4 de junho de 2026

A inflação de outubro foi puxada pela energia elétrica

Acontece que esse preço é afetado por seca, condições climáticas, nível de água dos reservatórios, não tendo nenhuma relação com demanda.
Marcello Casal Jr - Agência Brasil

Vamos a alguns pequenos exercícios para decifrar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) de outubro, que ficou em 0,56%.

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  1. Análise dos grupos.

O IPCA é dividido em 9 grupos de preços. Os maiores aumentos foram em Habitação, Alimentos e Bebidas e Despesas Pessoais.

Mas a influência de cada grupo depende de seu peso na cesta de produtos. Isto é, da quantidade estimada de consumo de cada produto pelas familias. De acordo com a influência no resultado final, o maior peso foi de Habitação que respondeu por 0,229 dos 0,560% registrados, e Alimentação e Bebidas, com 0,225 pontos.

  1. Análise de subgrupos

Se se detalhar um pouco mais o IPCA, analisando o conjunto de subgrupos, vai-se constatar que o maior peso, no IPCA de outubro, foi de Combustível e Energia – que aumentou 3,68% e impactou o índice em 0,205% -, seguido por Alimentação no Domicílio – alta de 1,22% e influência de 0,187%.

  1. Terceiro nível de produtos

Se se desce mais na desagregação, analisando os produtos que compõem os subgrupos, se constatará que o grande vilão foi a Energia Elétrica Residencial que, sozinha, teve uma influência de 0,196% sobre o índice. Acontece que esse preço é afetado por seca, condições climáticas, nível de água dos reservatórios, não tendo nenhuma relação com demanda.

Quando se analisa alimentos, percebe-se uma alta em Carnes e Óleos e Gorduras.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Miko Costa

    13 de novembro de 2024 7:46 am

    A Anel (energia elétrica) e o Banco Central (Taxa Selic e Câmbio) e que vem puxando a inflação do Brasil, deliberadamente.

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