Emendas parlamentares teriam alimentado lideranças políticas em 17 estados brasileiros para negociações e contratos públicos com recursos bilionários desviados.
É o que mostra uma das maiores investigações da Polícia Federal deflagradas neste ano, a Operação Overclean, que mira uma grande organização criminosa que usava os recursos públicos de emendas e de licitações municipais.
Entre os articuladores dos desvios bilionários, a PF suspeita do empresário Marcos Moura, conhecido como “rei do lixo” e o envolvimento de importantes lideranças do União Brasil, como o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (2013-2021) e vice-presidente do partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o senador do Amapá pelo União Brasil Davi Alcolumbre.
Somente os contratos de Moura, conhecido como “rei do lixo”, teriam movimentado R$ 1,4 bilhão nos últimos anos. Ele é proprietário de empresas de coleta de lixo, dedetização e obras públicas, além de filiado ao União Brasil, e teria se beneficiado do esquema.
No início do mês, em Operação deflagrada na Bahia, a PF apreendeu R$ 1,5 milhão de dinheiro com suspeitos, supostamente de origem ilícita para o pagamento de propinas em Brasília. O montante foi apreendido em um voo particular, de Salvador com destino à capital federal, no dia 3 de dezembro.
O empresário Marcos Moura foi um dos presos, juntamente com documentos apreendidos, que trazem planilhas detalhadas, segundo os investigadores, que comprovariam superfaturamento, lavagem de dinheiro e manipulação de licitações públicas.
Além dos contratos e licitações irregulares, os investigadores indicam que emendas parlamentares também foram usadas para direcionar os recursos ao grupo criminoso.
Com a prisão e a apreensão dos documentos, a expectativa é que o grande esquema, que teria atuado em todo o Brasil e com a articulação de políticos, seja exposto em breve.
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