4 de junho de 2026

Diplomata alemão alerta: não desmereçam os BRICS

Em artigo, ex-vice-chanceler da Alemanha afirma que o Ocidente “deve aprender a compartilhar o poder de forma mais construtiva”
Foto: Kremlin - via fotospublicas.

O Ocidente vai cometer um grande erro se descartar a recente cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como um “espetáculo secundário antiocidental de pouca consequência”, na visão do ex-vice-chanceler da Alemanha Joschka Fischer.

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“Os governos ocidentais podem gostar de acreditar que o encontro mostrou uma falta de unidade e substância, mas a realidade é mais complicada”, diz Fischer, em artigo publicado no site Project Syndicate.

O articulista destaca os BRICS avançaram para uma plataforma multilateral não apenas para países como China e Rússia, mas também para potências emergentes mais neutras – e a adesão de governos ocidentais e de países como Irã, Etiópia, Egito e Emirados Árabes Unidos explica que o bloco “progrediu em direção ao seu objetivo de servir como uma plataforma multilateral independente do Ocidente e de todas as economias dependentes do dólar ou do euro”.

Para Fischer, a importância de tal progresso não deve ser subestimada no longo prazo, principalmente por conta do interesse de outros mercados emergentes em se unir ao grupo.

“Ao longo deste século, o BRICS+ pode muito bem se tornar o veículo do “resto”, contra o Ocidente. Este seria um resultado surpreendentemente dialético da globalização e da agenda de livre comércio promovida pelo Ocidente nas últimas décadas”, pontua o articulista.

Embora destaque os interesses estratégicos da Rússia em torno do grupo, o mesmo não pode ser dito pelos outros países do bloco que, ao contrário da ruptura com a ordem global, querem mais influência, respeito e prestígio globais – o que é especialmente verdadeiro quando se trata da China.

“A situação representa um desafio e uma oportunidade para o Ocidente, desde que uma segunda presidência de Donald Trump não abra as falhas globais existentes. Se o Ocidente permanecer politicamente e culturalmente unido, continuará a desempenhar um papel de liderança no século XXI, apesar de seus desafios demográficos. Mas deve aprender a compartilhar o poder”, alerta Joschka Fischer.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. ANGELO FRIZZO

    29 de outubro de 2024 6:19 pm

    HORA DE ACABAR COM A PICARETAGEM FINANCEIRA (DOLAR, BOLSA, INVESTIMENTOS, DIVIDAS PÚBLICAS, ETC)que assola os Países Pobres do OCIDENTE DOMINADO PELO IMPÉRIO SIONISTA que opera com dolar SEM lastro.

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