3 de julho de 2026

Ministro libera ao STF discussão sobre escolas cívico-militares em SP

Colégio Tiradentes, em Minas Gerais é subordinado à PM - Foto: Divulgação

Na última terça-feira (26), a medida que impedia a implantação de escolas cívico-militares no estado de São Paulo, foi declinada por decisão do ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Anteriormente, a ação movida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não permitia a inclusão deste regime, porém após um estudo e análise do ministro, foi constatado que o TJ-SP invadiu a competência do STF ao suspender o modelo. A previsão era de pelo menos 45 unidades na primeira fase, porém a medida foi barrada em agosto deste ano.

A ação que já vinha sendo solicitada pelo atual governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), agora irá avançar para o plenário do STF.

Mendes deixa claro que sua decisão não aborda o debate sobre o modelo das escolas cívico-militares, e alega que ao permitir essa atitude levaria ao esvaziamento da competência do STF. 

“Estaríamos a permitir que um órgão jurisdicionalmente inferior a esta Corte frustrasse as próprias competências do STF”, afirmou.

Como funcionam as escolas no modelo Cívico-Militar? 

O Programa Escola Cívico-Militar, gerido pela Secretaria da Educação em parceria com a Secretaria de Segurança Pública para o ano de 2025, irá permitir que a implementação do regime seja incluída em escolas já existentes da rede estadual ou municipal, e em novas unidades também.

Nelas, pelo menos um policial militar escolhido através de um processo seletivo irá atuar como monitor, participando de “atividades extracurriculares de natureza cívico-militar”, além de fazer parte do corpo de gestão, que cuidará da administração e das disciplinas lecionadas, em parceria com as secretarias de Educação, que serão responsáveis pela condução pedagógica.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    27 de novembro de 2024 4:08 pm

    Quer dizer que 1 PM na porta de uma escola dando ordem unida guiada por cantorias de violência, como reportado recentemente, transforma o colegio em “militar”? rs

    Como disse no filme o Coringa; “A loucura é como a gravidade, só precisa de um empurrãozinho…”

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