4 de junho de 2026

Enel não dá previsão de normalização de serviços: “procurem especialistas em clima”

Assessoria informa que cidades não foram preparadas para resistir a fenômenos e que investimento para reverter padrões é alto
Lâmpada ilumina um quarto completamente escuro
Foto: Marcelo Casall Jr/Agência Brasil

A reportagem do GGN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Enel, na manhã deste sábado (12), a fim de saber qual é a previsão de normalização dos serviços. Atualmente, estima-se que 1,6 milhões de consumidores na capital e na Grande São Paulo estejam sem luz. 

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Mas, em vez de respostas objetivas, a empresa se limitou a atribuir o problema ao clima. 

“Estamos sugerindo aos jornalistas ouvirem especialistas em mudanças climáticas”, afirmou a assessoria. 

Ainda de acordo com a assessoria, “as cidades não foram preparadas para resistir a fenômenos desta magnitude”. Assim, seria necessário “um investimento muito grande para reverter os padrões construídos no passado”. 

Mas a empresa não informou o prazo para a normalização do serviço ou qual foi a extensão do dano à rede elétrica, questionado anteriormente pelo GGN por e-mail. 

CPI

Esta, no entanto, não é a primeira vez que a Região Metropolitana de São Paulo é atingida por chuvas torrenciais. Em novembro de 2023, mais de 2,1 milhões de pessoas ficaram sem energia por até seis dias após as fortes chuvas que atingiram a Grande São Paulo. 

Na época, uma das razões pelas quais os paulistanos ficaram no escuro por tanto tempo foi a má conservação da rede elétrica, que não resistiu ao temporal. 

A Enel atribui a falta de energia atual às mudanças climáticas, mas não respondeu quais foram os investimentos feitos na rede desde 2023 para prevenir novos apagões. 

Em novembro, restou à população os prejuízos causados pelos seis dias sem acesso ao serviço básico, como perda de alimentos e impossibilidade de trabalhar. 

Vale lembrar ainda que, em junho, a conclusão do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de São Paulo foi a revogação da concessão da Enel.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. Luiz Gonzaga Belluzzo

    12 de outubro de 2024 11:56 am

    Estamos sofrendo as consequências da privatização de um serviço público fundamenta para as sociedades urbanizadas. O investimento preventivo já deveria ter sido ececutado pela empresa. Mas, para alavancar o resutado financeiro, são sacrificados os gastos em manutenção e sustentação da rede elétrica. Em todas as grandes cidades do mundo a rede elétrica é subterrânea.

  2. Jicxjo

    12 de outubro de 2024 4:22 pm

    Duvido que dariam uma resposta dessas à mídia italiana. Quanta empáfia. Quanto ao diagnóstico, a questão é simples de responder:
    .
    – Quantos postes foram derrubados;
    – Quantas linhas foram interrompidas;
    – Quantos transformadores estouraram;
    – Quantas galerias técnicas estão inundadas;
    – Quantas subestações foram danificadas por descargas.
    .
    A partir daí, dada a escala de equipes de manutenção disponíveis, tem-se uma estimativa do tempo de conserto de cada incidente, bem como do restabelecimento da energia das áreas centrais (do ponto de vista da rede elétrica) até as pontas de cada circuito. Para não se complicar, é só frisar que o cronograma é uma estimativa e feita para clima estável, sem novas tempestades no intervalo. Culpar o clima para não dar qualquer estimativa é confissão de canalhice.

  3. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    12 de outubro de 2024 10:46 pm

    Se a Enel tivesse cumprindo totalmente o contrato que assinou e grande parte dos cabos de eletricidade estivessem submersos a situação estaria bem melhor

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