13 de junho de 2026

Para Lula, vitória de Kamala nos EUA é mais ‘segura’ para democracia

Em entrevista a franceses, presidente reitera eixos da liderança brasileira em reunião no G20, que vai ocorrer nos dias 18 e 19 de novembro
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante gravação de entrevista, por videoconferência, a Darius Rochebin, do canal francês TF1. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma vitória da candidata democrata Kamala Harris sobre o republicano Donald Trump na eleição norte-americana seria mais “seguro” para a economia, na visão do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

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“Sou amante da democracia. Acho que é o melhor sistema de governo que a sociedade construiu no mundo. Ela permite aos contrários, os antagônicos, uma disputa civilizada na discussão de ideias, sem violência. Acho que a Kamala ganhando as eleições, é muito mais seguro para fortalecer a democracia nos Estados Unidos”, afirmou Lula, em entrevista ao jornalista Darius Rochebin, do canal de notícias francês LCI – ligado à rede TF1.

Além de falar sobre as eleições norte-americanas, Lula também falou sobre a próxima reunião do G20, que irá acontecer no Brasil entre os dias 18 e 19 de novembro, e também falou sobre seu papel pessoal. “Quero viver 120 anos. Tenho 79. Tenho tempo. Quero deixar um legado de que a pobreza pode ser eliminada do mundo”, disse, ressaltando que o G20 poderia assim levar a um imposto global para os multimilionários.

Aliança global contra a fome

O presidente brasileiro explicou que o G20 no Brasil terá o combate à fome como um de seus focos, por meio de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

“Não há mais justificativa para termos 733 milhões de pessoas passando fome em um mundo autossuficiente na produção de alimentos, enquanto os gastos com armas e guerras alcançam a marca de US$ 2 trilhões”, destacou Lula em sua rede social.

https://bsky.app/profile/lula.com.br/post/3l7vwrjd5u22f

“Retiramos o Brasil do Mapa da Fome quando deixei o governo em 2010. Quando retornamos, em 2023, eram 33 milhões de pessoas na miséria. Já tiramos 24 milhões de pessoas e vamos terminar 2026 com as pessoas comendo todas as três refeições. Nada é impossível para o ser humano quando ele tem uma causa”, destacou o presidente.

Lula passou ainda pelos dois outros eixos do G20 Brasil – a questão climática e a movimentação por uma reformulação nos organismos de governança global. “A segunda pauta do G20 no Brasil é a transição energética e a questão climática. Nosso país possui 90% de sua energia elétrica proveniente de fontes limpas, e queremos fazer dessa uma discussão central. Existem dezenas de alternativas para despoluir o mundo e reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, afirmou.

Sobre os confrontos em andamento, o presidente brasileiro destacou que sempre é momento de se discutir a paz, em nova crítica à falta de uma governança capaz de promover o diálogo.

“Precisamos de pessoas dispostas a conversar e dialogar para encontrar soluções para os problemas do mundo. Seja no Iêmen, no Irã, no Sudão, em Israel, no Líbano, na Rússia ou na Ucrânia, devemos ter a capacidade de dialogar. O poder do argumento tem mais impacto do que o poder de uma metralhadora”, destacou o presidente.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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6 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    2 de novembro de 2024 11:33 am

    Um matuto do Wisconsin estava só esperando a opinião de Lula em uma tv francesa para mudar o voto.

    Perdeu uma chance de ficar calado.

    Depois vai ter de engolir o sapo laranja …

    Outra coisa que queria entender porque diacho acham que um democrata e melhor que um republicano pro Brasil ?!

    Ainda vou entender.

  2. celso soares

    2 de novembro de 2024 11:44 am

    O Presidente Lula, me desculpe. A Vitória de Kamala pode ajudar a segurar o ímpeto dos nazifascista no Brasil e no mundo. No entanto, qualquer um dos dois que ganhar, Kamala ou Trump, a “democracia” americana continuará a ser cínica, criminosa e sanguinária. A tentativa de genocidio total do povo palestino, que tem Israel outro estado terrorista como executor, os vários bloqueios econômicos do EUA após a grande guerra, por exemplo Cuba, Venezuela e Coréia Popular e Russia, as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, com um Japão de joelhos, as invasões no Iraque, Líbia e em outros países com assassinato em massa de civis para saquear e a tentativa de acabar com a Rússia, implantando o nazifascismo na Ucrânia, atestam o Estado terrorista dos EUA!

  3. Douglas da Mata

    2 de novembro de 2024 11:45 am

    Hahahahaha…

    E não foi Obama que chamou esse moço de “o cara”, e depois lhe enfiou o golpe de Dilma e etc goela adentro?

    Arf…

    Quanta viralatice….

    Com Kamala os golpes devem vir com cartão e flores …

    Ou as bombas serão pintadas da bandeira LGBT..

    1. Celso P. Pimenta

      3 de novembro de 2024 10:53 am

      Lula se deu mal dando um pitaco indevido nas eleições da Venezuela, mas parece não ter aprendido.

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    3 de novembro de 2024 6:05 pm

    “America a nation reborn.”
    Em 2025 não haverá mais distinção entre cinema e realidade. Pouco importa o resultado da eleição, os EUA já entrou numa espiral de conflito político tão tóxico e violento quanto aquele que existiu entre guelfos e guibelinos em Florença ao tempo de Dante Alighieri. E eu realmente acredito que os anericanos merecem colher em casa o odio e os rios de sangue que o país deles provoca no exterior há quase 100 anos.

  5. JOSE DE ALMEIDA BISPO

    4 de novembro de 2024 7:16 am

    “A direita da USP contra a esquerda da USP”, como diz o Caetano. A mesma coisa, quando se trata de poder no Império. Um invade; dá golpe. O outro mantém o golpe e as vantagens americanas dele decorrentes.

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