Vamos a alguns pequenos exercícios para decifrar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) de outubro, que ficou em 0,56%.
- Análise dos grupos.
O IPCA é dividido em 9 grupos de preços. Os maiores aumentos foram em Habitação, Alimentos e Bebidas e Despesas Pessoais.
Mas a influência de cada grupo depende de seu peso na cesta de produtos. Isto é, da quantidade estimada de consumo de cada produto pelas familias. De acordo com a influência no resultado final, o maior peso foi de Habitação que respondeu por 0,229 dos 0,560% registrados, e Alimentação e Bebidas, com 0,225 pontos.
- Análise de subgrupos
Se se detalhar um pouco mais o IPCA, analisando o conjunto de subgrupos, vai-se constatar que o maior peso, no IPCA de outubro, foi de Combustível e Energia – que aumentou 3,68% e impactou o índice em 0,205% -, seguido por Alimentação no Domicílio – alta de 1,22% e influência de 0,187%.
- Terceiro nível de produtos
Se se desce mais na desagregação, analisando os produtos que compõem os subgrupos, se constatará que o grande vilão foi a Energia Elétrica Residencial que, sozinha, teve uma influência de 0,196% sobre o índice. Acontece que esse preço é afetado por seca, condições climáticas, nível de água dos reservatórios, não tendo nenhuma relação com demanda.
Quando se analisa alimentos, percebe-se uma alta em Carnes e Óleos e Gorduras.
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Miko Costa
13 de novembro de 2024 7:46 amA Anel (energia elétrica) e o Banco Central (Taxa Selic e Câmbio) e que vem puxando a inflação do Brasil, deliberadamente.