4 de junho de 2026

Para Mantega, superávit primário será de 2,5% do PIB em 2015

Da Agência Brasil

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Mantega prevê superávit primário de 2,5% do PIB em 2015

Daniel Lima e Kelly Oliveira
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse acreditar que qualquer que seja o governo em 2015 deverá perseguir a meta de superávit primário do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado hoje (15) ao Congresso Nacional. O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública.
 
“É claro que há algum grau de imponderabilidade, mas nós consideramos que qualquer governo que estiver no exercício deverá considerar a trajetória de responsabilidade em relação ao superávit primário”, argumentou.
 
Para o ministro, há recuperação inquestionável do crescimento da economia internacional. Ele lembra as conclusões do encontro do FMI e do Banco Mundial no último final de semana em Washington. Segundo o ministro, a percepção dos participantes foi de melhora nos rumos da economia e superação da crise.

 
Para Guido Mantega, se o Produto Interno Bruto (PIB) for superior a 3%, índice considerado realista por ele, o governo elevará a meta de superávit primário estimada em 2,5% do PIB. Ele garantiu que será mantido rigoroso controle das despesas.
 
Além disso, destacou, existe um processo de redução de subsídios, cuja trajetória será mantida. Para ele, com medidas desse tipo, a dívida pública será reduzida, dando mais solidez aos fundamentos econômicos.
 
Sobre as taxa básica de juros (Selic), atualmente em 11% ao ano, ele concordou que é elevada, mas destacou que é assim que o Banco Central combate a inflação. “O que o Banco Central está fazendo é adequado. Sobre câmbio é difícil prever. Usamos R$ 2,40 no final do período [dezembro]. Mas isso não é objetivo a ser alcançado. É só referência para podermos fazer os cálculos do governo”, explicou.

Redação

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5 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    16 de abril de 2014 4:14 pm

    Pensa que vai acalmar os que

    Pensa que vai acalmar os que transitam na “incerteza”, no “pessimismo”, na desconfiança?

    O governo subiu os juros para atender ao mercado que gritava inlação, inflação, inflação; e ela não caiu.

     

  2. LC

    16 de abril de 2014 5:32 pm

    Então já temos uma certeza…

    O superavit em 2015 não será de 2,5%…

  3. C. Acácio

    16 de abril de 2014 6:14 pm

    É preciso considerar a

    É preciso considerar a remuneração dos rentistas como política de Estado , diz o ministro Mantega. Superávit de 2,5 do PIB, juros a 11% aa , é muita grana. Leitinho morno , vitaminado. Esse tema é tratado como se não permitisse questionamentos , sequer uma auditoriazinha , para legitimar números tão grandes. O mercado é muito assustadiço e desconfiado , sugerem e temem retraí-lo com medidas heterodoxas. A conta Dívida Pública apodera-se de parte importante do Orçamento da União e o restante do bolo é dividido pelos demais encargos públicos. O quadro de servidores aguarda por uma atenção especial , já que a contra partida oferecida pelo trabalho é infinitamente superior a proporcionada pelo capital financeiro … e dispensa auditorias …

  4. anarquista sério

    16 de abril de 2014 11:45 pm

     
    Qual a diferença do

     

    Qual a diferença do instituto de pesquisas Vox Populi e as previsões de mANTEGA?

  5. Alexandre Weber - Santos -SP

    17 de abril de 2014 1:00 am

    O Dólar acaba ou não acaba ?

    Muitos analistas de fora dizem que a inserção do Rublo e o Renmimbi como moedas de trocas internacionais já são um fato.

    A disputa na Ucrânia é a ponta visível deste embate.

    O analista Armstrong põe em 2015,75 a data do colapso do sistema financeiro internacional como o conhecemos hoje.

    As contas brasileiras estão ajeitadas, mas a contigência internacional é avassaladora.

    Resta saber se o Brasil têm saúde para aguentar uma debacle do Dólar e sair complexo como é hoje depois da refrega.

    Se as reservas, na casa dos 400 Bilhões forem mantidas e bem administradas o dano com certeza será menor no caso de fortes turbulências no ano que vêm.

    Na minha opinião, não é hora para grandes arrojos que dependam de situações não muito confiáveis, depois o custo será infinitamente maior. Uma reestruturação do governo, colocando a casa em ordem facilitaria muito o trabalho de reconstrução da nação em caso de uma situação calamitosa à frente, produzida pelo colapso do sistema financeiro. Deixaria as contas e o orçamento público livre, leve e solto para os ajustes necessários sem a perda do controle.

    Vivemos em tempos interessantes.

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