4 de junho de 2026

Exército israelense usa munição norte-americana contra Líbano

Pela primeira vez desde 2006, averiguação confirma presença de estilhaços de munição de ataque direto fabricado nos EUA
Foto: RS/Fotos Públicas

O exército de Israel usou munição fabricada nos Estados Unidos em operação que matou 22 pessoas e feriu outras 117 no centro de Beirute, capital do Líbano.

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Equipe de reportagem do jornal britânico The Guardian encontrou restos de uma munição de ataque direto conjunto (Jdam) fabricado nos EUA nos escombros do prédio de apartamentos que desabou na tarde de sexta-feira.

Construídos pela norte-americana Boeing, Jdams são kits de orientação que se prendem a grandes “bombas burras” que variam de até 2.000 libras (900 kg), convertendo-as em bombas guiadas por GPS.

Os restos de armas foram verificados pela divisão de crise, conflito e armas da Human Rights Watch e por um ex-técnico militar em bombas dos EUA. Esta é a primeira confirmação do uso de munição norte-americana em um confronto no centro de Beirute desde 2006.

Enquanto isso, um navio com bandeira portuguesa carregando explosivos encomendados por uma empresa israelense e uma empresa polonesa não pode atracar em nenhum porto internacional, uma vez que o governo português pediu a retirada do pavilhão, mas nada foi feito até o momento.

Ataque mais mortal em um ano

O ataque realizado pelas forças israelenses nesta quinta-feira atingiu um complexo de apartamentos em um bairro densamente povoado, demolindo o prédio e destruindo carros e residências próximas.

Equipes de resgate trabalharam durante a noite em busca de sobreviventes, e socorristas destacaram que o prédio tinha mais pessoas que o normal, pois moradores acolheram pessoas deslocadas dos ataques israelenses no sul e nos subúrbios ao sul de Beirute.

Este foi o ataque mais mortal contra a capital do Líbano desde o início dos combates entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, há um ano.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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