9 de junho de 2026

IPCA-15 sobe 0,34% em dezembro e fecha 2024 em 4,71%

Alta das carnes e óleo de soja puxaram prévia da inflação oficial no período, segundo IBGE; índice mensal fica abaixo do visto em 2023
Foto de emirkhan bal via pexels.com

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 15 subiu 0,34% em dezembro, e fechou o ano de 2024 com variação acumulada de 4,71%. Os dados mensais para a prévia da inflação ficaram abaixo do visto em 2023 (4,71%) e em dezembro do ano anterior (0,40%)

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Cinco dos nove grupos pesquisados tiveram alta no mês, sendo que Alimentação e bebidas foi responsável não só pela maior variação (1,47%), como também pelo impacto positivo mais acentuado (0,32 p.p.), pela maior variação acumulada no ano (8,00%) e pela maior contribuição (1,68 p.p.).

Neste caso, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,56% em dezembro, por conta dos aumentos do óleo de soja (9,21%), da alcatra (9,02%), do contrafilé (8,33%) e da carne de porco (8,14%). No sentido oposto, destacaram-se a batata-inglesa (-9,85%), o tomate (-6,71%) e o leite longa vida (-2,42%).

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,57% em novembro para 1,23% em dezembro. A refeição (1,34%) e o lanche (1,26%) tiveram variações superiores às observadas em novembro (0,38% e 0,78%, respectivamente).

No caso do grupo Despesas Pessoais (1,36% e impacto de 0,14 ponto percentual), a alta do cigarro (12,78%) foi determinante para o desempenho do segmento. Também houve altas nos subitens cinema, teatro e concertos (2,58%) e cabeleireiro e barbeiro (1,37%).

Já o grupo Transportes (0,46%, e impacto de 0,09 ponto), o subitem passagem aérea subiu 4,43% em dezembro, e o subitem ônibus urbano subiu 1,20%. Em combustíveis (0,09%), foram observados aumentos nos preços do etanol (0,80%) e do óleo diesel (0,41%), enquanto a gasolina (-0,01%) e o gás veicular (-0,12%) apresentaram variações negativas.

No lado das quedas, cujo maior destaque foi o grupo Habitação (-0,20 p.p. e -1,32%), a energia elétrica residencial recuou 5,72% em dezembro, em decorrência do retorno da vigência da bandeira tarifária verde, a partir de 1º de dezembro, além da taxa de água e esgoto (0,32%). Os demais ficaram entre o recuo de 0,52% de Artigos de residência, e o avanço de 0,34% de Vestuário.

Quanto aos índices regionais, nove das 11 áreas pesquisadas tiveram alta em dezembro. A maior variação foi observada em Salvador (0,66%), por conta das altas da gasolina (4,54%) e da passagem aérea (15,35%). Já o menor resultado ocorreu em Brasília (-0,04%), que registrou queda nos preços da energia elétrica residencial (-7,66%) e da gasolina (-3,03%).

No ano, as variações mais intensas foram verificadas em Belo Horizonte, que apresentou variação de 6,20%; em Belém, cuja variação foi de 4,98%; e em Goiânia, com 4,87% de variação.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    30 de dezembro de 2024 8:29 am

    Recentemente ví um vídeo onde um cientista brasileiro, afirmava que não existe inteligência artificial. Peço desculpa ao brilhante cientista, ams discorod da afirmação. Pelo menos no Brasil, a inteligência artificial abunda. Podemos constantá-la, lendo as colunas sobre economia, dos economistas e jornalistas a serviço do mercado finaceiro ou melhor do clube da usura.

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