4 de junho de 2026

Mais um ano difícil para a Telefónica, na Espanha e no Brasil

Jornal GGN – A espanhola Telefónica anunciou que suas vendas no primeiro trimestre tiveram queda de 13,5% para 12,23 bilhões de euros (US$ 16,96 bilhões). O lucro operacional antes de depreciação e amortização (Oibda) caiu 14%, a 3,93 bilhões de euros, e o lucro líquido recuou 23,2%, a 692 milhões de euros – todos os números bem abaixo das expectativas do mercado.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A dívida líquida alcançou 42,72 bilhões de euros. Segundo a companhia, está dentro de uma meta de manter a linha abaixo de 43 bilhões de euros até o fim de 2014, oferecendo espaço para manobras na atual consolidação da indústria de telecomunicações no mundo.
 
A Telefónica justificou o início de ano difícil por ter sido atingida por uma queda brusca de vendas na Europa, as moedas mais frágeis na América Latina e a venda de sua unidade tcheca, em 2013. A aposta agora para o próximo trimestre está nas redes de fibra óptica e serviços, combinando telefones de linhas móveis e fixas, internet de alta velocidade e TV a cabo para impulsionar o crescimento.

 
No Brasil
 
Regionalmente, a companhia registrou aumento de receita, mas não no lucro líquido: ao final de março, foram R$ 660,8 milhões, queda de 18,4% em relação ao primeiro trimestre de 2013. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) caiu 9,7% na comparação anual, para R$ 2,56 bilhões, com redução de 3,4 pontos percentuais na margem EBITDA, que ficou em 29,8% ao final de março. 
 
As despesas financeiras, por sua vez, foram elevadas em 64%, de R$ 381,9 milhões para R$ 626,3 milhões entre os primeiros três meses de 2013 e 2014, devido ao maior endividamento líquido da companhia.
 
De acordo com a Telefônica Vivo, os números regionais foram impactados por esforços de melhoria do desempenho do negócio fixo, do aumento da base móvel e maiores despesas financeiras.
 
Os investimentos (Capex) aumentaram: foram R$ 708 milhões no primeiro trimestre de 2013 e passaram a R$ 1 bilhão em igual período deste ano (alta de 41,4%) – destes, R$ 880,4 milhões foram destinados a redes. Entre os focos, a cobertura 3G e 4G e a capacidade móvel com manutenção de mais qualidade. Para 2014, o CEO da Telefônica Vivo, Paulo Cesar Teixeira, estimou um Capex de R$ 7 bilhões, sem incluir gastos eventuais.
 
Entre janeiro e março, a receita operacional líquida teve alta de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2013, para R$ 8,61 bilhões. Enquanto a receita líquida de serviços móveis cresceu 3,3% (R$ 5,45 bilhões), a de serviços fixos, que incluem telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura, teve redução de 2,3% no período (R$ 2,85 bilhões). A receita líquida com venda de aparelhos totalizou R$ 312,7 milhões, redução de 14,5% no ano.
 
De acordo com a empresa, a melhora no negócio móvel se deu pelo aumento da base pós-paga, que responde por 31,7% da base total de 78,465 milhões de usuários. A base total de acessos fixos ao final do trimestre cresceu 3,5% em relação ao ano anterior, totalizando 15,391 milhões de acessos. São 10,828 milhões de usuários de voz, com alta anual de 2,6% com a expansão da oferta de telefonia fixa sobre as redes móveis da Vivo, o chamado fixed wireless. Na banda larga fixa, a Telefônica somou 3,918 milhões de assinantes. E a base de TV por assinatura chegou a 645 mil clientes no primeiro trimestre.
 
Segundo Lenon Borges, da corretora Ativa, o resultado dá indícios do sucesso da estratégia da Vivo tanto no segmento móvel, quanto no segmento fixo. “A ótima expansão da sua base de clientes pós-pago, apesar de perda líquida na base de cliente pré-pago, está garantindo para a companhia resultados satisfatórios no negócio móvel”.
 
Os serviços de dados estão crescendo a taxas de quase 20% na comparação com o mesmo período de 2013 e o perfil dos clientes tem melhorado, com a receita média por cliente e minutos de uso por cliente crescendo. 
 
No negócio fixo, o esforço comercial para reverter a queda na receita começa a dar resultado, apesar de lento, com expansão forte na TV por assinatura, chegando mais perto da escala necessária para se tornar um serviço rentável e não apenas de fidelização, e melhora na Banda Larga. Mas nem todas as notícias são apenas positivas. “A receita com voz no segmento fixo continua a apresentar deterioração forte”.
 
Os investimentos na qualidade da devem se manter para o ano de 2014, esegundo Borges. “Este resultado aproxima as estratégias do management com o sucesso, porém os custos com as perdas do serviço fixo e o forte investimento devem continuar pressionando números dos próximos trimestres. Apesar do resultado sólido, a Vivo ainda deve ter dificuldades no serviço fixo, por causa do aumento da participação da GVT no estado de SP”, concluiu.
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. emerson57

    9 de maio de 2014 4:38 pm

    BNDES

    para essa turma, no Brasil não tem aperto:

    a mãe BNDES financia a remessa de lucros para a matriz com juros baratinhos. 

  2. Lionel Rupaud

    9 de maio de 2014 9:54 pm

    Mais uma ano dificil para os clientes brasileiros,

    eu inclusive, sem opções por que os “concorrentes” são tão ruins, e tratam o cliente da mesma maneira.

  3. anarquista sério

    10 de maio de 2014 12:14 am

     
     Típica cópia de jornal

     

     Típica cópia de jornal português aonde  se acentua ”teléfonica ” com acento agudo.

               Não é facto?

                   ps: E por que não dar crédito  merecido ao jornalista de Portugal que realmente  escreveu a matéria?

                          Não é facto?

  4. Rcardo gomes da silva

    11 de maio de 2014 6:09 pm

    Esta demorando para fali

    A falta de respeito com o consumidor por parte desta empresa e cruel,liguei para esta empresa para solicirar uma banda larga ou internet, o atendente pediu meu nome,nome da mãe,CPF., ENDEREÇO, CEP. e depois veio a suplesa Sr. não temos cobertura na sua região, pergutei, quando terá? não sabemos. final telefonica agradece. OBS. as outras operadoras perguta o nome end. e cep e senguida dar a resposta sim ou não.

Recomendados para você

Recomendados