O vereador eleito em Minas Gerais, Pedro Rousseff, se manifestou nas redes sociais após ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira a prestar depoimento sobre uma doação recebida, em nome de seu pai, durante a campanha eleitoral deste ano.
Para o político, trata-se de uma perseguição judicial que envolve o governador Romeu Zema (Novo), já que o delegado do caso, Alexandre Batista, atuou como secretário-executivo de Segurança do Estado de Minas Gerais durante a sua gestão. Batista foi indicado à época pelo então ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro.
“Eles têm medo porque sabem que, como vereador, eu vou abrir a caixa-preta dos bolsonaristas. Vamos fiscalizar e descobrir tudo o que eles fizeram de errado. E, em relação ao delegado do Zema, vamos abrir uma investigação e uma denúncia contra ele na Corregedoria. A Justiça brasileira não pode ser utilizada para perseguir opositores e destruir reputações“, desabafou o vereador no X.
O valor questionado pela Justiça, de R$ 60.309,94, foi doado pelo pai do vereador, que também tem o mesmo nome. “O delegado da PF questionou uma doação que meu pai fez para minha campanha, de forma aberta e legal, dizendo que não foi ele [meu pai] quem doou, mas sim eu”.
“O delegado vasculhou minha vida de cabo a rabo e não conseguiu perceber um fato muito simples: meu pai também se chama Pedro Rousseff. Como um delegado investiga e não percebe que no Pix o CPF do doador não é o meu?“.
Pedro Rousseff também mencionou que este não se trata de um caso isolado de perseguição judicial. Segundo ele, a estratégia de confundir CPFs para culpabilizar tem sido usada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) “para intimidar e assediar a minha família.”
Assista ao vídeo completo abaixo:
Pedro Rousseff na TV GGN: A renovação da esquerda e a postura combativa para enfrentar a extrema-direita
O vereador Pedro Rousseff, sobrinho da ex-presidenta Dilma Rousseff, tem se destacado como uma voz combativa na renovação da esquerda, fato que tem incomodado setores reacionários da extrema-direita.
Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, Rousseff afirmou que a política precisa acompanhar a velocidade de renovação da extrema-direita e, para isso, defende a adoção de estratégias semelhantes às usadas pelos extremistas nas redes sociais, ainda que tal postura gere desconforto em parte da esquerda. Segundo ele, é fundamental a adoção de uma postura mais firme para evitar “apanhar sem reagir”.
Além de atualizar o discurso, o vereador sugere que o PT resgate suas raízes e volte a dialogar com as comunidades periféricas e trabalhadores marginalizados, revivendo o espírito do partido de 30 anos atrás.
Assista a entrevista completa pelo link abaixo:
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evandro condé
7 de novembro de 2024 3:32 pmO mais impressionante não é a intimação, mas o delegado ter a cara de pau. Como deve olhar os pares?