20 de junho de 2026

Terroristas israelenses já assassinaram 43 mil palestinos, por Felipe Costa

Tentam camuflar o genocídio recorrendo à cínica desculpa de que o território israelense foi ‘covardemente’ atacado por terroristas

Terroristas israelenses já assassinaram 43 mil palestinos, incluindo 17 mil crianças.

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por Felipe A. P. L. Costa.

A imagem que ilustra esta nota foi capturada por mim no início da tarde de hoje (25/10). Eu a encontrei na primeira página da edição eletrônica do jornal espanhol El País.

A imagem faz parte de um vídeo publicado pelo jornal. A foto e o vídeo não foram feitos por profissionais do El País. Atribuídos a Mohammed Salem, foram originalmente produzidos pela agência de notícias Reuters. Qualquer veículo de imprensa mundo afora pode fazer o mesmo: adquirir e publicar material jornalístico produzido por quem está no local. Desconheço se algum veículo da grande imprensa brasileira tem correspondente em países árabes ou persas. (As baboseiras que os veículos brasileiros tradicionalmente divulgam sobre o Oriente Médio é o material de propaganda que recebem do governo sionista de Israel.)

Matar crianças e mulheres em Gaza tem sido uma prática diária das forças de Israel. Tentam camuflar o genocídio recorrendo à cínica desculpa de que o território israelense foi ‘covardemente’ atacado por um grupo de terroristas estrangeiros, em 7/10/2023. Assim, em represália à morte e ao sequestro de algumas centenas de cidadãos do país, os terroristas israelenses já assassinaram ao menos 42,8 mil palestinos, 39% (~16,8 mil) dos quais eram crianças (para detalhes, ver aqui).

Temo que muitos leitores brasileiros não saibam disso, mas pilhar recursos dos vizinhos (e.g., água e terras), manipular notícias e matar ‘terroristas’, incluindo bebês de colo, são políticas tradicionais do estado de Israel.

A hipótese que as imagens de hoje da Reuters estão a reforçar é esta: os soldados das forças de Israel são remunerados diariamente em função do número de cadáveres que produzem. Sem cadáveres, sem remuneração. É por isso que não há bala perdida em Gaza: os soldados miram e atiram em qualquer um, de qualquer idade, a qualquer hora.

* * *

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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