O candidato Guilherme Boulos (PSOL) aumenta três pontos percentuais na disputa à Prefeitura de São Paulo quando os eleitores sabem que ele é apoiado por Lula. E o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), perde 2 pontos quando os paulistanos descobrem que ele é apoiado por Jair Bolsonaro.
É o que mostra a pesquisa FESPSP, divulgada nesta quinta-feira (10), sobre as intenções de votos para o segundo turno da capital paulista, que ocorrerá no dia 27 de outubro.
Atualmente, na pesquisa, Nunes está à frente de Bouos e ganha por 51,5% das intenções de voto contra 35,9% do candidato do PSOL, na pergunta estimulada. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Na espontânea, ou seja, quando os entrevistadores não citam as opções que os eleitores têm para votar, 46,9% diz que votará em Ricardo Nunes e 33,6% que votará em Guilherme Boulos.

A disputa só ficaria mais apertada, nestes primeiros dias, se a campanha de Boulos direcionar, mais claramente, que o presidente Lula é seu padrinho político. E se Bolsonaro entrar com maior presença na campanha de Nunes, o candidato pode perder votos.

A pesquisa também questionou se o eleitor irá “votar em um candidato apoiado por” Lula ou Bolsonaro. E 29,8% responderam que sim para Lula, 24,4% para Bolsonaro e a maior fatia, de 32,2%, respondeu que “isso não é importante”, ou seja, não mudará o seu voto por apoios políticos ou padrinhos nacionais.

A pesquisa foi coletada pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, ouvindo 1.500 pessoas, entre segunda (09) e quarta-feira (09) – os três primeiros dias após o resultado eleitoral do primeiro turno.
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