Algo recorrente nos meses de dezembro é o balanço do ano que está terminando e o que pode estar por vir, tanto em termos pessoais como em economia, política e geopolítica – e, em se tratando de 2024, tais áreas apresentaram uma dispersão incomum em um relacionamento que deveria ser cada vez mais estreito.
A começar pela geopolítica. Em artigo publicado no site Project Syndicate, o economista Mohamed A. El-Erian cita os desdobramentos da guerra Israel-Hamas e o avanço da Rússia sobre a Ucrânia destacando que “a aparente impunidade dos fortes, juntamente com a ausência de meios eficazes para prevenir crises humanitárias terríveis, aprofundou a sensação de muitos de que a ordem global é fundamentalmente desequilibrada e carece de quaisquer proteções executáveis”.
Quanto à política doméstica, os colapsos governamentais na França e na Alemanha deixaram a União Europeia sem uma liderança política – e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos pode levar a política a um quadro onde a nova “contra-elite” terá um aumento significativo na influência política, ao mesmo tempo em que o eixo integrado por países como China, Irã e Rússia desafia a ordem internacional dominada pelo Ocidente.
Pelo lado da economia, o mal-estar europeu aumentou conforme mais países lutam contra o baixo crescimento e grandes déficits orçamentários, enquanto a China não respondeu de forma credível aos dados demográficos desfavoráveis, dívida crescente e crise no mercado imobiliário.
Apesar disso, os mercados entregaram altos retornos, o que inclui quase 60 fechamentos recordes para o índice S&P – segundo El-Erian, isso se deve ao bom desempenho da economia norte-americana em 2024, o que deve se repetir em 2025 por conta da escala de investimento em elementos que impulsionam a produtividade, competitividade e crescimento, embora a agitação politica e geopolítica sejam um risco.
Além disso, acredita-se que a fragmentação econômica vai continuar a levar os países a diversificarem suas reservas para longe do dólar e explorar alternativas aos sistemas de pagamento ocidentais e, na visão do articulista, “é preciso reconhecer a necessidade de se testar qualquer linha de base em relação aos desenvolvimentos reais, além da dispersão mais ampla de possíveis resultados econômicos no próximo ano”.
Douglas da Mata
26 de dezembro de 2024 7:10 pmXaruê, Exu…
Hum-hum, mizifio…
Pai Mercado vai fazê seu ebó, aqui no ilê da Faria Lima, e vai dizê prus erê batê us tambô…
Vossuncê qué sabê se o dinheiro amado vorta em trêis dia, mizifio?
Traz uma galinha pelada, duas lata de goiabada e faz a oração das
Ialorixá do grobo news…
Vem dóla gordo e cevado…
Vai em paz, mizifio…