recuava e não respondia.

Ao ser questionado, por exemplo, do porque ter ao redor pessoas supostamente envolvidas em facções criminosas ou tráfico, Marçal respondeu até que a culpa seria do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, que deveria ter acabado com o PCC e não o fez.

Em outras diversas perguntas, simplesmente fugia e falava sobre outro tema. Aproveitou para dar ênfase no que atrairia o reduto eleitoral bolsonarista, como as críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao bloqueio do X, de Elon Musk.

Nestes temas, contudo, evitor criticar diretamente Alexandre de Moraes, e reduziu o discurso à supostamente quebra da liberdade de expressão, comparando a derrubada do X com o bloqueio de suas redes sociais pela Justiça Eleitoral.

Ainda acenando para os bolsonaristas de São Paulo, Marçal disse que a rixa com o próprio ex-presidente não teria existido: “eu conversei com todos os cenários e não tem ninguém me atacando, porque estava tendo um prejuízo para a figura do Bolsonaro e do movimento de direita”.

Em determinado momento da entrevista, Marçal admitiu que lança falas polêmicas e conflitos somente como estratégia para gerar “cortes” e repercutir nas redes sociais.

Entre as estratégias de campanha, o candidato chegou a narrar que queria implementar “campeonatos de cortes” para premiar usuários que gerariam maior alcance com vídeos curtos sobre ele nas redes sociais, mas que não o fez.

Acompanhe o trecho a seguir:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados