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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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38 Comentários
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  1. Motta Araujo

    2 de maio de 2014 3:38 am

    http://www1.topfoto.co.uk/gal

    http://www1.topfoto.co.uk/gallery/womeninhistory/images/prevs/RV3494-13.jpg

    GERTRUDE BELL E A CRIAÇÃO DO IRAQUE – A antropologa inglesa  Gertrude Bell, nascida em 1868, filha de Sir Hugh Bell, industrial siderurgico, teve uma extraordinaria carreira como intelectual e alta funcionaria do serviço publico britanico, exercendo grande poder no Oriente Médio no periodo consequente ao fim do Imperio Otomano.

    Desde muito jovem teve fascinação por viagens em lugares exoticos, talvez como meio de esquecer da tragedia da morte de sua mãe, quando tinha tres anos. Gertrude foi uma grande alpinista, escalou o Mont Blanc, o Bernese Oberland e fez em tres anos seis viagens ao Oriente Medio, viajando pelo deserto da Pensula Arabica a cavalo e camelo, era eximina cavaleira, chegou as ruinas de Carsemish onde conheceu outro antropologo e explorador, Thomas Edward Lawrence, assim como ela fascinado pelo Oriente Médio e civilização arabe.

    Ambos tinham em comum terem estudado em Oxford, uma ligação importantissima na Inglaterra daqueles tempo.

    Gertrude aprendeu a falar arabe fluentemente, tambem falava francês, alemão, turco e farsi, a lingua da Persia, onde seu tio, Sir Frank Lascelles era Embaixador britanico em Teheran.

    Em Novembro de 1915 por causa de seus conhecimentos da região foi recrutada pelo Serviço de Inteligencia do Exercito britanico no Cairo, lotada no Bureau Árabe, assim como Lawrence. Os dois compuseram mapas que localizam as diversas tribos beduinas no vasto territorio árabe do Imperio Otamano, aliado da Alemanha e inimigo da Inglaterra. Era a Primeira Guerra Mundial e a Inglaterra lutava na região contra o Exército turco.

    Entre os agentes sob controle de Gertrude Bell estava Harry St.John Philby, pai do futuro espião sovietico Kim Philby.

    Gertrude nunca se casou mas tinha um amante fixo, homem casado, o Major Charles Wilye, que morreu na batalha de Galipoli. Sua capacidade e eficiencia foram fundamentais nas operações da revolta arabe, o Coronel Lawrence se reportava a ela, ambos tinham as mesmas opiniões sobre a necessidade de uma aliança britanica com o Sherife de Meca, Hussein, descendente do Profeta Maomé, opinião que não era unanime no Bureau Arabe.

    Findo o conflito, na conferencia do Cairo convocada por Winston Churchill em outubro de 1920, coube a Gertrude Bell  traçar os mapas do futuro mandato britanico no Oriente Média, que compreendia a Palestina, a Transjordania e o Iraque, usando seus profundos conhecimentos da região. Bell tinha grande proximidade com a familia Hashemita do Sherife de Meca e foi ela quem ajustou com Hussein a escolha de seus filhos Faisal como Rei do Iraque e Abdullah como Rei da Jordania. A partir da instalação de Faisal em Bagdah, Bell passou a ser sua principal ligação com o Governo britanico, apontando inclusive os membros do gabinete.

    Por razões de custo no então apertado orçamento britanico, o projeto de Bell de criar um Estado em separado para os curdos de Mosul não foi adiante, ficando a região curda dentro do Iraque. O Tesouro inglês achava que ficaria mais barato um só Estado do que dois, lembrando que o Iraque era um territorio sob mandato britanico, na realidade uma colonia assim como a Jordania e a Palestina e os custos de ocupação eram despesas no orçamento inglês.

    Gertrude Bell morreu em 12 de julho de 1926 em Bagdah, onde está enterrada no Cemitério Britanico. Postumamente recebeu a mais  alta comenda do Imperio Britanico, a Order of the British Empire, conferida pelo Parlamento.

    Uma mulher extraordinaria na sua época quando poucas mulheres tinham esse tipo de atuação e extraordinario poder.

     

  2. Walker Liberal

    2 de maio de 2014 4:15 am

    http://www.brasil247.com/pt/2

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/138490/Padilha-na-CUT-Bom-dia-boa-tarde-boa-noite.htm

     247 – O Partido dos Trabalhadores enfrenta hoje um ambiente de caça às bruxas. No mesmo dia em que José Genoino foi preso novamente em decorrência da Ação Penal 470, representantes estelares do partido foram impedidos de discursar no Primeiro de Maio da Central Única dos Trabalhadores, a CUT. Ou seja: mesmo jogando “em casa”, petistas foram hostilizados. A festa do Dia do Trabalho, realizada no Vale do Anhangabaú, chegou ao fim sem que o pré-candidato Alexandre Padilha, o prefeito Fernando Haddad e o ministro Ricardo Berzoini pudessem falar. Ao serem anunciados, foram hostilizados com vaias, pedras e latas atiradas ao palco por manifestantes – desde cedo, dirigentes da CUT trabalhavam com a informação de grupos organizados se infiltrariam no evento com o propósito de hostilizar petistas, para, assim, produzir cenas fortes para emissoras de televisão. Haddad tentou falar, pediu calma várias vezes e disse que era importante realizar o “ato político”. No entanto, diante do clima de hostilidade, deixou o palco demonstrando indignação. O mesmo aconteceu com Ricardo Berzoini. Quando chegou a vez de Padilha, ele pôde falar apenas “bom dia, boa tarde, boa noite”. Saiu também sem fazer o seu discurso. O PT está sendo cercado.  

     

    1. antonio francisco

      2 de maio de 2014 11:54 am

      Sindicalistas se odeiam, isto é um fato

      Walker Liberal, há um fato histórico incontestável no mundo do trabalho: não há nada pior para um dirigente sindical do que outro dirigente sindical. Esmiuçados os movimentos trabalhistas no mundo, o que se observa são as constantes guerras entre grupos de trabalhadores sindicalizados – o que talvez venha até a abrilhantar a conhecida frase  “trabalhadores unidos jamais serão vencidos”, pois eles (nós) sempre são vencidos justamente porque não se unem. Não nos unimos.

      O que dirigente sindical mais quer é “ter razão”. Quando percebe que companheiros (a base) tendem a crer que quem tem razão é um outro líder, começam as porradas, os golpes por baixo (ou por cima) dos panos, as dissenções objetivando mostrar que a razão é minha e ninguém leva.

      Só um exemplo, bem brasileiro: o FGTS só existe porque foi enfiado goela abaixo do país pela ditadura, pois os dirigentes sindicais saíram às ruas (e aos jornais daqueles tempos) vociferando contra a “perda” que os trabalhadores teriam com a mudança do sistema anterior, acumulativo, pela criação desse fundo que em verdade monetizava mensalmente aquele direito. A gritaria foi tamanha, que mesmo com as cavalarias nas ruas o governo achou melhor incluir na lei o dispositivo de livre adesão ao FGTS – de modo que o trabalhador que não concordasse poderia continuar no regime anterior.

      Há inúmeros exemplos dos prejuízos causados ao Brasil por essas insanidades, podendo-se citar aqui a irreparável perda das estradas de ferro, perda essa causada pela insanidade do lado dos governos Juscelino e da ditadura que veio depois dele, que acharam mais fácil derruir as ferrovias do que encontrar um termo de convivência que fosse  bom para o país -convivência essa que fosse discutida e acordada com os sindicatos dos ferroviários. 

      Resumindo: uma grande parte dos dirigentes sindicais brasileiros são suicidas, no que concerne à busca de poder.

       

  3. P Pereira

    2 de maio de 2014 5:57 am

    Dá para acreditar? Haja…!

    Roberto Freire ‏@freire_roberto

    18:03 – 1 de mai de 2014

    Sem televisão e internet em Higienópolis, centro SP. Reflexos diretos da falta de investimentos infra-estrutura pelo inepto governo federal.

    Roberto Freire ‏@freire_roberto

    18:42 – 1 de mai de 2014

    Consertaram o cabo. Ainda bem que já voltou a TV e a internet e antes do que estava sendo previsto. Essa mensagem já é do computador de casa

  4. jns

    2 de maio de 2014 9:27 am

    As mudanças de regime em curso

    O governo da Venezuela está sendo derrubado por Washington

    Primeiro foi a Ucrânia, em seguida a Venezuela, depois Equador, Bolívia, Brasil e a China.

    Global Research | Paul Craig Roberts | 14/03/2014

    O golpe orquestrado por Washington na Ucrânia manteve a Venezuela, parcialmente, fora das manchetes.

    Um confronto nuclear com a Rússia é mais perigoso do que com a Venezuela. Mas a violência que Washington desencadeou na Venezuela, quase simultaneamente com a Ucrânia é o testemunho da criminalidade gritante de Washington.

    A América do Sul sempre consistiu de uma pequena elite espanhola dona de toda a riqueza e o poder dominante em grandes populações majoritariamente formadas por povos indígenas que nunca tiveram representação política. Na Venezuela, Chávez rompeu esse padrão. Um presidente indígena foi eleito para representar o seu povo e trabalhou em seu nome, em vez de saquear o país. Chávez tornou-se um modelo e outros presidentes com raízes indígenas foram eleitos no Equador e na Bolívia.

    Chávez era odiado por Washington e demonizado pelas presstitutas americanas. Quando Chávez morreu de câncer, Washington comemorou.

    Evo Morales, presidente da Bolívia, estava inclinado a conceder asilo a Edward Snowden. Em retaliação, Washington ordenou a seus estados fantoches europeus a negação da permissão de sobrevoo do avião do presidente Morales no espaço aéreo europeu em seu retorno da Rússia para a Bolívia. O avião de Morales, em violação de todas as regras do protocolo diplomático, foi forçado ao pouso e submetido à infame revista. Morales, desde então, sofreu outras humilhações nas mãos dos criminosos de Washington.

    Rafael Correa, presidente do Equador, fez-se um alvo de Washington através da concessão de asilo político a Julian Assange. Sob as ordens de Washington, o britânico estado fantoche de Washington recusou-se a conceder a passagem livre para Assange e ele está passando a sua vida na Embaixada do Equador em Londres, assim como o Cardeal Mindszenty passou sua vida na Embaixada dos EUA na Hungria comunista.

    Com a morte de Chávez, outro indígena da Venezuela, Nicolás Maduro, tornou-se presidente. Maduro se não tem o mesmo carisma de Chávez e se tornou um alvo fácil para a pequena elite espanhola que domina a mídia local. 

    Washington começou o ataque contra Maduro atacando a moeda venezuelana e reduzindo o seu valor nos mercados cambiais. Em seguida, estudantes universitários, muitos dos quais são os filhos da rica elite espanhola, foram enviados para participar dos protestos. A desvalorização da moeda venezuelana aumentou os preços e espalhou a insatisfação entre os pobres da base indígena de sustentação da Maduro. Para acabar com os tumultos, danos à propriedade e inquietação que Washington está usando para lançar um golpe, Maduro teve que usar a força policial. O Secretário de Estado John Kerry tem destacado que o esforço do governo venezuelano, para restabelecer a ordem pública e evitar um golpe de Estado, “é uma campanha de terror contra seus próprios cidadãos”.

    Apesar de terem orquestrado os protestos e conspirado para um golpe de Estado na Venezuela, Kerry culpou Maduro pela violência desencadeada e convidou Maduro “para respeitar os direitos humanos”.

    Para Washington, é sempre o mesmo script: cometer crimes e culpar a vítima.

    Se Washington derrubar Maduro, o próximo alvo será Correa. Se Washington se livrar de Correa e reimplantar um governo fantoche integrado por representantes de ricas elites espanholas, Washington poderá forçar a revogação do asilo político que Correa concedeu a Julian Assange. Deste modo, a embaixada equatoriana em Londres vai chutar Assange para os braços da polícia britânica que irá mandá-lo para a Suécia, que vai mandá-lo para Washington para ser torturado até confessar o que Washington quiser.

    Os crédulos pobres e incautos demonstram nas ruas venezuelanas que não têm ideia do dano que estão fazendo a si mesmos e como foi feito da mesma forma na Ucrânia. Os venezuelanos já se esqueceram como era a vida para sob o domínio das elites espanholas. Parece que os venezuelanos estão determinados a ajudar a Washington a devolvê-los à servidão.

    Se Washington reconquistar a Venezuela e o Equador, a Bolívia será o próximo alvo. Em seguida, fatalmente, será a vez do Brasil.

    Washington tem as suas atenções voltadas para o Brasil, porque o país é membro dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), e Washington tem a intenção de destruir esta organização antes que os países possam estabelecer um bloco comercial que não utiliza os dólar americano como moeda.

    Não muito tempo atrás um funcionário dos EUA disse que “assim que (Washington) começarmos a minar as ligações da Rússia, vamos lidar com as novatas na América do Sul”. 

    O programa está dentro do cronograma.

    http://www.globalresearch.ca/regime-change-first-ukraine-then-venezuela-then-ecuador-bolivia-brazil-china/5373528

    1. jns

      2 de maio de 2014 10:34 am

      Te cuida Brasil

      A estratégia americana há dez anos

      A campanha dos EUA por trás dos tumultos em Kiev

      The Guardian | Ian Traynor | 26/12/2004

      . A engenharia democrática manipulada através das urnas e a desobediência civil.

      . As sondagens da opinião pública são vistas como críticas, porque representam a tomada de iniciativa na batalha de propaganda contra o regime (…) para receber a ampla cobertura da mídia.

      . As oposições geralmente rebeldes são aglutinadas em torno de um único candidato, de acordo com as suas chances reais de derrubar o regime vigente. Esse líder é selecionado por razões pragmáticas e objetivas, mesmo se ele for antiamericano.

      Com seus sites e slogans que visam banir o medo generalizado de um regime corrupto, os guerrilheiros do movimento democrático do jovem ucraniano ‘Por’a já contabilizou uma vitória histórica ,seja qual for o resultado do perigoso impasse em Kiev.

      A Ucrânia, tradicionalmente passiva em sua política, foi mobilizada pelos jovens ativistas da democracia e nunca mais será a mesma novamente.

      Mas, enquanto os ganhos da “revolução castanha” enfeitada pela cor laranja são da Ucrânia, a campanha é uma criação americana, um exercício sofisticado e brilhantemente concebido em termos de marketing de massa marcadamente ocidental que, em quatro países, em quatro anos, foi usada para tentar legitimar eleições fraudulentas e derrubar regimes não alinhados com os EUA.

      Financiada e organizada pelo governo dos EUA, através da implantação de empresas americanas de consultoria, pesquisadores, diplomatas, organizações não governamentais, incluindo os dois grandes partidos americanos, a campanha foi utilizada pela primeira vez na Europa em Belgrado para bater Slobodan Milosevic nas urnas em 2000.

      Richard Miles, o embaixador dos EUA em Belgrado, desempenhou um papel fundamental. No ano passado, como embaixador dos EUA em Tbilisi, ele repetiu o mesmo truque na Geórgia (Revolução Rosa), treinando Mikhail Saakashvili para derrubar Eduard Shevardnadze.

      Dez meses após o sucesso em Belgrado, o embaixador dos EUA em Minsk, Michael Kozak, um veterano de operações semelhantes na América Central, nomeadamente na Nicarágua, organizou uma campanha idêntica para derrotar o home forte de Alexander Lukashenko de Belarus – esta operação falhou.

      “Não haverá Kostunica na Bielorrússia”, declarou o presidente da Bielorrússia, referindo-se a vitória da conspiração americana em Belgrado.

      Mas a experiência adquirida na Sérvia, Geórgia e Bielorrússia foi inestimável para arquitetar a derrubada do regime de Leonid Kuchma em Kiev.

      A operação – a engenharia democrática manipulada através das urnas e a desobediência civil – é agora tão aperfeiçoada que os métodos amadureceram um modelo para vencer as eleições em outras regiões.

      No centro de Belgrado, há um escritório sujo frequentado por jovens com conhecimentos de informática que batizaram o local como ‘Centro Não Violento de Resistência’. Se você quer saber como vencer um regime que controla os meios de comunicação de massa, os juízes, os tribunais, o aparato de segurança e as estações de voto, os jovens ativistas de Belgrado estão disponíveis para a locar os seus serviços.

      Eles emergiram do movimento estudantil anti-Milosevic, ‘Otpor’, que significa resistência. A criação da marca é importante e uma única palavra é o fator cativante. No ano passado, o movimento estudantil paralelo na Geórgia recebeu o nome de ‘Khmara’. Na Bielorrússia, o nome foi ‘Zubr’. Na Ucrânia é ‘Pora’, ou seja, ‘mais do que tempo’. O ‘Otpor’ também criou um uma expressão simples que se transformou em um potente slogan que apareceu em todos os lugares, na Sérvia, em 2000, formado por duas palavras “gotov je”, que significa “ele está acabado”, uma referência a Milosevic. Um logotipo de um punho preto-e-branco concluía o marketing magistral.

      O equivalente na Ucrânia é um relógio, também sinalizando que os dias do regime estão contados para Leonid Kuchma.

      Autocolantes, tinta spray e sites são as armas dos jovens ativistas. A ironia e a adoção da  zombaria do regime têm sido um enorme sucesso em vencer o medo da população e enfurecer os poderosos. 

      No ano passado, antes de se tornar presidente na Geórgia, Saakashvili, educado nos EUA, viajou de Tbilisi a Belgrado para ser treinado nas técnicas de desafio em massa. Na Bielorrússia, a embaixada dos EUA organizou o envio de jovens líderes da oposição ao Báltico, onde eles se encontraram com os sérvios que viajaram de Belgrado. No caso da Sérvia, dado o ambiente hostil em Belgrado, os americanos organizaram a derrubada do regime a partir de Budapeste e Szeged na vizinha Hungria.

      Nas últimas semanas, vários sérvios viajaram para a Ucrânia. De fato, um dos líderes de da campanha em Belgrado, Aleksandar Maric, foi barrado na fronteira.

      O Instituto do Partido Nacional Democrático, o Instituto Republicano Internacional do Partido Republicano, o departamento de Estado dos EUA e a USAID são as principais agências envolvidas nas bases dessas campanhas de base, bem como a ONG Freedom House e a Open Society Institute do bilionário George Soros.

      Pesquisadores dos EUA e consultores profissionais são contratados para organizar grupos e ajustar o foco usando dados estatísticos e estudos psicológicos na estratégia tramada.

      As oposições geralmente rebeldes têm que ser unidas em torno de um único candidato, de acordo com as suas chances reais de derrubar o regime. Esse líder é selecionado por razões pragmáticas e objetivas, mesmo se ele for antiamericano.

      Na Sérvia, os pesquisadores norte-americanos da Penn, Schoen and Berland Associates descobriram que o líder da oposição pró-ocidental assassinado, Zoran Djindjic, era insultado no seu país e não tinha chance de vencer Milosevic em uma eleição. Ele foi convencido a apoiar o candidato antiocidental Vojislav Kostunica, que agora é o primeiro-ministro sérvio.

      Na Bielorrússia, as autoridades dos EUA ordenaram que os partidos de oposição se unissem ao sisudo e veterano sindicalista, Vladimir Goncharik, porque ele tinha apelo entre a maior parte do eleitorado em relação a Alexander Lukashenko.

      Oficialmente, o governo dos EUA gastou US $ 41 milhões para organizar e financiar a operação desencadeada em um ano para se livrar de Milosevic em outubro de 1999. Na Ucrânia, o valor investido foi estimado em cerca de US $ 14 milhões.

      Além do movimento estudantil e da união da oposição, o outro elemento-chave no modelo de democracia é o que é conhecido como a “contagem paralela”, um contador de votos para promover a fraude eleitoral que são largamente utilizados por regimes de má reputação.

      Além de monitores eleitorais profissionalizados de organismos como a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, como as de outros países que antecederam a votação da Ucrânia, também contou com milhares de observadores eleitorais locais treinados e pagos por grupos ocidentais.

      A Freedom House e a National Democratic Institute – NDI do partido democrata ajudou a financiar e organizar o “maior esforço civil e o acompanhamento de eleições regionais” na Ucrânia, envolvendo mais de 1.000 observadores treinados. Eles também organizaram sondagens. Na noite de domingo essas urnas deram a Viktor Yushchenko uma vantagem de 11 pontos que definiram a agenda para a tomada de decisão que se seguiu.

      As sondagens são vistas como críticas, porque elas tomam a iniciativa na batalha de propaganda contra o regime e são publicadas antecipadamente para receber ampla cobertura da mídia e colocar o ônus sobre as autoridades.

      A fase final das preocupações do modelo norte americano reside em como reagir quando o titular – o alvo a ser derrotado – tenta roubar uma eleição perdida.

      Na Bielorrússia, o Presidente Lukashenko ganhou a eleição e, assim, a resposta foi mínima. Em Belgrado, Tbilisi e agora Kiev, onde as autoridades inicialmente tentaram se agarrar ao poder, a orientação americana era para conduzir a campanha de maneira legal, mas, por outro lado, foi determinada e organizada exposições em massa de desobediência civil, que devia permanecer pacífica sob o risco de provocar a repressão violenta do regime vigente.

      Se os eventos em Kiev sofreram a influência dos EUA em suas estratégias para ajudar aliados a ganharem as eleições e tomarem o poder de regimes antidemocráticos, é certo que o exercício será tentado e repetido em outros lugares do mundo pós-soviético.

      Os lugares alvos serão a Moldávia e os países autoritários da Ásia central.

      ORIGINAL: US campaign behind the turmoil in Kiev

      LINK: http://www.theguardian.com/world/2004/nov/26/ukraine.usa

      ***

      “Se queres prever o futuro, estude o passado.” – Confúcio

      1. Ivan de Union

        2 de maio de 2014 11:06 am

        A tecnica direitista de caos

        A tecnica direitista de caos e violencia ja comecou no Brasil, JNS.

        1. jns

          2 de maio de 2014 9:09 pm

          de Union

          A extraordinária capacidade da máquina de guerra americana, preparada para atropelar a tudo e a todos, passa longe do que é discutido aquí por pessoas de boa índole, honestas e trabalhadoras.

          Os EUA fazem acordos com Deus e o diabo para impor os seus interesses e, lamenatvelmente, a galera embarca no canto da sereia sem saber que são fantoches manipulados pelo imperialismo.

          Aquí no blog, no início das manifestações do ano passado, foram postados inumeros comentários louvando a coragem, a sede de liberdade e incessante busca da juventude por um mundo novo melhorado. Eu nunca embarquei ‘naquela viagem’ e sempre desconfiei das maracutaias por trás da bandidagem que estava arrebentando tudo por onde passava. A desobediência civil foi instalada no país após as manifestações e qualquer grupelho formado por 20-30 pessoas paralisa uma rodovia federal superimportante, sem enfrentar os rigores das leis.

          Você, certamente, tomou conhecimento da manifestação para exigir a aprovação de um Plano Diretor em São Paulo?

          Pneus incendiados durante protesto de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto na região da Câmara Municipal de São Paulo (SP), nesta terça-feira (29)

          Eles conhecem o real significado do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, KCT?

          Quem são estes mercenários que estão promovendo protesto violentos em torno de um Plano Diretor?

          Por que a manifestação foi noturna e queimaram tantos pneus?

          Respondendo: para gerar imagens para o horário nobre da TV.

          E quais foram as medidas da contrainsurgência – ABIN e outros?

          Fazer jorrar a nossa ira em blogs não vai adiantar muito, infelizmente.

          Abs.

  5. Assis Ribeiro

    2 de maio de 2014 9:39 am

    ‘Atlântida’ entre

    ‘Atlântida’ entre Grã-Bretanha e Europa sumiu sob o mar após tsunami de 5 m

     Uma “Atlântida” pré-histórica no Mar do Norte pode ter sido abandonada após ser atingida por um tsunami de 5 metros há 8,2 mil anos, sugere um estudo britânico.

    A onda foi causada por um deslizamento de terra de grandes proporções ocorrido debaixo d’água na costa da Noruega.

    Analistas acreditam que o tsunami invadiu Doggerland, uma massa de terra que desde então desapareceu sob as ondas.

    “Foi abandonada por tribos mesolíticas há cerca de 8 mil anos, que foi quando ocorreram os três Storegga slides (os deslizamentos debaixo d’água no limite da plataforma continental norueguesa, que estão entre os maiores deslizamento de terra conhecidos)”, disse Jon Hill, do Imperial College em Londres.

    A onda pode ter levado os últimos habitantes das ilhas.

    A pesquisa foi divulgada na publicação científica Ocean Modelling, e está sendo apresentada na Assembleia Geral da União Européia de Geociências em Viena, Áustria, nesta semana.

    Simulação

    Objetos pré-históricos foram encontrados no Mar do Norte

    Hill e seus colegas do Imperial College Gareth Collins, Alexandros Avdis, Stephan Kramer e Matthew Piggott usaram simulações criadas em computador para explorar os possíveis efeitos do deslizamento de terra norueguês.

    Ele disse à BBC: “Nós fomos os primeiros a criar um modelo do tsunami Storegga levando em conta a presença de Doggerland. Estudos prévios utilizaram a profundidade atual do oceano.”

    Dessa forma, o estudo fornece o conhecimento mais detalhado até o momento sobre os possíveis impactos do grande deslizamento e sua enorme onda que atingiu essa terra perdida.

    Durante a Era do Gelo, os níveis do mar eram muito mais baixos, e, em sua extensão máxima, Doggerland conectava a Grã-Bretanha à Europa continental.

    Era possível para caçadores andarem desde o que hoje é o norte da Alemanha até o leste da Inglaterra.

    Mas há 20 mil anos, os níveis do oceano começaram a subir, gradualmente inundando a região.

    Jardim do Éden

    Este objeto foi encontrado na região onde um dia esteve Doggerland

    Há cerca de 10 mil anos, a região ainda tinha uma das mais ricas áreas para caça, pesca e caça de aves selvagens na Europa.

    Uma grande bacia de água fresca ocupava o centro de Doggerland, alimentada pelo rio Tâmisa pelo oeste, e pelo rio Reno no leste. Suas lagoas, pântanos, e áreas alagadas eram um refúgio da vida selvagem.

    “Em tempos mesolíticos, era o paraíso”, explicou Bernhard Weninger, da Universidade de Cologne na Alemanha, que não participou do estudo recente.

    Mas 2 mil anos depois, Doggerland se tornou uma ilha pantanosa de baixa altitude que correspondia à uma área do tamanho do País de Gales.

    Barcos pesqueiros no Mar do Norte retiraram do fundo do mar ossos pré-históricos pertencentes a animais que um dia vagaram por esse “Jardim do Éden” préhistórico.

    As águas também forneceram uma pequena quantidade de restos humanos e artefatos através dos quais cientistas puderam obter uma datação por radiocarbono, que usa a ocorrência natural de carbono-14 para determinar a idade de materiais carbonáceos até cerca de 60 mil anos.

    Eles também mostraram que nenhuma dessas relíquias datam de depois do tsunami.

    Evento catastrófico

    O deslizamento Storegga envolveu o colapso de cerca de 3 mil quilômetros cúbicos de sedimento.

    “Se você pegar esse sedimento e colocar sobre a Escócia, cobriria o país e o deixaria a uma profundidade de 8 metros”, disse Hill.

    Dado que a maior parte de Doggerland tinha nessa época menos de 5 metros de altura, esse pedaço de terra pode ter sofrido inundações.

    Este machado do período mesolítico foi encontrado no Mar do Norte por um pescador holandês em 1988

    “É plausível que o deslizamento Storegga foi de fato a causa do abandono de Doggerland durante a Era Mesolítica”, escreveu o time de cientistas na publicação Ocean Modelling.

    Hill disse à BBC: “O impacto em qualquer pessoa que estava vivendo em Doggerland na época teria sido enorme, comparável ao do tsunami no Japão em 2011.”

    Mas Bernhard Weninger suspeita que Doggerland já havia sido evacuada quando o deslizamento ocorreu.

    “É possível que pessoas chegassem de barco para pescar, mas eu duvido que haviam moradores permanentes”, ele explicou.

    “Eu acredito que já estava tão alagado nesta época que os dias de glória de Doggerland já haviam passado.”

    Registro escasso

    Vince Gaffney, arqueólogo da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, disse: “Eu acho que eles (os pesquisadores) estão provavelmente certos, porque o tsunami teria sido um evento catastrófico.”

    Mas ele ressaltou que o registro arqueológico era escasso, e lembrou que dois machados do período neolítico (após Storegga) foram retirados da área de Brown Banks no Mar do Norte.

    É possível que eles tenham sido jogados de um barco, acidentalmente ou como oferenda em um ritual, no entanto não é claro exatamente quando Doggerland finalmente sucumbiu às ondas.

    “Mesmo depois de grandes erupções vulcânicas, as pessoas voltam, às vezes porque é impossível não voltar, mas também porque os recursos estão lá”, disse Gaffney, o autor do livro, Mundo Perdido da Europa: A Redescoberta do Doggerland.

    O tsunami também teria afetado o que é agora a Escócia e a costa leste da Inglaterra, bem como a costa norte da Europa continental.

    Estima-se que a onda que atingiu a costa nordeste da Escócia teria 14 metros de altura, embora não esteja claro se esta área era habitada na época.

    Mas ondas que mediam cerca de 5 metros de altura teriam atingido a costa leste da Inglaterra, e há fortes evidências de que humanos habitavam essa região há 8 mil anos.

    Grande parte dessa região também era baixa, sugerindo que o impacto sobre as pessoas da Era Mesolítica que dependiam substancialmente dos recursos costeiros, tais como moluscos, teria sido também bastante significante.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140501_cidade_prehistorica_tsunami_an.shtml

  6. Amaro Doce

    2 de maio de 2014 9:42 am

    E a pasta de cocaína, onde está?

    Por que será, hem Parrela?

    Por que será que os internautas na blogosfera chamam o candidato mineiro de Aécio Branca de Neve? Será que é por que ele gosta de usar camisas brancas? Será por que ele como muito sal? Ou será por que ele gosta de andar no helicóptero da família Parrela?

    Provavelmente esta será a primeira eleição para presidente onde o dinheiro da cocaína terá um papel muito importante. E pelo jeito a droga está estocada (e negociada?) em Minas. Foram 450 kg de pasta de cocaína encontrados no helicóptero da família Parrela. Quanto custaria toda essa droga se fosse vendida no varejo? E a droga que não foi encontrada?

    Nassif tem a obrigação de ser educado, mas eu insisto em saber das trambicagens cometidas pelo playboy mineiro e escondidadas pelo PIG que quer eleger “qualquer um”, como disse FHC, menos Dilma. E esse “qualquer um” é Aécio Branca de Neve. Não por ele ser um candidato decente e por ter um bom programa de governo, mas por se apresentar melhor posicionado na disputa do que o Eduardo Campos.

    Quem conhece direitinho o Aécio Branca de Neve é a Jornalista Conceição Lemes que de vez em quando escreve uma matéria no Vi o Mundo, do Azenha, sobre o que acontece nos “calabouços” e delegacias de polícia mineiros. Aécio pensa que Minas é sua capitania hereditária. E ele e a irmã, Andrea Neves, fazem o que querem naquele Estado. E isto com a anuência de alguns juízes do ministério público mineiro, com o auxílio de muitos delegados de polícia e com a complacência da suprema corte do nosso país.

    A propósito, em que deu o chamado mensalão tucano mineiro, hem?

     

     

  7. ROGERIO FARIA

    2 de maio de 2014 9:52 am

    Ensinando a pescar

     

    Fernando não dá o peixe! Ele ensina Luizinho a pescar!
    Clique na imagem para mais tirinhas!

  8. Ivan de Union

    2 de maio de 2014 10:29 am

    O Vindouro Colapso de E8, final

    Sinto muito, por mais que eu tente, nao vai ser possivel mostrar nem desenhar nada.  O objetivo -previsivel, pra quem leu as primeiras partes- era mostrar que E8 se colapsa igual um buraco negro.  Meu computador eh velho demais e esta comecando a dar pau, e eu nao vou comprar outro tao cedo.

    Resumindo o colapso de E8 entao:

    1–Se E8 esta certo como teoria, ele necessariamente se colapsa, em todas suas qualidades, pra dentro de um quadrado lunatico de 30 por 30.

    2–E se o 30 estiver errado?  Entao E8 se colapsa pra dentro de um quadrado maior, nao eh mesmo?  Essa eh a razao que eu disse que ate se eu estiver errado eu continuo certo:os grupos menores ja estao incluidos nos grupos maiores.

    3–No entanto, eu nao tenho razao pra imaginar que estou errado, pelo contrario, vou afirmar que estou certo por outra razao que voces nao estao nem sequer perto de imaginar.

    4–Se um quadrado de 30 por 30 eh uma representacao valida da arquitetura fotonica, e se P = NP, entao necessariamente aquele quadrado mostra ambos arquitetura fotonica e arquitetura neuronica.

    4–Mas se esse “quadrado de 30 por 30” eh simultaneamente um neuron e um foton, aonde esta o proton?

    5–O proton esta (d)escrito na primeira parte.  O conjunto total daqueles 1’s e 0’s eh o proton.  Por sua propria arquitetura nao-lunatica, o proton nunca pode estar errado.

    6–Temos uma matriz proton, e uma matriz neutronica que simultaneamente revela o foton associado.  E tambem representa E8, nao eh?

    7–Entao E8 eh reduzivel a um atomo de um proton e um neutron -electrons nao vao faltar, garanto.

    8–O que eh dizer que tudo a respeito de E8 (se E8 estiver correto!) eh somente um zoom extremo em um unico atomo.

    Voce acaba de assistir ao Grande Colapso de E8.

    http://www.math.lsa.umich.edu/~jrs/data/coxplanes/E8plane.jpg

     

    Virou buraco negro, tadinho.

    1. Ivan de Union

      2 de maio de 2014 11:04 am

      (Onde aparece a palavra no

      (Onde aparece a palavra no texto acima, substituir “neuron” por “neu(t)ron”.  Minha intencao era deixar no ar mesmo, nao vai dar pra mim entrar em arquitetura cerebral pelos proximos anos.)

  9. antonio francisco

    2 de maio de 2014 10:36 am

    Mortes, heróis e digressões afins.

    Ontem falou-se novamente de Hitler, desta vez por causa dos 69 anos de sua morte que teria ocorrido em 30 de abril de 1945. Tal data até hoje é discutida, pois uns acham que não seria verdadeira.  

    Olha ele aí, quando  criança: Adolf, o fofinho.

    Ficheiro:Bundesarchiv Bild 183-1989-0322-506, Adolf Hitler, Kinderbild.jpg

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler

    No dia em que Hitler morreu, quantos mais morreram não apenas na Alemanha, mas no mundo todo?

    Atualmente, segundo estatísticas, morrem 150 MIL pessoas por dia, no mundo.

    Pois fica a impressão que em 30/04/1945 a única pessoa que faleceu foi Hitler. Fiz uma busca na internet e não encontrei registro de mais nenhum morto naquele dia, afora este  “inesquecível” Adolf. 

    A história do mundo nós a gravamos na memória coletiva é assim mesmo, privilegiando os bárbaros, os malfeitores, em detrimento das pessoas de nosso cotidiano: Átila o rei dos hunos, o goleiro Bruno, PC Farias ou Barrabás volta e meia entram numa roda de conversa, grudados que estão a nossos neurônios, ou sei lá eu aonde.

    Ah, se você souber de alguém mais que terá morrido em 30/04/1945, me diga. Fiquei deveras curioso.

      1. antonio francisco

        2 de maio de 2014 11:15 am

        não pareceu, Ivan.

        Se não me engano, o rosto dele quando bebê não mostrava  tal tipo de síndrome – que parece ocorrer quando a mãe consome bebidas alcoólicas, não é?

         

        1. Ivan de Union

          2 de maio de 2014 11:35 am

          (Sim, e eu tou imaginando

          (Sim, e eu tou imaginando coisas mesmo!)

  10. Gerson Pompeu

    2 de maio de 2014 10:39 am

    Arquitetura

    Alguns impressionam pela beleza, a maioria pela extravagância e mau gosto.

     

    http://delas.ig.com.br/casa/arquitetura/2014-02-23/predios-com-arquiteturas-surpreendentes.html

  11. Rodolfo Machado

    2 de maio de 2014 11:19 am

    A Rússia e os OGM

    A Rússia e os OGM

    Do blog “Informação Incorrecta”

    http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2014/04/a-russia-e-os-ogm.html

    Eis uma notícia que dificilmente o Leitor encontrará nos media mainstream.

    O Primeiro-Ministro Dmitri Medvedev anunciou recentemente que a Rússia não irá importar mais produtos OGM (os geneticamente modificados), afirmando que o País tem o espaço e recursos suficientes para produzir alimentos orgânicos:

    Se os americanos gostam de comer produtos que OGM, que comam. Nós não precisamos deles; temos espaço suficiente e a capacidade de produzir alimentos orgânicos.

    A Rússia tem assim o objectivo de ser adicionada à longa lista (que cresce ininterruptamente) dos Países anti- OGM. Isso após dum grupo de cientistas russos ter convidado o governo a estabelecer uma moratória sobre os OGM, no mínimo de 10 anos, e a estudar em profundidade a influência destes produtos sobre a saúde humana.

    Irina Ermakova, vice-presidente da Associação Nacional da Segurança Genética:

    É necessário proibir os OGM e impor uma moratória de 10 anos. Enquanto os OGM estiverem proibidos, planeamos experimentos, testes, ou até novos métodos de pesquisa que podem ser desenvolvidos. Tem sido demonstrado, não só na Rússia mas também em muitos outros Países ao redor do mundo, que os OGM são perigosos.Os métodos para obter os OGM não são perfeitos, portanto, nesta fase, todos os OGM são perigosos. O consumo e a utilização de OGM obtidos de uma certa maneira podem levar ao câncer e à obesidade nos animais. As bio-tecnologias certamente devem ser desenvolvidas, mas os OGM devem ser parados. Devemos deixar de espalha-los.

    Uma etapa da Nova Guerra Fria? Com certeza os russos não ignoram que os principais produtores de OGM são empresas ocidentais: e que as principais cultivações encontram-se no Ocidente.

    Em todo o mundo existem mais de 114 milhões de hectares de culturas de plantas geneticamente modificadas, mas mais da metade estão localizadas nos Estados Unidos (51% do total), enquanto que mais de 87% de todos os produtos OGM são cultivados no continente americano.

    Todavia, o debate em Moscovo acerca dos OGM não é novo. No passado mês de Setembro, a Rússia aprovou a inscrição obrigatória de todos os OGM e dos produtos que contêm OGM: a lei impõe o registo obrigatório de todos os produtos que contenham componentes transgénicos.

    Também em Setembro, as autoridades russas suspenderam temporariamente a importação e a venda de milho geneticamente modificado da Monsanto depois de um estudo francês ter sugerido que este pode estar ligado ao câncer. Na altura, o Primeiro-Ministro Medvedev ordenou que as agências reguladoras considerassem uma possível proibição de todas as importações OGM para o País.

    Já em Fevereiro, a Duma introduziu uma lei que proíbe o cultivo de alimentos transgénicos e o Presidente Putin ordenou que os cidadãos russos fiquem protegidos contra os OGM. A Comissão da Agricultura apoiou a recomendação da proibição dos OGM e a normativa entrará plenamente em vigor em Julho de 2014.

    A lista dos Países que adoptam restrições para os OGM aumenta.
    Mais uma vez, não é uma cruzada contra os OGM: é contra estes OGM.

    Ipse dixit.

  12. Rodolfo Machado

    2 de maio de 2014 11:21 am

    Enviem seus astronautas de Trampolim

    Sanções à Rússia: “Enviem seus astronautas de Trampolim”

    Do blog “Plano Brasil”

    http://www.planobrazil.com/sancoes-a-russia-enviem-seus-astronautas-de-trampolim/

     

    Tradução e adaptação: E.M.Pinto

    Sugestão: Ronaldo Leão

    Dmitri Rogozin, vice- primeiro-ministro russo encarregado das indústrias militares e espaciais sugeriu aos EUA, via Twitter, que utilizassem um trampolim para enviar seus astronautas à Estação Espacial Internacional.

    Parece que a paciência dos funcionários russos para com as sanções terão em breve respostas duras.
    Na sequência das recentes sanções impostas na última segunda-feira o vice-primeiro- ministro Dmitry Rogozin, que disse furioso ” estamos perdendo a paciência com estas sanções “, o mesmo Rogozin sugeriu em um tweet  a NASA que envie seus astronautas para a Estação Espacial Internacional ( IEE ), com um ” trampolim ” , numa clara alusão a todos os astronautas, norte-americanos, europeus ou russos , que chegam a  estação eles pelo uso das naves russas … e pelo fato de não haver outra forma para se fazer isso uma vez que o programa de ônibus espacial dos EUA foi suspenso.
    Nesta segunda feira os Estados Unidos expandiu a lista de sanções contra a Rússia devido à situação na Ucrânia. Uma empresa que faz parte da lista é a empresa estatal Rostej especializada em equipamentos de defesa.

  13. Sorano

    2 de maio de 2014 11:39 am

    Alvo errado. Se eleito, Aécio

    Alvo errado. Se eleito, Aécio não pagará mais que R$ 3.000,00 aos agentes de polícia federal.

  14. Tamára Baranov

    2 de maio de 2014 11:48 am

    As profissões que existirão em 2030

    Do InfoMoney

    Robôs

    SÃO PAULO – Você consegue imaginar qual vai ser a profissão escolhida pelos seus filhos ou netos? O institutoCanadianScholarshipTrustPlan realizou uma pesquisa para apontar quais serão os trabalhos que devem estar disponíveis no ano de 2030.

    Com o avanço da tecnologia e com os robôs cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, algumas profissões são bem diferentes, de acordo com o site. Confira algumas delas:

    Nostálgicos
    Uma mistura de terapeuta, design de interiores e pesquisador histórico, os nostálgicos, ou saudosistas, irão ajudar os idosos de 2013 e os curiosos a recriar ambientes de épocas passada, como uma sala dos anos 80 ou cozinha dos anos 50.

    Reflorestador
    Na tentativa de reverter décadas de dados contra a natureza, o reflorestador irá ajudar florestas e vegetações naturais a se recuperar e também irá criar “fazendas-verticais” com estufas.

    Tele cirurgião
    Em 20130, os cirurgiões irão operar os pacientes com braços robóticos, ao invés de mãos humanas, a fim de facilitar as operações remotas.

    Conselheiro de robô
    Em 2030, os robôs irão desempenhar um papel importante no nosso dia-a-dia. Os robôs domésticos, por exemplo, vão assumir as funções de cuidador, babá, faxineira, segurança, entre outros; por isso, um conselheiro de robô vai ser um excelente para ajudar a saber qual modelo melhor se encaixa a suas necessidades familiares.

    Designer de lixo
    Uma nova forma de reciclagem, chamada de “upcycling”, será popular em 2030. Essa consiste em transformar lixo em produtos de melhor qualidade. Por isso, os projetistas de lixo serão fundamentais para o sucesso de upcycling.

    Terapeuta de final da vida
    Com o aumenta da expectativa de vida, o planejamento para as últimas etapas da vida se tornarão uma prática comum. Terapeutas de final de vida atuarão como guias para planejar os anos antes da morte.

    Guia de aventura no Ártico
    O turismo de aventura no Ártico vai crescer em 2030, principalmente graças à abertura da Passagem do Noroeste – ligação entre a Eurásia e as Américas.

    Especialista em simplicidade
    Estes profissionais vão encontrar maneiras de ajudar a simplificar as operações diárias de negócios.

    Remixer de mídia
    Um remixer de mídia assume o cargo de DJ remixando várias formas de mídia em um novo projeto de maneira coesa. Estes profissionais vão combinar áudio, vídeo, imagens e realidade aumentada para criar projetos que vão desde campanhas de marketing a espaços de entretenimento em casamentos.

    Navegador de saúde
    É difícil para pacientes e familiares entenderem o funcionamento de um hospital, mas com o auxílio de um navegador de saúde os pacientes terão mais conhecimento das informações que precisam. Os profissionais vão responder a perguntas sobre procedimentos e documentos, além de dar apoio às pessoas que se esforçam para lidar com o estresse de ter um familiar doente.

  15. maria rodrigues

    2 de maio de 2014 12:09 pm

    Como vimos, Joaquim Barbosa

    Como vimos, Joaquim Barbosa gosta de datas significativas para atingir os réus do mensalão. Da primeira estocada, ele escolheu 15 de novembro para prender todo mundo, com todo espalhafato que lhe é peculiar. Agora, decidiu que no Dia do Trabalho teria Genoíno que retornar à Papuda. Resta saber se será no Dia das Mães que ele mandará Dirceu para uma penitenciária federal. 

  16. Rodolfo Machado

    2 de maio de 2014 1:13 pm

    A RÚSSIA, OS OGM, A COBIÇA E A MORTE.

    Mauro Santayana – A RÚSSIA, OS OGM, A COBIÇA E A MORTE.

    Do blode de Mauro Santayana

    http://www.maurosantayana.com/2014/05/os-ogm-cobica-e-morte.html
    (Hoje em Dia) – O Governo russo, em plena crise ucraniana, acaba de tornar oficial a decisão de proibir a entrada, no país, de qualquer alimento transgênico, ou derivado de organismos geneticamente modificados.

     “É necessário proibir os OGM e impor uma moratória durante dez anos. Assim, nós poderemos planejar as experiências, os ensaios, e, possivelmente novos métodos de pesquisa que posam ser desenvolvidos. Ficou provado, não apenas na Rússia, mas também em outros países do mundo, que  os resultados obtidos até agora são perigosos, e precisam ser rigorosamente monitorados. O consumo dos OGM pode conduzir a tumores, câncer e obesidade em animais. A biotecnologia merece ser desenvolvida, mas a produção transgênicos tem que ser paralisada, afirmou, em declaração à imprensa, Irina Ermakova, da Associação Nacional para a Segurança Genética da Rússia.

    Uma das maiores preocupações russas com a Ucrânia, reside também justamente no avanço da utilização de sementes transgênicas naquele país, por intermédio de empresas como a Cargill, que acaba de comprar parte considerável da UkrlLandFarming – uma empresa ucraniana que controla meio milhão de hectares de terra – e a Monsanto (foto) que já é responsável pela venda de 40% das sementes usadas pelos agricultores ucranianos.

    Os russos se preocupam com a penetração dessas sementes transgênicas pela vasta fronteira russo-ucraniana; temem a contaminação de seu vasto território e dos alimentos consumidos pela população russa por agrotóxicos como o glifosate.
    Agências norte-americanas de ajuda internacional, como a USAID, são obrigadas, por lei, desde o ano 2.000, a não impor barreiras à compra de alimentos transgênicos para seus programas de auxílio ao Terceiro Mundo.

    No momento em que, segundo denúncias de ambientalistas, a Monsanto, aproveitando as negociações do Acordo de Parceria Transpacífico, pretende diminuir as barreiras existentes para seus herbicidas e suas sementes, a proibição russa – como maior país do mundo em extensão territorial e um dos maiores produtores de trigo – pode ser decisiva e entravar os planos da empresa norte-americana.

    Para o Brasil, no entanto, a notícia pode não ser boa. Nosso país pagará, agora, um alto preço por sua lassitude na aprovação de organismos transgênicos nos últimos anos – que envolve suspeitas de corrupção, em processo de investigação – e pela disseminação, sem controle, em anos recentes, de cópias de sementes transgênicas, a partir das regiões de fronteira.

    Justamente no momento em que a Rússia, por causa do conflito ucraniano, pretende substituir a importação de alimentos ocidentais por outros fornecedores, principalmente do BRICS, do qual o Brasil é o maior produtor-exportador de alimentos, corremos o risco de perder essa oportunidade, por não ter soja natural suficiente, ou estrutura confiável de fiscalização e transporte de nossas exportações.
     

    1. ruyacquaviva

      2 de maio de 2014 2:49 pm

      Quando eu estagiava em um

      Quando eu estagiava em um laboratório de pesquisa em Biologia Molecular na década de 80, já se falava em trangênicos, então uma das grandes promessas da biotecnologia e a expectativa era a do desenvolvimento de plantas que dispensassem os agrotóxicos pela adição de genes que aumentassem a resistências das plantas a pragas específicas.

      Mas isso iria diminuir o lucros das empresas produtoras de agrotóxicos.

      Então essas empresas desenvolveram trangênicos com maior resistência aos agrotóxicos (que matam as pragas, mas prejudicam também as plantas que se deseja produzir), permitindo o uso de doses maiores desses venenos para matar as pragas que estão se tornando cada vez mais resistentes.

      Uma estratégia perfeita para manter e até aumentar o lucro dessas fábricas de veneno.

      Pena que nós não temos nossa resistência aos agrotóxicos aumentada, pois comemos alimentos cada vez mais envenenados.

      A lógica do capitalismo protege a estratégia das multiacionais de agrotóxicos. O que conta é o lucro, a produtividade e a competitividade. A vida e a saúde das pessoas são preocupações de um “socialismo jurássico”.

      E muita gente cai nessa vigarice…

  17. alfeu

    2 de maio de 2014 1:36 pm

    Obituário: Peter Gasper, iluminador

    http://www.edsonsombra.com.br/post/obituario-peter-gaspera-iluminador20140502

     

    O velório de Peter Gasper será realizado a partir das 15h de hoje na Capela II do Memorial do Carmo, no Rio. A cerimônia de cremação está marcada para amanhã. Gasper deixa um filho.

    Desde 1983, ele desenvolvia os projetos de luz dos monumentos de Oscar Niemeyer, como o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, a Catedral e a Torre Digital. Alemão naturalizado brasileiro, morreu de infarto aos 73 anos.

    O alemão naturalizado brasileiro Peter Gasper estava para a iluminação das obras de Oscar Niemeyer como Joaquim Cardozo para a estrutura e Athos Bulcão para a integração arte-arquitetura. Gasper iluminou muitos dos projetos do arquiteto no Brasil e, em Brasília, o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana e a Torre de TV Digital, embora os projetos não estejam sendo executados como determinou o iluminador. Ele morreu na noite de quarta-feira, aos 73 anos, no Rio de Janeiro, vítima de infarto. …

     

    “Em alguns prédios, como o Congresso Nacional, acabaram com a iluminação e estão meramente pichando os monumentos com luz. Isso é inconcebível, por conta de questões estéticas, mas, principalmente, porque isso configura um desrespeito a Oscar Niemeyer” Peter Gasper

     

    Palácio do Planalto

    A parceria com Niemeyer começou na iluminação do Sambódromo, em 1983. Desde então, Peter Gasper recuperou os contornos das obras do arquiteto. Quando esteve em Brasília, há dois anos, se decepcionou com o desmazelo com o qual a Companhia Energética de Brasília (CEB) tratava os seus projetos. Foi duro: “Em alguns prédios, como o Congresso Nacional, acabaram com a iluminação e estão meramente pichando os monumentos com luz. Isso é inconcebível, por conta de questões estéticas, mas, principalmente, porque isso configura um desrespeito a Oscar Niemeyer”, disse Gasper à repórter Helena Mader.

     

    Congresso Nacional

    Pioneiro na arte da iluminação, ele é autor do projeto que recuperou, com a luz, o contorno do Cristo Redentor. Iluminou o histórico show de Frank Sinatra no Maracanã e as celebrações do papa João Paulo II no Aterro do Flamengo. Peter Gasper cuidou ainda da Torre Digital e também se decepcionou com o modo como o programa foi executado. Consta que ele definiu projetores de tal modo que o espectador tivesse a ilusão de que a torre brotava do espelho d’água. Mas o efeito não foi obtido porque não foram cumpridas à risca as determinações do iluminador.

     

    Palácio da Alvorada

    Oscar Niemeyer deixou recomendado em texto que somente Gasper tinha competência para desenvolver o projeto de iluminação da Torre Digital. “Não será fácil encontrar a solução adequada para sua iluminação. Somente um profissional familiarizado com essa tarefa poderá se incumbir de tal projeto. O que justifica a minha indicação do especialista Peter Gasper”, escreveu Niemeyer em texto enviado ao jornalista Silvestre Gorgulho e publicado em seu livro A flor do cerrado (página 136). 

     

    Torre de TV Digital

    Na visita que fez a Brasília em 2012, Peter Gasper lembrou que a CEB seguia corretamente as especificações do projeto, mas, com o tempo, foi desobedecendo às determinações. O modelo usado nas cúpulas do Congresso parecem, disse ele à época, “um farol de carro, com a única função de clarear”. E voltou a ser incisivo: “A CEB usa o argumento da economia. Até concordo com a necessidade de reduzir o consumo, mas sem mudar o conceito. O projeto foi aprovado pelo Niemeyer, mas acabou deturpado. Eles tratam os brasilienses como um bando de cegos sem senso crítico”. 

     

    Fuga da guerra

    Gasper tinha 11 anos quando chegou ao Brasil com a família, migrantes que buscavam escapar dos horrores da Segunda Guerra Mundial. Morou em Petrópolis (RJ) e em outras várias cidades brasileiras, até se fixar em Porto Alegre e, aos 21 anos, se mudar definitivamente para o Rio. Estava decidido a fazer arquitetura e, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro ficava bem próxima à sede da hoje extinta TV Tupi, conseguiu emprego no departamento de cenografia da emissora. Só em 1983, com a primeira parceria com Niemeyer, Gasper tomaria o rumo da iluminação das obras de arquitetura, na qual era o mais reconhecido profissional.

     

    Fonte: CONCEIÇÃO FREITAS – Correio Braziliense – 02/05/2014 – – 10:01:01

  18. Rodolfo Machado

    2 de maio de 2014 2:02 pm

    Vandana Shiva: “Monoculturas da mente”

    Vandana Shiva: “Monoculturas da mente”

    Do blogue “Sustentabilidade é Ação”

    http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com.br/2014/04/vandana-shiva-monoculturas-da-mente.html

    “A cegueira que nos impede de ver tanto a riqueza da diversidade quanto a própria diversidade é o que chamo de monocultura da mente. A monocultura da mente é, literalmente, a raiz da ditadura sobre a Terra. É um instrumento de poder e controle. Não produz mais. Controla mais.” Vandana Shiva, no vídeo abaixo

    O livro e Vandana Shiva “Monoculturas da Mente” de 2002, tem edição brasileira (desconheço se existe edição portuguesa).  Pode  encontrar o 1º capítulo neste blogue.

    “Guardar sementes e cultivar um jardim de alimentos são as coisas mais concretas que nós podemos fazer, como indivíduos,  para restaurar a soberania alimentar e construir uma sociedade sustentável.” Vandana Shiva em entrevista à Mother Earth News

    Vandana Shiva, Ph.D. em filosofia e ativista pelo meio ambiente indiana, esclarece seu conceito de “Monocultura da mente”. As mais ricas florestas do planeta são declaradas improdutivas para a plantação de eucalipto ou de pinheiro, culturas que empobrecem o solo e as comunidades do entorno em favor de indústrias específicas. Desertos verdes de soja, que ignoram as necessidades locais para geração de ração ou biodiesel. Toda redução da biodiversidade, argumenta Vandana, é uma monocultura. A incapacidade de enxergar a diversidade é a monocultura da mente, uma ferramenta de poder para controlar a vida. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2012.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Jol6obrtCpg%5D

  19. Prometeu

    2 de maio de 2014 2:32 pm

    O Congresso recusa-se a salvar vidas

    Bravo Nassif,

    Dados oficiais da Previdência e pesquisas regionais demonstram a gravidade dos números envolvendo mortes dos motoristas no trabalho.  Eis um trecho dos dados de um estudo realizado em Minas Gerias e São Paulo, envolvendo os anos de 2006 a 2008:

    De acordo com o estudo, 15% dos 823 trabalhadores que morreram em decorrência da atividade laboral em Minas Gerais nesse período eram motoristas de caminhão; outros 5,7% eram serventes de obras e 3,7%, trabalhadores da agropecuária em geral. No estado São Paulo, a pesquisa revelou números semelhantes. Os caminhoneiros foram maiores vítimas entre os 2.252 mortos equivalendo a 11%, seguidos pelos serventes de obras (3,7%) e trabalhadores de linha de produção (3,1%).

    Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12140

    É importante perceber que a categoria profissional que se situa em segundo lugar neste cenário nefasto, os tão sofridos e numerosos serventes de obras, representam apenas um terço das mortes dos caminhoneiros.

    O Brasil apresenta uma estatística de 2.800 mortes no trabalho por ano e, caso esses números se repliquem proporcionalmente em todo o país, temos uma chacina anual de algo em torno de trezentos e sessenta caminhoeneiros mortos. A causa preponderante, como já sabido, são as jornadas de trabalho desumanas a que são submetidos esses profissionais, resultando em dependências químicas de toda a sorte e risco elevadíssimo não só para eles, mas para todos os que dividem as rodovias com os caminhoneiros.

    Pois bem, foi promulgada a lei n. 12.619/2012 que trouxe, dentre outros avanços, limitações importantes aos exaustivos períodos de atividade dos motoristas. O diploma legal vem sofrendo todo o tipo de ataque e boicote por parte do empresariado, o que redundou numa tentativa – até agora bem sucedida – de revisão desta lei, inciando-se na Câmara dos Deputados.

    Na noite do dia 29/04/2014, um dia depois do Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho e dois dias antes do Dia do Trabalhador, a Câmara aprovou a modificação no texto da lei, fazendo tábula rasa dos direitos conquistados. PSOL e PC do B foram os únicos partidos contrários ao retrocesso. Uma vergonha. O projeto segue agora para o Senado. Que grande presente os “representantes do povo” deram aos trabalhadores, hein?

    Somando-se a isso, eis que jornalistas flagraram a “compra” da claque que lá compareceu travestida de trabalhadores para apoiar nossos bem intencionados deputados.

    Grupo que acompanhava votação na Câmara é flagrado recebendo dinheiro

    Grupo que acompanhava a votação de projeto, com manifestações efusivas de apoio aos deputados, é flagrado pelo Correio recebendo notas de R$ 20 e de R$ 50 minutos após a aprovação do texto que altera a lei dos caminhoneiros.

    Na noite da última terça-feira, às 22h, logo após o fim da sessão que aprovou mudanças na chamada lei dos caminhoneiros, um grupo de 30 pessoas foi flagrado pelo Correio recebendo dinheiro nos corredores do 10° andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados. Minutos antes, parte daqueles mesmos personagens ocupou as galerias da Casa para aplaudir cada um dos parlamentares que apoiou o texto sobre a ampliação da jornada de trabalho para os motoristas. A cena do pagamento foi documentada em vídeos e fotos pela equipe do jornal, que acabou hostilizada por servidores com crachás da Câmara, responsáveis pela distribuição de notas de R$ 50 e de R$ 20 para a claque.

    O repasse do dinheiro começou na chapelaria do Congresso, de onde o grupo se dirigiu ao gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), de número 920, no 9º andar do Anexo IV da Câmara. Marquezelli presidiu a comissão especial que analisou o projeto na Casa. Ele também foi o escolhido para fazer a defesa da proposta antes da votação no plenário, momento em que foi bastante aplaudido pela claque, conforme registro em vídeo disponível no portal da Câmara. Várias das pessoas vistas na galeria da Casa chegaram a entrar no gabinete de Marquezelli, que estava aberto.

    No escritório do petebista, o grupo foi orientado por funcionários a subir para o 10° andar. Lá, foram recebidos por pessoas com crachás da Câmara. Uma fila acabou formada em frente aos funcionários, que dispunham de uma lista de nomes, calculadora e um pequeno bolo de dinheiro em notas de R$ 50 e de R$ 20. Não foi possível determinar o montante recebido por cada um nem a origem dos recursos.

    Após ser interrompida pela filmagem, a distribuição continuou no estacionamento em frente ao Anexo IV. Um dos integrantes da claque chegou a ameaçar a reportagem. “Quer perder seu celular?”, perguntou o homem, em meio a uma série de palavrões.

    Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2014/05/01/interna_politica,425598/grupo-que-acompanhava-votacao-na-camara-e-flagrado-recebendo-dinheiro.shtml

    Em outras palavras, chacelada até pelo Partido dos Trabalhadores, voltará a autorização para que a carnificina continue. Parece algo surreal.

    É preciso continuar na luta, mas, convenhamos, está cada vez mais difícil.

  20. ruyacquaviva

    2 de maio de 2014 2:34 pm

    Lembrando o grande Zé Rodrix

    Lembrando o grande Zé Rodrix com uma de suas músicas, que é perfeita para quem vai trabalhar nesta ponte entre o feriado e o fim de semana:

    http://letras.mus.br/ze-rodrix/543399/

    Soy Latino Americano

    Não acordo muito cêdo
    Mas não fico preocupado
    Muita gente me censura
    E acha que eu estou errado
    Deus ajuda a quem madruga
    Mas dormir não é pecado
    O apressado come crú
    E eu como mais descansado…

    Soy Latino Americano
    E nunca me engano
    E nunca me engano
    Soy Latino Americano
    E nunca me engano…

    Meu caminho pro trabalho
    É um pouco mais comprido
    Eu vou sempre pela praia
    Que é muito mais divertido
    Chego sempre atrasado
    Mas eu não corro perigo
    Quem devia dar o exemplo
    Chega atrasado comigo
    E diz:…

    Soy Latino Americano
    E nunca me engano
    E nunca me engano
    Soy Latino Americano
    E nunca me engano…

    É legal voltar prá casa
    Mas eu não volto correndo
    Quem tem pressa de ir embora
    No transporte vai morrendo
    E eu que não me apresso nunca
    Pro meu bar eu vou correndo
    E encontro a minha turma toda
    Sentada na mesa dizendo assim…

    Soy Latino Americano
    E nunca me engano
    E nunca me engano
    Soy Latino Americano
    E nunca me engano…

    Quando eu abro a minha porta
    Muita gente está jantando
    Quando eu ponho a minha mesa
    Muita gente está deitando
    Eu me arrumo e vou prá rua
    E na rua vou achando
    Muita gente que trabalha
    Se divertindo e cantando
    Assim:…

    Soy Latino Americano
    E nunca me engano
    E nunca me engano
    Soy Latino Americano
    E nunca me engano…

  21. Marcio Brasileiro

    2 de maio de 2014 3:02 pm

    Otimistas e pessimistas

    Há uma diferença fundamental entre otimismo e deslumbre e pessimismo e torcida pra não dar certo.

    A história dos dois irmãos ilustra bem o que é fazer uma análise passional.

    O pessimista ganhou uma bicicleta:

    “Caramba, vou levar um tombo, me machucar, quebrar o braço, ir para o hospital, perder a aula, ter que ficar em casa. Que desgraça!

    O otimista ganhou uma lata cheia de esterco de cavalo:

    “Alguém viu meu alazão por aí?”

    Atores do setor automobilístico protagonizam os dois papeis neste ano de 2014, “um ano instável, de baixo crescimento, cheio de feriados por causa da Copa, retorno da inflação, juros controlados, eleição pra presidente da República, divisão da base aliada com PMDB perdendo espaço, racionamento de água e energia, leilão de energia que vai levar a aumento da tarifa, degradação da Petrobrás, acesso ao crédito caindo pela metade, aumento do preço do carro por causa da volta do IPI e da obrigatoriedade do airbag e ABS”. Essa foi a análise da assessoria econômica da Fenabrave, feita na última coletiva de imprensa da entidade, no início deste mês.

    Diante do trágico retrato – da economia brasileira, e do setor automobilístico em particular – era de se esperar uma previsão bem pior do que a estabelecida pela entidade: manutenção do volume de vendas no mesmo nível do ano passado (com queda de 3,6% numa alternativa ainda mais pessimista) e um PIB de 1,6%.

    Em 2013 a Fenabrave tinha expectativa de um PIB menor do que o registrado, enquanto Luiz Moan, presidente da Anfavea, apostava num crescimento acima dos 2%. Acertou. Deu 2,3%. Outra vez neste ano, Moan é mais otimista que seus parceiros. “Uma visão baseada nos fatos mostra um cenário muito melhor do que está sendo colocado, disse o presidente na última coletiva da entidade, no início de abril. “O viés é de baixa, mas não dá pra ficar especulando, é preciso se ater aos fatos”.

    Fatos que levam o dirigente a acreditar em crescimento e não em crise. Economista, Moan analisa números objetivamente: considera a estabilidade do emprego, o aumento de caminhões nos pedágios (+ 4,4% no bimestre) e o aumento das encomendas de papelão, o que indica maior produção de embalagens e portanto aumento da produção industrial.

    Na coletiva que Carlos Ghosn deu na semana passada, em Resende, que se seguiu à inauguração da fábrica da Nissan, houve um embate entre pessimistas e otimistas.

    Com suas bicicletas novas, colegas de jornalões questionaram o chefe da aliança mundial Renault Nissan, sobre a “crise”, insinuando a incoerência da empresa em investir R$ 2,6 bilhões num país cuja economia está em “frangalhos”.

    Ghosn disse que não vai investir para ganhar dinheiro nos próximos seis meses, mas a médio e longo prazos (até aí tudo bem). Exagerou, porém, quando comparou o Brasil com Portugal.

    “O Brasil tem 175 carros por 1.000 habitantes, enquanto a Europa tem 500 e os Estados Unidos 800. A curto prazo o mercado de carros no Brasil é uma pequena decepção, mas a médio prazo o mercado deve retomar o crescimento anual entre 3% e 5%. Não tenho dúvidas de que o Brasil vai caminhar para um índice entre 400, 500 carros por mil habitantes”.

    E arrematou:

    “Não há razão para que o Brasil tenha um índice de motorização menor do que o de Portugal”.

    Ele acha que um maior investimento em infra-estrutura e a redução da carga tributária podem acelerar o processo, mas mesmo sem essas condições o Brasil vai chegar a uma relação carro/habitante semelhante à da Europa.

    Ora, população e necessidade de mobilidade não são garantias de crescimento da frota. Se assim fosse, a China e a Índia seriam líderes mundiais desde sempre.

    Há, sim, razões para que a Europa tenha um índice de motorização maior do que o Brasil: a riqueza e o respeito ao consumidor. Enquanto o brasileiro tiver que pagar o equivalente ao salário mínimo por um jogo de pneus e US$ 10 mil por um carro que não tem nem direção hidráulica e vidro elétrico não haverá condições objetivas para atingirmos um índice de motorização de Primeiro Mundo.

    Além disso, o Brasil tem como diferencial ser um fabricante de crises. Isso faz parte do DNA de vira-lata, que faz o brasileiro achar que tudo o que se faz aqui é ruim e tudo o que vem de fora é bom.

    Acabei de receber em meu email um “aviso de fonte”, com o Instituto Mauá de Tecnologia oferecendo seus professores para falar da “crise no setor automotivo”. Que crise? Quais os sintomas?, questionei. Não obtive resposta.

    Mesmo sem evidências, o prudente consumidor deixa de comprar, o mercado se retrai, as vendas caem e a crise, então, se cristaliza.

    Os números não bastam, mas são um bom indicativo da situação.

    Pois bem: o preço médio do carro subiu 4% no primeiro trimestre do ano, conforme o Índice Autoinforme/Molicar que faz o estudo da evolução do Preço de Verdade (o realmente praticado) do carro zero. Segundo estudos de especialistas, cada ponto percentual de aumento no preço do carro provoca uma queda de dois pontos no volume de vendas. Ora, se no período em que o preço subiu 4% as vendas caíram apenas 2,1% (dados do Renavam para o trimestre) é sinal de que o mercado está forte e rígido.

    A crise é do dono da bicicleta.

     

    Artigo de Joel Leite do blog O Mundo em Movimento.

  22. Gabriel Moreno

    2 de maio de 2014 4:50 pm

    Linguagem, poder e fé

    Uma das crenças mais espantosas e intrigantes que eu sempre acompanho, e que é mais espantosa e intrigante do que a própria crença religiosa (que tem muitas explicações e uma longa e remota origem) é a crença no certo e errado no que diz respeito à linguagem. É assombroso como quase todos a aceitam sem nunca (repito, nunca) contestá-la, seja nos seus fundamentos ou seja nos seus efeitos (a própria linguagem em uso). Não se trata de pensar se, na linguagem, falar isso ou escrever isso, e desta forma, está certo ou errado, ou se é até mesmo “certo falar errado”; trata-se de pensar porque, já de início, todo mundo pensa que existe o certo e errado no campo da linguagem.

    É intrigante porque, para quase todas as outras coisas, não recai aí esse invólucro quase moral e certamente normativo que recai sobre a linguagem. Porque enunciar uma norma de linguagem (por exemplo, uma regra gramatical ou o jeito certo de escrever uma palavra) é também, de certa forma, fazer uma enunciação moral. Ao falar que uma palavra se escreve “certo desta maneira”, não se trata só de dizer que ela é certa porque tem como referência uma norma; trata-se de estabelecer o certo e o errado no mesmo sentido que tem para todas as outras coisas, ou seja, o certo e o errado aí adquire um sentido superior, mais absoluto, que não deveria ter. 

    Talvez seja essa uma das explicações sobre porque as normas da linguagem tem esse sentido tão autoritário para boa parte das pessoas e, ironicamente, para pessoas mais esclarecidas. A linguagem, que é provavelmente a atividade humana mais maleável, mais fascinante e mais cheia de possibilidades, é engessada por um pensamento moral, que se coloca sob a forma de regras gramaticais e ortográficas. Mesmo a poesia e a literatura, que na verdade são aceitas como território livre (ou quase livre), apenas o são na medida em que existe todo um outro território cerceado, em que se deve falar “objetivamente” e “segundo as normas gramaticais”. É a exceção que confirma a regra geral. E mesmo assim, ainda, exige-se da literatura uma correção gramatical e ortográfica, ainda que de outra maneira e sob outras medidas.

    É essa moralidade difusa e que não se revela que, talvez, mantenha a crença no certo e errado linguístico tão arraigada. Como ela não se revela, ela não pode ser mirada, ela não pode ser combatida. Ela simplesmente existe e não se contesta. Para quase todas as outras coisas, principalmente se estudadas sob um ponto de vista científico, o certo e o errado nem são considerados, pois simplesmente eles não fazem sentido. Se eu estudo uma pedra que cai numa lagoa, eu estudo objetivamente, pensando a pedra, o lago e todo o resto como apenas coisas que são coisas. A moral, o certo e o errado não entram. É o mesmo para muitas outras coisas.

    A linguagem, mesmo sendo essa coisa fascinante e cheia de possibilidades, já não tem o mesmo tratamento. Uma pedra caindo numa lagoa, nesse caso, é uma pedra que cai “certo ou errado”. Falar “meió” em vez de “melhor” não é uma pedra que cai numa lagoa determinando certo tipo de ondulação que deve ser estudada objetivamente, é uma pedra que caiu “errado”, então por isso devemos ensinar como a pedra deve cair certo e gerar a ondulação certa. Uma coisa absurda. Não importa que trocar o “lh” por “i” seja uma tendência encontrada em várias línguas e que, por esse motivo, falamos “maiô”, que vem do francês “maillot”, e não “malhô”, que era a pronúncia original da palavra. O francês manteve a grafia e assimilou a pronúncia modificada; na língua portuguesa, isso jamais vai acontecer, porque sempre ensinam que o certo é falar “melhor” e não “meió”.

    É possível fazer a mesma constatação para uma infinidade de outras palavras e formas linguísticas. Por um outro lado, falamos “gatu” (com um “u” brevíssimo) e não “gatO”, como imaginamos. Mas ninguém acha isso errado, ao ponto de acharmos realmente que falamos com o “o” e não com o “u”. Isso é uma tortura para estrangeiros, pois nenhum nativo jamais vai explicar isso, porque ele mesmo nem chega a perceber. O “o” que vira “u” é tão certo e errado quanto o “lh” que vira “i”, em “melhor/mió”. Mas um é dotado de prestígio social e outro, não. Ambas são simples variações na pronúncia, se olhadas sob um ponto de vista isento. 

    Os exemplos não param. O radical que deu origem à palavra “praia” continha o “l” e não o “r”, tanto que, para o espanhol, virou “playa”. Mas achamos errado se alguém fala “pranta” e não “planta”. O processo é exatamente o mesmo em ambos. Mas alguém, ou alguma coisa, que não sabemos bem o que é, disse que um a gente aceita um, mas o outro, não. Sob que critérios? Como podem mandar numa coisa (a linguagem) que é usada 90% do tempo e por 100% das pessoas, sem que ninguém, ao menos, se pergunte: por quê?

    A explicação para essa tão devota fé, maior do que a fé que muitos guardam por seus mitos religiosos, fica ainda a ser descoberta. É possível apontar alguns caminhos. Acho que existe uma força muito grande na lógica básica que encerra a linguagem, quando pensada sob o ponto de vista da gramática normativa, da norma culta. É uma espécie de raciocínio circular que é muito fácil de aceitar e que cola na mente. É algo no seguinte sentido: é estabelecido o que é certo e errado; então, por consequência, isso será certo ou errado, segundo o que foi estabelecido. É primário ao extremo, mas funciona. 

    É como pensar nas regras de um jogo qualquer. Podemos pegar o futebol e pensar que é errado um jogador da linha conduzir a bola com a mão. Nesse caso, não há discussão moral, a regra simplesmente estabeleceu e todos aceitam, porque é justamente o fato de existirem regras que fundamenta a existência do jogo. Sem as regras, o jogo não existiria, seria apenas uma brincadeira em que cada um faz o que bem quer. No xadrez, ninguém contesta porque é certo mover o bispo nas diagonais e não nas colunas. É a regra, ponto final. Na linguagem, opera semelhante conceito.

    A questão é que, para a linguagem, retirar essas regras não desqualifica o jogo nem elimina a linguagem propriamente. Ela continua existindo para além dessas regras. Ela tem regras implícitas (quase nenhuma é estudada na escola), essas sim são invioláveis, mas pela própria natureza da língua, não porque alguém impôs ou ensinou. As regras escolares, gramaticais, a ortografia das palavras e muitas outras normas não são essenciais à linguagem. São muitas vezes artificiais, alienígenas e até arcaicas. 

    O linguista Marcos Bagno, da Universidade de Brasília, estudou muito bem essa questão (em livros como “A Norma Oculta” e o “Preconceito Linguístico” o assunto é explorado longamente) e, para ele, essa crença tem uma fundamentação social muito forte. Em outras palavras: manter a crença no certo e errado linguístico é, também, um instrumento de dominação. Alguém “falar errado” é desqualificador automático da fala daquele alguém. Quer instrumento de dominação maior do que aquele que tira a voz das pessoas? E é ainda mais eficiente à medida que está na própria cabeça daquele que é dominado (ele já, de início, acredita que fala “errado”, e sem auto-estima alguma, já se esconde e não se impõe nos momentos em que deve se impor).

    Dizer que alguém fala “errado” é algo totalmente absurdo sob o ponto de vista da lógica e da ciência propriamente. A afirmação só faz sentido se está em relação a uma regra qualquer que se estabeleça e só nessa relação, mas fora dela não faz sentido algum. Se eu disser “escreva sob essas regras” e isso não for cumprido, só é errado do ponto de vista da proposta, que não foi cumprida. Para todo o resto das situações, não tem certo ou errado algum. Isso é bastante agravado quando se fala de uma linguagem, que é parte integrante do ser humano e quase como que um “órgão” dele. 

    A linguagem é tão definidora dos homens quanto é o instinto de caça para o gato, o olhar aguçado de um falcão, ou qualquer outro atributo específico de qualquer animal. Pessoas são decepadas o tempo todo, acreditando que não sabem falar a sua própria língua – uma crença que, para alguns outros, é bastante conveniente, principalmente se estão do lado de quem “fala certo”.

  23. Rodolfo Machado

    2 de maio de 2014 5:19 pm

    A economia dos EUA é um Castelo de Cartas

    A economia dos EUA é um Castelo de Cartas

    Do “Redecastorphoto”

    http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/05/a-economia-dos-eua-e-um-castelo-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed:+redecastorphoto+%28redecastorphoto%29

    A economia dos Estados Unidos é castelo de cartas. É fraudulenta em todos os seus aspectos, e a ilusão de recuperação é criada a partir de estatísticas também fraudulentas.

    O próprio capitalismo americano é uma quimera. A manipulação prepondera em todos os mercados financeiros. A imensa liquidez despejada nos mercados financeiros pela política econômica denominada
     “Federal Reserve’s Quantitative Easing” (emissão desenfreada de moeda sem lastro [Nrc]) aumenta o preço das ações, assim como o valor das obrigações, e faz disparar as taxas de juros, o que, supostamente, seria consequência do custo do capital extremamente baixo, perto de zero ou mesmo negativo. Isso implica que o capital é tão abundante que se torna extremamente barato e pode ser tomado praticamente de graça.

    Não se permite que vá à bancarrota qualquer tipo de grande empresa, como mega bancos ou montadoras de automóveis, mesmo que estejam a caminho da falência. Em vez disso, o aumento da dívida pública e a impressão de moeda são usados para cobrir os fracassos destas corporações privadas “grandes demais para falir”, que acabam por se manter com o nariz fora da água à custa não dos próprios acionistas, mas do povo comum que não possui ações dessas corporações.

     

    O lucro obtido pelo uso eficiente desses recursos pelo capitalismo não se constitui em medida de bem estar social, quando auferidos pela soma dos recursos fáceis, acrescidas da substituição da mão de obra local pela estrangeira mais barata, pois essa prática acaba por corroer o poder de compra dos consumidores e aumenta a renda das corporações, resultando em aumento da concentração desigual da riqueza.

     No século 21, a era do trabalho “offshoring” (deslocalizado, no sentido da procura das empresas por países onde a mão de obra seja mais barata [NT]), os Estados Unidos experimentaram uma explosão sem precedentes da renda e da desigualdade na distribuição da riqueza. Tratei dessa clara evidência do fracasso do capitalismo em promover o bem estar social, no sentido econômico tradicional, em meu livro The failure of Laissez-Faire Capitalism (O fracasso do Capitalismo Laissez-Faire), e o recém publicado livro de Thomas Picketty, Capital in the 21st Century (O capital no século 21) nos traz um quadro preocupante da realidade, em oposição à maneira como é vista por economistas tranquilos como Paul Krugman. O que mais preocupa Picketty é o quadro da desigualdade que ele descreve, mas eu concordo com Michael Hudson, para quem a situação é ainda mais preocupante do que a pinta Picketty.

     

    Os poderosos interesses privados que mantêm sob controle os governos, os tribunais e as agências regulatórias metamorfosearam o capitalismo em um mecanismo de pilhagem. Nenhuma função positiva é executada por Wall Street.
    Wall Street é apenas mais uma máquina de saquear, um peso morto prejudicial à sociedade. Wall Street fabrica lucros, por meio de rápidas transações facilitadas por ágeis computadores, vendendo instrumentos financeiros fraudulentos, como por exemplo, o jogo predatório da utilização de títulos com boa classificação de crédito, através da alavancagem do capital próprio até níveis sem precedentes, resultando em apostas que não poderão ser honradas, e pela manipulação e aparelhagem de todos os mercados de commodities.

    A ajuda a esse mecanismo gigantesco de pilhagem é fornecida pelo FED (Banco Central dos Estados Unidos) e o Tesouro Nacional, por meio do “Plunge Protection Team” (literalmente, equipe que dá proteção a fundo, o PPT, composto do presidente do FED, o Secretário do Tesouro e os chefes da SEC e da Associação de Commodities do Mercado Futuro – “entidade não formal” criada em 1987 por Ronald Reagan, pela Ordem Executiva n. 12.631 para – não há outras palavras – manipular o mercado através de derivativos, utilizando-se para isso da fraude dos preços da moeda, de ações e do ouro por meio de intervenções do Banco Central americano e do Tesouro Nacional – [NT]) que dão apoio ao mercado de ações com aquisições maciças no mercado de futuros e protegem o dólar contra a extraordinária impressão de moeda nova com operações a descoberto no mercado de futuro do ouro do Comex (comércio do Exterior).

    A economia dos Estados Unidos já não é baseada em educação, trabalho duro, preços de mercado livre e a responsabilidade que o mercado livre real impõe. Em vez disso, a economia dos Estados Unidos é baseada atualmente na manipulação dos preços, controle especulativo das commodities, apoio ao dólar pelos Estados-fantoches de Washington, estatísticas oficiais ou falsificadas ou manipuladas, falsa propaganda pela mídia financeira e inércia de países como Rússia e China, que são prejudicados de maneira direta, tanto econômica quanto politicamente, pelo sistema de pagamento em dólares.

     

    Como os governos na maioria do resto do mundo são incompetentes, a incompetência de Washington não aparece tanto, e isto é a salvação dos EUA, mas não a dos americanos que vivem sob as regras impostas por Washington.

    Como todas as estatísticas mostram com clareza, a parcela da riqueza gerada que cabe à população dos Estados Unidos segue em constante declínio. Esse declínio significa o fim do mercado consumidor interno que sempre foi o pilar de sustentação da economia dos EUA. Agora que os mega ricos tem cada vez uma maior parcela da renda e da riqueza, o que acontecerá com a economia dos EUA, baseada na venda de importados e na produção externa de bens e serviços para um consumidor doméstico com a renda em declínio?
    Como poderá a grande maioria dos americanos comprar mais, se empobrecem continuamente há anos, o que os força a pedir ainda mais empréstimos a bancos que não querem emprestar?

    A América na qual cresci era autossuficiente. O comércio exterior ainda era parte pequena na economia. Quando fui Secretário Assistente do Tesouro, os Estados Unidos ainda tinham excedente comercial com exceção do petróleo. A substituição dos trabalhadores americanos por mão de obra mais barata no exterior ainda não tinha começado e os lucros dos EUA com seus investimentos externos superavam o lucro obtido nos Estados Unidos pelos investidores estrangeiros. Por conseguinte, os lucros obtidos pelos EUA através de seus investimentos no estrangeiro eram suficientes para cobrir o rombo de seu déficit energético na balança comercial.

     

    A ganância desmesurada de Wall Street destruiu a estabilidade econômica obtida durante a administração Reagan. Hoje, as empresas são ameaçadas por aquisições por especuladores de Wall Street se não realizarem altos lucros pela relocação de sua produção de bens e serviços em mercados americanos no exterior.
    O preço baixo pago por empresas americanas pelo uso de trabalhadores no exterior aumenta o lucro e o preço das ações e satisfaz ao desejo de Wall Street por sempre mais e mais lucros, mas significa o fim da melhora do estilo de vida dos Estados Unidos, exceto para os mega ricos. A desregulamentação financeira encheu a economia do risco de bolhas especulativas.

    Os americanos são povo incrivelmente otimista, mas enfrenta agora outro tipo de pessoas que acabaram por queimar Wall Street até os alicerces. Já os EUA estão preocupados apenas em lançar a culpa de todos os seus problemas e em abusar de forma interminável de governos estrangeiros como o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a China ou a Rússia.

    O povo americano, ao mesmo tempo passivo e esperançoso, é alvo ideal para saqueadores, e sua economia, explorada até o osso, é um castelo de cartas.
    ________________________

     
    [*] Paul Craig Roberts (nascido em 03 de abril de 1939) é um economista norte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week e Scripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch e noInformation Clearing House, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.

     

  24. Rodolfo Machado

    2 de maio de 2014 5:21 pm

    China será a maior economia do mundo já neste ano

    China será a maior economia do mundo já neste ano

    Do “Brasil 247”

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/138445/China-ser%C3%A1-a-maior-economia-do-mundo-j%C3%A1-neste-ano.htm

    A previsão dos economistas era que a China passasse os Estados Unidos somente em 2019; a Índia se torna a terceira maior economia mundial, subindo do 10º posto que ocupava anteriormente; Rússia, Brasil, Indonésia e México estão na lista das 12 maiores economias mundiais; em contraste, os altos custos e crescimento mais baixo colocam Japão e Reino Unido em desvantagem maior ante os Estados Unidos do que era o caso em 2005

    1 de Maio de 2014 às 11:12

     

    247 – Uma revisão das estatísticas do Programa de Comparação Internacional (ICP), coordenado pelo Banco Mundial (Bird), prevê que a economia da China deve superar a dos Estados Unidos e se tornar a maior do planeta já neste ano de 2014. A previsão dos economistas era que a China passasse os Estados Unidos somente em 2019.

    É a primeira vez que esses são atualizados desde 2005. O estudo do Bird é o mais abrangente estimativa do que o dinheiro é capaz de comprar em diferentes países e é usado pela maioria das organizações do setor público e privado, como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Em 2005, o ICP estimava a economia da China com um valor equivalente a 43% do total norte-americano. Em razão da nova metodologia, e do crescimento muito mais rápido da economia chinesa, a nova pesquisa estimou a economia chinesa como equivalente a 87% da norte-americana em 2011.

    O FMI calcula que a economia da China cresça 24% entre 2011 e 2014, enquanto a dos EUA se expandirá em apenas 7,6% no período, e por isso é provável que a China vire líder neste ano.

    Os números revolucionam a paisagem econômica mundial e elevam a importância dos grandes países de renda média. A Índia se torna a terceira maior economia mundial, subindo do 10º posto que ocupava anteriormente. O tamanho da economia indiana quase dobrou, do equivalente a 19% do produto norte-americano em 2005 para 37% em 2011.

    Rússia, Brasil, Indonésia e México estão na lista das 12 maiores economias mundiais. Em contraste, os altos custos e crescimento mais baixo colocam Japão e Reino Unido em desvantagem maior ante os Estados Unidos do que era o caso em 2005, enquanto a Alemanha melhorou um pouco sua posição relativa e a Itália não apresentou mudança.

    As constatações intensificarão a discussão sobre o controle de organizações internacionais como o Banco Mundial e o FMI, que está cada vez mais desalinhado com o balanço do poder econômico internacional.

  25. Emanuel Cancella

    2 de maio de 2014 5:30 pm

    Dia do trabalhador

    Sugestões para uma mídia independente

    Eu gostei da chamada do jornal O Globo, no primeiro de maio dia do trabalhador: “Público vaia petistas e atira latas durante festa da CUT em SP”. E também não podemos deixar de considerar  que existe a manipulação, tanto da vaia como do aplauso.  No mesmo dia do trabalhador, Paulinho da Força Sindical ao lado de Aécio Neves, seu candidato, sugeriu que a presidente Dilma vá para o presídio da Papuda. Paulinho, conhecidíssimo sindicalista de aluguel, que sugeriu a Dilma  ir ao presídio visitar os petistas presos, ele que não passe perto de nenhuma delegacia, pois pode ficar por alguns anos preso, diante dos inúmeros escândalos em que se envolve. Na verdade, o Globo e a grande mídia aproveitaram o dia do trabalhador para fazer campanha contra Dilma e o PT. Como a Globo e a grande mídia disseram que praticam uma mídia independente, para se defenderem da chamada “Lei dos meios”, que inclusive já existe nos países desenvolvidos e nos mais importantes países de nosso continente. Nesse sentido gostaria de sugerir algumas manchetes à grande mídia para mostrarem imparcialidade e para dar igualdade aos partidos e candidatos, mostrando, como se suspeita, que não existe por parte da grande mídia, ódio a Dilma e ao PT. Por isto envio manchetes como sugestões: “Ameaça de falta d’água no Estado de São Paulo e propinoduto tucano podem fazer naufragar a candidatura tucana de Aécio Neves.” outra: “O candidato do PSB, Eduardo Campos, e Marina Silva têm medo do aroma e odor resultante na CPI de Suape”. E Já que a Globo falou nas vaias aos petistas, em princípio uma manifestação espontânea, gostaria que publicassem também e explicassem em manchete do próprio órgão o fato espontâneo acontecido há menos de uma ano: “Manifestantes atiram fezes na fachada da TV Globo em São Paulo.”

    Rio de janeiro, 02 de maio de 2014                                                             

     

  26. Mara L. Baraúna

    2 de maio de 2014 9:57 pm

    105 anos de Ataulfo Alves

                                                                

                Ataulfo Alves de Sousa (Miraí, MG, 2 de maio de 1909 — Rio de Janeiro, 20 de abril de 1969)

    Nasceu na Zona da Mata em Minas Gerais, na Fazenda Cachoeira, no município de Miraí. Um dos sete filhos (Ataulfo, Alaor, Paulinho, Tita, Maria Mercedes, Maria Antonieta e Norina) de Dona Matilde Rita de Jesus e do lavrador, violonista, sanfoneiro e repentista Severino de Souza (conhecido como Capitão Severino, apesar de nunca ter sido militar). Ataulfo desconhecia a origem de seu sobrenome.

    Com oito anos já fazia versos, respondendo aos improvisos do pai. Com a morte deste, a família teve de se mudar para a cidade, onde aos dez anos começou a ajudar a mãe no sustento da casa: foi leiteiro, condutor de bois, carregador de malas na estação, menino de recados, marceneiro, engraxate e lavrador, ao mesmo tempo em que estudava no Grupo Escolar Dr. Justino Pereira.

    Aos 18 anos, aceitou o convite do Dr. Afrânio Moreira Resende, medico de Miraí, para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, onde fixaria residência. Durante o dia, trabalhava no consultório, entregando recados e receitas, e, a noite, fazia limpeza e outros serviços domésticos na casa do médico. Insatisfeito com a situação, conseguiu uma vaga de lavador de vidros na Farmácia e Drogaria do Povo. Rapidamente aprendeu a lidar com as drogas e tornou-se prático de farmácia. Depois do trabalho voltava para casa no bairro de Rio Comprido, onde costumava frequentar rodas de samba. Já sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim, e organizou um conjunto que animava as festas do bairro.

    Em 1928, com apenas 19 anos, casou-se com Judite. Tiveram 5 filhos: Adélia, Matilde, Adeílton, Adelino (que morreu muito cedo, ainda criança) e Ataulfo Júnior. O casamento durou até a morte do compositor.

    Nessa época, em que já começara a compor, tornou-se diretor de harmonia de Fale Quem Quiser, bloco organizado pelo pessoal do bairro.

    Em 1933, Bide, que viria a fazer sucesso com o samba Agora é cinza (com Marçal), ouviu algumas composições suas no Rio Comprido, e resolveu apresentá-lo a Mr. Evans, diretor americano da Victor. Foi então que Almirante gravou o samba Sexta-feira, sua primeira composição a ser lançada em disco. Dias depois, Carmen Miranda, que ele havia conhecido antes de ser cantora, gravou Tempo perdido, garantindo sua entrada no mundo artístico.

    Em 1935, através de Almirante e Bide, conseguiu seu primeiro sucesso com Saudade do meu barracão, gravado por Floriano Belham. Seu nome cresceu muito quando apareceram as gravações do samba Saudade dela, em 1936, por Silvio Caldas e da valsa A você (com Aldo Cabral) e do samba Quanta tristeza (com André Filho), em 1937, por Carlos Galhardo, que se tornaria um dos seus grandes divulgadores. Passou a compor com Bide, Claudionor Cruz, João Bastos Filho e Wilson Batista, com quem venceu os Carnavais de 1940 e 1941, com Oh!, seu Oscar e O Bonde de São Januário.

    Em 1938, Orlando Silva, outro grande interprete de suas musicas, gravou Errei, erramos. 

    Em 1941, fez sua primeira experiência como intérprete, gravando seus sambas Leva, meu samba… e Alegria na casa de pobre (com Abel Neto).

    Em 1942 a situação financeira difícil e a hesitação dos cantores em gravar sua ultima composição fizeram com que ele próprio lançasse, para o Carnaval do ano, Ai, que saudades da Amélia; gravado com acompanhamento do grupo Academia do Samba e abertura de Jacó do Bandolim, o samba, feito a partir de três quadras apresentadas por Mário Lago para serem musicadas, resultou em grande sucesso popular. Juntos fizeram ainda Atire a primeira pedra, para o Carnaval de 1944, e em 1945 lançaram Capacho e Pra que mais felicidade.

    Resolvido a continuar interpretando suas músicas, juntou-se a um grupo de cantoras, organizando um conjunto que, por sugestão de Pedro Caetano, foi chamado de Ataulfo Alves e suas Pastoras. Inicialmente formado por Olga, Marilu e Alda. Representativas da década de 1950, quando faziam sucessos musicais de fossa e de amores infelizes, são suas composições Fim de comédia e Errei, sim, gravadas por Dalva de Oliveira.

                                            

    Em 1954 participou do show O Samba nasce no coração, realizado na boate Casablanca, quando lançou o samba Pois é… O pintor Pancetti gostou muito da música e, inspirado nela, fez um quadro com o mesmo nome, que ofereceu ao compositor. Compôs então Lagoa serena (com J. Batista), dedicando-a a Pancetti, que, novamente, o homenageou com a tela Lagoa serena.

    Convidado por Humberto Teixeira, em 1961 participou de uma caravana de divulgação da música popular brasileira na Europa, para onde levou Mulata assanhada e Na cadência do samba (com Paulo Gesta), que acabara de lançar. Retornou no mesmo ano e fundou a ATA (Ataulfo Alves Edições), tonando-se editor de suas músicas. Por essa época, desligou-se de suas pastoras, por motivos estritamente financeiros, na ocasião Nadir, Antonina, Geralda e Geraldina, passando a se apresentar sozinho, esporadicamente.

    Em 1966, mesmo debilitado por seu problema de úlcera no duodeno, viajou para Dacar, Senegal para representar o Brasil no I Festival de Arte Negra.

    Com a piora da úlcera no duodeno, morreu após uma intervenção cirúrgica, no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1969.

    Ataulfo Alves pertence à elite de uma geração de compositores que fixou o samba como gênero musical, liberando-o herança do maxixe. A essa geração, que sucedeu a dos pioneiros Sinhô, Caninha e Donga, pertencem ainda figuras como Ismael Silva, Wilson Batista, a dupla Bide e Marçal e outros bambas.

    A diferença entre o samba de Ataulfo e o desses compositores é que, oriundo do sertão mineiro e descendente de um violeiro cantador, ele incorporou à sua música influências da toada rural, daí resultando a cadência arrastada e um certo jeito dolente e melancólico que a caracterizam.

    Foi conselheiro e presidente da UBC (União Brasileira de Compositores) e diretor da ADDAF (Associação Defensora de Direitos Artísticos e Fonomecânicos). Compôs mais de 700 músicas.

    Em 1962, em Miraí, a Rua do Rosário (que já fora Rua do Buraco) onde morou foi transformada na Rua Ataulfo Alves.

                                                                 

    Um lenço branco foi a sua marca registrada. Com ele, costumava “reger” o seu conjunto.

                                                

    Recebeu vários “slogans”: General do samba, O diplomata do samba, Embaixador do samba brasileiro ou O mais elegante sambista (chegou a ser eleito um dos 10 mais elegantes pelo “papa” da crônica social Ibrahim Sued). “Quando fui apontado como um dos 10 mais elegantes pelo Ibrahim, eu aparecia nas fotografias com um terno de 10 anos atrás. É que, naquela época, eu não podia pagar um bom alfaiate. Mas, depois de eleito, surgiram grandes alfaiates que, interessados em ganhar publicidade, ofereciam-se para me fazer roupas de graça”.

    Ganhou também o título de Carioca Honorário da Assembleia Legislativa da Guanabara, pelos relevantes serviços prestados à nossa música popular.

    Retirado de:

    Dicionário Cravo Albin 

    Mpbnet 

    Leia mais em:

    Site oficial

    Discografia 

    Ataulfo Alves: samba, símbolo da cultura e identidade brasileira, de Rilza Rodrigues Toledo e Sonia Maria Dal-Sasso

    Centenário de Ataulfo Alves: o mestre do samba carioca com sotaque mineiro, de Fabiana Castro Carvalho 

    Cidade de Miraí festeja centenário de Ataulfo Alves 

    “Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada, Zé” 

    Memorial Ataulfo Alves 

    As mulheres que fazem o samba de Ataulfo Alves e Herivelto Martins, de Larissa Archanjo de Oliveira 

    Rádio Batuta. Instituto Moreira Salles. Pesquisa e texto: Carla Paes Leme

    Sérgio Cabral eterniza a vida e obra de Ataulfo Alves 

    Alguns sucessos de Ataulfo Alves: 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=C9tG10EHf-4%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=QLPLTohfY0A%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=mZ6KD9pOTQ4%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=orBPHw00EtQ%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=q1riDFi81hA%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Az-8iHBCg5o%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=9tc4WW5baYk%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Zi3T9X9eEy8%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=dfVvbXSjxOA%5D

     

  27. Almeida

    2 de maio de 2014 10:17 pm

    Massacre em Odessa

    Hoje foi um dia de muitos tumultos na cidade de Odessa, de caos completo. O dia culminou em massacre.

    Ucrânia: 38 pessoas morrem em Odessa em um prédio incendiado pelo Setor Direito

    38 pessoas morreram na cidade ucraniana de Odessa, como resultado de um incêndio que ocorreu na Casa dos Sindicatos. O edifício foi intencionalmente incendiado por militantes do movimento ultranacionalista Setor Direito.

    Leia e veja a reportagem em espanhol aqui: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/127017-odesa-incendio-casa-sindicatos-disturbios

    Cena do prédio incendiado:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=3Z0K7CnkInQ%5D

  28. Gilson AS

    2 de maio de 2014 11:56 pm

    Comentário de um revoltado e racista no Face.

    Jonir Guizzo

     “para quem gosta de história, haverá de concordar comigo, veja Hitler por exemplo, era carismático, embora nos vendam uma imagem satanizada dele, e com idéias nacionalistas, um salvador da pátria, é o que o povo procura em momentos de instabilidade como agora, sim estamos vivendo um momento de instabilidade preocupante, a baderna tomou conta, o governo perdeu o leme só pensam em ficar no poder a qualquer custo, estamos a merce de partidos populistas, e não é só o Pt , psdb é outro da mesma linha, basta ver estes programas dos bolsas vagabundos, seguros desempregos fraudulentos, escarnio do dinheiro publico, tudo com a fachada de beneficiar os pobres. Nunca tinha visto tanto racismo como agora, e porque? porque todos tem direitos, menos eu e meus filhos eu tenho que me foder trabalhando pra dar uma vida digna, isto é se eu não for assassinado por um vagabundo que vai ficar na melhor das hipotese 2 ou 3 anos na cadeia e rendera uma b=grana legal pra familia dele e a minha e passe miséria, pois é branca, sim virou crime, no Brasil ser branco teteroxexual, católico e empresário, tem algum patrimonio é a pior coisa que tu pode fazer, pois tu pode ser morto por pouco e a manchete é ” os criminos deste crime ainda não foram presos”. bão ninguem, vai ler esta biblia que escrevi mas tá pelos menos desabafei, ah e antes que alguem pense idiotices, não sou racista minha irmã é casada com um negro, tenho um sobrinho negro, meu irmão é casado com  uma mestiça e por aí vai.”

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