4 de junho de 2026

COP29 alerta riscos climáticos e afirma: ‘nenhum país está seguro’

Presidente da COP destaca necessidade urgente de investimentos para combater mudanças climáticas globais e garantir um futuro sustentável
cop29

Instituições do setor privado devem investir financeiramente na economia de baixo carbono, caso contrário, possivelmente poderão enfrentar consequências de um colapso climático, de acordo com Mukhtar Babayev, presidente da COP29 e ministro do Meio Ambiente do Azerbaijão. 

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“O ônus não pode recair inteiramente sobre os cofres do governo. Liberar o financiamento privado para a transição dos países em desenvolvimento tem sido uma ambição das negociações climáticas há muito tempo (…) Sem o setor privado, não há solução climática. O mundo precisa de mais fundos e precisa deles mais rápido. A história mostra que podemos mobilizar os recursos necessários; agora é uma questão de vontade política”, enfatizou o presidente durante a abertura da cúpula climática da ONU em Baku.

A COP29 atualmente conta com um conjunto de quase 200 países que buscam um novo acordo para fornecer financiamento para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos de eventos climáticos extremos. 

Os países em desenvolvimento pedem que o financiamento climático aumente dos atuais US$100 bilhões anuais para pelo menos US$1 trilhão por ano até 2035.

A reunião teve sua atenção perdida após a confirmação da reeleição de Donald Trump, que anteriormente prometeu remover os EUA do acordo climático de Paris e descartar compromissos de corte de emissões de carbono. 

Não tendo o apoio dos Estados Unidos, os países desenvolvidos se encontrarão em uma situação mais complicada para conseguir atingir as metas de financiamento climático, buscando assim, outras maneiras de atingir a marca.

O debate sobre o financiamento para combater as mudanças climáticas está dividido entre o apoio público e a participação privada, com muitos especialistas destacando os desafios de uma transição sustentável para os países em desenvolvimento. Babayev apontou a falta de recursos globais suficientes para financiar a transição para energia limpa nesses países, apenas com subsídios governamentais ou financiamento concessional. 

Mariana Paoli, chefe global de advocacia da Christian Aid, defende que o financiamento público é essencial, pois os governos fornecem subsídios que atendem melhor às necessidades dos países em desenvolvimento, sem agravar a crise da dívida.

“O financiamento governamental é muito melhor do que o financiamento privado quando se trata de lidar com as mudanças climáticas. Os governos são os únicos capazes de fornecer financiamento na forma de subsídios, que são a única maneira de atender às crescentes necessidades dos países em desenvolvimento para lidar com a crise climática. O financiamento privado é guiado por lucros e quase sempre são empréstimos, piorando assim a crise da dívida que muitos países em desenvolvimento estão enfrentando”, disse Mariana.

Simon Stiell, chefe do clima da ONU, alertou sobre os riscos econômicos de depender de combustíveis fósseis e da falta de ação climática, frisando que todos os países devem contribuir, não por caridade, mas por interesse próprio. Ele enfatizou a necessidade de uma meta de financiamento climático ambiciosa para o benefício de todas as nações.

com informações do The Guardian

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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