A criticada proibição de Israel ao trabalho da agência de ajuda palestina das Nações Unidas (UNRWA) é uma tentativa de comprometer os direitos dos refugiados palestinos e expulsá-los dos territórios ocupados.
A afirmação foi feita por analistas ouvidos pela Al Jazeera, que destacaram também a tentativa israelense de despovoar Gaza ao encerrar os serviços da UNRWA, fazendo com que a vida dos refugiados na região seja praticamente impossível.
Uma das analistas ouvidas é Tahani Mustafa, especialista em Israel e Palestina da organização Internationa Crisis Group. Para a analista, a mais recente legislação israelense integra uma campanha para acabar com qualquer infraestrutura de ajuda aos palestinos – e também uma operação para remover os palestinos de suas terras de forma permanente.
A agência estará proibida de atuar nos territórios ocupados dentro de três meses, o que vai comprometer ainda mais um quadro já catastrófico em Gaza e na Cisjordânia, o que inclui Jerusalém Oriental.
Apenas em 2023, Israel expulsou quase toda a população de 2,3 milhões de Gaza, e mais de 40 mil palestinos foram mortos desde o início da guerra, iniciada após ataque liderado pelo grupo palestino Hamas na região sul de Israel, que matou 1.139 pessoas e cerca de 250 foram levadas cativas.
José Jésus Gomes de Araújo
23 de julho de 2025 7:34 pmEstou tentando entender o conflito de Gaza e Questão palestina. Essas análises são de muito valor.